Como a música influencia no comportamento de compra? 0 7743

consumidor ouvindo música

A experiência que um cliente vive no ponto de vendas é o fator mais importante para torná-lo um consumidor fiel. O comportamento de compra é como um grupo de pessoas, ou um indivíduo, escolhem aquilo que desejam adquirir ou que loja pretendem frequentar.

O comportamento é moldado por nossas experiências e nos acompanha pela vida.

Fatores ambientais, econômicos, tecnológicos, políticos e culturais são alguns dos motivos que provocam mudança no comportamento de compra, mas há coisas que toda marca bem-sucedida pode fazer no PDV para influenciar positivamente a decisão de compra.

Hoje vamos abordar a música, um fator ambiental para fazer com que as compras sejam mais prazerosas para o seu cliente.

Como a música influencia no ponto de vendas?

As músicas de fundo, que ouvimos em shoppings e supermercados, não estão ali apenas porque o empreendedor ou os funcionários gostam delas. Embora ainda existam ambientes que toquem canções sem segundas intenções (como lojas de bairro e pequenos mercados que não têm forte concorrência em suas regiões), a maioria das empresas opta pela música como estratégia.

Na hora de escolher o que é tocado é preciso pensar bem. A música nos locais de compra tem tanto benefício quanto prejuízo. Sons podem fazer com que seu consumidor se apaixone pela loja e compre mais, pois, se sentem bem naquele ambiente. Mas também conseguem provocar uma reação visceral nas pessoas que detestam um determinado ritmo ou se sentem expostas demais a uma banda.

Mesmo considerando quem não gosta de ouvir músicas no ponto de venda, ainda assim teremos uma porção de resultados positivos para as empresas que escolhem tocá-las. Conheça alguns estudos publicados pela Business Insider para explicar como e por que as músicas geram vendas no varejo.

A música deve contemplar o público-alvo

Areni & Kim, dois pesquisadores de comportamento, descobriram em 1993 algo que deveria nos parecer óbvio: são mais bem-sucedidas as empresas que escolhem a música certa para promover seus produtos junto aos clientes.

É por isso que, ao longo de seu levantamento, notaram que usar música clássica para vender mais em lojas de vinho é melhor do que tocar os hits mais pops na Billboard. O uso de sons como os feitos por Beethoven e Chopin também têm outro grande benefício: eles aumentam o ticket médio. Clientes que compram com essas trilhas ao fundo se sentiam mais inclinados a adquirir garrafas de vinho de maior valor.

Restaurantes com música clássica também vendem mais que aqueles que não possuem nenhuma trilha sonora. O único “porém” detectado nas pesquisas foi que esse tipo de música pode afastar clientes que a associam com um público de renda elevada.

Músicas nos indicam o que comprar

Também concentrando-se nos varejistas de vinho, os pesquisadores North, Hargreaves & McKendrick descobriram que a música pode influenciar exatamente que produtos pegar nas prateleiras. Quem ouve títulos franceses está mais propenso a comprar vinhos da França e o mesmo acontece com a música italiana, espanhola e alemã.

Curiosamente, o mesmo estudo também nos mostra como as músicas de espera nos serviços de atendimento por telefone são tão populares. Desde que começaram a ser utilizadas, boa parte das marcas perceberam que conseguiam fazer os clientes ficarem conectados às linhas por mais tempo.

Andamentos diferentes provocam reações diferentes

Músicas mais leves, como as que servem como plano de fundo de “lounges” e “spas” trazem resultados incríveis também no comércio varejista.

É que elas fazem com que o consumidor se demore e compre mais. Segundo os experts Milliman, Caldwell & Hibbert, músicas mais calmas nos deixam com a percepção de que não passamos tanto tempo assim na loja.

Já as canções mais rápidas funcionam melhor para estabelecimentos em particular, como supermercados. Quanto mais velozes, agitadas e “pra cima” forem essas trilhas sonoras, mais rapidamente os clientes passaram pela loja, mas isso não fará com que o ticket médio diminua. Apenas que mais pessoas sejam atendidas.

O que fazer para montar uma trilha para a loja?

Agora que você já conhece os efeitos da música na performance do varejo, deve estar se perguntando como se beneficiar do recurso também. Uma loja com música deve, antes de tudo:

Escolher músicas de acordo com uma estratégia

Sem definir o que a música fará pela sua empresa é muito difícil montar uma rádio corporativa. Por isso, a primeira pergunta que você precisa fazer é: o que quero conquistar com essa trilha?

Se precisa que os clientes passem mais tempo na sua loja, comprem mais ou apenas tenham uma experiência de compra confortável, é preciso apontar isso primeiro para decidir se a música será capaz de influenciar o comportamento de compra.

Conhecer melhor seu público-alvo

As pessoas que compõem seu público-alvo são muito parecidas. Em comum, podemos citar que todas elas têm interesses nos produtos que vende, gostam de adquiri-los na sua loja e estão propensas a fazerem isso novamente, precisando apenas de um empurrãozinho.

Há muito mais sobre o que elas compartilham entre si que você desconhece. Suas personas podem ser fãs da mesma banda e frequentarem outros ambientes parecidos.

