Saiba como utilizar o marketing sensorial no varejo 1 2285

marketing sensorial mulher tocando uma vitrine

Existem várias teorias sobre qual é a melhor tática para atrair a atenção do consumidor. E, dentre elas, uma chama atenção em particular — estamos falando do Marketing Sensorial, recurso utilizado por marcas a fim de aguçar todos os sentidos do consumidor e proporcionar uma melhor experiência de compra.

Mas do que se trata o Marketing Sensorial exatamente e como um negócio pode se fazer valer dele para obter grandes resultados? É isso que exploraremos no artigo de hoje, levando você por uma jornada pela definição desse tipo de Marketing, sua importância, o que faz dele tão eficaz e como pode ser aplicado na estratégia de uma empresa.

Nosso objetivo é mostrar que Marketing pode ser muito simples, desde que uma companhia consiga se concentrar na criação de interações únicas com seus consumidores. O Marketing Sensorial é a principal oportunidade que temos para fazer isso e ele se concentra no despertar de todos os sentidos.

Pronto para essa jornada? Então comece já a leitura!

O que é Marketing Sensorial?

Não é muito difícil entender o que Marketing Sensorial significa, principalmente porque você já deve ter se deparado com exemplos de sua aplicação por aí. Embora o conceito seja relativamente novo e remonte ao início dos anos 2000, ele ganhou espaço no mercado e, hoje, faz parte da maneira como muitas marcas se promovem.

Quer alguns exemplos? É provável que você já tenha entrado nas lojas da Melissa e percebido o aroma característico desses ambientes. Ou, até mesmo, ouvido o som que toca em sua rádio e notado como o mobiliário dessas lojas remete claramente aos materiais utilizados nos seus calçados.

Isso tudo é o Marketing Sensorial em ação. A ideia é atrair consumidores não apenas com as tradicionais estratégias visuais e auditivas. Ele apela aos cinco sentidos com o objetivo de criar diferenciais perceptíveis no comércio varejista.

Afinal, estamos cercados por iniciativas de Marketing que funcionam mais ou menos da mesma forma. Anúncios de revista, reclames na televisão e jingles de rádio que invadem as nossas vidas e fazem com que, conscientemente ou não, associemos frases, sensações e julgamentos de valor às marcas. Porém, um fenômeno relativamente recente começou a ser percebido pelos cientistas que estudam como absorvemos todas essas mensagens.

Você já ouviu falar na cegueira de banner? A cegueira de banner é o que nos faz navegar por páginas e páginas da Internet sem que, em momento algum, percebamos que estamos cercados de anúncios. Isso porque o nosso olhar já se acostumou com eles e, por isso, não os interpreta como uma nova informação, que deva ser capturada e processada pelo cérebro.

Um fenômeno relativamente similar à cegueira de banner acontece também na vida real. Estamos tão acostumados com a publicidade tradicional e os seus recursos que conseguimos ignorá-la, o que não é nada bom para os profissionais de Marketing. Mesmo porque é trabalho deles fazer com que os produtos, serviços e marcas que promovem sejam vistos e, consequentemente, lembrados.

Então que recurso eles têm para despertar novamente a nossa atenção e fazer com que possamos perceber a publicidade novamente? O Marketing Sensorial.

Em detrimento de apelar a apenas dois dos nossos sentidos, profissionais de Marketing descobriram que poderiam ser muito mais bem-sucedidos se o fizessem considerando todos os cinco. Por isso, tato, olfato e paladar passaram a ser considerados um caminho para vender mais.

O motivo é muito fácil de compreender. Os nossos corpos respondem diferentemente às sensações que experimentam no dia a dia e, de maneira subconsciente, consideram informações como indicativos de que uma marca é confiável ou inovadora.

Pense nas embalagens da Apple. O fato de que todas elas se encaixam perfeitamente aos produtos é um dos recursos sensoriais utilizados pela empresa para nos transmitir que cada um deles foi pensado nos mínimos detalhes. Você teria uma impressão muito pior do iPhone ou do Macbook se eles viessem em caixas de material inferior ou que deixassem esses produtos deslizar ao longo do transporte.

