Inovação no varejo: saiba como defender suas ideias para o seu chefe! 2 1920

colegas de trabalho discutindo sobre inovação no varejo

A velocidade exponencial com que a tecnologia avança pode trazer diversos insights sobre novas maneiras para melhorarmos o nosso trabalho ou formas transformadoras de gerarmos ainda mais valor para a empresa em que trabalhamos. Isso vale para profissionais empenhados que atuam nas mais diversas áreas — inclusive quando o assunto é inovação no varejo.

Por isso, separamos neste post uma série de dicas de como você deve se organizar e defender suas ideias diante do seu chefe. Veremos os principais pontos que precisam estar presentes na sua apresentação para de fato propor algo de novo para o seu superior.

Preparado? Então vamos lá!

Reúna informações antes de qualquer coisa

Quando você toma conhecimento sobre uma nova tecnologia ou tendência no seu mercado, é compreensível que você se entusiasme com todas as vantagens que essa ideia pode trazer para a organização em que trabalha. Para evitar mal-entendidos, controle a empolgação e procure entender a fundo do que trata aquela inovação.

Não adianta marcar um horário com o seu chefe simplesmente para explicar que a realidade aumentada é incrível e que já é usada em aplicativos e jogos de sucesso se você não entende como essa tecnologia pode ser útil para um ponto de venda. Esse foi apenas um exemplo, mas seja qual for a ideia na qual você enxerga potencial para o varejo, é preciso reunir o máximo de informações possível.

Sendo assim, fique atento em relação às vantagens que ela pode trazer e como isso se conecta aos objetivos da empresa. Tente entender o lado do seu chefe e pense em como essa inovação trará mais receita para o negócio ou como ela tornará a rotina de trabalho dos colaboradores mais produtiva. Essas são algumas das informações que realmente importam para um tomador de decisão.

Estipule os custos

Agora que você sabe bem do que se trata a ideia e como ela pode chamar a atenção do chefe, analise os custos envolvidos no projeto. Em alguns casos, especialmente em trabalhos mais ousados, é necessário alocar recursos criativos da própria empresa para chegar a soluções sob medida. No entanto, este tipo de recurso é bem raro dentro das empresas.

Elaborar um assistente holográfico que desperte o interesse do público com recursos interativos, por exemplo, pode ser uma tarefa um tanto quanto complexa.

Consequentemente, é importante que você não deixe de avaliar as despesas relativas ao desenvolvimento — quando for o caso — e à implementação. Verifique também se será necessário alocar parte da equipe ou se a implementação vai ser terceirizada.

Em relação aos materiais envolvidos, confira se é preciso pagar alguma licença de software, algum aluguel de equipamento, algum contrato de manutenção ou outros gastos do gênero. Um relatório de custos é crucial para que o seu superior determine a viabilidade de um projeto.

Mostre como a empresa pode atingir resultados satisfatórios

A melhor maneira de convencer alguém a adotar uma nova solução ou ideia é demonstrando a capacidade de transformação que ela tem. Contudo, é preciso fazer as afirmações nesse sentido com base em dados, e não em achismos ou suposições.

Por isso, se você deseja propor algo como a instalação de um totem na loja física para trazer um pouco de uma experiência digital aos visitantes, empenhe-se em descobrir os resultados que isso ajudará a empresa a atingir. Procure responder a perguntas como:

  • Qual será o retorno sobre o investimento do projeto?
  • Se for aprovado, em quanto tempo ele estará em funcionamento?
  • Qual é a eficácia desse tipo de inovação?
  • Quantos consumidores será possível impactar?
  • Há relatórios, estatísticas ou pesquisas científicas que envolvem a ideia em questão?

Para responder a algumas dessas perguntas, talvez você precise de dados internos do negócio, que você pode ter acesso por meio de um CRM ou outra ferramenta de gestão corporativa.

Fale sobre cases de sucesso

Tenha em mente que um tomador de decisão precisa fazer escolhas racionais. Logo, quanto mais concreta for a sua proposta, maiores serão as chances de ele aceitá-la.

Por esse motivo, quando você conta cases de sucesso de outras empresas, passa uma tranquilidade maior para o seu superior, já que isso mostra que a ideia já passou por um teste no mercado. Isso significa que, caso a organização decida por implementá-la, o risco não será tão grande se comparado a um projeto completamente inédito.

