Ativação de marca: tudo o que você precisa saber para inovar 0 79

caderno com desenho de marca

Que tal entender melhor o conceito de ativação de marca? Nada mais é que uma das várias disciplinas do marketing e compreende os esforços necessários para gerar ações determinadas nos consumidores por meio de experiências e interações específicas.

Ela tem como propósito fazer com que aqueles shoppers em potencial sejam levados à próxima etapa da jornada de compra e, para isso, utiliza-se de recursos específicos que costumam ser bem-sucedidos nesse sentido.

Os principais recursos utilizados em ativações de marca são conexões emocionais entre empresa e cliente e a criação de experiências extraordinárias, capazes de fazê-los mudar de ideia e conduzir à aquisição. Mas a ativação de marca pode vir em várias formas e modelos, como promoções, marketing de experiência, campanhas digitais, shopper marketing e até na oferta de amostras grátis.

Quer descobrir de uma vez por todas o que é ativação de marca, como a inovação é importante nessa área e para que servem essas campanhas? Este artigo vai ajudá-lo a sanar todas essas dúvidas e ainda mostrará o funcionamento de famosas campanhas de ativação de marca, a lógica do marketing experiencial e como desenvolver um plano perfeito Pronto para aprender? Então comece já a sua leitura!

O conceito de ativação de marca

O conceito de ativação de marca, em si, não é difícil de compreender. É a prática que se torna um desafio para as empresas, principalmente quando são novidade no mercado.

Colocar um novo empreendimento em contato com os seus consumidores em potencial exige muita inteligência de mercado e o direcionamento de uma série de esforços, que podem ser particularmente complicados para as marcas criadas há pouco tempo porque elas não têm um relacionamento sobre o qual se basear na hora de determinar as estratégias mais vantajosas na ativação de marca.

É que ativação, em si, é um processo que começa quando os usuários conseguem reconhecer o valor oferecido por um empreendimento e encontram um papel em sua vida para os produtos ali originados. Ou seja, é um processo de criação de experiências que determina que, a partir de uma interação em particular, o nosso relacionamento com uma empresa passa a ser mais do que o mero reconhecimento de sua existência.

O cliente que passa por uma ativação de marca bem-sucedida constrói impressões, memória e emoções relacionadas àquele dia e os carrega pela vida inteira. Essas impressões guiam a sua decisão de compra quando de frente às prateleiras e são também um ótimo lugar para começar a fidelização. Por isso dizemos que a ativação de marca é, essencialmente, a tarefa de gerar valor — e você, como empreendedor, está ciente de que essa não é a tarefa mais fácil do mundo.

Uma das estratégias que mais nos ajudam nessa jornada é conhecer a experiência de compra e construir um marketing experiencial capaz de diferenciá-la. Por isso, dentro das disciplinas do marketing, temos uma especializada na ativação de marcas, que reúne conceitos e atividades características que nos ajudam a sermos um sucesso nessa geração de valor supracitada.

Marketing de ativação

É o braço do marketing dedicado à ativação, como o próprio nome já indica. Gira em torno de executar o mix de marketing de forma a gerar os melhores resultados possíveis para o negócio. Marketing de ativação é a criação de experiências e interações exclusivas, capazes de deixar claro para os consumidores em potencial quais são os benefícios de escolher ou migrar para uma marca e, em algumas instâncias, mostrar exatamente o que estão perdendo ao não fazer isso.

Um marketing de ativação eficiente vai permitir que o seu negócio lucre mais e atinja os seus objetivos estratégicos porque é condicionado à obtenção de retornos. Entretanto, visto que as apostas são altas quando o assunto é marketing de ativação, é de se esperar que a disciplina tenha uma porção de desafios a serem superados.

Um deles é como o nosso mercado muda e evolui constantemente, exigindo que as marcas estejam preparadas para responder a isso e ressignificar as experiências e valores que deixam evidentes para o seu consumidor.

Na atualidade, recursos como o data-driven marketing têm tornado menos complexa a ativação de marcas. Baseando as ações e iniciativas de uma empresa nos dados a que ela tem acesso e mensurando com mais precisão os resultados de cada um desses esforços, o data-driven marketing tem colaborado para ativações bem-sucedidas porque permite que entendamos exatamente o que estamos fazendo durante o processo.

Entender o que é marketing de ativação, todavia, também passa por entender o que ele não é: iniciativas tradicionais de comunicação e a oferta de um bom serviço ao cliente, por exemplo, não se qualificam como estratégicas nesse campo que dá destaque para as experiências que uma marca pode proporcionar ao seu mercado.

O papel da inovação na ativação de marca

Encantar o consumidor é um dos princípios fundamentais da ativação de marketing e essa característica é o suficiente para diferenciá-lo de outras técnicas aplicadas pelo seu time. Hoje, temos uma série de recursos disponíveis para que a tarefa do encantamento seja menos complexa para as empresas.

A utilização de ferramentas como a realidade aumentada e os hologramas, por exemplo, são formas inteligentes de chamar a atenção do consumidor e trazê-lo para o universo da sua marca, nem que seja por alguns instantes.

O destaque deste tópico é o encantamento inicial proporcionado por tecnologias como essa. Ou seja, a forma como marcas podem empregar determinadas ferramentas para tirar o consumidor da sua rotina e promover sua interação com um empreendimento em particular.

