Branded Content: o que é e qual a sua importância no varejo? 0 386

O que é Branded Content? Uma das estratégias utilizadas no Marketing nativo, ele está relacionado à criação de um conteúdo que promova uma marca específica. É comum que ele seja confundido com o Marketing de Conteúdo, mas, hoje, vamos mostrar, de uma vez por todas, que se tratam de coisas bastante distintas.

Entenda como essa estratégia funciona, qual sua importância para o varejo e como se distingue do Marketing de Conteúdo no artigo a seguir. Boa leitura!

O que é Branded Content?

Todas as campanhas digitais só ficam completas quando acontece a produção de conteúdo. Afinal, esse é um dos principais recursos que elas têm para construir um relacionamento com os consumidores e entregar mensagens. Branded Content é um dos tipos de conteúdos que uma marca pode criar para se promover e a sua principal característica é a de ser imediatamente relacionado a uma empresa pelo cliente.

Isso sugere, então, que o Branded Content, por excelência, faz com que consumidores pensem em um negócio em particular. Mas isso é basicamente a função da publicidade, então, essa definição pode falhar em algumas situações.

Por causa disso, algumas instituições, como a Forrester, definem o Branded Content como conteúdo diferente do tradicional. Ele é capaz de, simultaneamente, gerar reações emocionais, como as que temos assistindo  à TV ou indo ao cinema, enquanto são distribuídos, em uma escala maior, por sua natureza digital. Temos, portanto, que Branded Content, segundo essa definição, é alcançar clientes emocional e interativamente.

Há ainda uma terceira maneira de caracterizá-lo. Essa o iguala a todas as iniciativas de promoção que alteram a definição de conteúdo editorial. Ou seja, que não são um tipo de publicidade tradicional ou reconhecido como tal.

Cada uma das classificações acima aborda o Branded Content de uma maneira diferente, o que pode fazer com que seja difícil para que as empresas entendam se é bom negócio investir nele. Em razão disso, acreditamos que o melhor jeito de compreendê-lo é vendo como ele funciona na prática e conhecendo alguns dos maiores cases de sucesso relacionados a essa estratégia.

Como funciona o Branded Content?

Podemos citar três cases que contemplam plenamente a definição de Branded Content e eles serão fundamentais para que você entenda os benefícios desse tipo de conteúdo. Escolhemos, para isso, três campanhas recentes e bastante distintas — da Netflix, da Honda e da Dove.

Netflix

Branded Content foi uma das escolhas da Netflix para divulgar sua série original Orange Is The New Black. A produção, que conta sobre o dia a dia das presidiárias da instituição federal norte-americana de Lietchfield é, ao mesmo tempo, uma comédia e um drama. E, por isso, foi por meio de um artigo no The New York Times que a empresa escolheu divulgá-la.

A peça de Branded Content criada foge dos moldes do Marketing de Conteúdo e entra no jornalismo investigativo. Intitulado “Women Inmates: Why the Male Model Doesn’t Work” (Mulheres presidiárias: por que o modelo masculino não funciona), o artigo publicado para promover a nova temporada do programa é um editorial longo e fascinante, cheio de informações relevantes e que inclui um vídeo compreensivo sobre a realidade das mulheres na prisão.

Ao mesmo tempo que contempla tudo que a marca Netflix e a submarca Orange Is The New Black representam, o conteúdo entrega aos leitores dados valiosos e proporciona uma reflexão. Por isso, encaixa-se na categoria de Branded Content, fazendo com que consumidores sejam remetidos automaticamente para a série em particular.

Honda

Já a Honda optou por uma abordagem diferente para promover seu uniciclo, o UNI-CUB. Ao convidar a banda OK Go, conhecida por seus vídeos imaginativos, para integrar o produto no videoclipe de I Won’t Let You Down, a marca conseguiu exposição sem ter seu nome mencionado uma vez sequer.

O vídeo foi visto por, pelo menos, 35 milhões de pessoas, ainda em 2014, e conectado a um site que mostrava, interativamente, como o Honda UNI-CUB funcionava. Aqui, portanto, a marca explora o segundo conceito de Branded Content: a criação de peças não convencionais e que geram reação emocional.

Dove

Todavia, nenhum case de Branded Content é mais conhecido do que a Campanha pela Real Beleza da Dove. Após pesquisar e descobrir que apenas quatro de cada 100 mulheres se descrevem como belas, a marca produziu uma série de vídeos mostrando a distância entre percepção e realidade.

O mais conhecido deles mostra um artista fazendo desenhos das mulheres, baseado apenas na descrição que elas dão de si mesmas ou nas características citadas por estranhos. A discrepância entre os resultados servia para mostrar que essas mulheres eram muito mais belas do que imaginavam.