Quando uma marca opta por oferecer várias sensações a seus consumidores, ela ganha espaço para contar uma história e passa a ter alternativas menos óbvias para transmitir as características que deseja conferir aos seus produtos. Assim, ganha pontos conosco emocionalmente.

Por causa disso, ficar atento ao lado sensorial do Marketing de Varejo pode ajudá-lo bastante.

A importância do Marketing Sensorial

Uma estratégia de Marketing precisa oferecer valor para um negócio a fim de que seja escolhida. Por isso, precisamos mostrar para você que o Marketing Sensorial é importante na hora de gerar conversões.

Podemos fazer isso levantando três pontos: o de que a experiência de marca é mais relevante para o consumidor do que a sua comunicação; o de que sentidos podem criar uma conexão emocional mais forte do que palavras; e o que determina que é muito mais fácil convencer consumidores de algo mostrando isso para eles.

De maneira breve, podemos endereçar cada um deles. O primeiro é descrito no livro The Meaningful Brand, de Nigel Hollis. O autor defende ali que a experiência que temos ao interagir com uma marca define todas as associações que faremos com ela no futuro. Isso quer dizer, então, que, ao confirmar ou negar uma determinada impressão, por meio de experiências, determinamos, de uma vez por todas, o que é verdade acerca de um negócio.

Então se a sua empresa diz que é moderna, mas embala todos os seus produtos de uma forma que não reflete isso, a impressão do seu consumidor será a de que ele ouviu uma mentira. E isso fará com que ele confie menos no seu negócio. Não importa quantas vezes se repita uma mensagem — sem transmiti-la em outras oportunidades de interação, sua marca pode fazer com que ela perca todo o sentido.

O segundo ponto observa como os nossos sentidos são importantes em nossas interações com o meio. Somos, afinal, guiados por eles o tempo todo e, em alguns momentos, até enganados. É para isso que existem truques de mágica ou ilusões de ótica.

Esses dois últimos funcionam por uma razão muito simples. Estamos conectados emocionalmente com o que os nossos sentidos nos transmitem. Por isso, se não vimos algo acontecer, é provável que não acreditemos logo de início ao ver o mesmo fato ser relatado.

A maioria das sensações que experimentamos é processada sem que a consciência interfira. Isso significa que associamos cheiros a pessoas e temperaturas a memórias. Quando a sua marca consegue explorar bem os cinco sentidos, ela se beneficia de um laço irrevogável com o consumidor.

Por último, temos que utilizar os sentidos na construção de metáforas para que os valores de uma marca possam ser muito eficientes. Lembre-se do exemplo da Apple, citado no tópico anterior.

Se você quiser associar uma marca à limpeza, vai escolher o branco como cor predominante em sua comunicação. Porque não há uma melhor maneira de transmitir valores senão por meio da experiência.

Não é difícil entender por que o Marketing Sensorial é importante. Ele coloca tudo que a sua marca representa ou deseja representar na forma como ela interage com os consumidores. E, por isso mesmo, é capaz de criar conexões emocionais mais significativas, ao mesmo tempo em que é mais eficiente que um slogan.

Pilares do Marketing Sensorial

O que faz, porém, com que o Marketing Sensorial funcione de fato? Alguns pilares definem como absorvemos essas iniciativas e por que elas tendem a funcionar. Estamos falando especialmente de como os sentidos são mais ricos que a linguagem e de como o processamento sensorial representa boa parte do que o nosso cérebro faz diariamente.

Mas fazemos, simultaneamente, referência a duas outras características do Marketing Sensorial: o fato de que os sentidos têm grande impacto em como nos comportamos e a noção de que experiências de consumo melhores fazem consumidores retornarem à sua loja.

Palavra e sensação

Sentidos influenciam, com mais facilidade, a maneira como percebemos o mundo do que a linguagem, e não é muito complicado compreender isso.

