Guia: Brand Experience aplicado à experiência física e digital 0 3862

grafismo representando brand experience

O mercado do varejo está cada vez mais competitivo e a conquista do consumidor não é uma tarefa nada fácil. Podemos dizer que o cliente de uma marca deixou de ser apenas audiência dos seus conteúdos produzidos. Hoje em dia, a comunicação entre a marca e seu público é uma via de mão dupla, ou seja, o consumidor interage, envia mensagens, responde perguntas, tornando-se mais ativo em todo o processo de compra.

Essa novidade na relação com os clientes tem sido um desafio para muitas empresas que ainda não tem dimensão do poder do Brand Experience ou ainda nem entendem como se aplica esse conceito como um todo.

Partindo disso, este post traz para você o que é e qual a importância do Brand Experience para uma marca, além de mostrar como ele pode ser aplicado nos meios físico e digital (separadamente ou alinhados) usados pela empresa. Tudo isso para que você entenda mais sobre o assunto e reflita sobre como esse é um fator decisivo para sua marca sobreviver no atual cenário mercadológico. Acompanhe!

O que é Brand Experience

Por mais que muitas pessoas considerem o Brand Experience como uma ferramenta, ele, na verdade, é uma estratégia de marketing que visa agregar mais valor à imagem da marca. Essa estratégia usa estímulos sensoriais no contato com a marca, a fim de despertar emoções, experiências e sentimentos únicos no consumidor.

Esses estímulos sensoriais podem ser trabalhados nos seguintes aspectos de uma empresa:

Identidade visual

Deve ser compatível com o perfil do consumidor da marca. Por exemplo, produtos voltados para um público jovem devem se apresentar de maneira descontraída, se comunicando com o cliente de forma espontânea e despojada. Até mesmo o design do PDV deve transmitir a identidade da marca, influenciando a decisão de compra.

Conceito

Assim como a identidade visual, o conceito deve se relacionar com o público-alvo. O conceito da marca é um dos elementos que permitem que o cliente se identifique com a sua proposta. É importante passar os valores e compromissos da empresa ao público para transmitir confiança. Essa é uma ação fundamental na estratégia de Brand Experience.

Atendimento humanizado

Esse tipo de atendimento busca criar uma relação com os clientes que ultrapasse o simples ato de atender. Isso garante uma maior satisfação do consumidor e constrói uma relação mais duradoura — além de proporcionar mais agilidade e eficiência no atendimento;

Promessa inovadora

A marca deve criar propostas descomplicadas, que entreguem ao consumidor um produto ou serviço que torne o seu dia a dia mais prático.

Existem outros elementos que podem tornar a experiência do consumidor única e marcante, como, por exemplo, a forma como a empresa que comunica nas redes sociais, ações e campanhas de marketing que sejam impactantes e até mesmo o design de seus produtos.

É comum do Brand Experience promover ações em que o público seja capaz analisar e testar uma marca antes mesmo de decidir pela compra do produto ou serviço. Assim, ele poderá ter certeza se o produto realmente supre suas necessidades.

As ações de Brand Experience propiciam aprendizados e a capacidade de prever o comportamento do cliente, melhorando o fluxo de consumo. Além disso, a marca transmite sua identidade ao público, torna a sua comunicação com ele mais direta e promove um maior engajamento com a marca.

Como implementar o Brand Experience

Para o Brand Experience ter sucesso, é preciso sinergia. Isso quer dizer que todos os passos devem ser muito bem planejados na empresa para que todas as pessoas que, de alguma forma, interajam com os consumidores, estejam preparadas e sejam capazes de impactá-los positivamente.

Por exemplo, se o time de atendimento de uma empresa foi muito bem treinado e o realiza com maestria quando o consumidor for adquirir um produto ou serviço, mas o suporte técnico deixa a desejar em todos ou em alguns aspectos, a impressão que ele passará a ter da marca será negativa, independente da experiência com o atendimento.

Isso mostra que construir uma boa experiência para consumidor é algo muito complexo e demanda tempo e investimento — não necessariamente devem ser altos. Em contrapartida, acabar com a reputação de uma marca é algo muito fácil de acontecer e pode demorar anos para recuperar sua imagem e o reconhecimento no mercado.

Outra estratégia muito importante que deve ser levada em consideração quando o assunto é Brand Experience é o Live Marketing (ou marketing ao vivo) em que as ações no ponto de contato geram experiências sensoriais que ficam marcadas na mente do consumidor como algo especial, exclusivo, personalizado, “feito para mim”.

