Transformação digital no varejo: o que é e por que é necessária? 2 336

Mulher com smartphone na loja

Os aparelhos eletrônicos e as tecnologias de comunicação e informação têm mudado a nossa forma de nos relacionarmos uns com os outros e também com os bens de consumo. Não é de se espantar que essa novidade tenha causado uma verdadeira transformação digital no varejo e trazido com ela muita inovação para as diversas etapas de um bom planejamento de marketing — da divulgação ao ponto de venda.

Hoje vamos falar sobre os valores que essa transformação digital está trazendo para o mundo e como ela impacta no comportamento e nas necessidades do consumidor, apresentando também tendências importantes que o varejo deve se adaptar nesse novo cenário. Confira!

Do mundo analógico ao digital

O desenvolvimento tecnológico nunca foi tão rápido como nos últimos 30 anos. Por conta disso, o século XXI começa em um cenário de transição no qual os valores da sociedade se ajustam ao seu novo funcionamento e vice-versa. Em outras palavras, muito do que passamos a fazer com a tecnologia mudou o nosso entendimento de mundo, ao passo que por entendê-lo de forma diferente vemos a possibilidade de também agir diferente.

Por exemplo, muitas atividades sociais que antes só se realizavam face a face passaram a usar aparelhos digitais como intermediários, desse modo passamos a interagir com nossos círculos de modo diferentes. Por conta disso, duas mentalidades começaram a se chocar e a se mesclar.

Com o surgimento da internet, produzir e consumir informação ficou muito mais fácil. Deixou de ser necessário aguardá-la de instituições centralizadoras — como os jornais, as editoras e as emissoras de rádio e televisão — e de se submeter à aprovação delas para divulgar uma ideia ou opinião nova.

Isso faz parte de um deslocamento do funcionamento dos meios de comunicação, que passou do modelo “um para muitos” para o “todos para todos”. Enquanto que antes a informação era divulgada apenas por essas instituições e consumida pelo grande público de leitores, ouvintes e espectadores, hoje cada usuário é ao mesmo tempo consumidor, divulgador e produtor do seu conteúdo.

Esse é um passo fundamental para o desenvolvimento da globalização, que nos deixa mais próximos de outras culturas e mais capazes de construir comunidades fortes em torno de preferências e comportamentos que antes eram vistos como desvios e que, por isso, não eram contemplados pelo mercado.

Além disso, a partir do momento em que os celulares começaram a ficar mais “espertos”, os desejos dos usuários passaram a ser atendidos com respostas rápidas, a qualquer hora e lugar, contanto que se esteja conectado — e nós sempre estamos.

Como as nossas ações mudam nossa mentalidade e nossa mentalidade também muda nossas ações, passamos a desejar a interatividade que encontramos no mundo digital também fora dele.

Também nos acostumamos com a liberdade que ele dá de deixar nossa marca virtual, de nos comunicarmos com formas de expressão múltiplas e de sermos diversos.

A transformação digital no varejo

Esses valores que acabamos de ilustrar — responsividade, diversidade, instantaneidade e ubiquidade — e as nossas crenças sobre como eles transformarão o futuro tornam-se ingredientes fundamentais para um planejamento de marketing atual, capaz de apelar para o consumidor do novo milênio.

Eles podem ser aplicados de diversas formas nos próprios valores da marca, na divulgação dos produtos e, principalmente, no ponto de venda. A divulgação, portanto, deve se valer do novo modelo “todos para todos”, por meio do qual a informação se espalha hoje em dia ao invés de depender apenas das mídias antigas.

O ponto de venda, como local decisivo da compra, precisa ser interativo, permitindo que o consumidor se expresse. Além disso, deve estar pronto para respondê-lo da forma adequada, para que ele se sinta uma parte mais ativa nessa relação, transformando a sua experiência de compra.

As propagandas e promoções devem levar em conta a identidade dos consumidores e prever as suas principais necessidades, traçando perfis de forma inteligente por meio dos rastros que os consumidores deixam nas suas navegações virtuais e reais.

Sabendo disso, você já deve ter entendido que para se destacar da concorrência hoje em dia é fundamental se atentar ao modo como os valores do mundo digital estão transformando o varejo. Para deixá-lo a par desse assunto, trouxemos algumas tendências que já fazem o maior sucesso.

Realidade aumentada

A realidade aumentada surge como uma ótima maneira de inovar, tendo em vista o valor da responsividade. Ela consiste no uso de aparelhos eletrônicos para transformar as interações do usuário com espaços ou objetos reais por meio da adição de elementos virtuais.

Ela pode ser utilizada pelos colaboradores no ponto de venda, ao utilizar uma tela digital com sensores de movimento para apresentar um produto de forma mais interessante ou mesmo pelos próprios consumidores, como no caso de interações com o ambiente e com os produtos mediadas pelo celular.