Mesmo porque nós aprendemos idiomas e, embora o ser humano demonstre capacidade inata para se comunicar, sem que alguém ativamente nos ensine a fazer isso, não somos capazes de aprendê-los sozinho. As palavras significam coisas específicas e essas coisas nos são ensinadas logo no início de nossas vidas.

Aprendemos que cada cor tem um nome e que os objetos ao nosso redor também. Mas o que não aprendemos são as sensações associadas a, por exemplo, ver uma bicicleta amarela.

Pense que, no idioma, temos cerca de 10 ou 11 palavras para enumerar as cores que existem. Entretanto, no mundo perceptivo, conseguimos distinguir milhões de bicicletas amarelas em tons diferentes. Isso quer dizer que somos influenciados de maneira diferentes por esses dois aspectos — palavra e sensação.

Máquinas de percepção

Outro pilar do Marketing Sensorial é que nossos cérebros são gigantescas máquinas perceptivas. Eles trabalham, o tempo todo, absorvendo o contexto ao nosso redor e o fazem desde que o Homo Sapiens evoluiu.

Sobreviver na floresta nunca foi uma tarefa fácil e, para fazê-lo, nossos antepassados precisaram entender a importância de estar atento a tudo. Sons, aromas, toques, aquilo que se vê e o que se prova. Não é à toa que o cérebro é a parte do corpo humano que mais consome energia.

Nosso aparato sensorial nos diferencia e faz com que sejamos tão adaptáveis. Utilizá-lo para transmitir mensagens é uma forma óbvia de chegar mais rapidamente a determinados objetivos.

Contexto externo e comportamento

Porque os cérebros têm tanta influencia na maneira como conduzimos nossas vidas e porque eles dependem tão fortemente dos sentidos, podemos assumir que o nosso comportamento também. O impacto de ver e ouvir já é utilizado diariamente pelo seu departamento de Marketing, então, é natural que os outros três sentidos sejam explorados também.

Já reparou em como é difícil se concentrar quando algum cheiro nos incomoda? Da mesma maneira, quando suprimimos um sentido, temos a sensação de que os demais ficaram mais aguçados. Somos constantemente influenciados pelo que se passa ao nosso redor e não se aproveitar disso para promover produtos e serviços é uma péssima ideia.

Experiência de consumo

Finalmente, não estamos falando de nenhuma inovação no varejo ou de um conceito completamente estrangeiro aos seus ouvidos. Todos sabemos que, quanto melhor são as experiências de consumo que temos ao interagir com as marcas, maiores são as chances de que tenhamos vontade de repeti-las.

Esse princípio, que guia nossos esforços de fidelização, também é um dos pilares do Marketing Sensorial. Uma experiência, afinal, é o conjunto de sensações que amontoamos ao passar por algo. E todas essas sensações são, obviamente, influenciadas pelos nossos sentidos.

Vantagens do Marketing Sensorial

Por todos os motivos acima, Marketing Sensorial faz sentido. Veja, agora, algumas das vantagens que ele pode trazer para o seu negócio.

Crie uma atmosfera ideal para o consumo

O uso do olfato no Marketing Sensorial é o principal recurso que uma empresa tem para criar uma atmosfera única. Esse é o sentido mais comumente associado com a memória e, por causa disso, aquele que tem o maior poder de nos influenciar positivamente com relação a uma marca.

Se a sua loja tem um cheiro característico, ela será lembrada para sempre pelo consumidor. E a inclusão desse cheiro em embalagens pode fazer com que ele queira frequentá-la novamente.

Humanize espaços com a música

Sons, e especialmente músicas, são uma das formas mais simples de trazer à tona as emoções dos clientes. Por isso, marcas investem em suas próprias rádios e fazem questão de escolher a trilha sonora perfeita para a experiência de compra. Quanto mais envolvido no momento o seu consumidor estiver, maiores são as chances de ele adquirir bens e de esquecer completamente o mundo lá fora.

