Design Efêmero: Novas experiências de consumo em tempos imediatistas Comentários desativados em Design Efêmero: Novas experiências de consumo em tempos imediatistas 6728

Design Efêmero

Em tempos de expectativas de altos retornos com baixo investimento, incertezas econômicas e novas gerações ascendendo como consumidores, só existem dois caminhos: desistir ou se transformar.

Neste resumo de um talk que fiz na última ABCasa Fair, abordo essas dores e como usar a experiência como agente transformador do varejo tradicional.

Um teste rápido de autoconhecimento 

Leia a frase a seguir e dê uma nota de 1 a 10 para o quanto você se vê nela. Vamos lá: 

“Se você não tem Déficit de Atenção é porque não está prestando atenção a nada.”

E aí? 1, 5, 10?!

Neste caso, quanto mais alta a nota, melhor. A verdade, no entanto, é que precisamos exercitar o foco na hora de pensar em soluções e o FOMO no restante do tempo, mas vamos ao que interessa. Como é um resumo, vou tratar dos 3 tópicos centrais: Imediatismo, Efemeridade e Experiência.

Imediatismo

Já falamos muito sobre a quantidade de informação disponível, mas o que esquecemos de falar é que entre todas elas encontramos terabytes de histórias de sucesso, de superação, de enriquecimento rápido, enfim, encontramos todo tipo de solução para problemas que vivenciamos diariamente. 

A questão é que essas histórias, em geral, falham em contar que o caminho foi longo, penoso e o resultado não foi imediato, que custou horas de sono, dores de cabeça, momentos de incredulidade e muito mais. Como consequência, aprendemos um pouco sobre o problema, um pouco mais sobre a solução, muito sobre o resultado e nada sobre as complicações do meio do caminho. Isso tem feito de todos nós, pessoas imediatistas. Sim, eu disse TODOS NÓS e não só millennials ou GenZ. Eu sentado da minha cadeira geração X me vejo obrigado a admitir que não sou diferente, aliás, vejo imediatismo em bebês, mexendo no youtube dos smartphones dos pais, tanto quanto em baby boomers que não saem do Face. 

Queremos tanto resultados imediatos que esperamos uma recompensa a cada interação, a cada momento, o que chamamos de Micro Momentos (fig.1). E todo esse imediatismo se transfere também para o momento da compra e influencia nossos comportamentos e decisões.

Micro momentos

Essa recompensa instantânea é o que chamamos de Experiência. 

Efemeridade

Para criar, ou melhor, proporcionar essa recompensa instantânea e proporcionar a melhor experiência, precisamos passar a pensar em momentos e momentos são passageiros, duram só um ou alguns instantes.

Efêmero quer dizer isso, passageiro, algo que não é permanente. Antes nos preocupávamos apenas com as coisas palpáveis como a forma e a função, coisas tangíveis e que, no caso de produtos, levávamos para casa e ficavam ali conosco. Hoje, no entanto, o que se consome são momentos e precisamos aprender a pensar e a desenhar momentos.

O trabalho do designer é criar essa recompensa imediata. O designer passa a pensar na experiência que as pessoas vão viver naquele momento, seja na loja ou nas interações com o produto ou serviço.

O bem mais valioso da interação do cliente com meu produto ou espaço é uma memória.

Abrir uma caixa, por exemplo, sempre foi um ato efêmero e até pouco tempo, sem muito significado, até que alguém, Mr. Jobs ou Sir Jony Ive, teve a ideia de transformar o abrir uma caixa em um momento inesquecível, uma experiência. E assim nasceu o unboxing. Um ato efêmero que o design transformou em experiência.

Experiência

“Produtos e Serviços não são mais suficientes para garantir crescimento econômico” – The Experience Economy, 1988. 

Para entender o que chamamos hoje de experiência, precisamos primeiro entender que não se trata de um modismo ou de uma novidade marqueteira, mas sim de um movimento econômico global, abastecido pelas interações e rápido acesso à informação que a vida digital nos proporcionou.

Saímos da economia agrária para a industrial, desta para a de serviços e agora para o que chamamos de A Economia da Experiência. Nela, essencialmente, produtos agrícolas, industrializados e até os serviços se tornaram grandes commodities, com preço regulado pela oferta e demanda e com valor agregado muito baixo. 

