Inovação no comércio varejista: o que é e como aplicar? 4 8217

inovação

Há algo muito distinto ao se abordar temas como a inovação no comércio varejista. É que aqui, de maneira muito distinta do que ocorre em universos como a tecnologia, todas as inovações relevantes precisam ter uma característica em comum: elas têm que fazer com que seja mais fácil para que sua marca venda mais.

Observe aspectos como os que citaremos a seguir! O varejo nunca foi tão diverso quanto é hoje e nunca entregou tantas opções para seus consumidores. Essa entrega deixou, lentamente, de ser feita por lojas de pedra e tijolos e passou a ser realizada, cada vez mais, por websites na internet.

Só isso já é o suficiente para significar um aumento da competição. Hoje, qualquer varejista precisa entregar preços, produtos e possibilidades melhores que seus concorrentes — que são qualquer pessoa com um website e logística capazes de levar um determinado item até você.

Nesse contexto fica fácil entender por que a inovação no comércio varejista é uma pauta que se torna mais comum entre os nossos pares. Gigantes desse tipo de comércio, como a American Apparel, recentemente abriram falência por não conseguirem se reinventar suficientemente para manter-se atuais.

Ao longo do artigo de hoje você entenderá quais são os motivos que fazem com que a inovação seja um aspecto tão importante do comércio varejista. Verá quais são as iniciativas que podem ser consideradas como inovações e como aplicá-las no seu negócio de forma satisfatória. Além disso também conhecerá alguns riscos de inovar e saberá como antecipá-los antes de obter prejuízo.

Pronto para se tornar um especialista em inovação no comércio varejista? Então continue a leitura!

Por que a inovação é importante para o varejo?

Toda vez que falamos em inovação em setores como o varejo muitas pessoas param a conversa logo ali. Isso porque elas não conseguem compreender como novas tecnologias, metodologias e recursos poderiam ser contextualizados no seu negócio e tornar o processo de vendas algo mais fácil. Mas a verdade é que vivemos em um momento único da história da humanidade.

Nunca antes tanta coisa mudou! Se há trinta anos ter um telefone poderia ser considerado um luxo, hoje o carregamos dentro de nossos bolsos e com ele podemos acessar a internet. Tecnologias como o aprendizado de máquina, Big Data e o envio de produtos feito por drones, algo que já vem sendo utilizado pela Amazon nos Estados Unidos, são definitivamente o futuro do varejo. Mas nem sempre são vistas assim por todos os profissionais dessa área.

Isso porque estamos acostumados a fazer as coisas de um jeito que sempre funcionou. Todavia, precisamos saber diferenciar quando elas continuam sendo feitas assim, por que são mais eficientes e quando isso é apenas um reflexo de algum tipo de comodismo.

Há inúmeros recursos por aí que poderiam ajudar a sua empresa a vender mais agora mesmo. Podemos, para fazer o nosso ponto de vista ser melhor compreendido, navegar por apenas um deles: Big Data!

Big Data é trabalhar com dados a fim de obter uma perspectiva qualitativa e quantitativa sobre as expectativas do seu consumidor. O recurso não é necessariamente novo para gigantes do varejo, como a americana Target ou a brasileira Americanas, mas apenas recentemente começou a fazer parte da rotina de trabalho de empresas melhores.

Isso aconteceu porque, como já foi verdadeiro para outras tecnologias, o Big Data ganhou ferramentas capazes de ser utilizadas por qualquer pessoa. Bancos de dados hospedados na nuvem, em vez de em uma série de servidores físicos, por exemplo, são um aspecto dessa revolução. Somado a softwares como o Hadoop, o que houve foi a disseminação de uma técnica eficiente para além do ambiente das megacorporações.

Graças a essas mudanças Big Data é a tecnologia à qual hoje recorremos para entender o que nossos consumidores esperam em determinadas épocas do ano, quando procuram por um produto específico ou porque compõe uma certa demografia. E esse entendimento é o suficiente para que possamos fazer o nosso trabalho de uma forma muito mais eficiente, entregando soluções sem sequer ter que propor um problema.

Utilizar um recurso de Big Data é, comprovadamente, uma estratégia para levar seus produtos e serviços para mais pessoas e amplificar os resultados do varejo. Então por que tão poucas empresas no setor fazem uso desse recurso?