Reforce sua identidade com imagens

Imagens promocionais são um recurso muito utilizado para atrair clientes. Banners, outdoors e anúncios de revista são exemplos disso. Mas e se lhe disséssemos que elas podem ser utilizadas dentro da sua loja, a fim de reforçar sua marca?

Absorvemos muitas informações visualmente, e o uso de ferramentas, como displays dinâmicos, é uma maneira barata de garantir uma experiência de compra mais completa. Elas ajudam o cliente a mergulhar no universo de uma marca e, consequentemente, a se sentir parte dele.

Como utilizar o Marketing Sensorial no varejo

O varejo tem muitas oportunidades de utilizar o Marketing Sensorial para criar experiências mais significativas e cativar consumidores. Aqui, estão alguns exemplos do que um negócio pode fazer para se dar bem no uso dessa estratégia.

Faça um apelo emocional

Quanto mais próximo uma marca consegue chegar de nossos medos e anseios, mais fácil é convencer-nos da necessidade de adquirir seus produtos. Por causa disso, o primeiro passo que você deve dar na direção do Marketing Sensorial é entender o que cativa os seus consumidores emocionalmente.

O maior erro que uma marca pode cometer é tentar atingir apenas um dos sentidos de um visitante. Mas outro grande “vacilo” é tentar atingir os sentidos errados. Com pesquisa e inteligência de negócios, é possível entender melhor o consumidor e determinar exatamente que tipo de esforços poderiam influenciá-lo positivamente.

Conheça as iniciativas de outras marcas

Nos Estados Unidos, uma das maiores vendedoras de donuts é a Dunkin Donuts. Todavia, não foi exatamente nesse mercado que a empresa resolveu testar sua primeira abordagem de Marketing Sensorial. Na Coréia do Sul, a Dunkin fez um experimento: o de preencher shoppings com o constante cheiro de café recém-preparado toda vez que seu jingle tocasse.

Se quem estava por perto já tinha a intenção de comprar donuts, ela aumentava, já que ambos — a bebida e o alimento — têm uma associação muito forte. Iniciativas como essas podem ser vistas em vários setores e partir de inúmeras empresas ao redor do mundo. Para criar uma estratégia de Marketing Sensorial eficaz, pesquisá-las o ajudará a desenvolver ideias assertivas.

Lembre-se do tato

Provavelmente, um dos sentidos mais difíceis de se estimular será o tato. Pode ser uma boa ideia, então, começar os seus esforços por ele. Todavia, a textura pode ser explorada nos produtos que uma marca vende, na qualidade dos materiais de suas embalagens e até no PDV.

Os 5 sentidos do Marketing Sensorial

Quer conhecer melhor os cinco sentidos que compõem o Marketing Sensorial? Veja, abaixo, o papel que cada um deles tem na hora de converter clientes no varejo.

O olfato

O olfato é o sentido mais estimulado pelas marcas. Nos nossos exemplos, ele esteve presente tanto na loja de calçados quanto na marca de rosquinhas. Mas você pode vê-lo ser estimulado nos mais diversos contextos.

Supermercados são alguns dos tipos de comércios varejistas que mais o fazem. Eles costumam ter um cheiro característico, compartilhado por todas as lojas de uma rede. Procure percebê-lo na próxima vez que fizer compras.

A visão

Consumidores facilmente identificam esquemas de cores e logotipos. Porém, há outras formas de usar a visão para estimulá-los.

A Reunion Tower, em Dallas (Texas), oferece um ângulo de visão de 360 graus para quem a visita. A fim de estimular esse sentido, é possível obter a mesma experiência baixando seu app.

O tato

Não há nada como pegar em um produto para se apegar a ele. O varejo, todavia, nem sempre lida com produtos próprios e pode se beneficiar desse sentido investindo em embalagens e mobiliários capazes de transmitir um conceito.

O paladar

Estimular o paladar não precisa tirar o seu sono. Algumas lojas, como a Camiseteria, enviam, junto aos seus produtos, uma bala feita exclusivamente para a marca. Esse pequeno brinde faz com que as pessoas fiquem um pouco mais ansiosas para receber seus produtos ou sejam surpreendidas positivamente ao abrir uma embalagem.