A abordagem se encaixa no terceiro conceito que citamos anteriormente. Não é uma publicidade tradicional ou um conteúdo editorial tipicamente feito para vender produtos de cuidado pessoal. Mas, ainda assim, atraiu mais de 170 milhões de views no YouTube em seu primeiro ano, ficando entre os três vídeos mais compartilhados nas redes e promovendo a marca intensamente.

Como o Branded Content beneficia o varejo?

Agora que você já entendeu o que faz o Branded Content ser diferente do Marketing de Conteúdo, é hora de conhecer seus benefícios para o varejo. De que modo iniciativas como essas podem fazer uma marca se tornar mais conhecida ou vender mais?

A primeira vantagem que podemos colocar na conta do Branded Content é o seu custo-benefício. Um negócio pode ser muito prejudicado se coloca mais dinheiro em publicidade do que vê em retornos. Todavia, quando ele constrói uma campanha de Branded Content que leva em consideração o perfil do seu consumidor e suas expectativas, consegue gerar buzz.

Esse buzz leva a divulgações espontâneas nas redes sociais e a mais menções a uma marca — o que, definitivamente, é um ponto positivo.

Outro benefício é com relação à competição. Diferenciar-se é muito mais difícil hoje e o Branded Content pode ajudar. Ele entrega mais valor do que a publicidade tradicional e faz com que as pessoas associem uma empresa a mais do que apenas àquilo que ela vende.

Por último, elet é interativo, não intrusivo. Ao contrário da publicidade pay-per-click, ele chega ao cliente quando ele demonstra interesse em recebê-lo. E isso faz com que ele seja muito bem-vindo.

Branded Content é uma inovação que pode ajudar marcas a obterem melhores resultados. Porém, o que esses tipos de campanhas farão melhor pelo negócio é elevar a sua percepção entre os clientes. Isso, no longo prazo, trará retornos não apenas na forma de leads, mas também em engajamento e fidelização.

Gostou de entender o que é Branded Content? Entre em contato com a AliceWonders agora mesmo e descubra como interatividade e criatividade podem funcionar a favor de um negócio!

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Relacionamento no PDV: veja como criar vínculos com o consumidor 0 31

mulher mostrando opções de consumo no PDV

Um dos erros cometidos por muitos varejistas é não aproveitar as oportunidades de conhecer melhor o consumidor e de estreitar os vínculos com ele. Há momento melhor para isso do que quando o cliente resolver fazer uma visita? No post de hoje você entenderá a importância do relacionamento no PDV e também aprenderá algumas estratégias essenciais para fortalecê-lo e conquistar seus clientes. Confira!

O que o PDV pode proporcionar

Ainda que PDV seja abreviação de ponto de venda, isso não significa que a venda é única relação que você deve estabelecer com o seu cliente nesse local. Você já deve ter percebido que, dependendo do ramo do negócio, grande parte das visitas que você recebe não têm a venda como resultado.

Isso não significa que essas visitas devem ser improdutivas. Muito pelo contrário, são uma oportunidade de conhecer as necessidades do seu público, bem como as expectativas que ele cria em relação à sua marca. Dados importantíssimos para elaborar estratégias de marketing mais precisas no futuro.

Outra situação que precisa ser ressaltada é aquela na qual a visita é o primeiro contato do público com a sua marca, quando os clientes em potencial descobrem que a sua loja existe e o que ela pode oferecer. Nesses casos, proporcionar uma experiência de compra memorável dará uma ótima primeira impressão e aumentará as chances de fidelizar esses clientes.

No caso dos shoppers — aqueles clientes em potencial que aparecem no ponto de venda para avaliar o custo-benefício dos produtos ou serviços que o seu negócio oferece —, o PDV se torna o lugar decisivo da compra e, portanto, deve transmitir a confiança necessária para convencê-lo a se tornar um consumidor.

Estratégias para melhorar o relacionamento no PDV

Sabendo disso, trouxemos seis estratégias que ajudarão você a transformar o relacionamento no PDV em um momento mais produtivo para a sua loja e em uma experiência mais agradável para o consumidor, fortalecendo a sua marca. Veja só!

Levantar dados do perfil de consumo

É muito importante coletar e analisar os dados sobre o ticket médio das compras, a quantidade média de peças, os itens mais comprados etc. Informações desse tipo ajudarão você a medir os resultados das ações no PDV anteriores e também a replanejá-las, se for o caso.

Com o auxílio da tecnologia correta, você também pode descobrir quais são os principais percursos realizados pelos clientes dentro da sua loja, identificando assim como o layout está guiando a visita e também quais são os itens que mais chamam a atenção, ainda que não sejam comprados.

