Saiba como utilizar o marketing sensorial no varejo 1 1206

marketing sensorial mulher tocando uma vitrine

Existem várias teorias sobre qual é a melhor tática para atrair a atenção do consumidor. E, dentre elas, uma chama atenção em particular — estamos falando do Marketing Sensorial, recurso utilizado por marcas a fim de aguçar todos os sentidos do consumidor e proporcionar uma melhor experiência de compra.

Mas do que se trata o Marketing Sensorial exatamente e como um negócio pode se fazer valer dele para obter grandes resultados? É isso que exploraremos no artigo de hoje, levando você por uma jornada pela definição desse tipo de Marketing, sua importância, o que faz dele tão eficaz e como pode ser aplicado na estratégia de uma empresa.

Nosso objetivo é mostrar que Marketing pode ser muito simples, desde que uma companhia consiga se concentrar na criação de interações únicas com seus consumidores. O Marketing Sensorial é a principal oportunidade que temos para fazer isso e ele se concentra no despertar de todos os sentidos.

Pronto para essa jornada? Então comece já a leitura!

O que é Marketing Sensorial?

Não é muito difícil entender o que Marketing Sensorial significa, principalmente porque você já deve ter se deparado com exemplos de sua aplicação por aí. Embora o conceito seja relativamente novo e remonte ao início dos anos 2000, ele ganhou espaço no mercado e, hoje, faz parte da maneira como muitas marcas se promovem.

Quer alguns exemplos? É provável que você já tenha entrado nas lojas da Melissa e percebido o aroma característico desses ambientes. Ou, até mesmo, ouvido o som que toca em sua rádio e notado como o mobiliário dessas lojas remete claramente aos materiais utilizados nos seus calçados.

Isso tudo é o Marketing Sensorial em ação. A ideia é atrair consumidores não apenas com as tradicionais estratégias visuais e auditivas. Ele apela aos cinco sentidos com o objetivo de criar diferenciais perceptíveis no comércio varejista.

Afinal, estamos cercados por iniciativas de Marketing que funcionam mais ou menos da mesma forma. Anúncios de revista, reclames na televisão e jingles de rádio que invadem as nossas vidas e fazem com que, conscientemente ou não, associemos frases, sensações e julgamentos de valor às marcas. Porém, um fenômeno relativamente recente começou a ser percebido pelos cientistas que estudam como absorvemos todas essas mensagens.

Você já ouviu falar na cegueira de banner? A cegueira de banner é o que nos faz navegar por páginas e páginas da Internet sem que, em momento algum, percebamos que estamos cercados de anúncios. Isso porque o nosso olhar já se acostumou com eles e, por isso, não os interpreta como uma nova informação, que deva ser capturada e processada pelo cérebro.

Um fenômeno relativamente similar à cegueira de banner acontece também na vida real. Estamos tão acostumados com a publicidade tradicional e os seus recursos que conseguimos ignorá-la, o que não é nada bom para os profissionais de Marketing. Mesmo porque é trabalho deles fazer com que os produtos, serviços e marcas que promovem sejam vistos e, consequentemente, lembrados.

Então que recurso eles têm para despertar novamente a nossa atenção e fazer com que possamos perceber a publicidade novamente? O Marketing Sensorial.

Em detrimento de apelar a apenas dois dos nossos sentidos, profissionais de Marketing descobriram que poderiam ser muito mais bem-sucedidos se o fizessem considerando todos os cinco. Por isso, tato, olfato e paladar passaram a ser considerados um caminho para vender mais.

O motivo é muito fácil de compreender. Os nossos corpos respondem diferentemente às sensações que experimentam no dia a dia e, de maneira subconsciente, consideram informações como indicativos de que uma marca é confiável ou inovadora.

Pense nas embalagens da Apple. O fato de que todas elas se encaixam perfeitamente aos produtos é um dos recursos sensoriais utilizados pela empresa para nos transmitir que cada um deles foi pensado nos mínimos detalhes. Você teria uma impressão muito pior do iPhone ou do Macbook se eles viessem em caixas de material inferior ou que deixassem esses produtos deslizar ao longo do transporte.

Quando uma marca opta por oferecer várias sensações a seus consumidores, ela ganha espaço para contar uma história e passa a ter alternativas menos óbvias para transmitir as características que deseja conferir aos seus produtos. Assim, ganha pontos conosco emocionalmente.