O Live Marketing também é conhecido como marketing promocional e é algo que se renova quase que diariamente, tendo como como foco as interações feitas entre o público e a marca, por isso está diretamente relacionado ao Brand Experience.

Dentro desse contexto de promover experiências únicas ao consumidor e passar a mensagem da marca, vender os produtos e serviços da empresa se torna algo secundário. Pois a Brand Experience tem o objetivo de tocar a alma das pessoas, deixando um legado que dialoga com os valores pessoas do consumidor.

O autor norte-americano Chris Anderson criou a chamada “cauda longa”, que possibilitou entender que existem vários nichos de público com seus tipos e especificidades, sendo um desafio para quem planeja o Brand Experience. Afinal, cada tipo de público se relaciona de forma diferente com a marca.

Essa teoria compara o mercado com uma grande cauda de um animal, como um dinossauro. Essa comparação se deve ao fato de que a cauda é sempre mais grossa no início e vai afinando ao chegar na ponta, como acontece no mercado, que tem públicos muito amplos e outros extremamente fragmentados, que podem comprar produtos ou serviços muito específicos.

Entender essas divergências no público da empresa é muito importante para quem trabalha com estratégias da Brand Experience.

Resumindo as vantagens e resultados

As consequência da implantação da Brand Experience giram em torno, principalmente, da experiência que o consumidor tem com a sua marca e como ela a beneficia. Veja, a seguir, quais são as vantagens e resultados do Brand experience:

Conquista a lealdade dos clientes

Quando a experiência do consumidor é positiva, isso gera um sentimento único de afeto com a marca. Esse é o principal sentimento que uma empresa, ao investir em Brand Experience, visa instigar nos clientes, pois ele permite que eles se fidelizem à marca.

Além disso, quando o consumidor tem uma experiência diferente em sua relação com a empresa, ele, instintivamente, procura compartilhar essa descoberta para seus amigos, familiares e até mesmo na internet, podendo milhares ou até mesmo milhões de pessoas para fazer negócios com a sua marca.

Aumenta o valor dos seus produtos ou serviços

Criar uma marca forte e conceituada é o caminho certo para agregar valor aos seus produtos ou serviços oferecidos. Quando as estratégias de Brand Experience são bem planejadas e executadas, as chances da empresa se tornar referência no seu ramo de atuação são muito altas.

Os diferenciais oferecidos como a inovação, funcionalidade e, principalmente, sensações únicas, colocam a marca à frente dos seus concorrentes do mercado, permitindo que o preço cobrado seja mais alto — porém, sem deixar de ser justo.

Facilidade nas vendas

As estratégias do Brand Experience facilitam o processo de venda, devido aos seus processos despertarem o desejo de compra do consumidor. Quando o contato com a marca é positivo em situações prévias à compra, a decisão do cliente se torna muito mais fácil, já que não é preciso convencer o consumidor da qualidade do produto ou serviço.

Aumenta o valor de mercado da empresa

Marcas premium costumam ter mais valor no mercado, possibilitando que mais investidores sejam atraídos à empresa. Essa atração de novos investidores está associada ao Brand Equity (ou “equidade da marca”), um conjunto de características de uma marca que são exclusivas e atribuem valor a ela.

Existem diversos outros fatores que afetam os dígitos e é claro que esse conceito não é o único ligado ao valor de mercado de uma empresa. Ainda assim, uma marca que tem fama e a fidelidade dos clientes, pode ser um ativo muito relevante para a empresa.

Melhora a comunicação e relacionamento com o cliente

Como a comunicação eficiente e o atendimento diferenciado fazem parte das estratégias do Brand Experience, isso ajuda a empresa a ter insights sobre sua relação com o cliente e a relação dele com seus produtos e serviços. Isso também permite que a empresa avalie a satisfação do consumidor, um dado tão importante para o seu crescimento.

A experiência digital

O espaço digital é muito importante para o Brand Experience, pois proporciona experiências que constroem uma imagem clara da marca e uma conexão real com o público. Uma experiência digital de marca só consegue ter sucesso quando está vinculada a uma estratégia clara.

As estratégias digitais do Brand Experience não são usadas para pressionar o consumidor a comprar, mas sim para movê-lo em direção a um objetivo predeterminado da empresa, envolvendo sentimentos positivos em relação à marca. Dessa forma, o consumidor pensará em uma marca preferida primeiro quando, eventualmente, quiser comprar algo específico.

