Saiba como utilizar o marketing sensorial no varejo 1 3436

marketing sensorial mulher tocando uma vitrine

Existem várias teorias sobre qual é a melhor tática para atrair a atenção do consumidor. E, dentre elas, uma chama atenção em particular — estamos falando do Marketing Sensorial, recurso utilizado por marcas a fim de aguçar todos os sentidos do consumidor e proporcionar uma melhor experiência de compra.

Mas do que se trata o Marketing Sensorial exatamente e como um negócio pode se fazer valer dele para obter grandes resultados? É isso que exploraremos no artigo de hoje, levando você por uma jornada pela definição desse tipo de Marketing, sua importância, o que faz dele tão eficaz e como pode ser aplicado na estratégia de uma empresa.

Nosso objetivo é mostrar que Marketing pode ser muito simples, desde que uma companhia consiga se concentrar na criação de interações únicas com seus consumidores. O Marketing Sensorial é a principal oportunidade que temos para fazer isso e ele se concentra no despertar de todos os sentidos.

Pronto para essa jornada? Então comece já a leitura!

O que é Marketing Sensorial?

Não é muito difícil entender o que Marketing Sensorial significa, principalmente porque você já deve ter se deparado com exemplos de sua aplicação por aí. Embora o conceito seja relativamente novo e remonte ao início dos anos 2000, ele ganhou espaço no mercado e, hoje, faz parte da maneira como muitas marcas se promovem.

Quer alguns exemplos? É provável que você já tenha entrado nas lojas da Melissa e percebido o aroma característico desses ambientes. Ou, até mesmo, ouvido o som que toca em sua rádio e notado como o mobiliário dessas lojas remete claramente aos materiais utilizados nos seus calçados.

Isso tudo é o Marketing Sensorial em ação. A ideia é atrair consumidores não apenas com as tradicionais estratégias visuais e auditivas. Ele apela aos cinco sentidos com o objetivo de criar diferenciais perceptíveis no comércio varejista.

Afinal, estamos cercados por iniciativas de Marketing que funcionam mais ou menos da mesma forma. Anúncios de revista, reclames na televisão e jingles de rádio que invadem as nossas vidas e fazem com que, conscientemente ou não, associemos frases, sensações e julgamentos de valor às marcas. Porém, um fenômeno relativamente recente começou a ser percebido pelos cientistas que estudam como absorvemos todas essas mensagens.

Você já ouviu falar na cegueira de banner? A cegueira de banner é o que nos faz navegar por páginas e páginas da Internet sem que, em momento algum, percebamos que estamos cercados de anúncios. Isso porque o nosso olhar já se acostumou com eles e, por isso, não os interpreta como uma nova informação, que deva ser capturada e processada pelo cérebro.

Um fenômeno relativamente similar à cegueira de banner acontece também na vida real. Estamos tão acostumados com a publicidade tradicional e os seus recursos que conseguimos ignorá-la, o que não é nada bom para os profissionais de Marketing. Mesmo porque é trabalho deles fazer com que os produtos, serviços e marcas que promovem sejam vistos e, consequentemente, lembrados.

Então que recurso eles têm para despertar novamente a nossa atenção e fazer com que possamos perceber a publicidade novamente? O Marketing Sensorial.

Em detrimento de apelar a apenas dois dos nossos sentidos, profissionais de Marketing descobriram que poderiam ser muito mais bem-sucedidos se o fizessem considerando todos os cinco. Por isso, tato, olfato e paladar passaram a ser considerados um caminho para vender mais.

O motivo é muito fácil de compreender. Os nossos corpos respondem diferentemente às sensações que experimentam no dia a dia e, de maneira subconsciente, consideram informações como indicativos de que uma marca é confiável ou inovadora.

Pense nas embalagens da Apple. O fato de que todas elas se encaixam perfeitamente aos produtos é um dos recursos sensoriais utilizados pela empresa para nos transmitir que cada um deles foi pensado nos mínimos detalhes. Você teria uma impressão muito pior do iPhone ou do Macbook se eles viessem em caixas de material inferior ou que deixassem esses produtos deslizar ao longo do transporte.

Quando uma marca opta por oferecer várias sensações a seus consumidores, ela ganha espaço para contar uma história e passa a ter alternativas menos óbvias para transmitir as características que deseja conferir aos seus produtos. Assim, ganha pontos conosco emocionalmente.

