Data driven marketing: o que é e como te ajuda na tomada de decisões? 0 1501

data driven marketing em imagem no computador

Data driven marketing é uma estratégia que utiliza os dados que uma empresa tem sobre o consumidor para melhorar a tomada de decisão. O marketing direcionado por dados é excelente para que os varejistas consigam escolher as mídias em que promoverão seus negócios e tenham no que se embasar para fazer mudanças complexas, como aquelas que afetam o layout da loja ou a experiência de compra que entregam para o cliente.

Hoje você vai conhecer melhor os benefícios do data driven marketing, como a sua empresa pode implementá-los e que ferramentas ajudam na coleta de insights relevantes sobre a dinâmica do ponto de venda. Vamos lá?

Por que utilizar o data driven marketing?

Vivemos em um momento importante para a coleta de dados. Nunca tivemos tantos recursos para aferi-los e tanto espaço para armazená-los, como desde o advento da computação em nuvem. Os avanços em direção à análise de dados não estruturados (como vídeos, áudios e imagens) também foram muito importantes para que chegássemos até aqui.

Desde o início da transformação digital essa é a mudança mais significativa na maneira como as organizações operam. Ganhamos novas oportunidades para entender e atender ao cliente utilizando o marketing direcionado por dados.

Como funciona a geração de insights?

Big Data e Business Intelligence são os dois recursos principais do data driven marketing. Eles funcionam compilando e analisando grandes warehouses e processando as informações contidas neles em alta velocidade. Com um software especializado, uma loja consegue obter tantos insights quanto desejar, seja sobre o tempo que o consumidor passa no local, seja sobre os produtos que mais lhe chamam atenção. Para fazer essa análise são utilizadas algumas ferramentas, confira abaixo.

Hadoop

O Hadoop é um software em java de código aberto que consegue acessar muitas informações simultaneamente e detectar padrões nelas. O sistema ajuda a apontar tendências com dados de todas as áreas do negócio (marketing, vendas, atendimento etc).

NoSQL

Enquanto os dados em SQL devem sempre ser estruturados (ou seja, passíveis de serem lidos por um software tradicional, como o Excel) as databases NoSQL são feitas para os não estruturados. Elas conseguem armazenar e processar informações que não têm um esquema similar. Áudios, vídeos, imagens e sensores de movimento geram esses tipos de dados que hoje são os mais valiosos para um negócio.

Sistema de BI

Há muitos sistemas de BI no mercado, cada um com suas particularidades, mas todos eles têm uma coisa em comum: são capazes de responder a solicitações. As queries são perguntas que o usuário faz ao software, como “Em qual época do ano vendemos mais aparelhos barbeadores?”, que geram gráficos capazes de orientar a tomada de decisão.

Qlik, Tableau e Microsoft Power BI são alguns dos programas de computador mais populares para se fazer esse tipo de previsão.

Quais os benefícios do data driven marketing?

Podemos listar pelo menos cinco vantagens que existem em direcionar o marketing por dados. Targeting personalizado, otimização dos canais de promoção e melhora no processo de fidelização de clientes são apenas algumas delas. Acompanhe.

Estratégia de marketing aprimorada

Com as informações obtidas a partir dos dados, os lojistas têm à sua disposição tudo que é preciso para melhorar a estratégia de conteúdo que utilizam. Conhecer mais o cliente ajuda os profissionais do marketing a falarem a língua dele e reduz o custo de aquisição.

Consciência de marca

Brand awareness é colocar a sua marca na cabeça do cliente para que, ao buscar um determinado produto, ele pense no seu negócio antes de qualquer outro. Big Data coloca em perspectiva o mercado em que seu empreendimento está inserido e lhe mostra que diferenciais competitivos podem qualificar a consciência de marca.

Otimização dos canais

O marketing omnichannel se apoia em diversos canais de comunicação integrados para transmitir uma mensagem e oferecer um bom atendimento. Com o Business Intelligence, é possível apontar quais deles trazem o melhor ROI para a sua empresa e devem ser priorizados.

Entender quais canais funcionam melhor para o seu negócio vai melhorar o atendimento que ele oferece, identificando como e quando o usuário busca por assistência e que tipos de demandas são mais comuns.

Experiência de consumo

Quanto mais uma empresa conhece seu público-alvo, melhor consegue suprir as necessidades dele. Uma experiência de compra eficaz está ao alcance dos varejistas que utilizam o data driven para acompanhar a movimentação dos visitantes pela loja e identificar seus pontos de interesse.

Conhecendo o comportamento do consumidor dentro da loja, é mais fácil trabalhar na satisfação e na fidelização de clientes.

Targeting personalizado

Essas mesmas informações sobre o público-alvo podem ser utilizadas para personalizar a propaganda da sua loja. Em vez de direcioná-la para uma audiência genérica, é possível criar uma estratégia focada no nicho e na parcela da população mais interessada por aquilo que o seu negócio vende.

Que recursos utilizar para isso?