Um ótimo exemplo de uma marca que trabalha a mentalidade da marca antes da venda, é o Nike Plus. A plataforma não vende sapatos, ela vende ideias, conceitos e lifestyle. Assim, o consumidor é atraído de uma forma muito natural graças ao conhecimento do perfil do consumidor pela marca. Então, quando ele pensa em fazer uma compra, vai facilmente pensar na Nike por causa das experiências atrativas e relevantes que obteve.

Outro caso em que houve inovação no relacionamento com o cliente a partir de experiências digitais, foi quando a Samsung criou uma loja nada convencional em Nova Iorque. Por meio de diferentes produtos e tecnologias, a Samsung mostrou como proporcionar uma experiência única aos consumidores.

Nessa loja, nada é vendido, pois trata-se de uma estratégia de Brand Experience voltada para a atrair o público para o valor de inovação da marca. Isso é feito por meio de instalações artísticas exclusivas onde são apresentadas tendências como o IoT (Internet of Things) e realidade virtual.

Além desses exemplos, é importante falar também sobre como o estilo de vida do consumidor moderno exige que ele consiga interagir com a marca em qualquer hora e em qualquer lugar. Sendo assim, é importante investir na mobilidade da marca para aprimorar a experiência mobile do público.

Finalmente, a última coisa sobre a experiência digital de que você precisa entender é que o relacionamento com o consumidor é julgado, principalmente, pela sua presença e engajamento nas redes sociais e comunidades online. Essas ferramentas podem ser muito bem aproveitadas para passar a imagem da marca e construir uma relação com os consumidores.

A experiência física

O PDV do varejo é onde a experiência física com o consumidor acontece. Seja por meio do design autêntido da loja, da iluminação, dos sons temáticos, da música ambiente ou do cheiro que o lugar exala — o olfato é o sentido que mais consegue transmitir emoções ao cérebro, o consumidor consegue construir uma experiência posisitva da marca.

Assim, os estímulos sensoriais causados no público, se aliam à alguma experiência de interação estrategicamente usada pela marca no PDV, permitindo que o consumidor tenha um primeiro contato com o produto oferecido e possa testá-lo de uma forma inusitada e surpreendente.

Mas não basta apenas colocá-lo à disposição se uma situação de interação com o produto ou serviço, é necessário um acompanhamento do início ao fim desse processo. O consumidor não pode se sentir abandonado pela marca, por isso, o planejamento precisa também prever a continuidade deste relacionamento.

O ponto de partida da experiência física no Brand Experience é, além de usar estratégias criativas e inovadoras, agregar conhecimento, sentimentos e inteligência ao consumidor (e não precisa se imitar ao PDV). E nada melhor para isso do que uma interação divertida e diferente como a que a Eletrolux proporcionou ao público na 25ª Edição do Salão Internacional do Automóvel em São Paulo para promover suas lavadoras de alta pressão e aspiradores.

Nesse evento, foi criado um ambiente de experimentação e estandes para atender os convidados e possíveis clientes. Inicialmente, o púbico era convidado a sujar o carro se divertindo com armas de paintball, proporcionando uma sensação de liberdade de realização — o paintball era novidade para muitos que estavam ali.

Depois de sujar os carros à vontade, os visitantes podiam testar as lavadoras de alta pressão para a limpeza dos carros. Posteriormente, o público era convidado para outra atividade, nela, eles podiam sujar bancos e carpetes para, após isso, testar os aspiradores de pó expostos do evento. No final, eles ainda concorriam a lavadoras de alta pressão e aspiradores.

As lojas da marca Mellissa também exploram a experiência física do consumidor, porém, isso acontece no PDV. Com seu cheiro característico de chiclete, ela se destaca das outras lojas do shopping mesmo de longe e faz com que seu cheiro e nome ficque no pensamento do cliente. A partir disso, a marca criou uma verdadeira cultura em torno do seu produto, tanto que a fragrância secreta nostálgica de chiclete foi um brinde em todas as lojas da marca no Brasil no Dia do Cliente.

Interessante, né? Ações como essas, em que o consumidor interage com a marca e com o produto e não apenas o vê em uma prateleira sem poder testar, tornou-se uma tendência irreversível. Não precisam ser ações grandiosas, basta serem inusitads e agradáveis.