Por causa disso, ficar atento ao lado sensorial do Marketing de Varejo pode ajudá-lo bastante.

A importância do Marketing Sensorial

Uma estratégia de Marketing precisa oferecer valor para um negócio a fim de que seja escolhida. Por isso, precisamos mostrar para você que o Marketing Sensorial é importante na hora de gerar conversões.

Podemos fazer isso levantando três pontos: o de que a experiência de marca é mais relevante para o consumidor do que a sua comunicação; o de que sentidos podem criar uma conexão emocional mais forte do que palavras; e o que determina que é muito mais fácil convencer consumidores de algo mostrando isso para eles.

De maneira breve, podemos endereçar cada um deles. O primeiro é descrito no livro The Meaningful Brand, de Nigel Hollis. O autor defende ali que a experiência que temos ao interagir com uma marca define todas as associações que faremos com ela no futuro. Isso quer dizer, então, que, ao confirmar ou negar uma determinada impressão, por meio de experiências, determinamos, de uma vez por todas, o que é verdade acerca de um negócio.

Então se a sua empresa diz que é moderna, mas embala todos os seus produtos de uma forma que não reflete isso, a impressão do seu consumidor será a de que ele ouviu uma mentira. E isso fará com que ele confie menos no seu negócio. Não importa quantas vezes se repita uma mensagem — sem transmiti-la em outras oportunidades de interação, sua marca pode fazer com que ela perca todo o sentido.

O segundo ponto observa como os nossos sentidos são importantes em nossas interações com o meio. Somos, afinal, guiados por eles o tempo todo e, em alguns momentos, até enganados. É para isso que existem truques de mágica ou ilusões de ótica.

Esses dois últimos funcionam por uma razão muito simples. Estamos conectados emocionalmente com o que os nossos sentidos nos transmitem. Por isso, se não vimos algo acontecer, é provável que não acreditemos logo de início ao ver o mesmo fato ser relatado.

A maioria das sensações que experimentamos é processada sem que a consciência interfira. Isso significa que associamos cheiros a pessoas e temperaturas a memórias. Quando a sua marca consegue explorar bem os cinco sentidos, ela se beneficia de um laço irrevogável com o consumidor.

Por último, temos que utilizar os sentidos na construção de metáforas para que os valores de uma marca possam ser muito eficientes. Lembre-se do exemplo da Apple, citado no tópico anterior.

Se você quiser associar uma marca à limpeza, vai escolher o branco como cor predominante em sua comunicação. Porque não há uma melhor maneira de transmitir valores senão por meio da experiência.

Não é difícil entender por que o Marketing Sensorial é importante. Ele coloca tudo que a sua marca representa ou deseja representar na forma como ela interage com os consumidores. E, por isso mesmo, é capaz de criar conexões emocionais mais significativas, ao mesmo tempo em que é mais eficiente que um slogan.

Pilares do Marketing Sensorial

O que faz, porém, com que o Marketing Sensorial funcione de fato? Alguns pilares definem como absorvemos essas iniciativas e por que elas tendem a funcionar. Estamos falando especialmente de como os sentidos são mais ricos que a linguagem e de como o processamento sensorial representa boa parte do que o nosso cérebro faz diariamente.

Mas fazemos, simultaneamente, referência a duas outras características do Marketing Sensorial: o fato de que os sentidos têm grande impacto em como nos comportamos e a noção de que experiências de consumo melhores fazem consumidores retornarem à sua loja.

Palavra e sensação

Sentidos influenciam, com mais facilidade, a maneira como percebemos o mundo do que a linguagem, e não é muito complicado compreender isso.

Mesmo porque nós aprendemos idiomas e, embora o ser humano demonstre capacidade inata para se comunicar, sem que alguém ativamente nos ensine a fazer isso, não somos capazes de aprendê-los sozinho. As palavras significam coisas específicas e essas coisas nos são ensinadas logo no início de nossas vidas.

Aprendemos que cada cor tem um nome e que os objetos ao nosso redor também. Mas o que não aprendemos são as sensações associadas a, por exemplo, ver uma bicicleta amarela.