Hoje para ter valor, é preciso ter experiência. Segundo um relatório da Salesforce de 2018, 9 em cada 10 consumidores brasileiros preferem a experiência ao bem ou serviço oferecido. Ou seja aquela história do “meu produto é bom e todo mundo vai comprar”, acabou. Hoje apenas 49% das pessoas que entram em uma loja, entram para comprar (fonte: Gensler, 2017), mas o varejo continua sendo feito apenas para estes e, dessa maneira, desprezamos mais da metade das pessoas que entram em nossas lojas.

Não entender isso é o que tem feito com que muitas lojas percam movimento, clientes, vendas e acabam fechando. Por essa ótica, o apocalipse do varejo continua, mas só para os varejistas que ignorarem que não os tempos é que mudaram, mas sim a economia global!

Designers, varejistas, diretores de marketing e até c-levels precisam acatar esta “nova ordem mundial” e agir de acordo. E para isso, é preciso entender o que Experiência é de fato.

Experiência não é um bem glorificado ou serviço exaltado, nem é entreter o consumidor.

A experiência é um ato planejado em que cada momento é desenhado com precisão para alcançar o objetivo máximo de tornar memorável algo efêmero como um visita a uma loja. Na Alice Wonders trabalhamos sobre 4 pilares: Escapismo, Estética, Educação e Entretenimento e tudo, envolvido com muita tecnologia que serve para atrair e engajar quanto e assim colhemos dados mapeando o comportamento do shopper. É a soma desses 4 pilares que transforma momentos em experiências.

Nos exemplos abaixo cada um dos pilares é destacado, mas analisando-os com mais profundidade, é possível identificar todos e entender porque são cases de sucesso.

Escapismo: Tirar o cliente da sua realidade.

Flagship Casper NY – O cliente pode agendar um “nap time” e dormir por meia hora em pods isolados para testar os colchões da marca. Com pijamas inclusive! 

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Estética: O nome já explica, mas é o que deu origem ao termo “Instagramável”.

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Photo by Lance Matthew Pahang on Unsplash

Educação: Quando instruímos o cliente sobre produtos ou serviços.

Este é um projeto da Alice Wonders para um lançamento imobiliário. Para “educar” sobre a vista de cada andar e de cada lado, desenvolvemos um simulador de vôo em que o cliente controla seu drone.

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Entretenimento: Tudo aquilo que distrai, diverte.

Neste projeto desenvolvemos um simulador de elevador panorâmico para mostrar a incrível vista do apartamento. Uma abordagem diferente para o mesmo problema.

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Se você chegou até aqui é porque valeu a pena. Se não, tente lembrar só desta frase:

A experiência deve engajar o indivíduo e criar uma memória.

Uma venda é só uma venda, uma experiência se transforma em muitas vendas!

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Co-CEO da Alice Wonders, um estúdio de Experiências Digitais para o varejo. Em 25 anos de experiência, já criei e participei de projetos de inovação reconhecidamente bem sucedidos nos mais variados segmentos. Hoje, à frente da Alice Wonders, abro o escritório todos os dias empolgado com as novas ideias e projetos desafiadores que surgem a cada momento. Sou tech driven e sempre desafio a ideia de que algo não pode ser feito.

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sensoriais

Bem-vindo à #WonderNews: a newsletter da Alice Wonders que conecta você às principais tendências de tecnologia, design, arquitetura e experiências sensoriais com foco no cliente e no fortalecimento da marca para as lojas físicas, no Brasil e no mundo.

Em um mercado de consumo cada vez mais dinâmico, essas áreas desempenham um papel essencial na construção de espaços e interações que encantam e criam conexões emocionais com os clientes.

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Pop-up como experiências sensoriais e sociais

A CASETiFY se uniu à marca Butter Bear para criar uma pop-up tão doce quanto estratégica: a Spring Dessert Shop, que tomou conta da Ground Plaza do MixC Phase II, em Hangzhou. Com estética pastel, clima lúdico e um universo kawaii cuidadosamente construído, a ativação explora o poder do encantamento para atrair, engajar e gerar conteúdo.

No centro da experiência, uma caixa de presente de edição limitada — disponível apenas na pop-up — e brindes surpresa que incentivam o compartilhamento espontâneo e a visita física ao espaço.

A ação reforça uma tendência: o varejo tem apostado em espaços temporários como plataformas para testar novas coleções, contar histórias de marca e gerar desejo em tempo real, apostando em experiências sensoriais.