Qual a importância de alinhar as duas experiências para o Brand Experience

Os consumidores modernos unem tão fortemente os universos físico e digitais que não compreendem quando uma empresa não faz o mesmo nos seus processos de venda, atendimento etc — sejam empresas de e-commerce que não tem loja física ou lojas físicas que ainda não criaram um contato online.

Assim, quando a loja e as operações online são separadas, as transações tendem a ser complicadas, enquanto poderiam ser simples.

Essa desconexão entre o físico e o online proporciona experiências negativas aos consumidores, como insatisfação e falta de confiança. Não é tão difícil assim unir as duas coisas como pode parecer, mas, mesmo assim, algumas empresas relutam em investir uma parte de seus recursos em capacitação digital. E o pior: quando o fazem, costumam realizar as operações físico e digitais separadamente, dá pra acreditar?

Esse hábito é prejudicial a ambos os lados, pois essas empresas preferem administrar os dois meios de contato com o consumidor da forma que seja mais conveniente a elas e não a mais eficaz para o negócio, pois os clientes não esperam utilizá-los dessa forma.

O que elas não sabem é que as inovações físico-digitais não mudam apenas os produtos e serviços oferecidos, mas também permitem a identificação de instrumentos que reforcem o negócio central e criem novos fluxos de receita.

Para alinhar as duas experiências, cada aspecto da experiência do consumidor deve ser pensado sistematicamente, desenvolvendo elementos inovadores que os envolve, aumenta a vantagem competitiva no mercado e acelera o crescimento.

A Oakley, marca famosa de óculos, é um ótimo exemplo de fusão de experiências físicas e digitais no varejo. Em uma edição de um evento chamado Ironman que acontece em Florianópolis, o público teve a oportunidade de experimentar óculos de realidade virtual e vivenciarem um ambiente no qual conseguissem entender, na prática, quais são os benefícios das diferentes tecnologias de lente.

Ao mesmo tempo, toda a estrutura do e-commerce foi adaptada para a venda física no evento, aprofeitanto toda a tecnologia eficiente já existente no ambiente online para o offline

O resultado foi impactar e aprofundar a experiência do produto de centenas de pessoas presentes no evento, prendendo a atenção tanto de quem já conhecia a marca Oakley, quando a dos novos clientes em potencial.

Por fim, saiba que, ao alinhar os meios físico e digital, deve-se ter em mente que o principal desafio não é o ceticismo dos consumidores em relação ao seus produtos e serviços oferecidos, mas sim a falta de experiência para a sua execução.

Os efeitos do Brand Experience alinhado

A experiência digital alinhada à experiência física é a melhor forma de agradar o consumidor moderno, pois ele gosta de estar conectado e ter experiencias online, mas também valoriza o contato físico com o produto e com as pessoas.

transformação digital ocorrida no varejo é resultado das inovações necessárias feitas para se adaptar ao novo estilo de vida do consumidor, sendo o Brand Experience alinhado um elemento que faz parte dessa transformação.

Alguns dos resultados que podem ser obtidos alinhando a experiência digital e física do consumidor estão descritas na lista a seguir. Confira:

  • melhora a visibilidade do PDV por meio de tecnologias atrativas e inovadoras;
  • evidencia a qualidade de apresentação dos produtos e serviços;
  • garante a transmissão de informações corretas sobre o produto ou serviço;
  • otimiza a produtividade das lojas por dar mais automia ao consumidor;
  • amplia a abrangência de atuação da marca devido às ações alinhadas, fazendo com que os PDV’s que não eram visitados passem a ser;
  • estreita o relacionamento com o consumidor que se sentirá reconhecido;
  • contribui para o marketing “boca a boca” acontecer, já que proporciona experiências online e offline de forma alinhada e isso é tudo o que o consumidor moderno quer e nunca deixaria de contar à outras pessoas;
  • aumenta o número de vendas, tanto pelos clientes que já são fidelizados à marca quanto aos que são atraídos pelas estratégias usadas ou os que visitam sua loja por indicações.

Como vimos, as estratégias de Brand Experiência são muito relevantes quando as empresas buscam alcançar o diferencial no mercado e atrair mais clientes. O consumidor moderno está cada vez mais conectado e exigente, sem deixar de apreciar um bom contato pessoal com a marca.

Explorar as experiências físicas e digitais do consumidor no varejo beneficia tanto a marca quanto o cliente em potencial, e quando alinhadas, são capazes de transformar a relação entre eles.