Porque a cultura varejista é extremamente apegada à sua maneira de fazer negócios. Sem personagens disruptivos ou a constatação de que existem por aí tecnologias que podem aprimorar suas entregas, empresas passam anos e anos fazendo mais do mesmo — e chegando a resultados muito similares.

A inovação no comércio varejista é a única forma que você tem de buscar o extraordinário. E isso deveria ser motivo mais que o suficiente para fazê-lo se interessar por essa temática.

O que pode ser considerado inovação no comércio varejista?

Podemos começar a nossa incursão pelos recursos mais utilizados para fazer a disrupção no comércio varejista citando apenas cases de sucesso de empresas ao redor do mundo. Afinal, de que outra maneira conseguiríamos convencer você da importância de utilizar recursos como esses?

O fato é que há uma série de tecnologias que poderiam fazer os resultados do seu negócio saltarem aos olhos. Mas nem todas elas podem, necessariamente, ser consideradas como inovação. Vamos explicar a diferença de uma maneira simples.

Tratamos como inovação aqui conceitos que são únicos e podem, ao mesmo tempo, ser aplicados a uma série de nichos gerando bons resultados. O contrário disso seria uma evolução, algo que acontece de forma natural e porque o cenário e a perspectiva que temos sobre ele mudou.

Considere, por exemplo, a criação de um website. Quando nenhuma outra empresa tinha uma presença na internet, essa iniciativa poderia ser considerada inovadora. Mesmo porque não havia sequer o conceito de comércio eletrônico e apostar em um meio que não era tão utilizado assim até então tratava-se de um risco.

Hoje, porém, um website é apenas uma das coisas que o seu negócio precisa ter para sobreviver. E não pode mais ser considerado, em si, uma inovação. Por outro lado, um website que muda as coisas como conhecemos ainda se encaixa nessa categoria.

Você já ouviu falar no conceito de Guide Shop? As Guide Shops são locais em que você pode experimentar produtos e serviços antes de fazer sua aquisição. Tratam-se de experiências imersivas que não modificam a logística de como uma loja opera.

Após uma visita a uma Guide Shop você terá certeza do que quer adquirir. E poderá fazê-lo pelo website da empresa, como aconteceria normalmente. Esse recurso é, portanto, considerado uma inovação porque muda a maneira como costumamos abordar um problema. O mesmo é verdadeiro para as demais inovações que citaremos a seguir.

Robótica

O marketing de varejo geralmente é o principal lugar para o qual olhamos quando desejamos detectar as inovações mais relevantes nessa área. Entretanto, o que há de mais moderno e disruptivo nem sempre sai desse departamento. É claro que o papel do marketing na maneira como um negócio se posiciona continua extremamente relevante, mas hoje vemos outras disciplinas surgirem com ideias que podem mudar nossas maneiras de fazer negócios.

Esse é o caso quando falamos na robótica. Antes limitada à criação de rovers que passeiam pelo universo e tentam conhecer melhor a sua história, essa ciência ganhou ares práticos ao entrar em contato com o varejo. E nos trouxe possibilidades que jamais contemplamos antes.

Hoje podemos dizer que a robótica é comum ao varejo, fazendo parte do processo de logística e da cadeia de produção. Pense, por exemplo, na Amazon que utiliza cerca de 40000 robôs em seu armazém para fazer a separação dos pedidos.

A verdadeira revolução que queremos abordar aqui, porém, leva a robótica para um caminho diferente. Companhias como a Hudson’s Bay Company fizeram um compromisso em expandir o uso de robôs no atendimento ao longo do ano de 2017. A empresa começou a incluir essas máquinas nos pontos de venda e a estudar maneiras como um robô poderia ser utilizado para fazer entregas de porta em porta.

A Lowe é outro grande negócio focado em fazer parte dessa mudança. Hoje, em 11 de suas lojas em São Francisco, a empresa já conta com robôs especializados em realizar o atendimento ao cliente. Eles podem tirar dúvidas, indicar onde estão determinados produtos e registrar reclamações.

Esse é o tipo de inovação no comércio varejista que faz toda a diferença e mostra como o mercado estará em alguns anos.