Por causa disso, ficar atento ao lado sensorial do Marketing de Varejo pode ajudá-lo bastante.

A importância do Marketing Sensorial

Uma estratégia de Marketing precisa oferecer valor para um negócio a fim de que seja escolhida. Por isso, precisamos mostrar para você que o Marketing Sensorial é importante na hora de gerar conversões.

Podemos fazer isso levantando três pontos: o de que a experiência de marca é mais relevante para o consumidor do que a sua comunicação; o de que sentidos podem criar uma conexão emocional mais forte do que palavras; e o que determina que é muito mais fácil convencer consumidores de algo mostrando isso para eles.

De maneira breve, podemos endereçar cada um deles. O primeiro é descrito no livro The Meaningful Brand, de Nigel Hollis. O autor defende ali que a experiência que temos ao interagir com uma marca define todas as associações que faremos com ela no futuro. Isso quer dizer, então, que, ao confirmar ou negar uma determinada impressão, por meio de experiências, determinamos, de uma vez por todas, o que é verdade acerca de um negócio.

Então se a sua empresa diz que é moderna, mas embala todos os seus produtos de uma forma que não reflete isso, a impressão do seu consumidor será a de que ele ouviu uma mentira. E isso fará com que ele confie menos no seu negócio. Não importa quantas vezes se repita uma mensagem — sem transmiti-la em outras oportunidades de interação, sua marca pode fazer com que ela perca todo o sentido.

O segundo ponto observa como os nossos sentidos são importantes em nossas interações com o meio. Somos, afinal, guiados por eles o tempo todo e, em alguns momentos, até enganados. É para isso que existem truques de mágica ou ilusões de ótica.

Esses dois últimos funcionam por uma razão muito simples. Estamos conectados emocionalmente com o que os nossos sentidos nos transmitem. Por isso, se não vimos algo acontecer, é provável que não acreditemos logo de início ao ver o mesmo fato ser relatado.

A maioria das sensações que experimentamos é processada sem que a consciência interfira. Isso significa que associamos cheiros a pessoas e temperaturas a memórias. Quando a sua marca consegue explorar bem os cinco sentidos, ela se beneficia de um laço irrevogável com o consumidor.

Por último, temos que utilizar os sentidos na construção de metáforas para que os valores de uma marca possam ser muito eficientes. Lembre-se do exemplo da Apple, citado no tópico anterior.

Se você quiser associar uma marca à limpeza, vai escolher o branco como cor predominante em sua comunicação. Porque não há uma melhor maneira de transmitir valores senão por meio da experiência.

Não é difícil entender por que o Marketing Sensorial é importante. Ele coloca tudo que a sua marca representa ou deseja representar na forma como ela interage com os consumidores. E, por isso mesmo, é capaz de criar conexões emocionais mais significativas, ao mesmo tempo em que é mais eficiente que um slogan.

Pilares do Marketing Sensorial

O que faz, porém, com que o Marketing Sensorial funcione de fato? Alguns pilares definem como absorvemos essas iniciativas e por que elas tendem a funcionar. Estamos falando especialmente de como os sentidos são mais ricos que a linguagem e de como o processamento sensorial representa boa parte do que o nosso cérebro faz diariamente.

Mas fazemos, simultaneamente, referência a duas outras características do Marketing Sensorial: o fato de que os sentidos têm grande impacto em como nos comportamos e a noção de que experiências de consumo melhores fazem consumidores retornarem à sua loja.

Palavra e sensação

Sentidos influenciam, com mais facilidade, a maneira como percebemos o mundo do que a linguagem, e não é muito complicado compreender isso.

Mesmo porque nós aprendemos idiomas e, embora o ser humano demonstre capacidade inata para se comunicar, sem que alguém ativamente nos ensine a fazer isso, não somos capazes de aprendê-los sozinho. As palavras significam coisas específicas e essas coisas nos são ensinadas logo no início de nossas vidas.

Aprendemos que cada cor tem um nome e que os objetos ao nosso redor também. Mas o que não aprendemos são as sensações associadas a, por exemplo, ver uma bicicleta amarela.

Pense que, no idioma, temos cerca de 10 ou 11 palavras para enumerar as cores que existem. Entretanto, no mundo perceptivo, conseguimos distinguir milhões de bicicletas amarelas em tons diferentes. Isso quer dizer que somos influenciados de maneira diferentes por esses dois aspectos — palavra e sensação.