Um ótimo exemplo disso são espelhos responsivos em provadores que reconhecem as roupas e apresentam informações adicionais sobre elas, como a disponibilidade no estoque, sugestões de looks e acessórios que combinem com as peças.

Holografia

A holografia faz parte do nosso imaginário desde os filmes de ficção científica. Com os projetores é possível criar imagens em movimento, que além de decorar o ambiente de forma futurista, também informam o consumidor ou propagam os valores da marca.

Anteparos possíveis para essas projeções que podem ser pequenos, quase disfarçados em meio às prateleiras da loja, como também a lateral de um prédio no meio da cidade, aproveitando a sua estrutura e transformando-a por meio do videomapping.

Como exemplo, temos os assistentes holográficos que interagem com os consumidores nos pontos de venda respondendo suas dúvidas e tornando a experiência de compra mais envolvente.

Integração com as redes sociais

Se as redes sociais são a nossa nova televisão, a publicidade precisa seguir esse fluxo e marcar presença nesses novos espaços no qual todos têm voz. Neles, fala mais alto quem for mais compartilhado e não necessariamente quem paga mais caro pela exposição.

Sendo assim, mais importante do que falar da marca em si, é falar das sensações e dos valores que ela tem em comum com o seu consumidor e tocá-lo de modo que ele sinta a necessidade de fazer coro para a mensagem. Desse modo, a propaganda viraliza.

Mesmo que por ora você duvide da possibilidade de alguma dessas tendências se encaixar no perfil da sua empresa, vale a pena se informar sobre o assunto e buscar alternativas, pois são muitas as opções. Às vezes, tudo que você precisa é dar aquele “empurrãozinho” para que ela se adéque ao futuro do varejo.

Esperamos que o post de hoje tenha ajudado compreender o quanto os valores do mundo digital estão substituindo os do analógico e também a importância dessa transformação digital no varejo.

Se você se interessa em saber mais sobre as consequências dessas mudanças e como manter a sua empresa atualizada, assine a nossa newsletter!

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Relacionamento no PDV: veja como criar vínculos com o consumidor 0 31

mulher mostrando opções de consumo no PDV

Um dos erros cometidos por muitos varejistas é não aproveitar as oportunidades de conhecer melhor o consumidor e de estreitar os vínculos com ele. Há momento melhor para isso do que quando o cliente resolver fazer uma visita? No post de hoje você entenderá a importância do relacionamento no PDV e também aprenderá algumas estratégias essenciais para fortalecê-lo e conquistar seus clientes. Confira!

O que o PDV pode proporcionar

Ainda que PDV seja abreviação de ponto de venda, isso não significa que a venda é única relação que você deve estabelecer com o seu cliente nesse local. Você já deve ter percebido que, dependendo do ramo do negócio, grande parte das visitas que você recebe não têm a venda como resultado.

Isso não significa que essas visitas devem ser improdutivas. Muito pelo contrário, são uma oportunidade de conhecer as necessidades do seu público, bem como as expectativas que ele cria em relação à sua marca. Dados importantíssimos para elaborar estratégias de marketing mais precisas no futuro.

Outra situação que precisa ser ressaltada é aquela na qual a visita é o primeiro contato do público com a sua marca, quando os clientes em potencial descobrem que a sua loja existe e o que ela pode oferecer. Nesses casos, proporcionar uma experiência de compra memorável dará uma ótima primeira impressão e aumentará as chances de fidelizar esses clientes.

No caso dos shoppers — aqueles clientes em potencial que aparecem no ponto de venda para avaliar o custo-benefício dos produtos ou serviços que o seu negócio oferece —, o PDV se torna o lugar decisivo da compra e, portanto, deve transmitir a confiança necessária para convencê-lo a se tornar um consumidor.

Estratégias para melhorar o relacionamento no PDV

Sabendo disso, trouxemos seis estratégias que ajudarão você a transformar o relacionamento no PDV em um momento mais produtivo para a sua loja e em uma experiência mais agradável para o consumidor, fortalecendo a sua marca. Veja só!

Levantar dados do perfil de consumo

É muito importante coletar e analisar os dados sobre o ticket médio das compras, a quantidade média de peças, os itens mais comprados etc. Informações desse tipo ajudarão você a medir os resultados das ações no PDV anteriores e também a replanejá-las, se for o caso.

Com o auxílio da tecnologia correta, você também pode descobrir quais são os principais percursos realizados pelos clientes dentro da sua loja, identificando assim como o layout está guiando a visita e também quais são os itens que mais chamam a atenção, ainda que não sejam comprados.