Entregas com drones

É impossível ignorar o case de inovação da Amazon no que diz respeito à entrega com drones. Isso porque trata-se de uma forma tão diferente de fazer as coisas que podemos facilmente vê-la sendo implementada em larga escala por outras companhias.

Imagine se os seus pedidos em uma pizzaria pudessem ser entregues com um drone? Isso aumentaria as chances de eles chegarem até a sua casa ainda quentinhos e no momento ideal para o consumo. Afinal, drones não enfrentam o trânsito nem precisam receber salários, o que faz com que eles sejam, de certa forma, os entregadores ideais para contextos como esses.

Ao adquirir um produto na internet esperamos que ele chegue o mais rápido possível, e a entrega por drones possibilita isso. Não é limitada pelos horários de funcionamento dos Correios e não exige que a empresa responsável pela distribuição de um produto faça isso apenas em dias úteis.

Conforme grandes empresas se especializam na entrega por drones e transformam essa tecnologia em algo utilizável pelas grandes massas, é possível que você veja essa mudança ocorrer ainda nos próximos anos. Hoje, além da Amazon, 7-Eleven e Flirtey já fazem entregas desse tipo nos Estados Unidos.

Imagine como a logística do seu empreendimento poderia ser impactada por coisas como essas? Por isso frisamos o quão importante é levar a sério a inovação.

Tecnologias antifraude

Para que um e-commerce funcione e cumpra o seu propósito é preciso investir em segurança. Aqui, mais do que em qualquer outro ponto da cadeia varejista, garantir que apenas usuários autorizados façam uso das suas informações de crédito é papel do comerciante. Por isso é preciso que abordemos o impacto da inovação no desenvolvimento de ferramentas antifraude.

Você provavelmente já ouviu falar em Bitcoin. A moeda virtual nasceu como um experimento e hoje é uma das mais valorizadas ao redor do mundo. Grandes players estão investindo nela porque veem em um de seus pontos principais, o blockchain, uma forma de desenvolver outros tipos de tecnologias.

O blockchain é uma cadeia de dados que garante a veracidade de uma bitcoin. Nele estão contidas todas as moedas que foram emitidas até hoje e é fácil validá-las matematicamente. Alguns membros da área de segurança olham para isso com empolgação.

É que o blockchain pode ser utilizado, por exemplo, para validar todas as transações realizadas pela internet, e impedir o cometimento de fraudes.

Como meu negócio pode aplicar a inovação de forma satisfatória?

Não faltam oportunidades para que o seu negócio coloque em prática a inovação. Talvez tecnologias como a entrega por drones ou os sistemas antifraude baseados em bitcoin não estejam ao seu alcance agora, mas elas definitivamente precisam começar a fazer parte dos seus planos.

Afinal, tudo indica que a sua popularização tornará a sua adoção algo cada vez mais natural com o passar dos anos. Assim como aconteceu com o comércio eletrônico, o uso de robôs pode vir a ser a próxima grande coisa quando falamos em inovação no comércio varejista.

Mas para colocar novidades como essas em prática é preciso, antes de tudo, que a sua equipe tenha em mente uma missão muito clara. É preciso criar, dentro da sua empresa, uma cultura que incentiva o uso de novos recursos e parabeniza as pessoas que se movem em direção a inovação.

O principal fator que dificulta a implementação da inovação no comércio varejista, na maioria das vezes, é cultural. Equipes estão tão tradicionalmente acostumadas a fazer as coisas de uma forma, que não veem como elas poderiam ser diferentes.

Para que a sua empresa comece a ser líder de inovação e a fazer a vida de seus concorrentes mais complicada é preciso que ela esteja aberta a isso. Tenha incentivos bem definidos para aqueles colaboradores que estão dispostos a trazer para a mesa novidades e coloque entre as suas prioridades otimizar a maneira como executa as tarefas mais simples.

Inovar, no sentido de se deparar com uma grande ideia, está ao alcance de todos. Porém, para que isso não fique apenas no papel, é preciso modificar paradigmas e estabelecer maneiras de se recompensar a inovação.

Quais os erros devo evitar?

Podemos fazer uma extensa lista de motivos pelos quais a inovação falha em ser bem-sucedida em campos como o varejo. Sendo, provavelmente, o principal deles o fato de que não fazemos mais compras como antigamente. Por esse motivo, ambientes como os shopping centers não são mais tão visitados quanto no passado e deixaram de ter uma parte central na nossa cultura.