É um erro pensar que os únicos dados que podem ser analisados no ponto de venda são aqueles que vêm do caixa. Ainda que essas informações sejam importantes, muitos dispositivos podem ser adquiridos pela sua loja para captar a reação dos consumidores e entender como eles navegam pelo estabelecimento. Confira alguns deles.

Reconhecimento facial

Câmeras, associadas a ferramentas de reconhecimento facial (Optical character recognition ou OCR), funcionam muito bem para entender a reação dos clientes. Mas elas também têm um papel importante na hora de detectar quantos deles voltam a fazer negócio no PDV. Os softwares transformam as informações captadas nas câmeras em dados, que podem ser lidos por ferramentas de BI.

Sensores de movimento

Sensores de movimento podem ser instalados por toda a loja, analisando quais são os produtos que mais chamam atenção, em que prateleiras os clientes passam mais tempo e quantos deles entram na loja diariamente. Essas informações lhe darão uma perspectiva sobre os negócios que não seria possível sem elas. O quanto uma vitrine chama atenção, por exemplo, é o tipo de dado que podemos captar com sensores.

Câmeras térmicas

As câmeras com sensores térmicos são outro tipo de monitoramento eficiente para mapear o layout de um PDV. Elas apontam os padrões de movimento dos clientes, que itens eles tocam com mais frequência e indicam quantos deles chegam ao ponto de checkout e quantos deixam a loja sem realizar uma compra.

Muitas empresas se confundem e acreditam que o marketing direcionado por dados só pode ser aplicado em cases de internet. Embora boa parte das organizações o utilizem para essa função, é possível fazer a captura de impressões sobre o cliente em outros locais.

Com os dispositivos da Internet das Coisas você pode trazer para a loja o marketing data driven e observar como cada modificação no PDV influencia os resultados que se obtém no varejo.

O que achou de conhecer o marketing data driven? Conte para a gente nos comentários!

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Tendências para o varejo em 2020 0 1401

Para ficar por dentro do que está em tendência e apostar no varejo, vamos pontuar a nossa visão acima dos temas mais relevantes apresentados na NRF Retail’s Big Show deste ano, a principal feira do setor. Iremos falar sobre o que estamos acompanhando e vendo dar certo no varejo no Brasil e no mundo. 

Um assunto que nunca sai de moda é como entender o perfil do consumidor e o que está por trás disso. E para traçar o perfil do seu consumidor real, com o objetivo de converter as suas vendas, o melhor passo é a captação de dados

Gerar e analisar os dados

Adote esta regra: dados em primeiro lugar. Captar dados no varejo não se restringe apenas ao ecommerce. Investir em tecnologia no PDV, hoje, é algo super rentável que pode ser a base das suas estratégias de vendas. 

Com a interação via sensores, capazes de mensurar, por exemplo, o tempo de permanência de uma pessoa em frente à gôndola, conseguimos ver na prática a relação: fluxo x conversão. Os dados gerados a partir dos sensores, quando bem posicionados em pontos estratégicos, indicam uma série de informações precisas e únicas. Basta que você saiba trabalhar em cima desses dados para alcançar seus objetivos. 

Gôndola TRESemmé, por Alice Wonders
Holografia de gôndola TRESemmé, realizado por Alice Wonders. Obteve 180 mil interações e mais de 25 mil pessoas impactadas.

A inovadora holografia no PDV da TRESemmé com sensores, permitiu extrair dados indicando resultados de cerca de 3600 interações por dia, além de chamar a atenção de mais de 25 mil pessoas por mais de 5 segundos na frente da holografia. A nossa tecnologia cria a possibilidade de transmitir vídeos similares a campanhas de TV, que passa todas as informações necessárias e ainda promove a sensação dos produtos estarem flutuando em frente aos consumidores, resultando experiência única e diferencial.

Criar experiências únicas

Engajar o consumidor e conectá-lo a um nível emocional é uma excelente estratégia. Apesar de não ser mais novidade, essa pauta voltou a chamar atenção este ano na NRF, o que reforça a ideia de continuar apostando em gerar experiências únicas ao consumidor. 

Você já deve ter percebido que a tecnologia está cada vez mais integrando aspectos humanos, justamente para levar emoções e sensações às pessoas. É o que chamam de “varejo humanológico”, ou seja, a tecnologia a favor da humanização nas relações de compra, venda e experiência. 

Se você conseguir criar uma memória no seu consumidor através da experiência, você já conseguiu uma retenção. 

Colocar produtos à prova 

Oferecer testes do seu produto tem a ver, também, com levar experiências ao consumidor. Como as lojas pop-ups que distribuem amostras grátis, degustação ou até mesmo disponibilizam um produto como provador. Ter essa oportunidade é algo imensurável para os clientes, que retribuem com feedbacks construtivos para a sua marca e eleva o nível de satisfação. 

Além disso, a sua loja física pode oferecer produtos exclusivos, ou sob medida. Quanto mais se sentir único e especial, mais chances tem desse consumidor de se fidelizar com a sua marca. Outra vantagem de produzir produtos exclusivos, é diminuir a quantidade de estoques. Pense nisso!