Imagine o receio do seu chefe se você dissesse para ele, há alguns anos, que fazer vendas pelo Facebook seria algo rentável. Hoje em dia, provavelmente ele não ficaria tão preocupado, porque essa já é uma tendência no mercado e que aos poucos vem conquistando cada vez mais empresas.

E se você incluir cases de competidores que já estejam colocando aquela inovação (ou similar) em prática, qual será a reação? Talvez a sua mensagem seja ainda mais impactante, afinal, ninguém quer ficar atrás da concorrência.

Prepare uma boa apresentação

A forma de comunicar a ideia para o seu chefe também tem um peso importante na decisão de implantá-la ou não. Portanto, demonstre todas as provas de que suas sugestões são interessantes em uma apresentação simples e com apelo visual. Mostre os números que você descobriu durante sua pesquisa por meio de gráficos, esquemas e tabelas.

Foque em soluções e não em problemas e cuidado para não soar como um vendedor apenas em busca de um sim. Comunique-se com clareza, encadeie bem o seu raciocínio e concentre-se mais em motivar o seu chefe do que em apenas convencê-lo.

Tudo isso se resume a demonstrar o valor de uma ideia e como ela pode ser proveitosa — tanto para a empresa quanto para seus clientes. Se você chegar preparado para a conversa com o seu chefe, demonstrar que de fato é viável executá-la e der motivos pertinentes para que ele apoie aquilo que você está apresentando, a probabilidade de sucesso será bem alta.

Curtiu o nosso artigo? Gostou das orientações de como você pode defender suas ideias de inovação no varejo para o seu chefe? Já está pensando em preparar a sua apresentação? Então não deixe de assinar a nossa newsletter! Assim você receberá mais novidades sobre as tendências que contribuem para criar o futuro do varejo.

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Como um ambiente interfere na experiência do cliente 0 800

O relacionamento com os clientes tem crescido cada vez mais, isso porque, as marcas entenderam que cuidar de quem compra, é tê-lo comprando sempre e mais do que isso, indicando o seu negócio.

Mas além disso, o consumidor também está mudado. Ele sabe que no mercado existem diversos lugares que proporcionam o mesmo produto ou serviço, portanto, escolhe pelo que mais lhe agrada e apresenta benefícios.

O que é a experiência?

Em primeiro lugar, é importante saber o que é a experiência de compra do cliente. Trata-se da assimilação que o cliente faz com o ambiente enquanto está nele realizando suas compras.

Não se trata somente de produtos ou serviços. Geralmente, envolve elementos físicos e emocionais, podendo ser eles positivos ou então negativos.

Os momentos de cativo, de simpatia, de alegria e também bem-estar precisam fazer parte do ambiente para que de fato, a experiência do cliente possa ser considerada boa.

Um case interessante de experiência do cliente foi o da Intel para o hipermercado Extra, em que um espaço interativo para conhecer e poder experimentar os computadores da marca, de modo que o cliente conseguisse escolher o modelo que mais combinasse com a sua realidade.

Quando ideias como essa são pensadas a fim de proporcionar ao cliente algo inovador e que ele nunca parou para pensar, é o que de fato o conquista.

O ambiente físico

Começando pelo local. Quando se trata de uma loja física, os clientes quando escolhem ir para comprar algum produto ao invés de realizar a compra pela internet, é porque de fato gostam do ambiente.

O primeiro contato é o que fica, por isso o consumidor volta. Portanto, se a sua loja é agradável, proporciona os elementos necessários que o cliente pode precisam enquanto está ali, como água, cadeiras, petiscos, entre outros, as chances dele voltar são grandes.

A comunicação visual do ambiente precisa conversar entre si, além do mais, os aspectos estéticos de decoração e também os funcionais são sempre analisados pelos clientes. Móveis, iluminação, os próprios produtos, tudo faz parte.

Um outro ponto interessante tem relação com a música. Não é a toa que elas estão nos ambientes de compra. Geralmente são pensadas para agradar o cliente, mas é preciso entender quem ele é e o que provavelmente escuta.

O ambiente digital

Mas quando falamos sobre ambientes digitais, também é preciso atenção. O próprio cenário digital já proporciona ao cliente uma experiência de compra diferenciada.