Mas se colocarmos toda a culpa de nossos problemas aí deixaremos de perceber outros desafios que rodeiam o universo do varejo e que tornam cada vez mais complicado inovar nessa área. Afinal, o varejo praticado via internet também enfrenta dificuldades e nem todas elas podem ser diretamente relacionadas com a falta desses consumidores em potencial circulando por seus ambientes de loja.

É na internet que vemos recordes de visitas não se transformarem em recordes de vendas, pela sua própria natureza. Aqui é mais comum que as pessoas se alonguem na jornada de compra e façam com que vender um produto seja uma tarefa ainda mais difícil. Por isso mesmo desconsideraremos esses tipos de dificuldades ao responder a pergunta “Por que a inovação no comércio pode falhar?”.

Contemplaremos, por outro lado, problemas que são comuns a ambos os tipos de negócio, sejam eles online ou sejam eles offline.

Coisas como inovar sem saber o que se está fazendo, apenas porque todos os seus concorrentes estão inovando é um desses problemas e, a falta de planejamento, uma consequência natural deles. Definir mal seus objetivos, falhar em treinar a sua equipe e não considerar a experiência do consumidor são outros pecados mortais que você não vai querer cometer ao inovar.

Confira a razão disso nos tópicos a seguir:

Inovar sem motivo

O maior motivo para que a inovação falhe no varejo é começá-la sem avaliar as suas consequências. Muitos varejistas observam bem o seu mercado e tiram a conclusão óbvia de que aqueles negócios que estão inovando tendem a obter os melhores resultados.

Daí para decidir que inovar é a iniciativa ideal para tirar seus negócios do marasmo é um pulo. Mas essa pode ser a maior armadilha no seu caminho.

Chamamos isso de “inovar por inovar”, ou seja, de adotar novas técnicas, recursos e metodologias sem considerar como elas vão refletir no seu negócio — apenas porque outras pessoas estão fazendo isso.

Em geral, essa é a maneira mais rápida de gastar muito dinheiro e obter resultados pífios. Portanto, antes de inovar, é preciso considerar todas as particularidades do seu negócio e dar uma resposta clara à pergunta “por que eu quero inovar?”. Apenas depois disso é possível dar os passos seguintes no processo de inovação.

Esquecer do planejamento

Naturalmente, depois de chegar à conclusão de que você não inovará em vão, algumas exigências se apresentarão pelo caminho, sendo a mais importante delas a criação de um planejamento. Sem planejamento todos aqueles motivos que levaram a sua empresa a investir em inovação podem ser ignorados sem que você sequer perceba.

É na fase do planejamento que se define como a inovação se dará e durante o seu decorrer que são traçadas metas e métricas capazes de medi-la. Por isso, nunca ignore essa etapa!

Definir mal seus objetivos

Mas traçar metas e métricas não é uma tarefa tão simples quanto pode parecer no papel. Ao inovar, a sua empresa terá uma missão crítica pela frente: a de fazer as coisas de uma maneira diferente a fim de obter um resultado impressionante.

Esse resultado precisa ser conhecido ou antecipado no momento da implementação de iniciativas inovadoras. Vai lhe parecer tentador testar os recursos que citamos nos tópicos anteriores e ver o que eles podem fazer pelo seu negócio. Todavia, sua inovação só poderá funcionar se você souber o que deseja dela desde o primeiro momento.

Falhar em treinar sua equipe

A cultura das empresas é um aspecto muito importante da inovação. Tanto que, quando falamos nela, em geral o assunto vem atrelado à chamada “cultura de inovação”. A cultura de inovação é basicamente introduzir na sua equipe a vontade de criar o novo de maneira constante.

Isso pode ser um grande desafio! Sabemos que nossos vendedores e fornecedores têm a sua própria maneira de trabalhar, mas não podemos deixar que essa maneira se coloque entre nossas empresas e a inovação.

Por isso, para que tudo dê certo ao longo da sua jornada será fundamental treinar a sua equipe nas técnicas, metodologias e ferramentas que passarão a ser adotadas pelo negócio. Só assim todos estarão alinhados e determinados a conquistar objetivos comuns.