Conhecer o consumidor

A visita também é o momento perfeito para encontrar um canal de comunicação com o consumidor por meio de cadastros que incluam, por exemplo, o número do telefone ou o endereço de e-mail. Fundamentais para estabelecer contato com o consumidor e sugerir produtos e serviços no futuro que o convençam a aparecer na sua loja novamente.

Outros dados que também são importantes: gênero, idade, classe social etc. Identificar traços como esses do público que aparece no ponto de venda ajudam a aferir os resultados das estratégias de marketing executadas até então. Será que elas estão atingindo quem você esperava?

Afinar o atendimento

O atendimento no seu ponto de venda precisa ser humano, personalizado e encantador.

Os seus vendedores devem se comunicar de forma a passar para o consumidor que o interesse deles não é apenas de vender, mas, principalmente, de ajudá-lo a encontrar uma solução para o seu problema. Nesse sentido, eles devem se mostrar empáticos e interessados na busca do cliente.

Além disso, eles devem ser capazes de identificar rapidamente as necessidades de cada cliente para apresentar os produtos ou serviços adequados. Isso transmitirá credibilidade para o consumidor que, dessa forma, confiará mais na sua marca.

Falando em confiança, a sua equipe precisa conhecer muito bem o que a sua marca está oferecendo, de modo a estar preparada para responder às perguntas dos clientes. Só assim eles se sentirão seguros em adquirir os seus produtos ou serviços, sabendo que não vão se arrepender mais tarde.

O vendedor fala pela marca e, por isso, tem um papel muito importante no estabelecimento de um vínculo emocional entre a sua empresa e o consumidor. A partir desse vínculo, o cliente sentirá vontade de retornar e comprar novamente.

Nada disso pode ser atingido sem que se acompanhe de perto a performance da equipe e sem um treinamento adequado que deixe clara para os vendedores a experiência que você pretende oferecer e como eles podem contribuir para tanto.

Reproduzir a essência da marca

Nem tudo em um relacionamento amoroso precisa ser dito, não é mesmo? Da mesma forma, no relacionamento da sua marca com o cliente, parte da essência da sua empresa será transmitida no atendimento, mas outra grande parte pelo visual e pelo design do ponto de venda.

Por meio das instalações, das cores, da trilha sonora e de outros elementos que compõe a ambientação da loja, a sua marca deve ser capaz de transmitir os seus principais valores, permitindo assim que o cliente encontre autenticidade e personalidade e seja capaz de se identificar.

Inovar com tecnologia e interação

Outra tendência de ação no PDV é o uso de tecnologias digitais mescladas com a experiência real da visita e da compra na loja física. Isso porque esse tipo tecnologia tem como princípio a interação e a personalização da experiência, o que torna a experiência de compra mais memorável para o cliente.

Um exemplo disso é o uso de realidade aumentada no design da loja. Por exemplo, telas que oferecem informações adicionais sobre os itens que o cliente está escolhendo ou aplicativos que permitem verificar, com o auxílio de um smartphone, variações de um mesmo produto.

Aplicando as cinco estratégias acima, você, com certeza, tornará a visita uma experiência inconfundível para o seu público-alvo e o relacionamento no PDV, por sua vez, ajudará a sua marca a se destacar da concorrência.

Uma vez que a construção desse laço com o cliente no ponto de venda gera bastante impacto na experiência de compra, vale a pena aprender também sobre como as lojas têm evoluído nesse quesito para encantar o consumidor. Boa leitura!

Perfil de consumo: por que entender o estilo de vida do consumidor? 0 37

mulher descobrindo produtos dentro da loja

Uma vez que no varejo a relação entre a empresa e o consumidor final é bastante estreita, o número de vendas depende da capacidade da marca de conquistá-lo. Sendo assim, é muito importante compreender seus hábitos, desejos e expectativas para traçar um perfil de consumo capaz de orientar as ações da empresa e melhorar a experiência do consumidor.

Pensando nisso, trouxemos informações valiosas sobre os motivos de se estudar o consumidor, como ele tende a se comportar hoje em dia e também damos exemplos de marcas que souberam incorporar esse conhecimento nos seus produtos, serviços e estratégias de marketing. Confira!

A importância de conhecer o perfil de consumo

Seja qual for o segmento, estão sempre surgindo empresas para competir pela sua parcela no mercado. Algumas delas pegam as veteranas desprevenidas ao chegar com ideias inovadoras e implantar mudanças em etapas da compra que não haviam sido exploradas até então.

Por isso, a sua empresa não pode se acomodar. Para se destacar da concorrência, além de oferecer produtos e serviços de qualidade, é muito importante atentar para o comportamento do consumidor e descobrir como adequar-se melhor às suas expectativas.

Dessa forma, vocês serão capazes de oferecer uma experiência de compra compatível ao perfil de consumo do cliente, deixando-o mais confortável. Isso se refletirá no aumento da quantidade de itens por compra e na fidelização do consumidor.