Máquinas de percepção

Outro pilar do Marketing Sensorial é que nossos cérebros são gigantescas máquinas perceptivas. Eles trabalham, o tempo todo, absorvendo o contexto ao nosso redor e o fazem desde que o Homo Sapiens evoluiu.

Sobreviver na floresta nunca foi uma tarefa fácil e, para fazê-lo, nossos antepassados precisaram entender a importância de estar atento a tudo. Sons, aromas, toques, aquilo que se vê e o que se prova. Não é à toa que o cérebro é a parte do corpo humano que mais consome energia.

Nosso aparato sensorial nos diferencia e faz com que sejamos tão adaptáveis. Utilizá-lo para transmitir mensagens é uma forma óbvia de chegar mais rapidamente a determinados objetivos.

Contexto externo e comportamento

Porque os cérebros têm tanta influencia na maneira como conduzimos nossas vidas e porque eles dependem tão fortemente dos sentidos, podemos assumir que o nosso comportamento também. O impacto de ver e ouvir já é utilizado diariamente pelo seu departamento de Marketing, então, é natural que os outros três sentidos sejam explorados também.

Já reparou em como é difícil se concentrar quando algum cheiro nos incomoda? Da mesma maneira, quando suprimimos um sentido, temos a sensação de que os demais ficaram mais aguçados. Somos constantemente influenciados pelo que se passa ao nosso redor e não se aproveitar disso para promover produtos e serviços é uma péssima ideia.

Experiência de consumo

Finalmente, não estamos falando de nenhuma inovação no varejo ou de um conceito completamente estrangeiro aos seus ouvidos. Todos sabemos que, quanto melhor são as experiências de consumo que temos ao interagir com as marcas, maiores são as chances de que tenhamos vontade de repeti-las.

Esse princípio, que guia nossos esforços de fidelização, também é um dos pilares do Marketing Sensorial. Uma experiência, afinal, é o conjunto de sensações que amontoamos ao passar por algo. E todas essas sensações são, obviamente, influenciadas pelos nossos sentidos.

Vantagens do Marketing Sensorial

Por todos os motivos acima, Marketing Sensorial faz sentido. Veja, agora, algumas das vantagens que ele pode trazer para o seu negócio.

Crie uma atmosfera ideal para o consumo

O uso do olfato no Marketing Sensorial é o principal recurso que uma empresa tem para criar uma atmosfera única. Esse é o sentido mais comumente associado com a memória e, por causa disso, aquele que tem o maior poder de nos influenciar positivamente com relação a uma marca.

Se a sua loja tem um cheiro característico, ela será lembrada para sempre pelo consumidor. E a inclusão desse cheiro em embalagens pode fazer com que ele queira frequentá-la novamente.

Humanize espaços com a música

Sons, e especialmente músicas, são uma das formas mais simples de trazer à tona as emoções dos clientes. Por isso, marcas investem em suas próprias rádios e fazem questão de escolher a trilha sonora perfeita para a experiência de compra. Quanto mais envolvido no momento o seu consumidor estiver, maiores são as chances de ele adquirir bens e de esquecer completamente o mundo lá fora.

Reforce sua identidade com imagens

Imagens promocionais são um recurso muito utilizado para atrair clientes. Banners, outdoors e anúncios de revista são exemplos disso. Mas e se lhe disséssemos que elas podem ser utilizadas dentro da sua loja, a fim de reforçar sua marca?

Absorvemos muitas informações visualmente, e o uso de ferramentas, como displays dinâmicos, é uma maneira barata de garantir uma experiência de compra mais completa. Elas ajudam o cliente a mergulhar no universo de uma marca e, consequentemente, a se sentir parte dele.

Como utilizar o Marketing Sensorial no varejo

O varejo tem muitas oportunidades de utilizar o Marketing Sensorial para criar experiências mais significativas e cativar consumidores. Aqui, estão alguns exemplos do que um negócio pode fazer para se dar bem no uso dessa estratégia.

Faça um apelo emocional

Quanto mais próximo uma marca consegue chegar de nossos medos e anseios, mais fácil é convencer-nos da necessidade de adquirir seus produtos. Por causa disso, o primeiro passo que você deve dar na direção do Marketing Sensorial é entender o que cativa os seus consumidores emocionalmente.

O maior erro que uma marca pode cometer é tentar atingir apenas um dos sentidos de um visitante. Mas outro grande “vacilo” é tentar atingir os sentidos errados. Com pesquisa e inteligência de negócios, é possível entender melhor o consumidor e determinar exatamente que tipo de esforços poderiam influenciá-lo positivamente.