Há inúmeros exemplos de como a inovação pode ser utilizada na ativação de marca e, para esclarecer melhor esse ponto, vamos lhe mostrar alguns cases de sucesso encontrados ao redor do mundo.

Lipton Iced Tea

A Lipton foi uma das primeiras marcas a inovar no marketing de ativação e por isso merece destaque aqui. Com um escorregador de mais de 100 metros instalado na cidade de Londres, a marca convidou os transeuntes a utilizar uma maneira diferente para se transportar para os seus trabalhos e atividades de lazer. O inflável, instalado durante o verão, encorajava as pessoas a parar suas rotinas para se divertir um pouco — e foi um sucesso!

Colorido com o amarelo da marca e instalado ao lado de uma das mais famosas estações de metrô do mundo, a King’s Cross, ele permitia que a marca se beneficiasse do intenso tráfego de pessoas para atrair a atenção de novos consumidores. E, como o chá é uma tradição para os britânicos, a oferta da bebida se tornava ainda mais atraente para aplacar o calor típico da época.

Esse é um exemplo de como inovar não é algo que exige, necessariamente, o uso de novas tecnologias. Uma boa ideia pode ser tão vantajosa para o seu marketing de ativação quanto o mais moderno dos sensores de Internet das Coisas.

Beam Suntory

Mas já que o assunto é a inovação, não podemos ignorar como recursos específicos disponíveis na atualidade podem transformar a relação de consumidores com produtos tradicionais. E essa foi a aposta da Beam Suntory, uma marca de bourbon comumente encontrada em lojas duty free nos aeroportos.

Para a ativação que citamos aqui, o aeroporto de Frankfurt foi o escolhido e a Beam Suntory criou uma estação em que era possível experimentar seus produtos e explorar todos os sentidos. Um filme sobre a marca era transmitido e pipoca foi distribuída gratuitamente para cativar quem passava por ali. A experiência, todavia, ficava completa quando o cliente era convidado a provar o bourbon e utilizar uma tela touchscreen para escolher o produto ideal e deixar a sua opinião.

A iniciativa tomou repercussão ainda maior por ser promovida nas mídias sociais da marca. Sozinha, gerou material o suficiente para atingir mais de dois milhões de consumidores globalmente.

IHeartRadio

A IHeartRadio queria atingir melhor os jovens e resolveu, para isso, criar uma máquina que oferecia merchandising gratuito, mas estava inteiramente conectada à internet e utilizava as informações dos usuários de redes sociais como chave para liberar os prêmios. Com uma câmera e link direto para o Instagram, o quiosque passou por diversas universidades americanas e entregou camisetas grátis para aqueles que compartilharam mensagens interagindo com os promocionais da marca.

A campanha de ativação não foi exatamente inédita, todavia: assim como tantas outras, baseou-se no nosso vício em redes sociais para pegar uma carona e promover a marca. Criando uma experiência interativa difícil de se esquecer (e com fotos que poderiam facilmente lembrar os consumidores, se esse fosse o caso), a IHeartRadio gerou mais de cinco milhões de impressões online e passou a figurar entre as marcas favoritas dos jovens a partir dali.

A inovação é uma das formas mais eficientes que uma marca tem para criar experiências que se destacam. Por isso, é tão relevante para o marketing de ativação, que se baseia em experiências exclusivas para consolidar um produto ou serviço na mente dos clientes.

Para que serve a ativação de uma marca

Como o trade marketing e outras inovações do comércio varejista, a ativação de marca funciona simultaneamente em várias frentes e tem como objetivo promover uma marca específica em detrimento de outras. Essa promoção serve para aumentar as vendas, consolidar uma posição no mercado ou transformá-la em sinônimo de um produto ou solução específica.

Por isso, a ativação é uma das pautas mais importantes para os negócios. Junto com outros recursos, como uma forte presença nas mídias sociais, ela serve para gerar awareness e material suficiente para que um negócio se beneficie dela por muito tempo. De uma boa ativação podem vir centenas de milhares de reais em propaganda gratuita, porque se trata da construção de experiências tão significativas que acabam se tornando notícias relevantes.

Você já deve ter notado, em um momento ou outro, o quanto a sua marca gasta se promovendo. Seja com anúncios pagos nas redes sociais ou com páginas de jornais e revistas, o gasto de mídia é um dos mais penosos para os departamentos de marketing.

Uma boa ativação, por outro lado, é uma oportunidade de economizar nessa área gerando mídia espontânea, quer pelo compartilhamento de uma campanha nas redes sociais ou pela movimentação extraordinária de pessoas em torno de uma atividade fora do comum.

A ativação de marca serve para consolidar, na mente do consumidor e do público, uma impressão positiva de determinado negócio. Por isso mesmo falamos em geração de valor sempre que nos referimos à ativação de marca ao longo deste artigo. Os principais resultados de uma ativação não são necessariamente vendas no local, mas sim a construção de um relacionamento duradouro com as pessoas que puderam participar dessa experiência e até com aquelas que a assistiram à distância.

Campanha de ativação de marca

marketing de varejo tem muito a se beneficiar das campanhas de ativação de marca. E é por isso que vamos lhe mostrar, nos tópicos a seguir, alguns exemplos criativos de como essa experiência imersiva pode trazer novos consumidores para a sua marca e funciona a favor da geração de valor.

Todos os cases citados aqui são de responsabilidade da Alice Wonders. O nosso objetivo, portanto, é mostrar que também no Brasil as ativações de marca dão o que falar e fazem toda a diferença nos resultados das empresas.