Ao unir o apelo visual da Butter Bear com a tecnologia trend da CASETiFY, a colaboração mostra como narrativa, coleção e experiência podem coexistir para criar algo memorável, que vai muito além do ponto de venda.

Como a Metic Lounge transforma o design em imersão sensorial

Em meio à movimentada Xangai, o Metic Lounge, assinado pelo All Design Studio (ADS), é um excelente exemplo de como o varejo — e o entretenimento — podem explorar arquitetura, tecnologia e emoção para criar experiências memoráveis e sensoriais.

Com um layout em formato de quarto de esfera, o espaço foi projetado para funcionar como um “campo magnético”. Essa metáfora, longe de ser apenas poética, se traduz em um ambiente imersivo, com controle intencional de luz, som e espacialidade. Ao entrar, o visitante é guiado por um corredor alto e arqueado que elimina o ruído externo e amplia a sensação de profundidade.

Mais do que visualmente impactante, o projeto usa estratégias sensoriais como ferramenta de experiência. A iluminação dinâmica, os materiais refletivos e a distribuição do mobiliário conduzem a jornada do usuário por diferentes atmosferas, desde o bar central até salas privativas de KTV e uma sala de charutos.

Para marcas e negócios, o Metic Lounge é um case que mostra como espaços podem ir além da função estética e se tornarem ambientes imersivos, pensados para conexão emocional, social e estratégica.

Na prática, é o tipo de ativação que entrega mais do que um local físico: oferece contexto, memória e significado — exatamente o que o novo consumidor busca ao sair de casa.

Amouage reabre em Omã e aposta em emotioneering para evocar emoções

A casa de alta perfumaria AMOUAGE acaba de reabrir sua flagship em Omã com um projeto que não apenas impressiona — mas emociona. E faz isso com uma estratégia cada vez mais presente no varejo global: o emotioneering.

Com uma árvore de olíbano gigante atravessando dois andares, a boutique transforma arquitetura em narrativa, design em símbolo e espaço em sentimento. Tudo na loja comunica o território da marca, da origem no deserto de Omã às vitrines pensadas como verdadeiras obras de arte.

Nada ali é genérico. Dos tons claros que remetem às dunas às formas orgânicas que conectam o cliente à natureza local, a experiência é sensorial, simbólica e profundamente emocional.

Mais do que uma loja, a flagship da AMOUAGE é um manifesto. Um exemplo de como o ponto de venda pode se tornar um ponto de fascínio — quando une storytelling, identidade visual e intenção emocional.

Esse é o tipo de projeto que não apenas vende um produto de luxo: ele vende pertencimento, cultura, memória. Para marcas que querem se destacar no mercado premium, a lição é clara: não basta criar impacto visual — é preciso criar impacto emocional.

Glossier transforma o lançamento de sua fragrância em uma experiência multissensorial

Para lançar a fragrância Glossier You Fleur, a marca transformou a Galerie Joseph, em Paris, em um campo imersivo onde tecnologia e emoção se encontraram de forma poética.

Criada em colaboração com o Random Studio, a ativação levou o conceito de storytellings sensoriais a um novo patamar: flores digitais que reagiam aos movimentos do público, fragrâncias representadas por pavilhões de luz, som e cor, e uma inteligência artificial que analisava expressões faciais e posturas para gerar poesia personalizada em tempo real.

Sim, a tecnologia leu o seu rosto e devolveu um sentimento. Uma experiência de marca onde o digital não é ferramenta, mas parte ativa da narrativa emocional.

Essa fusão entre IA espacial, reconhecimento emocional e design interativo mostra como o varejo do futuro já está sendo escrito e sentido. Em vez de explicar um produto, a Glossier decidiu fazer o consumidor senti-lo.

E é aí que mora a força do projeto: um uso inteligente da tecnologia a serviço da sensibilidade, que transforma o ponto de venda em um ponto de conexão profunda com o público.

Dados que conectam pessoas e produtos

A Old Navy acaba de dar um passo importante na sua transformação digital: firmou parceria com a Radar, solução que une RFID, visão computacional e IA para rastrear produtos com precisão quase cirúrgica — em tempo real e no ponto de venda.

O objetivo? Fornecer aos colaboradores informações sobre localização de estoque em nível de item, otimizando reposição, atendimento e experiência omnicanal.