Conheça as iniciativas de outras marcas

Nos Estados Unidos, uma das maiores vendedoras de donuts é a Dunkin Donuts. Todavia, não foi exatamente nesse mercado que a empresa resolveu testar sua primeira abordagem de Marketing Sensorial. Na Coréia do Sul, a Dunkin fez um experimento: o de preencher shoppings com o constante cheiro de café recém-preparado toda vez que seu jingle tocasse.

Se quem estava por perto já tinha a intenção de comprar donuts, ela aumentava, já que ambos — a bebida e o alimento — têm uma associação muito forte. Iniciativas como essas podem ser vistas em vários setores e partir de inúmeras empresas ao redor do mundo. Para criar uma estratégia de Marketing Sensorial eficaz, pesquisá-las o ajudará a desenvolver ideias assertivas.

Lembre-se do tato

Provavelmente, um dos sentidos mais difíceis de se estimular será o tato. Pode ser uma boa ideia, então, começar os seus esforços por ele. Todavia, a textura pode ser explorada nos produtos que uma marca vende, na qualidade dos materiais de suas embalagens e até no PDV.

Os 5 sentidos do Marketing Sensorial

Quer conhecer melhor os cinco sentidos que compõem o Marketing Sensorial? Veja, abaixo, o papel que cada um deles tem na hora de converter clientes no varejo.

O olfato

O olfato é o sentido mais estimulado pelas marcas. Nos nossos exemplos, ele esteve presente tanto na loja de calçados quanto na marca de rosquinhas. Mas você pode vê-lo ser estimulado nos mais diversos contextos.

Supermercados são alguns dos tipos de comércios varejistas que mais o fazem. Eles costumam ter um cheiro característico, compartilhado por todas as lojas de uma rede. Procure percebê-lo na próxima vez que fizer compras.

A visão

Consumidores facilmente identificam esquemas de cores e logotipos. Porém, há outras formas de usar a visão para estimulá-los.

A Reunion Tower, em Dallas (Texas), oferece um ângulo de visão de 360 graus para quem a visita. A fim de estimular esse sentido, é possível obter a mesma experiência baixando seu app.

O tato

Não há nada como pegar em um produto para se apegar a ele. O varejo, todavia, nem sempre lida com produtos próprios e pode se beneficiar desse sentido investindo em embalagens e mobiliários capazes de transmitir um conceito.

O paladar

Estimular o paladar não precisa tirar o seu sono. Algumas lojas, como a Camiseteria, enviam, junto aos seus produtos, uma bala feita exclusivamente para a marca. Esse pequeno brinde faz com que as pessoas fiquem um pouco mais ansiosas para receber seus produtos ou sejam surpreendidas positivamente ao abrir uma embalagem.

A audição

Jingles e slogans são exemplos de como o som pode nos influenciar. E, nos outros momentos, como entramos em contato com ele? Milhares de lojas de departamentos criam suas próprias estações de rádio, com canções que remetam a sentimentos positivos e encaixam-se no gosto do seu público-alvo.

Mas a música não é a única forma de estimular os ouvidos. Alguns sons, por si só, são o suficiente para fazer com que um consumidor se sinta estimulado. Eles têm o benefício de serem menos invasivos.

Dicas de Marketing Sensorial

Ainda precisa de algumas dicas de como fazer Marketing Sensorial da forma certa na sua loja? Listamos aqui o que é preciso observar para que a técnica funcione:

  • comece devagar, já que nem sempre surpreender seu consumidor com cheiros, toques e o barulho do rádio do dia para a noite pode trazer resultados positivos;
  • crie um sistema capaz de identificar o seu negócio e, se tiver mais de uma loja, lembre-se de fazê-las estimularem sentidos de formas idênticas;
  • escolha nomes de produtos que evoquem sentimentos — eles são parte de uma rica experiência sensorial;
  • não faça o mesmo que seus concorrentes; para se destacar, é preciso oferecer algo único para o consumidor;
  • busque fazer com que o Marketing Sensorial esteja alinhado às suas demais estratégias;
  • crie experiências em torno dos sentidos explorados; e
  • jamais desconsidere a resposta dos seus consumidores — é ela que indicará o sucesso ou o fracasso da estratégia.