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É o fim das lojas físicas? Confira 7 tendências para o futuro do varejo 0 1959

Especialistas ao redor do mundo afirmam que a pandemia do COVID-19 acelerou transformações digitais (e físicas) talvez esperadas apenas para a próxima década. Um exemplo disso foi o trabalho remoto que, segundo um estudo da McKinsey, levaria pouco mais de um ano para ser incrementado em tempos “normais”. Só que, com o decreto da quarentena em março de 2020, vimos escritórios inteiros migrarem para a casa de seus colaboradores em um período um pouco menor que o de 12 dias.

Parece insano, mas sabemos que essa não foi a única aceleração que a crise provocou na relação das pessoas com o mundo digital e físico. Os consumidores têm desenvolvido diferentes necessidades e comportamentos de consumo digital, que devem ser observados e absorvidos por grandes marcas nos próximos anos.

Logo, pode-se dizer que será o fim das lojas como conhecemos?

Confira a seguir 07 tendências que devem nortear o futuro do varejo físico, baseadas em pesquisas da NRF Retail’s Big Show 2021 e do 2020 Costumer Expectations Report.

1. Lojas pensadas para
produtos pessoas

Com o boom do e-commerce após o isolamento social, adquirir um produto ou serviço de sua loja favorita ficou a literalmente 1 clique de distância. Logo, as lojas físicas que desejam sobreviver ao pós-pandemia devem abrigar em seus estabelecimentos mais do que prateleiras infinitas e produtos de cores mil. 

Hoje, os consumidores buscam encontrar nas lojas espaços de experiência, convivência, interatividade e criação de memórias, rompendo as tradicionais relações de compra e venda que antes conhecíamos. 

A Kit Kat Chocolatory da Nestlé, localizada no Morumbi Shopping, é um perfeito exemplo de loja criada a partir do Experience Economy. Flagship desenvolvida pela agência inglesa FITCH, a Alice Wonders ficou responsável por desenvolver metade dos pontos de contato digitais e implementar 100% dos pontos de contato digitais da loja que embarca experiências como content wall, parede interativa, impressão de foto em um Kit Kat, Prateleira Infinita, cardápio digital, realidade virtual e mais, colocando o Brasil à frente de outros países em termos de tecnologia e inovação no PDV.

Mas isso significa que as lojas deixarão de ser locais voltados à vendas? Não necessariamente. Segundo o 2020 Customer Expectations Report, 84% dos consumidores afirmam que tendem a gastar mais em lojas que ofereçam experiências de compra marcantes sejam elas recreativas, relaxantes, encantadoras ou informativas.

2. Tecnologias aliadas à experiência no PDV

Com consumidores cada vez mais digitais e hiperconectados, aliar tecnologia ao ponto de venda, além de impulsionar o visual merchandising da sua marca, ajuda a reter a atenção dos shoppers – que passam a ter não só os olhos, mas o tempo  cada vez mais disputado por lojas, apps, marcas concorrentes ou não.

Com o uso de Realidade Aumentada atrelada à experiências no varejo, por exemplo, é possível que os clientes experimentem roupas ou calçados de forma virtual, montem looks e até finalizem suas compras direto do provador. 

Outra tendência já utilizada por grandes empresas e startups ao redor do mundo é o uso de Inteligência Artificial para otimização do processo de compras, aperfeiçoamento do armazenamento e histórico de produtos, melhorias na gestão de estoque e estratégias baseadas em comportamento. 

Essas e outras tecnologias para ponto de venda não surgem para substituir as conexões humanas por completo, mas, sim, para somar na construção de experiências cada vez mais inovadoras, personalizadas e únicas.

3. Menos interrupções, mais “Do it yourself”

No varejo do futuro, os pontos de atrito entre lojas e consumidores parecem estar com os dias contados. 

Com a utilização de Bots, Apps, Telas e tecnologias como Scan-and-Show, as empresas agora apostam na diminuição de atritos entre vendedores e clientes, outorgando autonomia aos shoppers durante processos de atendimento, dúvidas e até mesmo de pagamento. 

Nesse último, conceitos como o cashless (menos dinheiro) e cardless (menos cartões) já vem sendo utilizados por marketplaces como Uber e Apple Pay, por exemplo. O modelo consiste em vincular os dados de pagamento ao gadget do consumidor, não sendo necessário apresentar o valor em espécie ou o cartão físico. Essa já é uma realidade também crescente em supermercados do Brasil, bastando ter o celular em mãos para debitar o valor de suas compras na saída.