Assim como aconteceu com os cases citados anteriormente, todas as menções neste tópico aumentaram o ROI dos negócios e possibilitaram a aquisição de novos clientes.

Ações e exemplos de ativação de marca

Um dos nossos cases favoritos é o da Colgate. O lançamento de sua nova escova branqueadora foi um sucesso e a ativação da marca tomou conta de cerca de 80 lojas em todo o país, nas quais era possível interagir de forma única com o produto e conhecer as suas possibilidades.

Utilizando realidade virtual, a Alice Wonders construiu uma ponte para outro mundo no qual era possível entender como o produto funcionava e quais os seus benefícios. Conteúdos de entretenimento também foram integrados a esse universo virtual para amplificar os resultados da marca.

A ação chamava a atenção dos consumidores e os cativava emocionalmente, convidando-os a explorar melhor os produtos da Colgate.

Ativação de marca em eventos e criativas

Dentre os cases de ativação em eventos a sala interativa da Tegra é outra predileta. Com projeção mapeada, realidade aumentada e depoimentos exclusivos de moradores, a empresa conseguiu uma experiência imersiva, na qual era dada a oportunidade aos usuários de experimentar a cidade de São Paulo e ver a evolução de seus bairros com o passar do tempo.

Toda a interação era controlada por sensores, que mediam automaticamente a reação do público ao que estava sendo exposto. Esse é um dos exemplos de como a tecnologia e uma boa ideia podem fazer toda a diferença na ativação de marca.

Agência de ativação de marca

Agora que você já viu esses cases é hora de se perguntar: será que a sua marca consegue fazer uma ativação tão boa contando apenas com os funcionários que já tem? Na maioria dos casos a resposta para essa pergunta é negativa.

Mesmo em se tratando de empresas de grande porte as ativações de marca geralmente são de responsabilidade de agências especializadas, que podem dedicar tempo, recursos e expertise para gerar experiências únicas para os consumidores.

Contar com um parceiro na criação de iniciativas de ativação é uma boa ideia porque ele traz consigo anos de trabalho e uma porção de resultados para mostrar. Além disso, agências de ativação dispõem de todos os recursos necessários para medir com a máxima precisão os impactos de uma ação específica, deixando bem claro quanto valor foi gerado para o seu negócio e como.

Ao pensar em estratégias de ativação, reconheça a possibilidade de contar com um parceiro, que o ajudará a conseguir os resultados esperados e trará opções inovadoras para que a da sua marca saia tão bem quanto em seus planos.

Ativação de marcas e marketing experiencial

A ativação de marca, quando aliada ao marketing experiencial, funciona muito melhor — mas aqui é preciso frisar que ambas essas coisas não são sinônimas. Embora o marketing experiencial possa fazer parte da ativação, diz respeito a todas as atividades interativas que têm como intuito vender um produto.

É, portanto, possível fazer marketing experiencial sem fazer uma ativação de marca. Já o contrário não é verdadeiro. As ativações de marca bem-sucedidas têm todas em comum a geração de interesse, na qual um produto ou experiência é utilizado como atrativo. No geral, isso sempre resulta em marketing experiencial.

Quando utilizamos esse recurso, que é atrelado à geração de memórias e experiências positivas para o cliente, temos mais facilidade na hora de mostrar o valor de um produto e estabelecer um lugar para ele no mercado. Por isso o marketing experiencial é tão associado às ativações, ainda que ambos não signifiquem exatamente a mesma coisa.

Para entender melhor, pense nos exemplos a seguir: um test-drive é um tipo de ativação de marca, porque permite que se experimente um produto e comprove que as características anunciadas com relação a ele são verdadeiras. Trata-se de um tipo tradicional de marketing experiencial e também de uma forma de ativar marcas.

Por outro lado, quando provamos um perfume em uma loja especializada estamos participando de marketing experiencial, mas não necessariamente de uma ativação. O ato de provar o produto é uma forma de nos dar um referencial para a decisão de compra e não precisa estar atrelado a uma ativação para se fazer necessário.

Plano de ativação de marca

Para criar um plano de ativação de marca bem-sucedido é preciso seguir alguns princípios. Abaixo você confere os principais e vê como funcionam na prática.

Tenha um plano

Para a ativação de marca funcionar é preciso ter um plano. Quais são os objetivos que deve cumprir? Você consegue quantificá-los?

Quanto mais preciso for o plano desenvolvido para uma ativação maiores são as chances de ela funcionar. É um bom planejamento que vai orientar a tomada de decisões e permitirá que a equipe envolvida no projeto consiga entender exatamente que tipo de abordagem é a mais acertada.

Entenda seu público-alvo

Business Intelligence e Big Data são duas tecnologias que podem ser niveladas para ajudar a sua empresa a realizar uma ativação de marca de sucesso. Ambas permitem que as informações acumuladas sobre clientes e clientes em potencial sejam processadas em alta velocidade e gerem insights acionáveis. É uma boa contar com ambos os recursos se quiser bons resultados em sua campanha de ativação.

Quanto mais você puder saber a respeito dos clientes para os quais a ativação se destina, melhores se tornam as chances de obter resultados grandiosos. Faça o dever de casa e levante tantos dados quanto possível sobre o público para o qual a marca deve gerar valor.