Pense que, no idioma, temos cerca de 10 ou 11 palavras para enumerar as cores que existem. Entretanto, no mundo perceptivo, conseguimos distinguir milhões de bicicletas amarelas em tons diferentes. Isso quer dizer que somos influenciados de maneira diferentes por esses dois aspectos — palavra e sensação.

Máquinas de percepção

Outro pilar do Marketing Sensorial é que nossos cérebros são gigantescas máquinas perceptivas. Eles trabalham, o tempo todo, absorvendo o contexto ao nosso redor e o fazem desde que o Homo Sapiens evoluiu.

Sobreviver na floresta nunca foi uma tarefa fácil e, para fazê-lo, nossos antepassados precisaram entender a importância de estar atento a tudo. Sons, aromas, toques, aquilo que se vê e o que se prova. Não é à toa que o cérebro é a parte do corpo humano que mais consome energia.

Nosso aparato sensorial nos diferencia e faz com que sejamos tão adaptáveis. Utilizá-lo para transmitir mensagens é uma forma óbvia de chegar mais rapidamente a determinados objetivos.

Contexto externo e comportamento

Porque os cérebros têm tanta influencia na maneira como conduzimos nossas vidas e porque eles dependem tão fortemente dos sentidos, podemos assumir que o nosso comportamento também. O impacto de ver e ouvir já é utilizado diariamente pelo seu departamento de Marketing, então, é natural que os outros três sentidos sejam explorados também.

Já reparou em como é difícil se concentrar quando algum cheiro nos incomoda? Da mesma maneira, quando suprimimos um sentido, temos a sensação de que os demais ficaram mais aguçados. Somos constantemente influenciados pelo que se passa ao nosso redor e não se aproveitar disso para promover produtos e serviços é uma péssima ideia.

Experiência de consumo

Finalmente, não estamos falando de nenhuma inovação no varejo ou de um conceito completamente estrangeiro aos seus ouvidos. Todos sabemos que, quanto melhor são as experiências de consumo que temos ao interagir com as marcas, maiores são as chances de que tenhamos vontade de repeti-las.

Esse princípio, que guia nossos esforços de fidelização, também é um dos pilares do Marketing Sensorial. Uma experiência, afinal, é o conjunto de sensações que amontoamos ao passar por algo. E todas essas sensações são, obviamente, influenciadas pelos nossos sentidos.

Vantagens do Marketing Sensorial

Por todos os motivos acima, Marketing Sensorial faz sentido. Veja, agora, algumas das vantagens que ele pode trazer para o seu negócio.

Crie uma atmosfera ideal para o consumo

O uso do olfato no Marketing Sensorial é o principal recurso que uma empresa tem para criar uma atmosfera única. Esse é o sentido mais comumente associado com a memória e, por causa disso, aquele que tem o maior poder de nos influenciar positivamente com relação a uma marca.

Se a sua loja tem um cheiro característico, ela será lembrada para sempre pelo consumidor. E a inclusão desse cheiro em embalagens pode fazer com que ele queira frequentá-la novamente.

Humanize espaços com a música

Sons, e especialmente músicas, são uma das formas mais simples de trazer à tona as emoções dos clientes. Por isso, marcas investem em suas próprias rádios e fazem questão de escolher a trilha sonora perfeita para a experiência de compra. Quanto mais envolvido no momento o seu consumidor estiver, maiores são as chances de ele adquirir bens e de esquecer completamente o mundo lá fora.

Reforce sua identidade com imagens

Imagens promocionais são um recurso muito utilizado para atrair clientes. Banners, outdoors e anúncios de revista são exemplos disso. Mas e se lhe disséssemos que elas podem ser utilizadas dentro da sua loja, a fim de reforçar sua marca?

Absorvemos muitas informações visualmente, e o uso de ferramentas, como displays dinâmicos, é uma maneira barata de garantir uma experiência de compra mais completa. Elas ajudam o cliente a mergulhar no universo de uma marca e, consequentemente, a se sentir parte dele.

Como utilizar o Marketing Sensorial no varejo

O varejo tem muitas oportunidades de utilizar o Marketing Sensorial para criar experiências mais significativas e cativar consumidores. Aqui, estão alguns exemplos do que um negócio pode fazer para se dar bem no uso dessa estratégia.