Ignorar a experiência do consumidor

Provavelmente você já passou por alguma situação em que viu como a inovação poderia deteriorar a experiência do consumidor. Pense, por exemplo, em quiosques de autoatendimento, como aqueles que você vê no shopping ou em lojas de fast-food.

Enquanto algumas vezes esses quiosques funcionam para melhorar a experiência do usuário, tornando o processo de compra algo mais ágil, nem sempre o resultado esperado é alcançado.

Mas por que? Em geral, por deixar de considerar a experiência de compra que o seu usuário gostaria de ter ao entrar na sua loja ou centro comercial. Um mapa interativo que indica o posicionamento de vários espaços em um shopping, por exemplo, pode perder completamente a sua funcionalidade se não conseguir indicar claramente e em todos os momentos onde o usuário está.

Esse é um erro comum que pode transformar uma inovação que parecia positiva em uma pedra no sapato do seu consumidor. Estudar o que ele espera encontrar quando interage com seus produtos e serviços é, portanto, um aspecto primordial para se inovar da maneira mais eficiente.

Dedique o tempo que a sua equipe passará desenvolvendo o planejamento de uma iniciativa de inovação para considerar tópicos como esses. Afinal, ignorá-los pode complicar o seu relacionamento com o consumidor, a percepção que ele tem do seu negócio e até mesmo a sua capacidade de adquirir bens e serviços.

Viu como é possível adotar a inovação no comércio varejista e ser bem-sucedido? Observando os pontos levantados aqui você deve ter ficado pelo menos tentado a experimentar como novos recursos podem impactar os seus resultados.

Aqui na Alice Wonders somos especialistas neste assunto. Assine nossa newsletter! Ela é a maneira mais simples de se manter atualizado sobre a inovação no comércio varejista e de obter todo o conhecimento necessário para fazer as mudanças de que sua empresa precisa!

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Salas Imersivas: venda mais com experiências sensoriais 0 186

Propor experiências em PDV tem se tornado um desafio para as lojas. Competir com o digital é uma realidade dura, mas é inegável que a presença física proporciona explorar oportunidades únicas. Uma delas são as salas imersivas, que baseiam interações com o público por meio da imersão sensorial.

Você já deve ter visto algumas dessas experiências em exposições, ativações de marcas e ações de marketing feitas em shoppings e em grandes lojas. A ideia é simples: envolver o consumidor em uma relação mais aprofundada do que somente olhar uma vitrine ou assistir a um comercial. O resultado dessa interação vai afetar diretamente o engajamento e o desejo de consumo.

Vamos tratar ao longo deste conteúdo o poder das salas imersivas, o que faz com que elas sejam especiais e como podem ser utilizadas em diversos segmentos de negócio.

O que são salas imersivas?

As salas imersivas são espaços em que os visitantes podem interagir e participar de alguma ação de marketing nas quais estão profundamente envolvidos com a proposta da campanha. Nessas salas, são explorados todos os sentidos: audição, tato, olfato, paladar e visão, juntos ou com apenas alguns desses em combinação.

Nessas salas, a imersão acontece quando o consumidor é exposto a diversos estímulos e oportunidades de interação sem nenhuma interrupção por um fator externo. Justamente para possibilitar isso, as experiências são conduzidas em salas especiais, em que há o foco em se concentrar nas sensações propostas pelas campanhas.

É importante destacar que a base das salas imersivas é um conceito amplamente conhecido e utilizado: o marketing sensorial. Essa prática consiste em gerar engajamento, identificação e uma percepção positiva em relação a marcas por meio de vídeos, cheiros, músicas, gostos e experiências de toque.

Quais tipos de experiências as salas imersivas podem proporcionar?

As salas imersivas podem ter vários tipos de experiências do tipo. Algumas focam apenas em linhas sensoriais específicas, enquanto outras mesclam as possibilidades para gerar momentos ainda mais impactantes a quem participa dessas ações. Entenda algumas dessas possibilidades de imersão sensorial a seguir.

Projeções Mapeadas

As projeções mapeadas dentro de salas podem gerar a sensação de que o consumidor está em alguma paisagem ou ao lado de pessoas que, na verdade, estão sendo projetadas. Da mesma forma, é possível projetar elementos menores, como produtos.