Conheça a competição

Inteligência de mercado é útil para um negócio em vários momentos — e a ativação é um deles. Utilize-a para conhecer melhor a concorrência e entender exatamente que tipos de iniciativas funcionam para que gerem valor para seus respectivos públicos-alvo.

Essas informações ajudarão você a filtrar ideias boas de ideias ruins e a construir uma ativação de marca mais eficiente.

Confira os recursos disponíveis

Quanto será investido pela sua marca na ativação? De que tecnologias, especialidades e ferramentas a equipe envolvida no processo dispõe? Para conseguir o melhor ROI é preciso saber exatamente quanto será investido em um projeto e essa informação é parte de uma ativação de marca bem-feita.

Monitore em tempo real

Para conseguir calcular o ROI, porém, você precisará medir com o máximo de atenção possível os retornos oferecidos pela sua campanha de ativação.

Por isso, empregue recursos que permitam receber feedback imediato dos participantes e que consigam indicar exatamente quantas pessoas são impactadas pela sua iniciativa. Eles comprovarão a eficácia ou o fracasso de uma ativação de marca e serão bons indicadores das próximas ações para alavancar seu marketing.

Gostou de entender melhor o conceito de ativação de marca e como você pode fazer uma com sucesso? Ainda tem dúvidas se aplicar tudo isso sozinho será fácil? Então entre em contato com a Alice Wonders agora mesmo e conte com a ajuda de especialistas em ativação que elevarão sua marca para outro patamar!

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O guia definitivo da gestão de trade marketing 0 45

Businesswoman in wheelchair sitting at the desk, working.

O mercado está constantemente se reinventando para que possa compreender e suprir as necessidades do consumidor moderno. E esse é um dos principais fatores que têm levado profissionais de vendas e marketing a aprimorarem seus conhecimentos e desenvolverem novas técnicas para lidar com essas mudanças.

Dito isso, a gestão de trade marketing é um dos conjuntos de metodologias e ferramentas mais importantes da atualidade, principalmente se você pretende fazer com que a sua marca tenha potencial competitivo o suficiente para bater de frente com os concorrentes de seu setor de atuação.

Pensando nisso, reunimos uma vasta gama de informações e dicas sobre gestão de trade marketing que você poderá conferir neste guia definitivo. Quer saber mais sobre o assunto? Então acompanhe a leitura do artigo para conferir!

O que é trade marketing?

Consiste no estudo do relacionamento entre os fabricantes e seus canais de comunicação para venda ou, até mesmo, entre as franquias e os franqueados. Na prática, o conceito engloba uma grande variedade de questões relacionadas à marca, aos consumidores e aos pontos de venda (PDV).

Considerando o aumento no índice de concorrência, é fundamental que a franquia tenha mais conhecimento a respeito de seus consumidores, a fim de saber o que eles realmente desejam ou o que precisam, pois a partir dessas informações é que será possível determinar aspectos como mix de produtos, ações promocionais e, é claro, preço.

Dado o contexto, o trade marketing oferece recursos para tornar os pontos de venda mais interessantes. Ou seja, utiliza elementos visuais e estratégicos para atrair os consumidores.

Se levarmos em consideração que, de acordo com um levantamento realizado pelo SPS, cerca de 52% dos brasileiros realiza compras por impulso, exibir os produtos adequadamente no PDV é uma prática essencial para incentivar os consumidores a comprar algo exposto em outros meios de comunicação, como um novo produto na internet ou na TV.

Quais são seus benefícios?

O trade marketing reúne diversos conceitos estratégicos importantes para que o franqueador possa ter apoio de seus franqueados, gerando aproximação entre a marca/consumidores e fortalecendo o relacionamento entre o franqueado/rede de franquia.

Sendo assim, entre os benefícios que uma boa gestão de trade marketing tem a oferecer, podemos citar:

Aproxima os consumidores da marca

A partir de um plano de trade marketing bem estabelecido, é possível que o a franquia promova as suas ofertas com muito mais eficiência, tornando-se mais acessível aos seus clientes, já que os gestores terão planejado quais são as necessidades mais evidentes de seus consumidores.

Além disso, é preciso destacar também que eles poderão contar com dados mais precisos na hora de desenvolver a base de preços e formalizar as promoções.

Fortalece a relação entre a franquia e o franqueado

Com base na troca de informações entre o franqueado e o franqueador, é possível tomar decisões de maneira estratégica, de modo que traga muito mais rentabilidade para os dois lados e aumente o número de clientes. Além de elevar o giro de estoque e movimentação nos pontos de venda.

Evita a concentração de vendas

Um dos objetos de desejo do trade marketing é o market share e, para que possa aumentar a sua participação no mercado, é preciso que os fabricantes conquistem os seus revendedores, da mesma forma como os clientes finais foram conquistados.

Somente dessa forma é que se evita que as vendas dentro do PDV sejam centradas em um único cliente do segmento. Por exemplo, estabelecimentos que vendem somente Pepsi e não têm Coca-cola.

Afinal, o foco do trade marketing é atuar suprindo as necessidades dos mais diversos componentes envolvidos na cadeia de vendas.

Por que é importante criar uma proposta de valor?

De forma simplificada, a proposta de valor é uma vertente de marketing que tem como objetivo determinar se a marca realmente tem valor a oferecer para seus clientes, além de ser uma das etapas fundamentais do Business Model Canvas, também conhecido como Canvas, um importante recurso de planejamento estratégico que permite o desenvolvimento de novos modelos de negócios.