A audição

Jingles e slogans são exemplos de como o som pode nos influenciar. E, nos outros momentos, como entramos em contato com ele? Milhares de lojas de departamentos criam suas próprias estações de rádio, com canções que remetam a sentimentos positivos e encaixam-se no gosto do seu público-alvo.

Mas a música não é a única forma de estimular os ouvidos. Alguns sons, por si só, são o suficiente para fazer com que um consumidor se sinta estimulado. Eles têm o benefício de serem menos invasivos.

Dicas de Marketing Sensorial

Ainda precisa de algumas dicas de como fazer Marketing Sensorial da forma certa na sua loja? Listamos aqui o que é preciso observar para que a técnica funcione:

  • comece devagar, já que nem sempre surpreender seu consumidor com cheiros, toques e o barulho do rádio do dia para a noite pode trazer resultados positivos;
  • crie um sistema capaz de identificar o seu negócio e, se tiver mais de uma loja, lembre-se de fazê-las estimularem sentidos de formas idênticas;
  • escolha nomes de produtos que evoquem sentimentos — eles são parte de uma rica experiência sensorial;
  • não faça o mesmo que seus concorrentes; para se destacar, é preciso oferecer algo único para o consumidor;
  • busque fazer com que o Marketing Sensorial esteja alinhado às suas demais estratégias;
  • crie experiências em torno dos sentidos explorados; e
  • jamais desconsidere a resposta dos seus consumidores — é ela que indicará o sucesso ou o fracasso da estratégia.

Marketing Sensorial pode ser um termo novo para você, mas ele já faz parte da maneira como marcas interagem com seus clientes há algum tempo. Originado no Branding Sensorial, conceito definido por volta de 2002, ele se baseia no fato de que temos muito mais a explorar na interação com um cliente do que os tradicionais sentidos da visão e da audição.

Ainda que a maioria das estratégias de divulgação de marca sejam baseadas nesses dois sentidos, não há nenhum motivo que faça com que a sua empresa esteja presa a eles. Proporcionar, para os consumidores, uma experiência sensorial que inclua os outros três sentidos pode fazer com que eles se lembrem com mais facilidade daquilo que você vende. E, consequentemente, convertam-se em fiéis consumidores.

Muitas marcas, hoje, já exploram o Marketing Sensorial para se tornarem mais memoráveis. Que tal começar a fazer isso também no seu negócio? Assine a newsletter da AliceWonders e descubra outras novidades que podem ajudar a sua empresa a se destacar!

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Marketing personalizado: faça seu cliente ter uma experiência única 0 613

ilustração demonstrando marketing personalizado

O marketing personalizado existe desde antes da internet, porém, ela transformou a forma como as empresas o fazem, já que passou a ser muito mais fácil conhecer o público-alvo de perto, beneficiando-se da troca de informações contínua que acontece no mundo virtual.

Com ele, é possível tornar única a experiência do cliente e, por isso, vem sendo usado por todas as organizações que buscam oferecer um diferencial e gerar mais lucros. Quer saber mais sobre o assunto e descobrir como fazer seus clientes se sentirem especiais e valorizados? Então, continue a leitura!

O que é marketing personalizado?

O marketing personalizado consiste em atrair potenciais clientes com mensagens, promoções e produtos diferenciados adaptados aos seus gostos e necessidades. É uma ferramenta muito eficaz na criação, produção, distribuição de conteúdo e publicidade pela internet e meios offline, como as chamadas, cartas etc.

Assim, o marketing não parece realmente marketing e o cliente se sente valorizado com um serviço de alto grau de personalização.

Ele também pode ser aplicado na fabricação dos próprios produtos em sistemas online, que permitem aos compradores fazer as escolhas de tamanho, cor etc.

O marketing personalizado promove uma relação de intimidade com o público-alvo e ela se torna mais transparente também. Com isso, novos clientes são alcançados e os antigos são fidelizados.