A ideia com as projeções é fazer uma reprodução fiel, geralmente nas paredes e no teto da sala em questão, gerando assim a sensação de imersão na pessoa que está lá dentro. É uma ótima possibilidade para transportar pessoas para cenários, por exemplo.

Playlists

As playlists ajudam a tornar essa experiência da sala imersiva ainda mais sensorial. Afinal, a música é um dos elementos mais ricos dentro da projeção de uma ideia de marca. Não à toa as empresas têm seus jingles e escolhem trilhas sonoras para suas ações.

Uma boa playlist pode ajudar a gerar essa sensação de imersão ainda maior, gerando ainda uma associação posterior à marca, quando o consumidor escutar novamente determinada música.

Telões 360º

Os telões em 360º ocupam as paredes dessas salas com a missão de reproduzir vídeos e animações que tornem a experiência mais ilustrada e viva. Por ser uma tela contínua, a experiência com esse mecanismo obriga as pessoas a girarem para consumir todo o conteúdo.

Esse estímulo à movimentação, ainda que seja natural por conta da disposição dos telões, é uma forma de fazer o consumidor participar e interagir com a sala. É uma oportunidade de projetar sua marca de maneira enriquecedora e interessante.

Painéis interativos

Os painéis interativos podem ser combinados com telões e outros tipos de mecanismos sensoriais dentro das salas imersivas. O foco desse recurso é dar ao consumidor a autonomia de executar a experiência da maneira que bem entender.

Com esses painéis, as pessoas podem projetar imagens, buscar informações e selecionar detalhes relacionados à experiência em que estão imersas. Isso gera um engajamento maior e, no fim das contas, torna a oportunidade ainda mais interessante para quem está dentro da sala imersiva.

Realidade aumentada e virtual

A realidade virtual é um recurso muito visto em games, mas que já está sendo utilizado em experiências sensoriais diversas. Nas salas, muitas vezes, as pessoas são conduzidas apenas para aproveitarem um espaço vazio em que possam se movimentar para explorar o universo e possibilidades que é transmitido no visor de VR.

Já a realidade aumentada é uma tecnologia que permite projetar reproduções 3D, com o uso de periféricos como smartphone (e sua câmera) para simular objetos virtuais em ambientes físicos, por exemplo. Este é um recurso que já vem sendo usado há anos em diversas indústrias e também pode ser aplicado em salas imersivas.

Quais mercados podem fazer uso das salas imersivas?

As salas podem ser pensadas para os mais variados mercados, desde que a experiência sensorial em si seja realmente relevante. É fundamental que as interações e o que é mostrado a quem participa dessas atividades tenha relação direta com o produto e a marca, gerando a real sensação de participação e exploração.

Alguns mercados se destacam nas possibilidade de uso das salas imersivas, mais especificamente estes:

  • imobiliário: salas que projetam um apartamento mobiliado que possa ser explorado por cada cômodo;
  • automotivo: salas que simulam a experiência de dirigir um carro;
  • gastronômico: uma ótima ideia de sala imersiva é um local em que o consumidor entra, pode assistir uma receita ser preparada e ainda seja estimulado por uma experiência olfativa em que sinta o cheiro da comida em questão;
  • museus: as salas podem permitir que o visitante seja imerso em uma determinada época ou em algum cenário histórico explorado em uma exposição;
  • moda e beleza: com totens interativos ou uso de realidade aumentada, por exemplo, os clientes podem provar peças digitalmente e ainda saber mais sobre as especificidades de cada produto.  

As salas imersivas propõem um mundo de possibilidades para projetar experiências incríveis nos mais variados setores de mercado. Ao aliar a ideia de interação e ativação de marca com a tecnologia correta, os resultados de engajamento e vendas naturalmente terão uma subida satisfatória.

Curtiu saber mais sobre este assunto? Então siga-nos nas redes sociais e acompanhe novidades e tendências em Tecnologia, Inovação & Varejo (@_alicewonders).