A proposta de valor deve ser desenvolvida baseada na identificação dos pilares da marca, mostrando como o mercado deve percebê-la. É como se fosse uma promessa do valor a ser entregue e, portanto, é a principal razão que indica os motivos que um cliente deve comprar seu produto e não o do concorrente.

Para que serve uma proposta de valor no trade marketing?

De forma simplificada, uma proposta de valor no trade marketing tem a finalidade de:

  • explicar como seu produto ou serviço pode ser a soluções dos problemas do cliente, agregando relevância à marca;
  • proporcionar diferenciação única, apresentando ao cliente ideal os motivos pelos quais ele deveria consumir algo com seu estabelecimento e não com o concorrente;
  • dizer de maneira clara e imediata quais são os benefícios do produto (valor quantificado).

Por fim, além de ser a primeira informação que os consumidores veem no ponto de venda, é importante que eles notem os valores sugeridos na proposta em cada elemento de comunicação no estabelecimento físico. A intenção não é somente estética, mas principalmente para otimizar o seu valor no ciclo de vida do consumidor.

Como se caracteriza uma boa proposta de valor?

É preciso que as pessoas a compreendam prontamente. Sua linguagem deve falar o mesmo “idioma” do seu público-alvo. Portanto, é preciso conhecer o tipo de comunicação que seus clientes utilizam para descrever a empresa ou produto e de que forma eles podem ser beneficiados por ela.

Para isso, é preciso ter atenção à maneira como você se refere aos seus serviços, pois ela pode ser muito diferente da forma como os consumidores o descrevem. Sendo assim, procure as respostas fora do ambiente da empresa, como nas redes sociais com o auxílio de enquetes e posts interativos.

Como desenvolver uma estratégia de trade marketing?

Agora que você já tem uma perspectiva mais ampla sobre o que é trade marketing e por que ele é tão importante para seus negócios, mostraremos algumas boas práticas sobre como desenvolvê-lo.

Conheça o seu público-alvo

Aproxime-se de seus clientes atuais para entender seu público-alvo e o que o motiva a comprar. Essa pesquisa ajudará a moldar o tipo de linguagem que você poderá utilizar em sua comunicação e a identificar melhorias que podem ser realizadas em seus produtos ou serviços.

O objetivo é tentar entender as necessidades e problemas de seus clientes, assim como aspectos sobre seu perfil de consumo, como:

  • faixa etária;
  • sexo;
  • profissão;
  • grau de escolaridade;
  • que tipo de conteúdo eles consomem.

Entre outras características que evidenciem traços comportamentais e tendências de compra.

Desenvolva uma persona ideal

Depois de levantar informações sobre o perfil de seu público, é hora de analisar os dados qualitativos e procurar por padrões. Há algum problema ou necessidade que o cliente mencionou várias vezes? Existem interesses em comum? Caso ele tenha comprado algum produto, houve algum benefício ou dificuldade que foi identificado por várias pessoas?

Definir a sua persona o ajudará a entender melhor os consumidores potenciais, mostrando quais são suas dores, desejos, valores e aspirações em comum, que são informações úteis para melhorar sua gestão de trade marketing.

Investigue a concorrência

Conhecer o perfil de seus clientes ideais é uma prática valiosa para uma estratégia de trade marketing. No entanto, não basta ter informações sobre os consumidores e desconhecer a concorrência.

Sendo assim, procure descobrir o que motiva os consumidores a procurar pelas soluções oferecidas por seus concorrentes diretos, o que eles prezam nos produtos e quais os seus diferenciais competitivos. É com base nessas informações que você terá os artifícios para melhorar sua proposta de valor.

Determine os benefícios de seu produto

Após entender melhor como se comporta a sua persona e, é claro, os seus concorrentes, é o momento de determinar quais são os diferenciais competitivos de seu produto. Ou seja, os pontos benéficos que só ele tem a oferecer.

Lembrando que, embora muitas vezes o seu mercado possa parecer saturado, existem diversas formas de atrair a atenção dos consumidores. O que queremos dizer é que além da qualidade dos produtos ou serviços oferecidos por seu negócio, uma boa gestão de trade marketing não se limita apenas a isso.

Às vezes, os detalhes que possam parecer simples, são os aspectos que potencializarão o seu posicionamento de marca, como:

  • qualidade do atendimento: oferecer um atendimento rápido, profissional e que atenda às necessidades e dúvidas de seus clientes;
  • frete grátis: por mais que seja um desconto básico, apenas a sensação de economia já agrega valor positivo à experiência de compra pelo ponto de vista do consumidor;
  • programas de fidelização: oferecer descontos e benefícios exclusivos para clientes especiais é um dos trunfos do varejo e uma ótima estratégia de trade marketing;
  • descomplicação na política de trocas e devoluções: não é preciso nem especificar o quanto a burocracia pode prejudicar a credibilidade de uma empresa, principalmente hoje em dia que o público é mais exigente em relação às marcas que consome;
  • rastreamento do transporte e visualização dos status de pedidos;
  • variedade de opções de transporte e agilidade na entrega: esse realmente é um diferencial competitivo;
  • facilidades de pagamento: lembre-se de que os clientes têm situações financeiras distintas e é preciso democratizar esse setor;
  • empacotamento que garanta a segurança da mercadoria: isso mostra zelo e preocupação por parte da empresa para com seus clientes;
  • disponibilidade de produtos em estoque: mantenha seus estoques sempre atualizados para não deixar seus compradores na mão e acabar prejudicando a imagem da empresa.