Mas o que mais chamou atenção nesse projeto foi algo além da tecnologia em si: a aposta clara no poder dos dados como motor da experiência. A Old Navy quer operar lojas físicas com a mesma precisão de um e-commerce. E isso só é possível com dados inteligentes em tempo real.

Esse tipo de iniciativa conversa diretamente com o que criamos aqui na Alice Wonders: o Granometrics — nosso sensor instalado nas tecnologias, que analisa fluxo, comportamento e interação do consumidor no espaço físico. Qual área tem mais tráfego? Qual produto atrai mais olhares? Onde os clientes passam mais tempo?

São dados que, quando bem utilizados, ajudam marcas a personalizar seus ambientes físicos com base no que realmente importa para o público.

Porque, no fim, tecnologia por si só não transforma. Mas tecnologia com propósito e inteligência de dados… essa sim, muda o jogo.

A loja virou palco na H&M

A H&M apagou todo seu feed no Instagram. Fez show surpresa da Charli XCX na Times Square. Transformou seu site em uma grande vitrine comprável de experiências.

A coleção de fim de ano virou só o pano de fundo. O que a marca realmente fez foi reposicionar o ponto de venda como um lugar de vivência cultural, conectando-se com o estilo de vida das Gerações Z e Alpha.

Além do conteúdo digital repaginado, a H&M apostou em eventos físicos, campanhas com influenciadores e ações integradas em múltiplos canais — tudo para tornar a marca mais presente no cotidiano (e no feed) do consumidor jovem.

A estratégia mostra como o varejo físico pode — e deve — deixar de ser apenas um local de compra. E passar a ser um espaço de conexão, engajamento e entretenimento. A nova geração quer mais do que produto: ela quer fazer parte de algo.


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cliente

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Em um mercado de consumo cada vez mais dinâmico, essas áreas desempenham um papel essencial na construção de espaços e interações que encantam e criam conexões emocionais com os clientes.

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Urban inaugura primeira flagship no Morumbi Shopping e aposta na experiência do cliente

A Urban, marca da Aramis Inc., acaba de abrir sua flagship no Morumbi Shopping. O grande diferencial do espaço é o provador central, projetado para incentivar os clientes a experimentarem as peças inovadoras da marca, que unem tecnologia e design minimalista.

A escolha do shopping foi estratégica, considerando o alto fluxo de pessoas e o sucesso das vendas da Urban dentro da Aramis. E é claro que as expectativas em torno desse projeto são as melhores possíveis. Quem fala mais sobre isso é Ghiselle Abreu, Gerente Brand Experience da Aramis:

Nossa expectativa com a abertura da primeira loja da Urban em SP é de alcançar o reconhecimento e acelerar a expansão dessa proposta inovadora. Acreditamos que a combinação de tecnologia, sofisticação e praticidade conquistará, cada vez mais, o homem moderno. Nosso objetivo é superar as expectativas dos nossos consumidores desde a primeira prova. O futuro da marca é promissor!

Camila Salek, CEO e Sócia-Fundadora da Vimer Retail Experience, empresa responsável pelo design que deu vida ao espaço, comenta mais sobre qual foi a ideia central desse projeto e como ela foi desenvolvida:

O provador é o coração da loja, o centro da experiência que conecta tecnologia, usabilidade e interação. Criamos um espaço onde experimentar não é o fim da jornada, mas o começo de uma nova relação com a marca. Na Urban, quem prova, leva — e por isso, o consumidor não dá mais que dois passos até estar dentro desse hub de experimentação.

Slow Retail na New Balance

Dizem por aí que o varejo físico está em declínio, mas a verdade é outra: ele está se reinventando. As marcas que entendem isso estão transformando seus espaços em muito mais do que lojas — são plataformas vivas de conexão, onde cada detalhe conta uma história.

A New Balance levou esse conceito a outro nível com sua sede renovada em Boston Landing. O espaço é uma experiência imersiva que traduz sua essência. Elementos industriais se misturam a materiais quentes, criando um equilíbrio entre performance e lifestyle. Cada canto da sede convida à descoberta: da tradição no artesanato ao impacto da marca no esporte e na cultura.

Boston Landing se tornou um manifesto vivo da New Balance. Uma prova de que o varejo físico segue firme, evoluindo para criar laços mais profundos e autênticos com seu público.