Pense em uma empresa que faz a venda online de máquina de solda. Se o cliente tem todas as informações sobre a máquina à disposição, além de dicas de instalação, além dos contatos necessários em caso de dúvidas, ele não vai ter preocupações em comprar.

O processo de agilidade é um dos pontos que faz com que o ambiente seja admirado pelo cliente, além de lugares seguros, de fácil navegação e com um design bonito e convidativo.

Sintonia dos ambientes

A diferença de experiência que cada um proporciona é muito importante, mas fazer com que eles trabalhem em sintonia é o ponto chave.

A empresa que conta com um ambiente físico e um digital, precisa harmonizar os atendimentos, os designs e toda comunicação.

Se uma estação de tratamento de água conta com um site bem instruído, com valores, locais de atuação, tipos de serviço, horários de atendimento, entre outros, precisa que todas essas informações também estejam presentes com os funcionários no espaço físico.

O cliente que precisa desse tipo de processo, vai assimilar os dois ambientes e consegue sentir segurança e verdade. Bom atendimento físico e bom atendimento online.

O encantamento do consumidor

Quando se aposta em ações que de fato toquem o cliente, os resultados são certeiros e na grande maioria das vezes positivo.

Sanar dúvidas, conhecer as necessidades das pessoas que busca pelos produtos ou serviços, prestar um bom atendimento, são questões que os fazem o cliente se aproximar cada vez mais.

Por isso, se você tem um negócio, seja ele do segmento que for, desde os mais comuns como roupas, alimentos, máquinas, ou até os mais diferentes, como venda ou aluguel de tendas para eventos, passeio com cães, entre outros, preste o melhor atendimento.

A experiência do seu cliente, faz a diferença no seu negócio e mostra que o crescimento de uma marca se dá através dos detalhes identificados, transformados e colocados em prática.

Esse artigo foi escrito por Fernanda Silva, Criadora de Conteúdo do Soluções Industriais.

 

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Afinal, como oferecer diferentes experiências digitais aos clientes? 0 1203

experiências digitais

Você sabia que pode mudar o modo como o cliente interage com o seu negócio por meio de experiências digitais? Nos últimos anos, nos familiarizamos com novas tecnologias, como as assistentes virtuais (Siri e Google Assistant), e passamos a incluí-las em nosso dia a dia.

No entanto, boa parte das experiências que os varejistas proporcionam aos seus clientes continuou igual. Dessa forma, é hora de avaliar as implicações da transformação digital na rotina dos consumidores e trazê-las para dentro do seu estabelecimento.

Pensando nisso, mostraremos a seguir 6 formas de como oferecer experiências digitais aos seus clientes. Quer melhorar a gestão do seu negócio e aumentar seus resultados em vendas? Então continue a leitura!

1. Sincronize as lojas físicas e online

Sua empresa também vende pela internet? Se não, essa realidade precisa mudar. Por mais que varejistas ganhem trazendo o consumidor para a loja, eles não podem oferecer apenas essa modalidade de compra se planejam estar em primeiro lugar entre os clientes.

A maioria de nós já compra pela web e, segundo o SPC Brasil, 74% dos internautas incluem o celular em seus processos de compra. Por isso, uma loja online ou aplicativo podem ajudar a sua empresa a vender mais.

No entanto, a loja online não precisa estar desconectada da loja física. Digitalizar o processo de compra e permitir que o consumidor recolha os produtos no PDV (ponto de venda) é uma das alternativas para integrar esses dois universos.

A faixa etária do público do seu estabelecimento vai influenciar as decisões que você deve tomar aqui. De acordo com a mesma pesquisa citada, jovens entre 18 e 34 anos são os que mais utilizam smartphones para adquirir produtos.

Assim, se eles constituem uma fatia considerável dos seus lucros, comece a pensar hoje mesmo em como integrar a loja física e a virtual.

2. Considere a experiência em pequenas telas

Quase nunca estamos na frente do computador quando nos lembramos de algo que queremos comprar. Assim, ganham as empresas que preparam os seus websites para receber visitantes de qualquer dispositivo.

As páginas responsivas funcionam com a mesma qualidade no PC, no tablet ou no celular — carregam rapidamente e dispõem de todas as informações de que um cliente precisa para tomar a decisão de compra. Se o seu e-commerce ainda não tem essa adaptação, procure fazê-la o mais rápido possível.