Capacite sua equipe

A equipe de profissionais de vendas no varejo funciona como uma verdadeira linha de frente quando se trata de oferecer os melhores produtos ou serviços ao consumidor final. Sendo assim, é fundamental utilizar as suas principais ideias sobre o ponto de vendas em benefício do crescimento da marca a longo prazo.

Portanto, invista em cursos e capacitações que apresentem as funções e diferenciais das soluções comercializadas a todos os envolvidos, com transparência e objetividade. Essa medida ajudará a aumentar o comprometimento na hora de atingir as metas do fabricante, como uma espécie de colaboração entre o varejo e a indústria.

Além disso, promova reuniões e ações entre o time de marketing junto aos responsáveis pelas vendas. Quanto mais bem definido e alinhado estiver o seu planejamento, melhor será a perspectiva dos clientes em relação à necessidade de estabelecer um relacionamento de confiança com sua empresa.

Algumas das maneiras de utilizar a gestão de trade marketing nesse aspecto, são:

  • uso de promotores de vendas;
  • treinamento de vendedores;
  • merchandising;
  • ações de marketing promocional.

Faça um planejamento estratégico

Para garantir que os distribuidores sejam atraídos pela sua marca, é muito importante ter um planejamento estratégico sobre as suas táticas de marketing para promover seus produtos ou serviços.

O que queremos dizer é que importante investir em ações para os variados canais de comunicação e mídias que tanto o cliente final quanto os fabricantes estão, como as redes sociais, por exemplo.

É necessário também envolver apresentações multimídia para que se estimule a interatividade entre os consumidores. Sempre que possível, participe de feiras e eventos relacionados ao seu nicho do mercado com a finalidade de divulgar sua marca. Amostras grátis também são ótimas para que clientes e distribuidores conheçam a qualidade do seu produto.

Com base nessas ações, você poderá desenvolver o trabalho de um ótimo analisa de trade marketing, garantindo a eficiência e a qualidade do atendimento e, é claro, ótimas taxas de conversão.

Cuide da gestão de pessoas e promova um ambiente confortável

Criar um ambiente no qual as pessoas gostam de trabalhar é uma das melhores práticas de gestão de pessoas, pois estimula os colaboradores a vestir a camisa da empresa e buscar pelos melhores resultados.

Vale mencionar também que quando o PDV é um ambiente confortável, em que os clientes se sentem à vontade, há uma tendência natural de que eles passem mais tempo dentro do estabelecimento, que é quando a maior parte das compras por impulso costuma acontecer.

Por isso, o projeto da loja deve unir características que o tornem funcional, atraente e acolhedor ao mesmo tempo. Pense em aspectos que envolvam desde a identidade visual do ponto de venda, passando por iluminação, decoração e ambientação, até questões como as cores da fachada e a música que deve tocar de fundo.

O fato é que o merchandising de uma marca não é construído da noite para o dia. Um planejamento de gestão de trade deve respeitar os mínimos detalhes que abrangem da distribuição da área, exposição de produtos até a circulação do consumidor final pelo PDV.

Use as melhores ferramentas

Da mesma maneira que o marketing acompanha todas as tendências comportamentais e de consumo, é importante dizer que o trade também se atualiza, em especial, no que se diz respeito às aplicações práticas de trade no ambiente digital.

Afinal, a internet é um dos fatores responsáveis pelas mudanças nas estratégias de trade, pois ela muda a forma como as pessoas se relacionam entre si e com as marcas de produtos e serviços que consomem. Isso ocorre porque, graças à popularização do acesso à rede e aos dispositivos eletrônicos — computadores, tablets e smartphones — novas oportunidades de negócios passam a entrar em cena.

Dado o contexto, utilizar conceitos de inbound trade, assim como ferramentas tecnológicas para viabilizar o processo, é garantir que o consumidor será atraído para o negócio, por meio da produção de conteúdo digital de qualidade e relevância para sua persona.

Diferente de como costuma acontecer com meios tradicionais, como rádio, jornal (impressos) e TV, nas mídias digitais o cliente é atraído espontaneamente a consumir o que sua marca tem a oferecer.

Portanto, podemos afirmar que o inbound trade faz com que o consumidor vá até sua empresa e não o contrário, gerando identificação e segmentação de público. Ou seja, é como fazer uma triagem e atrair somente os clientes potenciais (aqueles que têm chances reais de se concretizarem compras).

Para isso é muito importante:

  • estabelecer uma boa relação online por meio de conteúdos relevantes e que gerem autoridade para a marca;
  • conhecer os interesses de compra dos distribuidores, revendedores e clientes finais;
  • aproveitar o poder de segmentação que a internet tem a oferecer para suas estratégias de relacionamento e, por consequência, fidelização de clientes.

Fique de olho nas tendências

Com base em todas as outras dicas que abordamos até agora, ficar de olho nas tendências é apenas uma consequência. Afinal, ao analisar os concorrentes de sua marca e o comportamento do público, indiretamente você está se aproximando das tendências de consumo.

Isso é muito importante para uma estratégia de trade marketing, pois além de manter o negócio atualizado em relação às preferências dos clientes, dessa forma é possível projetar cenários econômicos e se antecipar a imprevistos que possam colocar a organização contra a parede.