Além do aumento de clientes e fidelizações, o marketing personalizado é capaz de aumentar o reconhecimento de uma empresa e fazê-la ter um retorno do capital investido muito maior. De forma geral, a empresa aumenta suas vendas e alcança mais lucros com algo que os consumidores adoram: a personalização.

Como usar bem essa estratégia?

Para realizar um marketing personalizado que gere resultados positivos para a empresa, é necessário ajustá-lo ao seu público-alvo e seu setor de atuação. Esse tipo de marketing não deve deixar os consumidores com a sensação de estarem sendo vigiados, como é comum acontecer.

A seguir, cinco maneiras de usar o marketing personalizado, sem complicações, para atingir os objetivos da empresa. Confira!

Colete e use corretamente os dados dos consumidores

As questões de privacidade e ética online devem ser levadas a sério; por isso, as informações sobre os clientes devem ser coletadas de forma transparente e verdadeira. O uso indevido de dados pessoais pode trazer grandes danos ao seu negócio e colocar por água abaixo todo o esforço para realizar o marketing personalizado.

Antes de pedir, ofereça algo de valor ao seu cliente

A maioria das empresas, equivocadamente, imediatamente pede que os consumidores realizem alguma ação, como clicar, preencher, assinar etc., deixando-os incomodados e, de certa forma, invadindo sua privacidade. Por isso, o ideal é oferecer algo de valor,  como um conteúdo que impressione, antes de solicitar qualquer coisa ao cliente em potencial, gerando disposição nele e criando um bom relacionamento.

Portanto, no marketing personalizado, não ocorre a invasão da privacidade dos seus atuais e potenciais clientes. Primeiro, é oferecido algo de significado, e, após uma permissão, solicitando alguma coisa. O marketing de conteúdo é, sem dúvidas, uma ótima ferramenta para essa estratégia.

Mostre novidades para os clientes

Uma técnica muito usada pelas empresas é mostrar novamente os produtos que as pessoas já visitaram no site, mas não chegaram a comprá-los. Isso não costuma funcionar muito bem, já que os consumidores nem sempre estão interessados em rever produtos, pois preferem conhecer novos itens que também sejam do seu gosto.

A solução seria enviar por e-mail uma seleção personalizada, pensada especialmente para aquela pessoa, com produtos novos e alguns dos que foram visualizados.

Uma atitude também muito comum é mandar e-mail aos clientes com produtos similares aos que acabaram de adquirir. Isso é um erro, pois dá a entender que a empresa sequer sabe que o cliente comprou o que queria; além de ser inútil, pois os clientes não querem adquirir coisas iguais as que compraram.

Nesse caso, o ideal é exibir produtos que podem ser de interesse do cliente e que tenham a ver com o que comprou anteriormente, com preços compatíveis, mostrando que conhece o perfil de consumo daquele cliente.

Realize promoções em datas especiais

Elaborar promoções para datas comemorativas é indispensável, e no marketing personalizado a ideia é criá-las individualmente. Por exemplo, criar condições especiais para o cliente em seu aniversário de um ano de fidelidade com a empresa, ou no seu próprio aniversário, é uma ótima maneira de mostrar que sua empresa se importa!

Inclusive, as datas comemorativas nacionais são uma ótima forma de gerar leads por terem picos de tráfego excelentes nos sites. Assim, é possível ganhar escala automatizando os processos de marketing personalizado.

Essas atitudes estreitam a relação entre consumidor e marca, criando uma atmosfera de intimidade e uma experiência de compra melhor.

Enviar para menos pessoas dá mais resultado

Quando a empresa conhece seus clientes e suas particularidades, a sua comunicação se torna mais assertiva; assim, você consegue impactá-los com poucas palavras. Por isso, trocar uma newsletter que atira para todo os lados com mensagens e ofertas muito genéricas por uma que oferece produtos para uma quantidade menor de pessoas, mas que você sabe que agradará, é muito mais eficiente!

Qual é o público do marketing personalizado?