 

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É o fim das lojas físicas? Confira 7 tendências para o futuro do varejo 0 2052

Especialistas ao redor do mundo afirmam que a pandemia do COVID-19 acelerou transformações digitais (e físicas) talvez esperadas apenas para a próxima década. Um exemplo disso foi o trabalho remoto que, segundo um estudo da McKinsey, levaria pouco mais de um ano para ser incrementado em tempos “normais”. Só que, com o decreto da quarentena em março de 2020, vimos escritórios inteiros migrarem para a casa de seus colaboradores em um período um pouco menor que o de 12 dias.

Parece insano, mas sabemos que essa não foi a única aceleração que a crise provocou na relação das pessoas com o mundo digital e físico. Os consumidores têm desenvolvido diferentes necessidades e comportamentos de consumo digital, que devem ser observados e absorvidos por grandes marcas nos próximos anos.

Logo, pode-se dizer que será o fim das lojas como conhecemos?

Confira a seguir 07 tendências que devem nortear o futuro do varejo físico, baseadas em pesquisas da NRF Retail’s Big Show 2021 e do 2020 Costumer Expectations Report.

1. Lojas pensadas para
produtos pessoas

Com o boom do e-commerce após o isolamento social, adquirir um produto ou serviço de sua loja favorita ficou a literalmente 1 clique de distância. Logo, as lojas físicas que desejam sobreviver ao pós-pandemia devem abrigar em seus estabelecimentos mais do que prateleiras infinitas e produtos de cores mil. 

Hoje, os consumidores buscam encontrar nas lojas espaços de experiência, convivência, interatividade e criação de memórias, rompendo as tradicionais relações de compra e venda que antes conhecíamos. 

A Kit Kat Chocolatory da Nestlé, localizada no Morumbi Shopping, é um perfeito exemplo de loja criada a partir do Experience Economy. Flagship desenvolvida pela agência inglesa FITCH, a Alice Wonders ficou responsável por desenvolver metade dos pontos de contato digitais e implementar 100% dos pontos de contato digitais da loja que embarca experiências como content wall, parede interativa, impressão de foto em um Kit Kat, Prateleira Infinita, cardápio digital, realidade virtual e mais, colocando o Brasil à frente de outros países em termos de tecnologia e inovação no PDV.

Mas isso significa que as lojas deixarão de ser locais voltados à vendas? Não necessariamente. Segundo o 2020 Customer Expectations Report, 84% dos consumidores afirmam que tendem a gastar mais em lojas que ofereçam experiências de compra marcantes sejam elas recreativas, relaxantes, encantadoras ou informativas.

2. Tecnologias aliadas à experiência no PDV

Com consumidores cada vez mais digitais e hiperconectados, aliar tecnologia ao ponto de venda, além de impulsionar o visual merchandising da sua marca, ajuda a reter a atenção dos shoppers – que passam a ter não só os olhos, mas o tempo  cada vez mais disputado por lojas, apps, marcas concorrentes ou não.

Com o uso de Realidade Aumentada atrelada à experiências no varejo, por exemplo, é possível que os clientes experimentem roupas ou calçados de forma virtual, montem looks e até finalizem suas compras direto do provador. 

Outra tendência já utilizada por grandes empresas e startups ao redor do mundo é o uso de Inteligência Artificial para otimização do processo de compras, aperfeiçoamento do armazenamento e histórico de produtos, melhorias na gestão de estoque e estratégias baseadas em comportamento. 

Essas e outras tecnologias para ponto de venda não surgem para substituir as conexões humanas por completo, mas, sim, para somar na construção de experiências cada vez mais inovadoras, personalizadas e únicas.

3. Menos interrupções, mais “Do it yourself”

No varejo do futuro, os pontos de atrito entre lojas e consumidores parecem estar com os dias contados. 

Com a utilização de Bots, Apps, Telas e tecnologias como Scan-and-Show, as empresas agora apostam na diminuição de atritos entre vendedores e clientes, outorgando autonomia aos shoppers durante processos de atendimento, dúvidas e até mesmo de pagamento. 

Nesse último, conceitos como o cashless (menos dinheiro) e cardless (menos cartões) já vem sendo utilizados por marketplaces como Uber e Apple Pay, por exemplo. O modelo consiste em vincular os dados de pagamento ao gadget do consumidor, não sendo necessário apresentar o valor em espécie ou o cartão físico. Essa já é uma realidade também crescente em supermercados do Brasil, bastando ter o celular em mãos para debitar o valor de suas compras na saída.