4. Customer Centric: marcas atentas às preferências do consumidor

Empresas que seguem a tendência do Customer Centric, isto é, clientes no centro das decisões de negócio, buscam elaborar seu planejamento estratégico focado na melhor experiência dos usuários.

Suponhamos que você deseje abrir o primeiro ponto de atendimento da sua loja que, até então, era somente digital. Aplicando o conceito Customer Centric, você teria uma série de opções: desde avaliar a localização média de seus consumidores, até a elaboração de uma pesquisa com seus atuais clientes para sondar locais de suas preferências. Isso tornaria sua escolha muito mais acertada, baseando-se, sobretudo, na necessidade e vontade do seu consumidor.

O conceito já até tem sido percebido e bem avaliado pelos usuários. Segundo o 2020 Customer Expectations Report, cerca de 79% dos consumidores dizem que as empresas que colocam os clientes como o centro do negócio destacam-se mais do que as que apenas geram marketing personalizado.

5. Logística 4.0: aceleração de entregas

Com a pandemia, além de atentar-se às medidas protetivas nas lojas físicas, os comércios precisaram também se adaptar ao crescimento exponencial do e-commerce. 

Em alguns setores, as vendas online cresceram entre 30% e 40% ao longo de 2020, demandando novos esforços e adaptações logísticas entre grandes varejistas e empresas transportadoras. 

A tendência é que o perfil de consumidor – cada vez mais exigente e seletivo –, exija entregas cada vez mais rápidas, bem como o acompanhamento de todas as etapas de distribuição em tempo real

A falta de inteligência tecnológica nos projetos de distribuição pode acarretar em inadequação de estoques, gerenciamento manual ineficaz, baixa transparência e  falta de flexibilidade em logística. Mais um reforço sobre a importância do uso de dados no varejo do futuro.

5. Marcas aliadas a responsabilidade social

Intensificado pela crise global, o olhar dos consumidores agora passa a ser ainda mais atraído por marcas que compartilham valores ligados à sustentabilidade, transparência e responsabilidade.

Um exemplo de posicionamento estrategicamente conectado ao tema de negócio é a AMA, projeto da AMBEV que apostou na expertise da Alice Wonders para dar corpo e vida à iniciativa através de uma Vending Machine Interativa

Na aquisição de cada garrafa de água AMA, 100% do lucro é revertido para construção de poços artesianos em bairros e comunidades que sofrem com a falta de água. Logo, além de destacar a marca com tecnologia e inovação, a máquina lançava um convite à reflexão social, demonstrando seu impacto positivo enquanto entretia e encantava o consumidor no ato de compra.

7Data-Driven: empresas e marcas regidas por dados

Com o crescimento exponencial do conceito Data-Driven, ou seja, empresas e organizações guiadas estrategicamente por dados, sobressaem-se as marcas que sabem desmistificar o big data para compreender o comportamento do consumidor seja no e-commerce ou varejo físico. 

Um exemplo de marca que bem representa essa tendência é a Intel. Junto a Alice Wonders, desenvolveu uma Smart Store Interativa que revolucionou o varejo de laptops no Brasil.

Em um totem, os shoppers respondiam suas preferências e necessidades na hora de escolher um notebook. Ao final do questionário, por meio de luzes coloridas, eram direcionados aos modelos das categorias que mais possuíam sinergia com suas escolhas. Além de toda a coleta de dados que favorecia as recomendações adequadas, a Intel ainda mapeava o comportamento do cliente na loja, acessando insights poderosos como quais modelos foram os mais procurados, qual a média de tempo e distância em cada laptop, quais dias e horas da semana receberam mais movimento (e muito mais!). 

Viu só o poder dos dados na hora de tomar decisões estratégicas para aumentar engajamento e volume de vendas no seu PDV? É justamente essa a funcionalidade do Granometrics.io, tecnologia exclusiva da Alice Wonders que mapeia comportamento em espaços físicos, gerando insights que resultam em vendas qualificadas.

Qual dessas tendências você acredita ser a mais revolucionária para o setor varejista? Compartilhe sua opinião nos comentários! 

E se você também deseja inovar e destacar sua marca com Experiências Digitais no PDV,  entre em contato conosco e conheça nossas soluções personalizadas! 

 

 

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Jornada do cliente: aprenda a como guiar o seu público através do funil de vendas 0 919

Customer Journey Sprint

Um bom planejamento de marketing, quando bem estruturado, é capaz de gerar grandes resultados. E uma ótima forma de atuação para otimizar o desempenho de suas ações é fazer o uso do funil de vendas para a jornada do cliente. 