São essas coisas em comum que diferenciam seu público, e uma pesquisa de mercado lhe ajudará a entender o que tocar na rádio corporativa.

Pesquisar os gêneros que trazem mais resultado

Os temas das músicas são também muito importantes para quem quer utilizá-las na loja. As letras e ritmos devem não apenas atender ao seu público-alvo, mas fazer você e seus funcionários se sentirem confortáveis com o que ouvem.

Faça testes e descubra quais delas aumentam, simultaneamente, a performance dos seus colaboradores e conquistam os objetivos da sua estratégia.

Contratar uma equipe especializada em experiências

Marcas que trabalham com o desenvolvimento de experiências estão aí para fazer com que seu projeto seja um sucesso. Elas podem tanto fazer rádios personalizadas e automatizadas para o seu ponto de venda, quanto traçar uma estratégia imersiva, em que a música não é o único fator que influencia o seu cliente a comprar mais.

Considere estabelecer uma parceria com essas marcas para obter melhores resultados.

Qual o desafio da música em influenciar o comportamento de compra?

Uma porção de lojas tocam músicas constantemente e esse fator não impacta os rendimentos que conquistam no fim do mês. Isso acontece porque há um grande desafio na implementação dessa estratégia.

Músicas são percebidas sensorialmente e de maneira particular para cada ouvinte. O que quer dizer que podem não passar a mensagem que queremos. Um som super alegre para você pode ser irritante para um cliente.

Tentativa e erro vão ajudar. Monitore como as músicas são recebidas pelos shoppers e observe se elas estão realmente fazendo bem à experiência de compra.

O mesmo tipo de música pode ser aplicado a vários segmentos e o fato de que um ritmo é mais visto nos shoppings do que nas lojas de rua não é o suficiente para descartá-lo dentre as opções. Se no seu segmento está fazendo um investimento em música para influenciar no comportamento do consumidor, há grandes chances de sua loja sair na frente e ser mais bem-sucedida que a concorrência.

A música não é o único fator que influencia o comportamento de compra. Confira como a interatividade pode ser usada para criar um PDV que vende mais!

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Tendências para o varejo em 2020 0 1400

Para ficar por dentro do que está em tendência e apostar no varejo, vamos pontuar a nossa visão acima dos temas mais relevantes apresentados na NRF Retail’s Big Show deste ano, a principal feira do setor. Iremos falar sobre o que estamos acompanhando e vendo dar certo no varejo no Brasil e no mundo. 

Um assunto que nunca sai de moda é como entender o perfil do consumidor e o que está por trás disso. E para traçar o perfil do seu consumidor real, com o objetivo de converter as suas vendas, o melhor passo é a captação de dados

Gerar e analisar os dados

Adote esta regra: dados em primeiro lugar. Captar dados no varejo não se restringe apenas ao ecommerce. Investir em tecnologia no PDV, hoje, é algo super rentável que pode ser a base das suas estratégias de vendas. 

Com a interação via sensores, capazes de mensurar, por exemplo, o tempo de permanência de uma pessoa em frente à gôndola, conseguimos ver na prática a relação: fluxo x conversão. Os dados gerados a partir dos sensores, quando bem posicionados em pontos estratégicos, indicam uma série de informações precisas e únicas. Basta que você saiba trabalhar em cima desses dados para alcançar seus objetivos. 

Gôndola TRESemmé, por Alice Wonders
Holografia de gôndola TRESemmé, realizado por Alice Wonders. Obteve 180 mil interações e mais de 25 mil pessoas impactadas.

A inovadora holografia no PDV da TRESemmé com sensores, permitiu extrair dados indicando resultados de cerca de 3600 interações por dia, além de chamar a atenção de mais de 25 mil pessoas por mais de 5 segundos na frente da holografia. A nossa tecnologia cria a possibilidade de transmitir vídeos similares a campanhas de TV, que passa todas as informações necessárias e ainda promove a sensação dos produtos estarem flutuando em frente aos consumidores, resultando experiência única e diferencial.

Criar experiências únicas

Engajar o consumidor e conectá-lo a um nível emocional é uma excelente estratégia. Apesar de não ser mais novidade, essa pauta voltou a chamar atenção este ano na NRF, o que reforça a ideia de continuar apostando em gerar experiências únicas ao consumidor. 

Você já deve ter percebido que a tecnologia está cada vez mais integrando aspectos humanos, justamente para levar emoções e sensações às pessoas. É o que chamam de “varejo humanológico”, ou seja, a tecnologia a favor da humanização nas relações de compra, venda e experiência. 

Se você conseguir criar uma memória no seu consumidor através da experiência, você já conseguiu uma retenção. 

Colocar produtos à prova 

Oferecer testes do seu produto tem a ver, também, com levar experiências ao consumidor. Como as lojas pop-ups que distribuem amostras grátis, degustação ou até mesmo disponibilizam um produto como provador. Ter essa oportunidade é algo imensurável para os clientes, que retribuem com feedbacks construtivos para a sua marca e eleva o nível de satisfação. 