Conhecer o consumidor

A visita também é o momento perfeito para encontrar um canal de comunicação com o consumidor por meio de cadastros que incluam, por exemplo, o número do telefone ou o endereço de e-mail. Fundamentais para estabelecer contato com o consumidor e sugerir produtos e serviços no futuro que o convençam a aparecer na sua loja novamente.

Outros dados que também são importantes: gênero, idade, classe social etc. Identificar traços como esses do público que aparece no ponto de venda ajudam a aferir os resultados das estratégias de marketing executadas até então. Será que elas estão atingindo quem você esperava?

Afinar o atendimento

O atendimento no seu ponto de venda precisa ser humano, personalizado e encantador.

Os seus vendedores devem se comunicar de forma a passar para o consumidor que o interesse deles não é apenas de vender, mas, principalmente, de ajudá-lo a encontrar uma solução para o seu problema. Nesse sentido, eles devem se mostrar empáticos e interessados na busca do cliente.

Além disso, eles devem ser capazes de identificar rapidamente as necessidades de cada cliente para apresentar os produtos ou serviços adequados. Isso transmitirá credibilidade para o consumidor que, dessa forma, confiará mais na sua marca.

Falando em confiança, a sua equipe precisa conhecer muito bem o que a sua marca está oferecendo, de modo a estar preparada para responder às perguntas dos clientes. Só assim eles se sentirão seguros em adquirir os seus produtos ou serviços, sabendo que não vão se arrepender mais tarde.

O vendedor fala pela marca e, por isso, tem um papel muito importante no estabelecimento de um vínculo emocional entre a sua empresa e o consumidor. A partir desse vínculo, o cliente sentirá vontade de retornar e comprar novamente.

Nada disso pode ser atingido sem que se acompanhe de perto a performance da equipe e sem um treinamento adequado que deixe clara para os vendedores a experiência que você pretende oferecer e como eles podem contribuir para tanto.

Reproduzir a essência da marca

Nem tudo em um relacionamento amoroso precisa ser dito, não é mesmo? Da mesma forma, no relacionamento da sua marca com o cliente, parte da essência da sua empresa será transmitida no atendimento, mas outra grande parte pelo visual e pelo design do ponto de venda.

Por meio das instalações, das cores, da trilha sonora e de outros elementos que compõe a ambientação da loja, a sua marca deve ser capaz de transmitir os seus principais valores, permitindo assim que o cliente encontre autenticidade e personalidade e seja capaz de se identificar.

Inovar com tecnologia e interação

Outra tendência de ação no PDV é o uso de tecnologias digitais mescladas com a experiência real da visita e da compra na loja física. Isso porque esse tipo tecnologia tem como princípio a interação e a personalização da experiência, o que torna a experiência de compra mais memorável para o cliente.

Um exemplo disso é o uso de realidade aumentada no design da loja. Por exemplo, telas que oferecem informações adicionais sobre os itens que o cliente está escolhendo ou aplicativos que permitem verificar, com o auxílio de um smartphone, variações de um mesmo produto.

Aplicando as cinco estratégias acima, você, com certeza, tornará a visita uma experiência inconfundível para o seu público-alvo e o relacionamento no PDV, por sua vez, ajudará a sua marca a se destacar da concorrência.

Uma vez que a construção desse laço com o cliente no ponto de venda gera bastante impacto na experiência de compra, vale a pena aprender também sobre como as lojas têm evoluído nesse quesito para encantar o consumidor. Boa leitura!

Perfil de consumo: por que entender o estilo de vida do consumidor? 0 37

mulher descobrindo produtos dentro da loja

Uma vez que no varejo a relação entre a empresa e o consumidor final é bastante estreita, o número de vendas depende da capacidade da marca de conquistá-lo. Sendo assim, é muito importante compreender seus hábitos, desejos e expectativas para traçar um perfil de consumo capaz de orientar as ações da empresa e melhorar a experiência do consumidor.

Pensando nisso, trouxemos informações valiosas sobre os motivos de se estudar o consumidor, como ele tende a se comportar hoje em dia e também damos exemplos de marcas que souberam incorporar esse conhecimento nos seus produtos, serviços e estratégias de marketing. Confira!

A importância de conhecer o perfil de consumo

Seja qual for o segmento, estão sempre surgindo empresas para competir pela sua parcela no mercado. Algumas delas pegam as veteranas desprevenidas ao chegar com ideias inovadoras e implantar mudanças em etapas da compra que não haviam sido exploradas até então.

Por isso, a sua empresa não pode se acomodar. Para se destacar da concorrência, além de oferecer produtos e serviços de qualidade, é muito importante atentar para o comportamento do consumidor e descobrir como adequar-se melhor às suas expectativas.

Dessa forma, vocês serão capazes de oferecer uma experiência de compra compatível ao perfil de consumo do cliente, deixando-o mais confortável. Isso se refletirá no aumento da quantidade de itens por compra e na fidelização do consumidor.