Há diversos fatores que influenciam esse comportamento: classe social, idade, valores e crenças, estilo de vida e até as experiências de compra anteriores em outras marcas. Uma vez que diferentes combinações desses fatores produzem diferentes perfis de consumo, quanto mais conhecimento você tiver sobre cada um deles, melhor.

As tendências de comportamento do consumidor

À medida que o tempo passa e a sociedade se transforma, muda também a relação das pessoas com o consumo e o que elas esperam dessa experiência. Portanto, é importante ficar de olho nas transformações do mundo para manter a sua marca atualizada.

Resumimos quatro tendências que têm transformado o perfil de consumo e para os quais você deve atentar ao planejar as próximas estratégias de marketing. Veja a seguir.

Mobilidade

Podemos ainda não ter nos transformado nos cyborgs dos filmes de ficção científica, mas já estamos completamente dependentes de aparelhos eletrônicos móveis, em especial os smartphones, para realizar atividades básicas da nossa rotina.

Esses aparelhos de certa forma aumentam os usos e a potência dos nossos sentidos. Desse modo, não apenas permitem a comunicação a distância como também aumentam as possibilidades da interação face a face com o ambiente — por exemplo, no caso da realidade aumentada.

Sendo assim, oferecer a possibilidade de comprar ou de interagir com a marca e seus produtos por meio dos smartphones é uma inovação mais que bem-vinda no ponto de venda.

Autenticidade

O consumir do século XXI quer consumir não apenas os produtos e serviços, mas também os valores e a personalidade da marca. Portanto, é muito importante marcar presença nas redes sociais e se comunicar com o consumidor.

Nesse sentido, é muito importante pensar bem no que falar. Valores, convicções e posições políticas devem ser escolhidas e expostas tendo sempre em mente as expectativas do público-alvo. Sendo assim, assuntos polêmicos nos quais há muita discordância entre os consumidores devem ser evitados.

Identidade

Por conta da globalização, do aumento das possibilidades de consumo e da quantidade de informação facilmente disponível, as pessoas são capazes de construir identidades cada vez mais específicas e diferenciadas.

Por isso, produtos e serviços mais personalizados, se feitos da forma correta, vão atingir determinados tipos de consumidor de forma mais certeira do que aqueles que não se embasaram numa pesquisa de comportamento.

Por outro lado, também faz-se cada vez mais importante pensar nas demandas de diferentes grupos e se possível, consultar especialistas antes de propor determinadas estratégias para garantir que elas não desrespeitem ninguém.

Sustentabilidade

A preocupação com o meio ambiente está em pauta já há muito tempo e ainda hoje é uma meta para muita gente. No entanto, a sustentabilidade atual é verificada de acordo outros fatores que não apenas os níveis de poluição ou o respeito às leis ambientais.

O consumidor se preocupa, por exemplo, se o processo de fabricação dos produtos envolveu testes em animais ou se ele respeitou a dignidade dos trabalhadores envolvidos. Sendo assim, manter a sua marca em dia com critérios desse tipo e expor essa competência fará você conquistar a confiança do público.

Marcas que se valem do perfil de consumo

Algumas empresas já estão se valendo dessas tendências para melhorar a imagem da sua marca enquanto empregadora perante o consumidor — estratégia conhecida como employer branding. É o caso, por exemplo, da Leroy Merlin, que tem feito convênios com instituições de ensino superior para conseguir descontos para os seus funcionários.

Além de passar uma boa imagem para a sociedade, ela também transforma as relações de trabalho para motivar os seus funcionários a desempenhar bem suas funções e a permanecer na empresa, diminuindo a rotatividade.

A Urban Outfitters, por sua vez, resolveu investir em tecnologia. Utilizando técnicas de geomarketing, a loja de roupas elaborou uma estratégia para atingir o seu público: lançou anúncios de um look para festas noturnas para as redes sociais de mulheres que frequentavam os bares e casas noturnas em determinadas regiões.

Muito eficaz, a estratégia gerou um aumento das vendas de 146% e elevou a taxa de conversão em 75%. Isso aconteceu porque, a partir de um estudo da identidade e do estilo de vida do seu principal consumidor, a empresa utilizou a tecnologia móvel para criar uma campanha de marketing segmentada e efetiva.

Esperamos que as dicas e os exemplos de hoje inspirem a sua equipe a conhecer melhor o consumidor e a promover experiências marcantes nos pontos de venda de acordo com o perfil de consumo que vocês pretendem atingir.

E a sua empresa? Já está atenta ao comportamento do seu público? Comente aqui embaixo o que você já descobriu de interessante sobre os seus clientes ou mesmo estratégias adotadas para adequar a experiência de compra às expectativas dos consumidores.

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