Marketing Sensorial pode ser um termo novo para você, mas ele já faz parte da maneira como marcas interagem com seus clientes há algum tempo. Originado no Branding Sensorial, conceito definido por volta de 2002, ele se baseia no fato de que temos muito mais a explorar na interação com um cliente do que os tradicionais sentidos da visão e da audição.

Ainda que a maioria das estratégias de divulgação de marca sejam baseadas nesses dois sentidos, não há nenhum motivo que faça com que a sua empresa esteja presa a eles. Proporcionar, para os consumidores, uma experiência sensorial que inclua os outros três sentidos pode fazer com que eles se lembrem com mais facilidade daquilo que você vende. E, consequentemente, convertam-se em fiéis consumidores.

Muitas marcas, hoje, já exploram o Marketing Sensorial para se tornarem mais memoráveis. Que tal começar a fazer isso também no seu negócio? Assine a newsletter da AliceWonders e descubra outras novidades que podem ajudar a sua empresa a se destacar!

Previous ArticleNext Article

1 Comment

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionamento no PDV: veja como criar vínculos com o consumidor 0 31

mulher mostrando opções de consumo no PDV

Um dos erros cometidos por muitos varejistas é não aproveitar as oportunidades de conhecer melhor o consumidor e de estreitar os vínculos com ele. Há momento melhor para isso do que quando o cliente resolver fazer uma visita? No post de hoje você entenderá a importância do relacionamento no PDV e também aprenderá algumas estratégias essenciais para fortalecê-lo e conquistar seus clientes. Confira!

O que o PDV pode proporcionar

Ainda que PDV seja abreviação de ponto de venda, isso não significa que a venda é única relação que você deve estabelecer com o seu cliente nesse local. Você já deve ter percebido que, dependendo do ramo do negócio, grande parte das visitas que você recebe não têm a venda como resultado.

Isso não significa que essas visitas devem ser improdutivas. Muito pelo contrário, são uma oportunidade de conhecer as necessidades do seu público, bem como as expectativas que ele cria em relação à sua marca. Dados importantíssimos para elaborar estratégias de marketing mais precisas no futuro.

Outra situação que precisa ser ressaltada é aquela na qual a visita é o primeiro contato do público com a sua marca, quando os clientes em potencial descobrem que a sua loja existe e o que ela pode oferecer. Nesses casos, proporcionar uma experiência de compra memorável dará uma ótima primeira impressão e aumentará as chances de fidelizar esses clientes.

No caso dos shoppers — aqueles clientes em potencial que aparecem no ponto de venda para avaliar o custo-benefício dos produtos ou serviços que o seu negócio oferece —, o PDV se torna o lugar decisivo da compra e, portanto, deve transmitir a confiança necessária para convencê-lo a se tornar um consumidor.

Estratégias para melhorar o relacionamento no PDV

Sabendo disso, trouxemos seis estratégias que ajudarão você a transformar o relacionamento no PDV em um momento mais produtivo para a sua loja e em uma experiência mais agradável para o consumidor, fortalecendo a sua marca. Veja só!

Levantar dados do perfil de consumo

É muito importante coletar e analisar os dados sobre o ticket médio das compras, a quantidade média de peças, os itens mais comprados etc. Informações desse tipo ajudarão você a medir os resultados das ações no PDV anteriores e também a replanejá-las, se for o caso.

Com o auxílio da tecnologia correta, você também pode descobrir quais são os principais percursos realizados pelos clientes dentro da sua loja, identificando assim como o layout está guiando a visita e também quais são os itens que mais chamam a atenção, ainda que não sejam comprados.

Conhecer o consumidor

A visita também é o momento perfeito para encontrar um canal de comunicação com o consumidor por meio de cadastros que incluam, por exemplo, o número do telefone ou o endereço de e-mail. Fundamentais para estabelecer contato com o consumidor e sugerir produtos e serviços no futuro que o convençam a aparecer na sua loja novamente.

Outros dados que também são importantes: gênero, idade, classe social etc. Identificar traços como esses do público que aparece no ponto de venda ajudam a aferir os resultados das estratégias de marketing executadas até então. Será que elas estão atingindo quem você esperava?

Afinar o atendimento

O atendimento no seu ponto de venda precisa ser humano, personalizado e encantador.

Os seus vendedores devem se comunicar de forma a passar para o consumidor que o interesse deles não é apenas de vender, mas, principalmente, de ajudá-lo a encontrar uma solução para o seu problema. Nesse sentido, eles devem se mostrar empáticos e interessados na busca do cliente.