Há diversos fatores que influenciam esse comportamento: classe social, idade, valores e crenças, estilo de vida e até as experiências de compra anteriores em outras marcas. Uma vez que diferentes combinações desses fatores produzem diferentes perfis de consumo, quanto mais conhecimento você tiver sobre cada um deles, melhor.

As tendências de comportamento do consumidor

À medida que o tempo passa e a sociedade se transforma, muda também a relação das pessoas com o consumo e o que elas esperam dessa experiência. Portanto, é importante ficar de olho nas transformações do mundo para manter a sua marca atualizada.

Resumimos quatro tendências que têm transformado o perfil de consumo e para os quais você deve atentar ao planejar as próximas estratégias de marketing. Veja a seguir.

Mobilidade

Podemos ainda não ter nos transformado nos cyborgs dos filmes de ficção científica, mas já estamos completamente dependentes de aparelhos eletrônicos móveis, em especial os smartphones, para realizar atividades básicas da nossa rotina.

Esses aparelhos de certa forma aumentam os usos e a potência dos nossos sentidos. Desse modo, não apenas permitem a comunicação a distância como também aumentam as possibilidades da interação face a face com o ambiente — por exemplo, no caso da realidade aumentada.

Sendo assim, oferecer a possibilidade de comprar ou de interagir com a marca e seus produtos por meio dos smartphones é uma inovação mais que bem-vinda no ponto de venda.

Autenticidade

O consumir do século XXI quer consumir não apenas os produtos e serviços, mas também os valores e a personalidade da marca. Portanto, é muito importante marcar presença nas redes sociais e se comunicar com o consumidor.

Nesse sentido, é muito importante pensar bem no que falar. Valores, convicções e posições políticas devem ser escolhidas e expostas tendo sempre em mente as expectativas do público-alvo. Sendo assim, assuntos polêmicos nos quais há muita discordância entre os consumidores devem ser evitados.

Identidade

Por conta da globalização, do aumento das possibilidades de consumo e da quantidade de informação facilmente disponível, as pessoas são capazes de construir identidades cada vez mais específicas e diferenciadas.

Por isso, produtos e serviços mais personalizados, se feitos da forma correta, vão atingir determinados tipos de consumidor de forma mais certeira do que aqueles que não se embasaram numa pesquisa de comportamento.

Por outro lado, também faz-se cada vez mais importante pensar nas demandas de diferentes grupos e se possível, consultar especialistas antes de propor determinadas estratégias para garantir que elas não desrespeitem ninguém.

Sustentabilidade

A preocupação com o meio ambiente está em pauta já há muito tempo e ainda hoje é uma meta para muita gente. No entanto, a sustentabilidade atual é verificada de acordo outros fatores que não apenas os níveis de poluição ou o respeito às leis ambientais.

O consumidor se preocupa, por exemplo, se o processo de fabricação dos produtos envolveu testes em animais ou se ele respeitou a dignidade dos trabalhadores envolvidos. Sendo assim, manter a sua marca em dia com critérios desse tipo e expor essa competência fará você conquistar a confiança do público.

Marcas que se valem do perfil de consumo

Algumas empresas já estão se valendo dessas tendências para melhorar a imagem da sua marca enquanto empregadora perante o consumidor — estratégia conhecida como employer branding. É o caso, por exemplo, da Leroy Merlin, que tem feito convênios com instituições de ensino superior para conseguir descontos para os seus funcionários.

Além de passar uma boa imagem para a sociedade, ela também transforma as relações de trabalho para motivar os seus funcionários a desempenhar bem suas funções e a permanecer na empresa, diminuindo a rotatividade.

A Urban Outfitters, por sua vez, resolveu investir em tecnologia. Utilizando técnicas de geomarketing, a loja de roupas elaborou uma estratégia para atingir o seu público: lançou anúncios de um look para festas noturnas para as redes sociais de mulheres que frequentavam os bares e casas noturnas em determinadas regiões.

Muito eficaz, a estratégia gerou um aumento das vendas de 146% e elevou a taxa de conversão em 75%. Isso aconteceu porque, a partir de um estudo da identidade e do estilo de vida do seu principal consumidor, a empresa utilizou a tecnologia móvel para criar uma campanha de marketing segmentada e efetiva.

Esperamos que as dicas e os exemplos de hoje inspirem a sua equipe a conhecer melhor o consumidor e a promover experiências marcantes nos pontos de venda de acordo com o perfil de consumo que vocês pretendem atingir.

E a sua empresa? Já está atenta ao comportamento do seu público? Comente aqui embaixo o que você já descobriu de interessante sobre os seus clientes ou mesmo estratégias adotadas para adequar a experiência de compra às expectativas dos consumidores.

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