Aprimore as características de um bom gestor

Um bom gestor de trade marketing deve conhecer profundamente as soluções que está vendendo ao público, não deixando seus clientes com nenhuma dúvida sequer.

O varejo é um dos segmentos nos quais há a maior taxa de competitividade do mercado e não basta somente dar ordens e esperar que sejam cumpridas. É fundamental saber liderar a sua equipe.

Um verdadeiro promotor de marketing carrega consigo um conjunto de características indispensáveis, como organização e capacidade de se comunicar com o público. Além disso, ele é um solucionador de problemas com perspectiva de inovação e crescimento.

Una as necessidades do fabricante com as propostas de seu negócio

É preciso envolver as necessidades de quem fornece os produtos que você vende em seu estabelecimento varejista com as propostas do negócio. Ou seja, você deve manter um relacionamento próximo com seus distribuidores para saber mais sobre suas dores, anseios e valores.

Dessa forma, é mais fácil auxiliá-lo a alcançar seus objetivos e, ao mesmo tempo, fazer com que eles sejam correspondidos.

Realize ações segmentadas

posicionamento de inovação no varejo é uma meta que exige muita logística. A melhora maneira de atrair a atenção é valorizar o PDV com ações segmentadas. Como você já deve ter notado até aqui, essa tarefa necessita de estudos e análises sobre o perfil de seus compradores potenciais.

Todo seu planejamento deve ser elaborado levando em consideração os hábitos de consumo e o objetivo de promover o conceito de diferenciação dos produtos ou serviços.

Para garantir coerência à sua estratégia de trade marketing, invista também em anúncios focados nos empresários do setor, pois o mercado está sempre em busca de novidades e isso estimula o interesse por certos segmentos do negócio.

Se possível, trabalhe bem o seu networking, marcando presença em eventos do mercado para divulgar suas soluções, por meio da distribuição de brindes, amostras grátis e até mesmo sondando futuras parcerias de sucesso.

Quais são os benefícios que uma boa gestão de trade marketing pode oferecer?

Antes de concluirmos, vamos destacar alguns dos pontos mais importantes que a gestão de trade marketing pode proporcionar ao seu negócio.

Aproxima consumidores da marca

Sem dúvida, essa acaba sendo uma consequência natural de todo o processo. À medida que fabricantes e revendedores contribuem com a construção de bons acordos, as marcas passam a ter melhores condições de promover suas ofertas e serem mais acessíveis aos clientes atuais e potenciais.

Fortalece a relação entre a indústria e seus distribuidores

Como já mencionamos, esse é um vínculo que tende a se estreitar conforme a troca de informações estratégicas e mais rentáveis ocorre entre os envolvidos no processo.

Vale lembrar, ainda, que quanto maior o giro no estoque, maior a movimentação de clientes nos pontos de venda.

Evita a concentração de vendas

Por fim, o market share é um dos pontos que a gestão de trade marketing almeja, justamente por fazer com o mercado de fabricantes tenha mais participação de todas as etapas que o processo de vendas passa.

Da mesma forma como os fabricantes precisam conquistar os revendedores, você, como varejista (revendedor) precisa conquistar os clientes finais Somente dessa forma que é possível evitar que os PDVs sejam a centralização das vendas dentro de todo o segmento.

Como o exemplo dos restaurantes que vendem Pepsi, mas não têm Coca-Cola, o foco de uma boa gestão de trade marketing é fazer justamente o contrário, suprindo as necessidades de todos os envolvidos na cadeia de vendas.

Como você pôde conferir neste guia definitivo sobre gestão de trade marketing, esse é um assunto complexo, mas necessário para que você acompanhe as mudanças no comportamento de consumo do público-alvo e evite que sua marca se torne obsoleta.

Além disso, mostramos como o desenvolvimento de uma proposta de valor é importante para uma estratégia de trade, quais as características que um bom gestor de marketing deve ter e quais os maiores benefícios que essa metodologia pode oferecer ao seu negócio.

Agora que você tem bastante conhecimento sobre a importância da gestão de trade marketing para o varejo, não deixe de conferir também o nosso artigo sobre por que você deve investir no treinamento para a sua equipe de vendas!

Veja como aprimorar a gestão de equipes no PDV e tenha mais resultados 0 48

reunião de equipe de gestão

Sem um time capacitado, um negócio pode falhar a qualquer momento. Ele é o DNA da empresa e, tirando as fachadas e vitrines, o primeiro ponto de contato com consumidor. É por isso que um bom administrador precisa entender como fazer uma gestão de equipes eficiente.

Mas, assim como acontece no atendimento, há um desafio em particular: seres humanos são complexos e aprender a extrair deles o melhor é um processo difícil e que exige técnica e paciência.

Para ajudá-lo a construir no PDV uma gestão de equipes que realmente levará a experiência de compra para outro nível, preparamos algumas dicas. Confira!

1. Defina metas para gestão de equipes

Tanto o gestor quanto o time que ele coordena precisam trabalhar com metas para conseguir acompanhar os próprios avanços. Escolher algumas KPIs vai lhe dar a habilidade de tornar dados sobre a performance da equipe em algo visual.

Depois de fazer a medição desses indicadores por algum tempo, desenvolver gráficos simples para mostrar o que precisa ser melhorado e em que estratégias a empresa está no caminho certo é muito mais fácil do que falar sobre de maneira abstrata.