Além disso, eles devem ser capazes de identificar rapidamente as necessidades de cada cliente para apresentar os produtos ou serviços adequados. Isso transmitirá credibilidade para o consumidor que, dessa forma, confiará mais na sua marca.

Falando em confiança, a sua equipe precisa conhecer muito bem o que a sua marca está oferecendo, de modo a estar preparada para responder às perguntas dos clientes. Só assim eles se sentirão seguros em adquirir os seus produtos ou serviços, sabendo que não vão se arrepender mais tarde.

O vendedor fala pela marca e, por isso, tem um papel muito importante no estabelecimento de um vínculo emocional entre a sua empresa e o consumidor. A partir desse vínculo, o cliente sentirá vontade de retornar e comprar novamente.

Nada disso pode ser atingido sem que se acompanhe de perto a performance da equipe e sem um treinamento adequado que deixe clara para os vendedores a experiência que você pretende oferecer e como eles podem contribuir para tanto.

Reproduzir a essência da marca

Nem tudo em um relacionamento amoroso precisa ser dito, não é mesmo? Da mesma forma, no relacionamento da sua marca com o cliente, parte da essência da sua empresa será transmitida no atendimento, mas outra grande parte pelo visual e pelo design do ponto de venda.

Por meio das instalações, das cores, da trilha sonora e de outros elementos que compõe a ambientação da loja, a sua marca deve ser capaz de transmitir os seus principais valores, permitindo assim que o cliente encontre autenticidade e personalidade e seja capaz de se identificar.

Inovar com tecnologia e interação

Outra tendência de ação no PDV é o uso de tecnologias digitais mescladas com a experiência real da visita e da compra na loja física. Isso porque esse tipo tecnologia tem como princípio a interação e a personalização da experiência, o que torna a experiência de compra mais memorável para o cliente.

Um exemplo disso é o uso de realidade aumentada no design da loja. Por exemplo, telas que oferecem informações adicionais sobre os itens que o cliente está escolhendo ou aplicativos que permitem verificar, com o auxílio de um smartphone, variações de um mesmo produto.

Aplicando as cinco estratégias acima, você, com certeza, tornará a visita uma experiência inconfundível para o seu público-alvo e o relacionamento no PDV, por sua vez, ajudará a sua marca a se destacar da concorrência.

Uma vez que a construção desse laço com o cliente no ponto de venda gera bastante impacto na experiência de compra, vale a pena aprender também sobre como as lojas têm evoluído nesse quesito para encantar o consumidor. Boa leitura!

Perfil de consumo: por que entender o estilo de vida do consumidor? 0 37

mulher descobrindo produtos dentro da loja

Uma vez que no varejo a relação entre a empresa e o consumidor final é bastante estreita, o número de vendas depende da capacidade da marca de conquistá-lo. Sendo assim, é muito importante compreender seus hábitos, desejos e expectativas para traçar um perfil de consumo capaz de orientar as ações da empresa e melhorar a experiência do consumidor.

Pensando nisso, trouxemos informações valiosas sobre os motivos de se estudar o consumidor, como ele tende a se comportar hoje em dia e também damos exemplos de marcas que souberam incorporar esse conhecimento nos seus produtos, serviços e estratégias de marketing. Confira!

A importância de conhecer o perfil de consumo

Seja qual for o segmento, estão sempre surgindo empresas para competir pela sua parcela no mercado. Algumas delas pegam as veteranas desprevenidas ao chegar com ideias inovadoras e implantar mudanças em etapas da compra que não haviam sido exploradas até então.

Por isso, a sua empresa não pode se acomodar. Para se destacar da concorrência, além de oferecer produtos e serviços de qualidade, é muito importante atentar para o comportamento do consumidor e descobrir como adequar-se melhor às suas expectativas.

Dessa forma, vocês serão capazes de oferecer uma experiência de compra compatível ao perfil de consumo do cliente, deixando-o mais confortável. Isso se refletirá no aumento da quantidade de itens por compra e na fidelização do consumidor.

Há diversos fatores que influenciam esse comportamento: classe social, idade, valores e crenças, estilo de vida e até as experiências de compra anteriores em outras marcas. Uma vez que diferentes combinações desses fatores produzem diferentes perfis de consumo, quanto mais conhecimento você tiver sobre cada um deles, melhor.