Personalização dos espaços 

Investimento no espaço e em novos equipamentos – seja na decoração da loja ou em tecnologia – costuma ser um investimento de capital a longo prazo (de dez a quinze anos). Em um outro post aqui no nosso blog falamos sobre a importância da personalização dos espaços físicos e como um ambiente interfere na experiência do cliente. Confira!

“A comunicação visual do ambiente precisa conversar entre si, além do mais, os aspectos estéticos de decoração e também os funcionais são sempre analisados pelos clientes. Móveis, iluminação, os próprios produtos, tudo faz parte”.

Vitrine infinita Di Santini, projeto criado por Alice Wonders.
Vitrine infinita Di Santini, criada por Alice Wonders. Projeto que une experiências digitais e espaços físicos.

Curtiu as dicas e já quer aplicar as tendências na sua marca? Entre em contato conosco para ajudá-lo a realizar projetos incríveis. 

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Flagship KitKat Chocolatory 0 1319

Flagship KitKat Chocolatory

A primeira KitKat Chocolatory flagship na América Latina

Convidados pela Nestlé, realizamos um case de sucesso através do projeto da loja KitKat Chocolatory. Localizada no Shopping Morumbi, em São Paulo, a loja é uma tendência de mercado (Direct to Consumer), colocando o Brasil à frente em tecnologia e inovação no varejo e PDV, que além de experiências únicas também oferece produtos exclusivos que só são vendidos lá. 

Foram, aproximadamente, oito meses de processo entre planejamento, desenvolvimento de tecnologias até a sua inauguração. Trabalhamos em parceria com o líder de projeto FITCH, uma consultoria global de design, para ativar vários pontos de contato digitais em toda a experiência principal.

Cocoa Plan

Nosso projeto inicial foi a criação da parede capacitiva, com o objetivo de levar informação sobre o projeto Cocoa Plan, através de experiência digital interativa. A parede capacitiva permite que as pessoas conheçam o programa através de conteúdos interativos.

Parede capacitiva dentro da flagship KitKat Chocolatory
Parede capacitiva sobre o Cocoa Plan, dentro da flagship KitKat Chocolatory.

Content Wall

A nossa content wall mostra, por uma tela de 32:9 em 4K, todo o conteúdo das contas oficiais da KitKat no Instagram. Como as redes sociais fazem parte da vida real das pessoas e das marcas, usamos esta estratégia para o PDV, incluindo como um projeto de interação e conteúdo para o público.

Content Wall da flagship KitKat Chocolatory,
Content Wall da flagship KitKat Chocolatory, desenvolvido por Alice Wonders.

“O layout foi desenvolvido de acordo com a identidade visual da loja e a implementação de um aplicativo que mostra em tempo real o conteúdo que está nos perfis oficiais do Instagram. Atualizou o feed, atualizou a Content Wall automaticamente”, explica a nossa Arquiteta e Gerente de Projetos, Emilly Cirilo. 

Cardápio digital

O cardápio digital de cafés é mais um projeto de nossa autoria, feito exclusivamente para a loja. Uma das vantagens desse produto é a criação de vídeos para o cliente visualizar melhor as opções do menu. Além de ser sustentável, gera automaticamente o pedido feito pelo cliente e envia para o balcão. 

Cardápio Digital da cafeteria da flagship KitKat Chocolatory
Cardápio Digital da cafeteria da flagship KitKat Chocolatory, desenvolvido por Alice Wonders.

Touch points

A consultoria global de design FITCH liderou o principal conceito estético e digital e, juntos, trabalhamos em equipe para implementar vários pontos de contato em toda a loja. Em outras palavras, a FITCH criou os projetos de touchpoints e liderou o desenvolvimento de software, e Alice Wonders integrou a infraestrutura de rede e os cabos.

“Foi preciso montar uma infraestrutura de rede em nosso escritório para recriar o ambiente final da loja com máquinas, sensores e experiências, antes de implantar direto na loja. O que permitiu detectarmos falhas durante o processo e fazer ajustes prévios, sem correr riscos”, explica Eric Winck, Co-founder e co-CEO de Alice Wonders.

Touch points da flagship KitKat Chocolatory
“Estação Encontre Seu Sabor”, desenvolvida pela FITCH

Segundo Eric, é fundamental manter vivas as experiências digitais no PDV através de revisões semanais do hardware e software, bem como ajustar e melhorar os conteúdos. Como por exemplo, o conteúdo vivo do Content Wall. “Estas revisões mantém a ‘saúde’ digital e podem antecipar erros e problemas sem downtime das experiências na loja”. 

“A KitKat Chocolatory foi projetada para a experiência do consumidor. E não é apenas experiência de compra, e sim a experiência de envolver o cliente para que ele tenha vontade de voltar depois. Para marcar na memória e deixar aquela lembrança agradável”, conclui Alexandre Valdivia, Co-founder e co-CEO de Alice Wonders. 

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