Faça um apelo emocional

Quanto mais próximo uma marca consegue chegar de nossos medos e anseios, mais fácil é convencer-nos da necessidade de adquirir seus produtos. Por causa disso, o primeiro passo que você deve dar na direção do Marketing Sensorial é entender o que cativa os seus consumidores emocionalmente.

O maior erro que uma marca pode cometer é tentar atingir apenas um dos sentidos de um visitante. Mas outro grande “vacilo” é tentar atingir os sentidos errados. Com pesquisa e inteligência de negócios, é possível entender melhor o consumidor e determinar exatamente que tipo de esforços poderiam influenciá-lo positivamente.

Conheça as iniciativas de outras marcas

Nos Estados Unidos, uma das maiores vendedoras de donuts é a Dunkin Donuts. Todavia, não foi exatamente nesse mercado que a empresa resolveu testar sua primeira abordagem de Marketing Sensorial. Na Coréia do Sul, a Dunkin fez um experimento: o de preencher shoppings com o constante cheiro de café recém-preparado toda vez que seu jingle tocasse.

Se quem estava por perto já tinha a intenção de comprar donuts, ela aumentava, já que ambos — a bebida e o alimento — têm uma associação muito forte. Iniciativas como essas podem ser vistas em vários setores e partir de inúmeras empresas ao redor do mundo. Para criar uma estratégia de Marketing Sensorial eficaz, pesquisá-las o ajudará a desenvolver ideias assertivas.

Lembre-se do tato

Provavelmente, um dos sentidos mais difíceis de se estimular será o tato. Pode ser uma boa ideia, então, começar os seus esforços por ele. Todavia, a textura pode ser explorada nos produtos que uma marca vende, na qualidade dos materiais de suas embalagens e até no PDV.

Os 5 sentidos do Marketing Sensorial

Quer conhecer melhor os cinco sentidos que compõem o Marketing Sensorial? Veja, abaixo, o papel que cada um deles tem na hora de converter clientes no varejo.

O olfato

O olfato é o sentido mais estimulado pelas marcas. Nos nossos exemplos, ele esteve presente tanto na loja de calçados quanto na marca de rosquinhas. Mas você pode vê-lo ser estimulado nos mais diversos contextos.

Supermercados são alguns dos tipos de comércios varejistas que mais o fazem. Eles costumam ter um cheiro característico, compartilhado por todas as lojas de uma rede. Procure percebê-lo na próxima vez que fizer compras.

A visão

Consumidores facilmente identificam esquemas de cores e logotipos. Porém, há outras formas de usar a visão para estimulá-los.

A Reunion Tower, em Dallas (Texas), oferece um ângulo de visão de 360 graus para quem a visita. A fim de estimular esse sentido, é possível obter a mesma experiência baixando seu app.

O tato

Não há nada como pegar em um produto para se apegar a ele. O varejo, todavia, nem sempre lida com produtos próprios e pode se beneficiar desse sentido investindo em embalagens e mobiliários capazes de transmitir um conceito.

O paladar

Estimular o paladar não precisa tirar o seu sono. Algumas lojas, como a Camiseteria, enviam, junto aos seus produtos, uma bala feita exclusivamente para a marca. Esse pequeno brinde faz com que as pessoas fiquem um pouco mais ansiosas para receber seus produtos ou sejam surpreendidas positivamente ao abrir uma embalagem.

A audição

Jingles e slogans são exemplos de como o som pode nos influenciar. E, nos outros momentos, como entramos em contato com ele? Milhares de lojas de departamentos criam suas próprias estações de rádio, com canções que remetam a sentimentos positivos e encaixam-se no gosto do seu público-alvo.

Mas a música não é a única forma de estimular os ouvidos. Alguns sons, por si só, são o suficiente para fazer com que um consumidor se sinta estimulado. Eles têm o benefício de serem menos invasivos.