As tendências de comportamento do consumidor

À medida que o tempo passa e a sociedade se transforma, muda também a relação das pessoas com o consumo e o que elas esperam dessa experiência. Portanto, é importante ficar de olho nas transformações do mundo para manter a sua marca atualizada.

Resumimos quatro tendências que têm transformado o perfil de consumo e para os quais você deve atentar ao planejar as próximas estratégias de marketing. Veja a seguir.

Mobilidade

Podemos ainda não ter nos transformado nos cyborgs dos filmes de ficção científica, mas já estamos completamente dependentes de aparelhos eletrônicos móveis, em especial os smartphones, para realizar atividades básicas da nossa rotina.

Esses aparelhos de certa forma aumentam os usos e a potência dos nossos sentidos. Desse modo, não apenas permitem a comunicação a distância como também aumentam as possibilidades da interação face a face com o ambiente — por exemplo, no caso da realidade aumentada.

Sendo assim, oferecer a possibilidade de comprar ou de interagir com a marca e seus produtos por meio dos smartphones é uma inovação mais que bem-vinda no ponto de venda.

Autenticidade

O consumir do século XXI quer consumir não apenas os produtos e serviços, mas também os valores e a personalidade da marca. Portanto, é muito importante marcar presença nas redes sociais e se comunicar com o consumidor.

Nesse sentido, é muito importante pensar bem no que falar. Valores, convicções e posições políticas devem ser escolhidas e expostas tendo sempre em mente as expectativas do público-alvo. Sendo assim, assuntos polêmicos nos quais há muita discordância entre os consumidores devem ser evitados.

Identidade

Por conta da globalização, do aumento das possibilidades de consumo e da quantidade de informação facilmente disponível, as pessoas são capazes de construir identidades cada vez mais específicas e diferenciadas.

Por isso, produtos e serviços mais personalizados, se feitos da forma correta, vão atingir determinados tipos de consumidor de forma mais certeira do que aqueles que não se embasaram numa pesquisa de comportamento.

Por outro lado, também faz-se cada vez mais importante pensar nas demandas de diferentes grupos e se possível, consultar especialistas antes de propor determinadas estratégias para garantir que elas não desrespeitem ninguém.

Sustentabilidade

A preocupação com o meio ambiente está em pauta já há muito tempo e ainda hoje é uma meta para muita gente. No entanto, a sustentabilidade atual é verificada de acordo outros fatores que não apenas os níveis de poluição ou o respeito às leis ambientais.

O consumidor se preocupa, por exemplo, se o processo de fabricação dos produtos envolveu testes em animais ou se ele respeitou a dignidade dos trabalhadores envolvidos. Sendo assim, manter a sua marca em dia com critérios desse tipo e expor essa competência fará você conquistar a confiança do público.

Marcas que se valem do perfil de consumo

Algumas empresas já estão se valendo dessas tendências para melhorar a imagem da sua marca enquanto empregadora perante o consumidor — estratégia conhecida como employer branding. É o caso, por exemplo, da Leroy Merlin, que tem feito convênios com instituições de ensino superior para conseguir descontos para os seus funcionários.

Além de passar uma boa imagem para a sociedade, ela também transforma as relações de trabalho para motivar os seus funcionários a desempenhar bem suas funções e a permanecer na empresa, diminuindo a rotatividade.

A Urban Outfitters, por sua vez, resolveu investir em tecnologia. Utilizando técnicas de geomarketing, a loja de roupas elaborou uma estratégia para atingir o seu público: lançou anúncios de um look para festas noturnas para as redes sociais de mulheres que frequentavam os bares e casas noturnas em determinadas regiões.

Muito eficaz, a estratégia gerou um aumento das vendas de 146% e elevou a taxa de conversão em 75%. Isso aconteceu porque, a partir de um estudo da identidade e do estilo de vida do seu principal consumidor, a empresa utilizou a tecnologia móvel para criar uma campanha de marketing segmentada e efetiva.

Esperamos que as dicas e os exemplos de hoje inspirem a sua equipe a conhecer melhor o consumidor e a promover experiências marcantes nos pontos de venda de acordo com o perfil de consumo que vocês pretendem atingir.

E a sua empresa? Já está atenta ao comportamento do seu público? Comente aqui embaixo o que você já descobriu de interessante sobre os seus clientes ou mesmo estratégias adotadas para adequar a experiência de compra às expectativas dos consumidores.

Most Popular Topics

Editor Picks

Send this to a friend