O marketing personalizado, hoje em dia, é ideal para pessoas que estão sempre conectadas na internet, fazem compras online, entram no e-mail e usam redes sociais frequentemente. Esses consumidores buscam experiências diferenciadas por estarem sempre por dentro das últimas novidades, além de serem muito exigentes e confiantes do que querem.

Veja a seguir três insights que ajudam no marketing personalizado:

  • o aparelho mais usado para acessar a internet é o smartphone: no mobile marketing, é possível se comunicar com o cliente com SMS marketing e oferecer serviços diferenciados pelo QR Code, por exemplo;
  • o Facebook permite campanhas orgânicas via notificação: para isso, o cliente precisa ter feito login no seu site com o Facebook e permitido que a empresa se comunique por meio de notificações. Isso deve ser usado de forma inteligente por ser um modo muito pessoal de comunicação com o cliente;
  • os clientes têm “hora para comprar”: cada consumidor pesquisa e compra em momentos diferentes do dia. Os e-mails personalizados, por exemplo, devem ser enviados quando o consumidor está mais propenso a abri-los.

Como vimos, o marketing personalizado é capaz de ofertar aos clientes produtos com alto grau de relevância, aumentando muito as chances de compra. Qualquer empresa que quer ter um bom relacionamento com os clientesmelhorar sua experiência de compra e ter um retorno financeiro maior precisa usar essa estratégia de marketing!

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Varejo de luxo no Brasil: perspectivas e desafios 0 1300

varejo de luxo no brasil

Para uma empresa se consolidar no mercado de luxo é preciso muito trabalho. Inclusive, levam-se anos para uma empresa desse setor ser, de fato, reconhecida e respeitada pelo público de alto padrão. Para entender, basta lembrar que as maiores marcas de luxo não estão a menos de algumas boas décadas no mercado.

Assim, fica fácil perceber que, quem arrisca investir nesse mercado, terá um longo caminho a percorrer rumo ao sucesso. Pensando nisso, trouxemos, neste post, um panorama de como anda o varejo de luxo no Brasil e como se destacar! Confira!

Como se comporta o consumidor de luxo no Brasil?

A crise política do país impactou diretamente as vendas de itens de luxo, inclusive entre os clientes que não foram afetados pela situação econômica. Sendo assim, muitos consumidores continuam com um alto poder aquisitivo, mas optam por adotar um consumo menos ostensivo e mais moderado.

A maioria dos compradores de luxo de hoje buscam adquirir produtos que, além de serem mega desejáveis e bonitos, sejam de marcas que tem um conceito sólido por trás e que imprimam um estilo de vida. Dessa forma, a marca e o cliente compartilham seus valores e ideias, construindo uma relação de identidade e lealdade.

Com o passar do tempo, coisas que antes eram consideradas luxuosas, como motoristas particulares, se tornaram cotidianas para a atual geração de consumidores. Já que podem pedir, por aplicativo, um motorista que vai esperá-lo na porta da loja quando acabar as compras.

Portanto, as expectativas que os consumidores têm em relação ao luxo é muito alta e continua aumentando, tornando-os extremamente exigentes e seletivos na escolha das marcas. Além disso, o consumidor de luxo dá preferência à proximidade com os vendedores e o atendimento personalizado, segundo a especialista do varejo de luxo, Manu Berger.

Quais são as perspectivas e desafios para o setor?

Apesar do momento econômico instável no qual o Brasil está passando, o mercado de luxo está com muita força e continua apresentando crescimento. Alguns fatores que impulsionam as compras de luxo no país, e não no exterior, são o dólar alto, regras de compra e as possibilidades de parcelamento.

Em contrapartida, as facilidades que as companhias aéreas oferecem para viagens internacionais, principalmente com destino à Miami e Nova York, afetam diretamente o varejo de luxo no Brasil, por ele deixar de ser a única possibilidade de acesso às marcas internacionais pelos consumidores.