Dessa forma, você terá um direcionamento muito maior sobre quais decisões devem ser tomadas a respeito de todo e qualquer processo. 

Contudo, para que dê certo de forma efetiva, é preciso que você saiba realmente o significado destes termos e principalmente, qual a relação entre eles. 

Pensando nisso, preparamos este texto para que você aprenda sobre o funil de vendas e a jornada do cliente. Continue lendo e descubra! 

O que é um funil de vendas e por que este nome? 

O funil de vendas trata-se de uma estratégia utilizada pelas equipes de uma empresa responsáveis por acompanhar todo o processo de compra de um produto ou serviço. 

É através do funil de vendas que toda a experiência do usuário pode ser analisada, desde o momento em que ele descobre que tem um problema, até o momento que ele decide fazer uso daquilo que você oferece. 

A analogia feita com este objeto é devido o processo de venda. Geralmente, um grande número de pessoas são potenciais clientes e podem até se interessar pelo produto.

Contudo, o número de pessoas vai afunilando até chegar na pequena parte que de fato, concretiza a venda ou na contratação de um serviço. 

As empresas de diferentes segmentos utilizam esses dados para justamente aumentar o número de pessoas que chegam até o fundo do funil.

Por exemplo, consultórios de odontologia, de uma área que não tem como prioridade o marketing, também podem fazer uso do funil de vendas para entender como funciona a jornada do seu paciente até que ele de fato, chegue à clínica para realizar procedimentos como a colocação de aparelho dental transparente

Conheça as etapas do funil de vendas

O funil de vendas é dividido em três partes, de forma que cada estágio determina uma situação em que o potencial cliente esteja vivenciando. 
É a partir disso que os profissionais de marketing conseguem definir quais são as melhores ações a se fazer para que a pessoa chegue até a compra. Descubra quais são as etapas: 

  • Topo do funil (a descoberta): nesta primeira etapa, o consumidor ainda não sabe que tem um problema e nem está em busca de soluções. 
  • Meio do funil (a consideração): aqui, ele já descobriu que possui um problema e começa a pesquisar quais são as suas opções para resolver. 
  • Fundo do funil (a decisão): na última fase, o cliente decide por qual produto irá comprar, ele já entra na fase de orçamentos e fecha negócio com a empresa que oferecer o melhor custo-benefício. 

 

É essencial decifrar qual o estágio do funil o consumidor está. Pois você conseguirá oferecer um conteúdo que esteja alinhado com as suas necessidades. 

Vamos exemplificar?

Imagine que você tem um consultório odontológico e descobre que grande parte do seu público ainda se encontra no meio do funil. 

De nada adianta você criar textos com foco em soluções como “quanto custa um implante dentário?” sendo que o que ele está apenas começando a considerar a hipótese de um implante e suas pesquisas ainda estão girando em torno de “prótese sobre implante dentário”. 

São pequenos detalhes, mas no momento de estruturar um plano de ação, fazem toda a diferença. 

Além da internet

É importante ressaltar que este funil de vendas pode ser utilizado além da internet. Utilizar esta estratégia para levar as pessoas até os pontos de venda das lojas de varejo é uma maneira de aumentar os seus resultados.

Por exemplo, imagine que um varejista deseja converter as pessoas que estão no meio do funil para os PDVs. Uma solução é oferecer comunicações segmentadas sobre o determinado produto que estas pessoas estão em busca e oferecer descontos especiais em compras na loja física.

Dessa forma, além de suprir uma necessidade, você também irá gerar uma boa experiência para estes possíveis consumidores. Afinal, quem não gosta de receber promoções especiais, não é mesmo? 

Entendendo a jornada do cliente

A jornada do cliente é justamente todo o caminho que o consumidor trilha até realizar uma compra. Como podemos perceber, todo o seu escopo está fortemente ligado ao funil de vendas.

A jornada do cliente baseia-se no conjunto de informações dos clientes e o seu status para ofertar aquilo que ele precisa.

Saber qual o comportamento, o problema e quais são as possíveis soluções para os clientes é de fato, o pontapé inicial para lidar com as necessidades do cliente. 

Afinal, ter a noção de quais são as atitudes que o cliente toma, é essencial para que a relação desta pessoa com a empresa seja a melhor possível. 