Além disso, a sua loja física pode oferecer produtos exclusivos, ou sob medida. Quanto mais se sentir único e especial, mais chances tem desse consumidor de se fidelizar com a sua marca. Outra vantagem de produzir produtos exclusivos, é diminuir a quantidade de estoques. Pense nisso!

Personalização dos espaços 

Investimento no espaço e em novos equipamentos – seja na decoração da loja ou em tecnologia – costuma ser um investimento de capital a longo prazo (de dez a quinze anos). Em um outro post aqui no nosso blog falamos sobre a importância da personalização dos espaços físicos e como um ambiente interfere na experiência do cliente. Confira!

“A comunicação visual do ambiente precisa conversar entre si, além do mais, os aspectos estéticos de decoração e também os funcionais são sempre analisados pelos clientes. Móveis, iluminação, os próprios produtos, tudo faz parte”.

Vitrine infinita Di Santini, projeto criado por Alice Wonders.
Vitrine infinita Di Santini, criada por Alice Wonders. Projeto que une experiências digitais e espaços físicos.

Curtiu as dicas e já quer aplicar as tendências na sua marca? Entre em contato conosco para ajudá-lo a realizar projetos incríveis. 

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Flagship KitKat Chocolatory 0 1319

Flagship KitKat Chocolatory

A primeira KitKat Chocolatory flagship na América Latina

Convidados pela Nestlé, realizamos um case de sucesso através do projeto da loja KitKat Chocolatory. Localizada no Shopping Morumbi, em São Paulo, a loja é uma tendência de mercado (Direct to Consumer), colocando o Brasil à frente em tecnologia e inovação no varejo e PDV, que além de experiências únicas também oferece produtos exclusivos que só são vendidos lá. 

Foram, aproximadamente, oito meses de processo entre planejamento, desenvolvimento de tecnologias até a sua inauguração. Trabalhamos em parceria com o líder de projeto FITCH, uma consultoria global de design, para ativar vários pontos de contato digitais em toda a experiência principal.

Cocoa Plan

Nosso projeto inicial foi a criação da parede capacitiva, com o objetivo de levar informação sobre o projeto Cocoa Plan, através de experiência digital interativa. A parede capacitiva permite que as pessoas conheçam o programa através de conteúdos interativos.

Parede capacitiva dentro da flagship KitKat Chocolatory
Parede capacitiva sobre o Cocoa Plan, dentro da flagship KitKat Chocolatory.

Content Wall

A nossa content wall mostra, por uma tela de 32:9 em 4K, todo o conteúdo das contas oficiais da KitKat no Instagram. Como as redes sociais fazem parte da vida real das pessoas e das marcas, usamos esta estratégia para o PDV, incluindo como um projeto de interação e conteúdo para o público.

Content Wall da flagship KitKat Chocolatory,
Content Wall da flagship KitKat Chocolatory, desenvolvido por Alice Wonders.

“O layout foi desenvolvido de acordo com a identidade visual da loja e a implementação de um aplicativo que mostra em tempo real o conteúdo que está nos perfis oficiais do Instagram. Atualizou o feed, atualizou a Content Wall automaticamente”, explica a nossa Arquiteta e Gerente de Projetos, Emilly Cirilo. 

Cardápio digital

O cardápio digital de cafés é mais um projeto de nossa autoria, feito exclusivamente para a loja. Uma das vantagens desse produto é a criação de vídeos para o cliente visualizar melhor as opções do menu. Além de ser sustentável, gera automaticamente o pedido feito pelo cliente e envia para o balcão. 

Cardápio Digital da cafeteria da flagship KitKat Chocolatory
Cardápio Digital da cafeteria da flagship KitKat Chocolatory, desenvolvido por Alice Wonders.

Touch points

A consultoria global de design FITCH liderou o principal conceito estético e digital e, juntos, trabalhamos em equipe para implementar vários pontos de contato em toda a loja. Em outras palavras, a FITCH criou os projetos de touchpoints e liderou o desenvolvimento de software, e Alice Wonders integrou a infraestrutura de rede e os cabos.

“Foi preciso montar uma infraestrutura de rede em nosso escritório para recriar o ambiente final da loja com máquinas, sensores e experiências, antes de implantar direto na loja. O que permitiu detectarmos falhas durante o processo e fazer ajustes prévios, sem correr riscos”, explica Eric Winck, Co-founder e co-CEO de Alice Wonders.

Touch points da flagship KitKat Chocolatory
“Estação Encontre Seu Sabor”, desenvolvida pela FITCH

Segundo Eric, é fundamental manter vivas as experiências digitais no PDV através de revisões semanais do hardware e software, bem como ajustar e melhorar os conteúdos. Como por exemplo, o conteúdo vivo do Content Wall. “Estas revisões mantém a ‘saúde’ digital e podem antecipar erros e problemas sem downtime das experiências na loja”. 

“A KitKat Chocolatory foi projetada para a experiência do consumidor. E não é apenas experiência de compra, e sim a experiência de envolver o cliente para que ele tenha vontade de voltar depois. Para marcar na memória e deixar aquela lembrança agradável”, conclui Alexandre Valdivia, Co-founder e co-CEO de Alice Wonders. 

Gostou? Clique aqui e confira nossos outros cases.

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