Dicas de Marketing Sensorial

Ainda precisa de algumas dicas de como fazer Marketing Sensorial da forma certa na sua loja? Listamos aqui o que é preciso observar para que a técnica funcione:

  • comece devagar, já que nem sempre surpreender seu consumidor com cheiros, toques e o barulho do rádio do dia para a noite pode trazer resultados positivos;
  • crie um sistema capaz de identificar o seu negócio e, se tiver mais de uma loja, lembre-se de fazê-las estimularem sentidos de formas idênticas;
  • escolha nomes de produtos que evoquem sentimentos — eles são parte de uma rica experiência sensorial;
  • não faça o mesmo que seus concorrentes; para se destacar, é preciso oferecer algo único para o consumidor;
  • busque fazer com que o Marketing Sensorial esteja alinhado às suas demais estratégias;
  • crie experiências em torno dos sentidos explorados; e
  • jamais desconsidere a resposta dos seus consumidores — é ela que indicará o sucesso ou o fracasso da estratégia.

Marketing Sensorial pode ser um termo novo para você, mas ele já faz parte da maneira como marcas interagem com seus clientes há algum tempo. Originado no Branding Sensorial, conceito definido por volta de 2002, ele se baseia no fato de que temos muito mais a explorar na interação com um cliente do que os tradicionais sentidos da visão e da audição.

Ainda que a maioria das estratégias de divulgação de marca sejam baseadas nesses dois sentidos, não há nenhum motivo que faça com que a sua empresa esteja presa a eles. Proporcionar, para os consumidores, uma experiência sensorial que inclua os outros três sentidos pode fazer com que eles se lembrem com mais facilidade daquilo que você vende. E, consequentemente, convertam-se em fiéis consumidores.

Muitas marcas, hoje, já exploram o Marketing Sensorial para se tornarem mais memoráveis. Que tal começar a fazer isso também no seu negócio? Assine a newsletter da AliceWonders e descubra outras novidades que podem ajudar a sua empresa a se destacar!

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Como um ambiente interfere na experiência do cliente 0 800

O relacionamento com os clientes tem crescido cada vez mais, isso porque, as marcas entenderam que cuidar de quem compra, é tê-lo comprando sempre e mais do que isso, indicando o seu negócio.

Mas além disso, o consumidor também está mudado. Ele sabe que no mercado existem diversos lugares que proporcionam o mesmo produto ou serviço, portanto, escolhe pelo que mais lhe agrada e apresenta benefícios.

O que é a experiência?

Em primeiro lugar, é importante saber o que é a experiência de compra do cliente. Trata-se da assimilação que o cliente faz com o ambiente enquanto está nele realizando suas compras.

Não se trata somente de produtos ou serviços. Geralmente, envolve elementos físicos e emocionais, podendo ser eles positivos ou então negativos.

Os momentos de cativo, de simpatia, de alegria e também bem-estar precisam fazer parte do ambiente para que de fato, a experiência do cliente possa ser considerada boa.

Um case interessante de experiência do cliente foi o da Intel para o hipermercado Extra, em que um espaço interativo para conhecer e poder experimentar os computadores da marca, de modo que o cliente conseguisse escolher o modelo que mais combinasse com a sua realidade.

Quando ideias como essa são pensadas a fim de proporcionar ao cliente algo inovador e que ele nunca parou para pensar, é o que de fato o conquista.

O ambiente físico

Começando pelo local. Quando se trata de uma loja física, os clientes quando escolhem ir para comprar algum produto ao invés de realizar a compra pela internet, é porque de fato gostam do ambiente.

O primeiro contato é o que fica, por isso o consumidor volta. Portanto, se a sua loja é agradável, proporciona os elementos necessários que o cliente pode precisam enquanto está ali, como água, cadeiras, petiscos, entre outros, as chances dele voltar são grandes.

A comunicação visual do ambiente precisa conversar entre si, além do mais, os aspectos estéticos de decoração e também os funcionais são sempre analisados pelos clientes. Móveis, iluminação, os próprios produtos, tudo faz parte.

Um outro ponto interessante tem relação com a música. Não é a toa que elas estão nos ambientes de compra. Geralmente são pensadas para agradar o cliente, mas é preciso entender quem ele é e o que provavelmente escuta.

O ambiente digital

Mas quando falamos sobre ambientes digitais, também é preciso atenção. O próprio cenário digital já proporciona ao cliente uma experiência de compra diferenciada.

Pense em uma empresa que faz a venda online de máquina de solda. Se o cliente tem todas as informações sobre a máquina à disposição, além de dicas de instalação, além dos contatos necessários em caso de dúvidas, ele não vai ter preocupações em comprar.