A “concorrência” com as companhias aéreas é tão grande que, segundo pesquisas do The Boston Consulting Group (BCG), o Brasil lidera, junto com a Rússia e a China, o ranking de compras de luxo feitas fora do país de origem. Segundo a mesma pesquisa, os millennials serão os principais responsáveis pelo crescimento, de cerca de 37%, do setor de luxo nos próximos seis anos e apresentarão metade desse mercado.

Isso nos mostra que, o varejo de luxo no Brasil precisa se adaptar ao novo consumidor e não só aos compradores tradicionais. A geração millennial busca por experiências diferenciadas, que impactam e tornam o momento de consumo mais agradável e relevante.

Como o varejo de luxo deve se adaptar às mudanças?

Como foi dito, o consumidor de luxo atual está em busca de experiências, portanto, se existem empresas oferecendo produtos iguais, a preferência será por quem oferece a melhor experiência de compra, concorda? Para isso, as marcas precisam desenvolver relações individuais, com ênfase nos jovens e turistas, implantando abordagens eficientes que forneçam experiências inovadoras. Veja, a seguir, as principais transformações que ele deve ter:

Mudanças no ponto de venda

O PDV deve se transformar em um local de relacionamento. É cada vez mais necessário que as lojas se tornem lugares onde os clientes se sintam em casa, proporcionando experiências inovadoras e proporcionando um diálogo verdadeiro com eles.

O atendimento no varejo de luxo sempre foi o diferencial para os clientes, mas agora, mais do que nunca, ele precisa ser reinventado para se adaptar aos desejos dos novos consumidores. Nas lojas da Apple, por exemplo, os atendentes são mediadores entre os clientes e os produtos, a estratégia é parecer que estão ali mais para informar que para vender, criando uma experiência de compra muito mais relevante.

Outro ponto importante para inovar no varejo de luxo no Brasil e melhorar a experiência do consumidor, é usar tecnologias no PDV que atrairão e ajudarão a reter os clientes por mais tempo na loja. As vitrines digitais, por exemplo, são tendências que podem ser usadas no varejo de luxo e aumentar o tom de riqueza do local.

Faça a sua marca ser acessível e imersiva

O mercado de luxo não é mais exclusividade das pessoas de alto poder aquisitivo, pois, é muito comum, hoje, que alguns clientes juntem dinheiro por meses especialmente para adquirir algum produto de marca famosa. Empresas que oferecem um parcelamento maior saem na frente dos concorrentes. Além disso, o marketing da loja deve se preocupar em mostrar o quanto ela pode ser acessível para todos.

O luxo moderno também deve transmitir um estilo de vida, criando uma experiência global, na qual os produtos fazem parte. Uma forte narrativa de marca combinada com a tecnologia dá aos consumidores pontos de entrada acessíveis, onde “não é necessário comprar”, para a experiência de marca em cada ponto de contato e de preço.

Canais alinhados

O receio das falsificações é um dos motivos de algumas marcas de luxo estarem pouco presentes no e-commerce. Porém, já não é mais possível separar o mundo físico do virtual, pois as pessoas transitam por eles normalmente, por isso, as inovações das plataformas digitais devem ser vistas como aliadas.

Além disso, o consumidor moderno é altamente seletivo e usa a tecnologia para tomar decisões de compra a partir de inúmeros canais, as lojas online crescem a cada dia mais e é um ótimo segmento para as marcas de luxo.

Neste post, vimos que é importante mudar as estratégias de venda do varejo de luxo do Brasil, à medida na qual o perfil dos consumidores e a definição de luxo mudam. Além disso, com as mídias sociais, os produtos e serviços se tornaram acessíveis para as massas, levantando novos desafios para as empresas que querem ser um diferencial.

O varejo de luxo no Brasil tem um grande potencial de crescimento, mas, para isso, precisa contar com algumas mudanças para se adaptar ao comportamento do consumidor de luxo moderno, como a geração dos millennals.

Gostou do post? Então, agora, descubra como entender o estilo de vida do consumidor e traçar um perfil de consumo, para se comunicar da forma certa com seus clientes e oferecer produtos relevantes!

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