Puma x F1: adrenalina, streetwear e o futuro do varejo imersivo

Se tem algo que a Puma sabe fazer bem, é transformar compras em experiências. Depois do sucesso do Speedcat Pop-Up, a marca acelera ainda mais com “Beyond the Roar”, sua nova instalação no West Bund Dream Center, em Xangai.

Desta vez, o universo da Fórmula 1 ganha vida em uma réplica realista de um carro de corrida, onde cada detalhe transporta os visitantes para os bastidores do automobilismo. Algumas coisas tornam a imersão ainda mais completa, como:

  • Itens lendários;
  • Novos macacões de corrida da temporada 2025;
  • Colaborações exclusivas com a Ferrari;
  • Entre outros.

A fusão entre performance e streetwear segue firme, trazendo peças que reinterpretam a estética das pistas para as ruas.

O espaço não é só uma vitrine de produtos – é um portal para a cultura do automobilismo. Com ativações interativas e designs exclusivos para o público chinês, a Puma reforça que o futuro do varejo vai muito além da transação: está na emoção, na vivência e na conexão.

Mais tecnologia na nova Bath & Body Works

A Bath & Body Works está dando um novo ar às suas lojas com o conceito Gingham+, um design atualizado que combina experiência sensorial e tecnologia. A novidade inclui corredores mais amplos, navegação intuitiva e zonas dedicadas para categorias específicas de produtos.

Em algumas unidades, o cliente pode testar fragrâncias em barras de aroma interativas, enquanto vídeos explicativos ajudam na descoberta de novos produtos. O foco? Conquistar a Geração Z, um público que valoriza experiências imersivas antes de comprar.

Para isso, a marca investiu em paletas de cores mais suaves e um ambiente que transmite mais relaxamento. A mudança faz parte de uma estratégia maior: tornar-se uma marca ainda mais jovem e fortalecer sua presença fora dos shoppings, onde já opera cerca de 60% de suas lojas.

Tendência ASMR em Hong Kong: quando vai chegar ao varejo?

A exposição “WEIRD SENSATION FEELS GOOD: The World of ASMR”, curada por James Taylor-Foster, acaba de fazer sua estreia na Ásia, trazendo uma experiência multissensorial única para Hong Kong. Criada em parceria com o ArkDes (Centro Nacional de Arquitetura e Design da Suécia) e o Design Museum de Londres, a mostra explora o impacto do ASMR na cultura contemporânea.

Fenômeno global, o ASMR — Resposta Sensorial Meridiana Autônoma — é conhecido por despertar uma sensação de calma e bem-estar. Na nova exibição em AIRSIDE, Hong Kong, os visitantes podem explorar obras inéditas de artistas locais, experimentar a sonoridade da cidade e até criar suas próprias peças ASMR com objetos do dia a dia.

Outros destaques incluem a ASMR Arena, um espaço acolhedor revestido de tecidos macios, e uma sala dedicada a Bob Ross, o icônico artista da TV. A exposição propõe uma reflexão sobre a solidão e as novas formas de conexão através do ASMR.

À medida que o ASMR ganha espaço em museus e galerias, sua influência no varejo é uma questão de tempo. Marcas já exploram o potencial sensorial do ASMR para criar experiências imersivas que elevam o engajamento do cliente, desde campanhas publicitárias com sons relaxantes até espaços físicos que estimulam o toque e a audição.

Alice Wonders leva inovação digital para a Farmácia do Futuro

Entre os dias 18 e 20 de março, a Alice Wonders marcou presença na Farmácia do Futuro, um dos destaques da Abradilan Conexão Farma 2025, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo. A startup, referência em experiências digitais para o varejo, apresentou suas soluções LIFT+ e SCAN+, que unem interatividade e inteligência de dados para aprimorar a jornada do consumidor no ponto de venda.

O LIFT+ permite que, ao retirar um produto da prateleira, o cliente visualize automaticamente conteúdos explicativos em vídeo, tornando a experiência mais intuitiva e informativa. Já o SCAN+ transforma o código de barras em um gatilho de engajamento, oferecendo descontos, informações detalhadas e programas de fidelidade.

Além de melhorar a experiência do cliente, essas tecnologias geram dados estratégicos para as farmácias, auxiliando na tomada de decisões com base no comportamento real dos consumidores.


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