O processo de agilidade é um dos pontos que faz com que o ambiente seja admirado pelo cliente, além de lugares seguros, de fácil navegação e com um design bonito e convidativo.

Sintonia dos ambientes

A diferença de experiência que cada um proporciona é muito importante, mas fazer com que eles trabalhem em sintonia é o ponto chave.

A empresa que conta com um ambiente físico e um digital, precisa harmonizar os atendimentos, os designs e toda comunicação.

Se uma estação de tratamento de água conta com um site bem instruído, com valores, locais de atuação, tipos de serviço, horários de atendimento, entre outros, precisa que todas essas informações também estejam presentes com os funcionários no espaço físico.

O cliente que precisa desse tipo de processo, vai assimilar os dois ambientes e consegue sentir segurança e verdade. Bom atendimento físico e bom atendimento online.

O encantamento do consumidor

Quando se aposta em ações que de fato toquem o cliente, os resultados são certeiros e na grande maioria das vezes positivo.

Sanar dúvidas, conhecer as necessidades das pessoas que busca pelos produtos ou serviços, prestar um bom atendimento, são questões que os fazem o cliente se aproximar cada vez mais.

Por isso, se você tem um negócio, seja ele do segmento que for, desde os mais comuns como roupas, alimentos, máquinas, ou até os mais diferentes, como venda ou aluguel de tendas para eventos, passeio com cães, entre outros, preste o melhor atendimento.

A experiência do seu cliente, faz a diferença no seu negócio e mostra que o crescimento de uma marca se dá através dos detalhes identificados, transformados e colocados em prática.

Esse artigo foi escrito por Fernanda Silva, Criadora de Conteúdo do Soluções Industriais.

 

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Afinal, como oferecer diferentes experiências digitais aos clientes? 0 1203

experiências digitais

Você sabia que pode mudar o modo como o cliente interage com o seu negócio por meio de experiências digitais? Nos últimos anos, nos familiarizamos com novas tecnologias, como as assistentes virtuais (Siri e Google Assistant), e passamos a incluí-las em nosso dia a dia.

No entanto, boa parte das experiências que os varejistas proporcionam aos seus clientes continuou igual. Dessa forma, é hora de avaliar as implicações da transformação digital na rotina dos consumidores e trazê-las para dentro do seu estabelecimento.

Pensando nisso, mostraremos a seguir 6 formas de como oferecer experiências digitais aos seus clientes. Quer melhorar a gestão do seu negócio e aumentar seus resultados em vendas? Então continue a leitura!

1. Sincronize as lojas físicas e online

Sua empresa também vende pela internet? Se não, essa realidade precisa mudar. Por mais que varejistas ganhem trazendo o consumidor para a loja, eles não podem oferecer apenas essa modalidade de compra se planejam estar em primeiro lugar entre os clientes.

A maioria de nós já compra pela web e, segundo o SPC Brasil, 74% dos internautas incluem o celular em seus processos de compra. Por isso, uma loja online ou aplicativo podem ajudar a sua empresa a vender mais.

No entanto, a loja online não precisa estar desconectada da loja física. Digitalizar o processo de compra e permitir que o consumidor recolha os produtos no PDV (ponto de venda) é uma das alternativas para integrar esses dois universos.

A faixa etária do público do seu estabelecimento vai influenciar as decisões que você deve tomar aqui. De acordo com a mesma pesquisa citada, jovens entre 18 e 34 anos são os que mais utilizam smartphones para adquirir produtos.

Assim, se eles constituem uma fatia considerável dos seus lucros, comece a pensar hoje mesmo em como integrar a loja física e a virtual.

2. Considere a experiência em pequenas telas

Quase nunca estamos na frente do computador quando nos lembramos de algo que queremos comprar. Assim, ganham as empresas que preparam os seus websites para receber visitantes de qualquer dispositivo.

As páginas responsivas funcionam com a mesma qualidade no PC, no tablet ou no celular — carregam rapidamente e dispõem de todas as informações de que um cliente precisa para tomar a decisão de compra. Se o seu e-commerce ainda não tem essa adaptação, procure fazê-la o mais rápido possível.