Quando a gestão gira em torno de metas ela tem um parâmetro claro e mais simples de ser compartilhado com os colaboradores. Eles estão cientes, desde o começo, que há uma expectativa em relação ao seu trabalho e são motivados a crescer.

Um prêmio oferecido para os melhores membros da equipe do PDV é uma forma de promover uma competição saudável, que fará com que todos busquem otimizar seu desempenho.

A definição de metas também é importante para desenvolver uma melhor comunicação com quem trabalha em uma empresa. É ela que fará com que os funcionários “coloquem um nome” em seus problemas e proponham soluções para eles.

Metas, métricas e a garantia de que terão suas ideias ouvidas e analisadas são as principais características de uma boa gestão de equipes.

2. Aposte em uma boa comunicação

Desenvolver uma boa comunicação com a equipe não é só ouvir o que ela tem a dizer. Líderes podem aprender a compartilhar ideias com mais eficácia, o que impacta muito o negócio.

Como você passa mensagens para o time? Elas são claras o suficiente? Há orientações a respeito de como eles devem proceder em tarefas que fogem ao tradicional? O quanto estão integrados à cultura da marca que representam?

Trabalhar a forma como se dirige aos colaboradores é essencial para melhorar o funcionamento das equipes de PDV.

3. Defina seu próprio modelo de gestão

A ideia de que todas as equipes podem ser geridas seguindo as mesmas regras não é real. Mesmo departamentos dentro de uma mesma organização costumam ser administrados de forma diferente por seus chefes. Na gestão de equipes não poderia ser diferente e não existe uma fórmula mágica.

Que tipo de público-alvo o seu negócio atende? Como essas pessoas gostam de comprar? Que experiência a sua empresa deseja oferecer? Como a marca se posiciona no mercado? Qual é o papel da equipe de PDV nessa equação?

Responder a perguntas como essas vai ajudá-lo a criar um estilo gerencial que considera tanto as particularidades do consumidor quanto as dos funcionários. Utilizar o que funcionou em outros empreendimentos não é um equívoco, mas simplesmente reproduzir modelos não trará os resultados que espera no PDV. É necessário adaptar as experiências de outras marcas e empresas atuantes na mesma área para que elas funcionem dentro do seu negócio.

4. Use exemplos dentro empresa

Há sempre um membro do time (ou vários) que se destacam entre os demais. Por isso, grandes empresas ao redor do mundo aplicam o modelo de “funcionário do mês” para dar destaque a essas pessoas. Não é preciso fazer isso para chamar atenção para um bom trabalho.

Um dos mais simples princípios de gestão para se adotar é elogiar em público e repreender em particular. Se um funcionário não está fazendo o trabalho direito, tem problemas de disciplina ou não consegue atingir as próprias metas, isso deve ser abordado direta e reservadamente com ele. Já quando tem um desempenho excepcional e pode compartilhar sua expertise com os colegas, deve ter essas características destacadas na frente de todos.

5. Capacite a equipe de PDV

Quando falamos em gestão de equipes no PDV não estamos nos referindo apenas aos vendedores. Embora eles sejam uma parte relevante da organização, não são as únicas pessoas envolvidas na criação de uma experiência de compra incrível. Os vitrinistas, os subgerentes, os caixas e todas as demais pessoas que trabalham em sua loja precisam ter um propósito em comum e serem boas naquilo que fazem.

Esse é um dos principais motivos para realizar treinamento in-company. As aulas dentro da empresa são customizadas para sanar os problemas de cada negócio e um ótimo investimento para melhorar o trabalho da equipe.

Por mais que você se esforce para contratar profissionais competentes, a verdade é que cada empresa funciona de maneira diferente. Cabe ao gestor transformar a cultura empresarial em parte da rotina dos membros do time que acompanha.

Desenvolver, junto a empresas especializadas, um guia de comportamento que será reforçado em treinamentos locais garante que o colaborador possa participar desses eventos, fazendo com que ele perceba que a organização acredita em seu potencial e aumentando a taxa de retenção do seu RH.

Para criar um bom curso de treinamento, lembre-se:

  • produza conteúdo de qualidade, que é relevante para as atividades dos seus profissionais;
  • ensine estratégias de vendas e técnicas para desenvolver o relacionamento com o cliente;
  • crie um formato de avaliações para definir a eficácia das aulas ministradas;
  • seja flexível e ofereça os treinamentos em turnos compatíveis com a rotina dos colaboradores;
  • desenvolva atividades durante o in-company para fortalecer o relacionamento da equipe;
  • forneça esses cursos de maneira constante, atualizando sempre os conhecimentos de quem trabalha para a organização.

Não é só no varejo que a gestão de equipes é um complicador. Negócios em qualquer área e de qualquer tamanho podem enfrentar esse tipo de problema. Cabe ao gestor se informar e encontrar formas criativas de motivar as pessoas ao redor para que elas tragam bons resultados.

O uso de tecnologia para se conectar aos colaboradores ou permitir que eles façam as suas tarefas de maneira mais eficiente também vai ajudar. Pense em adotar sistemas com boa usabilidade, para que eles efetivamente impactem a produtividade do time, além de criar canais com demandas específicas nos quais seja possível alcançar tanto o grupo de profissionais quanto cada pessoa individualmente.

Gostou dessas ideias para a gestão de equipes e quer entender mais sobre como o treinamento pode ajudá-lo nessa tarefa? Então não deixe de ler nosso artigo sobre a importância do treinamento para a equipe de vendas!

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