4. Customer Centric: marcas atentas às preferências do consumidor

Empresas que seguem a tendência do Customer Centric, isto é, clientes no centro das decisões de negócio, buscam elaborar seu planejamento estratégico focado na melhor experiência dos usuários.

Suponhamos que você deseje abrir o primeiro ponto de atendimento da sua loja que, até então, era somente digital. Aplicando o conceito Customer Centric, você teria uma série de opções: desde avaliar a localização média de seus consumidores, até a elaboração de uma pesquisa com seus atuais clientes para sondar locais de suas preferências. Isso tornaria sua escolha muito mais acertada, baseando-se, sobretudo, na necessidade e vontade do seu consumidor.

O conceito já até tem sido percebido e bem avaliado pelos usuários. Segundo o 2020 Customer Expectations Report, cerca de 79% dos consumidores dizem que as empresas que colocam os clientes como o centro do negócio destacam-se mais do que as que apenas geram marketing personalizado.

5. Logística 4.0: aceleração de entregas

Com a pandemia, além de atentar-se às medidas protetivas nas lojas físicas, os comércios precisaram também se adaptar ao crescimento exponencial do e-commerce. 

Em alguns setores, as vendas online cresceram entre 30% e 40% ao longo de 2020, demandando novos esforços e adaptações logísticas entre grandes varejistas e empresas transportadoras. 

A tendência é que o perfil de consumidor – cada vez mais exigente e seletivo –, exija entregas cada vez mais rápidas, bem como o acompanhamento de todas as etapas de distribuição em tempo real

A falta de inteligência tecnológica nos projetos de distribuição pode acarretar em inadequação de estoques, gerenciamento manual ineficaz, baixa transparência e  falta de flexibilidade em logística. Mais um reforço sobre a importância do uso de dados no varejo do futuro.

5. Marcas aliadas a responsabilidade social

Intensificado pela crise global, o olhar dos consumidores agora passa a ser ainda mais atraído por marcas que compartilham valores ligados à sustentabilidade, transparência e responsabilidade.

Um exemplo de posicionamento estrategicamente conectado ao tema de negócio é a AMA, projeto da AMBEV que apostou na expertise da Alice Wonders para dar corpo e vida à iniciativa através de uma Vending Machine Interativa

Na aquisição de cada garrafa de água AMA, 100% do lucro é revertido para construção de poços artesianos em bairros e comunidades que sofrem com a falta de água. Logo, além de destacar a marca com tecnologia e inovação, a máquina lançava um convite à reflexão social, demonstrando seu impacto positivo enquanto entretia e encantava o consumidor no ato de compra.

7Data-Driven: empresas e marcas regidas por dados

Com o crescimento exponencial do conceito Data-Driven, ou seja, empresas e organizações guiadas estrategicamente por dados, sobressaem-se as marcas que sabem desmistificar o big data para compreender o comportamento do consumidor seja no e-commerce ou varejo físico. 

Um exemplo de marca que bem representa essa tendência é a Intel. Junto a Alice Wonders, desenvolveu uma Smart Store Interativa que revolucionou o varejo de laptops no Brasil.

Em um totem, os shoppers respondiam suas preferências e necessidades na hora de escolher um notebook. Ao final do questionário, por meio de luzes coloridas, eram direcionados aos modelos das categorias que mais possuíam sinergia com suas escolhas. Além de toda a coleta de dados que favorecia as recomendações adequadas, a Intel ainda mapeava o comportamento do cliente na loja, acessando insights poderosos como quais modelos foram os mais procurados, qual a média de tempo e distância em cada laptop, quais dias e horas da semana receberam mais movimento (e muito mais!). 

Viu só o poder dos dados na hora de tomar decisões estratégicas para aumentar engajamento e volume de vendas no seu PDV? É justamente essa a funcionalidade do Granometrics.io, tecnologia exclusiva da Alice Wonders que mapeia comportamento em espaços físicos, gerando insights que resultam em vendas qualificadas.

Qual dessas tendências você acredita ser a mais revolucionária para o setor varejista? Compartilhe sua opinião nos comentários! 

E se você também deseja inovar e destacar sua marca com Experiências Digitais no PDV,  entre em contato conosco e conheça nossas soluções personalizadas! 

 

 

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