3. Invista em guide shopping

Guide shopping é uma modalidade de compra diferente daquela que a sua marca já oferece. Consiste na criação de lojas experimentais, nas quais os clientes podem conhecer e provar os produtos, mas que não precisam manter grandes estoques, pois as compras são enviadas diretamente para a residência do consumidor.

Essa é uma oportunidade de vivenciar a loja digital no mundo físico. O apelo desses estabelecimentos é enorme porque eles oferecem preços mais competitivos do que os das lojas tradicionais e equiparáveis aos obtidos em vendas pela internet.

É possível inovar com o conceito, agregando uma equipe de vendedores eficiente e bem treinada, capaz de montar exposições de produtos exclusivas para os visitantes e de ajudá-los a definir qual produto melhor atende às suas expectativas.

A reserva de peças é feita automaticamente e o cliente paga na hora. No entanto, pode optar por um modelo ou cor diferente do que escolheu no PDV, por exemplo.

4. Redefina a experiência de checkout

Comprar no PDV pode ser muito divertido, mas filas de espera e processos de pagamento demorados fazem com que os clientes prefiram levar as aquisições para a internet.

Esse é um dos motivos pelos quais a sua empresa pode se beneficiar ao investir no autosserviço. Quiosques de pagamento agilizam os serviços, criam uma interação diferenciada entre clientes e estabelecimento e dão mais poder aos shoppers.

Conforme mostrou uma pesquisa americana, um dos principais motivos que impedem a conversão em vendas é a demora para sair da loja com um produto em mãos. Cerca de oito minutos já são o suficiente para que alguém deixe de levar um produto nos Estados Unidos.

Não temos uma pesquisa similar no Brasil, mas podemos estimar números não muito diferentes por aqui. Portanto, ao melhorar a experiência de checkout dos seus clientes, você aumentará seus resultados em vendas.

5. Crie um aplicativo que funcione no mundo real

Abraçar a tecnologia não significa levar todo o processo de compras para a internet. A sua empresa pode criar uma interação interessante dentro da loja se oferecer um aplicativo que transforma as compras em algo mais simples. É isso que marcas têm feito fora do país.

Funciona assim: os clientes tiram fotos dos produtos que mais lhe agradaram por meio de um app baixado no próprio PDV. Então, navegam por todo o espaço sem precisar carregar um carrinho ou pensar no quanto gastaram, já que essas informações estão na palma de suas mãos. Ao sair, fazem o pagamento e recolhem os produtos no caixa.

Esses apps também funcionam como guias, diminuindo a necessidade de vendedores disponíveis no PDV. Eles oferecem informações sobre os produtos fotografados sem a necessidade de interagir com alguém ou ser interrompido enquanto procura uma peça.

Isso faz com que os clientes passem mais tempo dentro do estabelecimento, notando produtos que antes poderiam não lhes interessar e aumentando o seu ticket médio.

6. Integre as informações da sua loja

Muitas vezes compramos produtos na internet e queremos fazer a troca deles no shopping. Entretanto, esse processo pode ser bastante complicado. Lojas que não integram suas informações oferecem uma péssima experiência para quem tenta realizar uma troca dessa maneira.

Se os sistemas utilizados no e-commerce e no ponto de venda não conversam entre si, o consumidor sairá frustrado desse atendimento ou perderá um tempo valioso nele. Mesmo o call center da empresa deve ter visualização completa do status de um pedido para proporcionar interações de qualidade.

Preocupe-se em sincronizar os dados dos múltiplos canais que você possui para atender melhor e aumentar a satisfação do shopper.

Assim, você deve se perguntar: que tipo de experiência de compra o seu consumidor tem hoje? É a partir daí que você deve começar a pensar em como aprimorar as interações que ele encontra no PDV e fora dele.

Conhecendo melhor o seu público-alvo, será possível não só entender o quanto ele está satisfeito com o que recebe, mas também projetar novidades que farão com que ele se sinta ainda mais próximo e mais bem atendido pela sua marca.

Nem todas as experiências digitais precisam ser complexas. Plataformas que conectam o que acontece na internet com a loja física já são o suficiente para que sua empresa dê o primeiro passo quando o assunto é transformação digital.

Gostou dos nossos exemplos de experiências digitais que você pode oferecer aos seus clientes? Então compartilhe este texto nas suas redes sociais e ajude seus amigos a ficarem por dentro do assunto!

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