As 4 etapas da jornada do cliente

 

  • Descoberta: o consumidor ainda não sabe de fato quais são os seus problemas, mas está em busca;
  • Reconhecimento do problema: aqui, o cliente descobre que tem um problema e deseja encontrar a solução;
  • Consideração: nesta etapa, o cliente já identificou quais são as opções de solução e está considerando algumas alternativas;
  • Decisão: por fim, o comprador já sabe como resolver o seu problema, já decidiu qual opção escolher e começa a escolher empresas q entregam o melhor custo-benefício em sua visão. 

 

Sabemos que decifrar qual é a jornada de um cliente nos dias de hoje não é uma tarefa fácil. Uma vez que o consumidor não procura mais as lojas para saber sobre o produto.

Antes, as pessoas só compravam um item depois de ter ido ao ponto de venda e pedir informações para os funcionários. Mas hoje, grande parte da população apenas lêem resenhas na internet. 

Por isso, é tão importante utilizar o funil de vendas. Dessa forma, é possível entender qual o estágio daquele potencial cliente e tomar as melhores decisões. 

Mas afinal, como colocar em prática?

Para colocar em prática tanto a jornada do cliente quanto o funil de vendas, é preciso fazer uso de algumas estratégias do marketing digital. 

Mas antes de tudo, é preciso saber com quem você tem que falar. Portanto, a primeira etapa deve ser a identificação de persona. 

Afinal, não basta ter um bom plano, se você não sabe quem será o seu destinatário, de nada adianta enviar a mensagem. 

Após a definição de quem será o alvo de suas ativações, chegou o momento de colocar as estratégias em prática. Vamos lá? 

Invista em bons conteúdos

O marketing de conteúdo é um dos mais utilizados e um dos melhores exemplos de como chamar a atenção dos consumidores de forma positiva. 

Utilizar blogs, redes sociais, e-mail marketing, aplicativos e tudo aquilo que gere leads é essencial para otimizar a jornada do cliente. 

Por isso, planejar um conteúdo de acordo com a fase da jornada e do funil é essencial. Afinal, mesmo que o seu foco seja a divulgação de um determinado produto, o tom de voz muda a cada etapa.

Você não deve oferecer ofertas especiais para uma pessoa que ainda nem decidiu se precisa ou não de uma solução.

O ideal é que você publique textos para os mais diversos status. Assim, será possível atingir o maior número de pessoas. 

Utilize as automações de marketing

Assim como boa parte das atividades diárias foram automatizadas, também é possível automatizar as tarefas de marketing para que haja uma otimização de tempo. 

Vamos utilizar o e-mail marketing como exemplo. Antes, era preciso enviar da própria caixa de e-mail e caso fosse necessário disparar layouts personalizados, levaria um dia inteiro até enviar um por um.

Atualmente, é possível disparar milhares de e-mails através de um único clique e ainda, criar versões personalizadas para grupos e listas distintas.

Invista em técnicas de SEO

O SEO serve para otimizar o mecanismo de busca de suas publicações. Através deste recurso, é possível que seus conteúdos tenham um melhor posicionamento nos buscadores.

Assim, o possível cliente irá te encontrar mais facilmente durante a sua jornada de compra. Outro ponto essencial do SEO é a melhoria da qualidade das publicações.

Por exemplo, um texto que está utilizando a hierarquia de informações e que possui links internos e externos, além de ganhar uma relevância maior nos buscadores como o Google, ter um texto bem estruturado auxilia na experiência do usuário. 

Não podemos nos esquecer da importância das palavras-chave. Elas são essenciais na definição de um bom ranqueamento. 

Para saber quais usar é preciso fazer uma pesquisa prévia e entender como que a sua persona pesquisa alguns temos. 

Vamos supor que quando o seu potencial cliente pesquisa sobre consultórios que fazem clareamento dental, ao invés de utilizar “consultórios que realizam clareamento”, eles optem por “clareamento consultório”.  A segunda opção é a que deve ser usada nos conteúdos. 

Considerações finais

Agora que você já sabe como guiar a jornada do seu cliente através do funil de vendas, certamente você tem uma maior noção da importância dessas estratégias e entendeu como elas caminham juntas, certo? 

Comece a utilizá-las no marketing da sua empresa e mesmo que o seu setor de atuação seja em lojas físicas, como pontos de venda de varejo, essas são estratégias que além de te ajudar na análise de público, também te auxilia na comunicação em diversos canais – o físico e o digital. 

Conteúdo produzido por Mayara Santos, redatora na empresa Vue Odonto

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