3. Invista em guide shopping

Guide shopping é uma modalidade de compra diferente daquela que a sua marca já oferece. Consiste na criação de lojas experimentais, nas quais os clientes podem conhecer e provar os produtos, mas que não precisam manter grandes estoques, pois as compras são enviadas diretamente para a residência do consumidor.

Essa é uma oportunidade de vivenciar a loja digital no mundo físico. O apelo desses estabelecimentos é enorme porque eles oferecem preços mais competitivos do que os das lojas tradicionais e equiparáveis aos obtidos em vendas pela internet.

É possível inovar com o conceito, agregando uma equipe de vendedores eficiente e bem treinada, capaz de montar exposições de produtos exclusivas para os visitantes e de ajudá-los a definir qual produto melhor atende às suas expectativas.

A reserva de peças é feita automaticamente e o cliente paga na hora. No entanto, pode optar por um modelo ou cor diferente do que escolheu no PDV, por exemplo.

4. Redefina a experiência de checkout

Comprar no PDV pode ser muito divertido, mas filas de espera e processos de pagamento demorados fazem com que os clientes prefiram levar as aquisições para a internet.

Esse é um dos motivos pelos quais a sua empresa pode se beneficiar ao investir no autosserviço. Quiosques de pagamento agilizam os serviços, criam uma interação diferenciada entre clientes e estabelecimento e dão mais poder aos shoppers.

Conforme mostrou uma pesquisa americana, um dos principais motivos que impedem a conversão em vendas é a demora para sair da loja com um produto em mãos. Cerca de oito minutos já são o suficiente para que alguém deixe de levar um produto nos Estados Unidos.

Não temos uma pesquisa similar no Brasil, mas podemos estimar números não muito diferentes por aqui. Portanto, ao melhorar a experiência de checkout dos seus clientes, você aumentará seus resultados em vendas.

5. Crie um aplicativo que funcione no mundo real

Abraçar a tecnologia não significa levar todo o processo de compras para a internet. A sua empresa pode criar uma interação interessante dentro da loja se oferecer um aplicativo que transforma as compras em algo mais simples. É isso que marcas têm feito fora do país.

Funciona assim: os clientes tiram fotos dos produtos que mais lhe agradaram por meio de um app baixado no próprio PDV. Então, navegam por todo o espaço sem precisar carregar um carrinho ou pensar no quanto gastaram, já que essas informações estão na palma de suas mãos. Ao sair, fazem o pagamento e recolhem os produtos no caixa.

Esses apps também funcionam como guias, diminuindo a necessidade de vendedores disponíveis no PDV. Eles oferecem informações sobre os produtos fotografados sem a necessidade de interagir com alguém ou ser interrompido enquanto procura uma peça.

Isso faz com que os clientes passem mais tempo dentro do estabelecimento, notando produtos que antes poderiam não lhes interessar e aumentando o seu ticket médio.

6. Integre as informações da sua loja

Muitas vezes compramos produtos na internet e queremos fazer a troca deles no shopping. Entretanto, esse processo pode ser bastante complicado. Lojas que não integram suas informações oferecem uma péssima experiência para quem tenta realizar uma troca dessa maneira.

Se os sistemas utilizados no e-commerce e no ponto de venda não conversam entre si, o consumidor sairá frustrado desse atendimento ou perderá um tempo valioso nele. Mesmo o call center da empresa deve ter visualização completa do status de um pedido para proporcionar interações de qualidade.

Preocupe-se em sincronizar os dados dos múltiplos canais que você possui para atender melhor e aumentar a satisfação do shopper.

Assim, você deve se perguntar: que tipo de experiência de compra o seu consumidor tem hoje? É a partir daí que você deve começar a pensar em como aprimorar as interações que ele encontra no PDV e fora dele.

Conhecendo melhor o seu público-alvo, será possível não só entender o quanto ele está satisfeito com o que recebe, mas também projetar novidades que farão com que ele se sinta ainda mais próximo e mais bem atendido pela sua marca.

Nem todas as experiências digitais precisam ser complexas. Plataformas que conectam o que acontece na internet com a loja física já são o suficiente para que sua empresa dê o primeiro passo quando o assunto é transformação digital.

Gostou dos nossos exemplos de experiências digitais que você pode oferecer aos seus clientes? Então compartilhe este texto nas suas redes sociais e ajude seus amigos a ficarem por dentro do assunto!

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