COVID-19: impacto no varejo x oportunidade na crise 0 317

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Com o avanço da COVID-19 no Brasil nas últimas semanas, o impacto sobre o varejo vem obrigando empresas de diversos setores a se moldarem ao novo modo de consumo. Desde multinacionais a pequenas empresas, todas precisam acompanhar as mudanças no comportamento dos consumidores, para ir na contramão da crise e diminuir os efeitos no seu negócio. 

Medidas de Contenção ao novo coronavírus
As medidas de contenção ao novo coronavírus causaram grandes mudanças no comportamento de consumo.

Entregar valor ao seu cliente

Uma marca forte, em tempos de crise, é um diferencial estratégico e gera confiança ao consumidor. Se quiser sobreviver ao pós-crise, criar valor de marca ao seu negócio se torna ainda mais estratégico no contexto atual. Por isso, trabalhar o branding nesse momento pode ser a porta de entrada para clientes que antes não usavam o seu serviço. 

Primeiro, é preciso entender as mudanças de hábitos dos consumidores através do mapeamento de dados que resultará em insights para criar promoções, aumento de estoque de um produto, campanhas, dentre outras ativações. Por exemplo, sensores instalados na loja física captam os movimentos dos clientes e mostram em qual seção há mais concentração de pessoas, ou quanto tempo uma pessoa permaneceu em frente a uma prateleira de uma determinada categoria. São esses dados que retroalimentam as estratégias de marketing do seu negócio.

O objetivo principal agora é pensar em como facilitar a vida das pessoas e como a sua marca pode contribuir de uma forma natural. Ou seja, é enxergar oportunidades em meio a crise e praticar a missão da sua marca. É importante visualizar essas estratégias como o início de uma relação a longo prazo

Como grandes marcas mudaram a forma de operar

O regime de quarentena, no estado de São Paulo, passa a valer a partir desta terça-feira (24), tornando o cenário ainda mais promissor para o serviço de entregas por aplicativos. Já prevendo a situação, McDonald’s, Burger King e outras redes de fast food mudaram a sua forma de operar ampliando as estruturas de entrega. 

Foto reprodução Redes Sociais McDonald's Brasil
Foto Reprodução: Em um post na página oficial do McDonald’s Brasil no Facebook, informaram sobre o “Mc Delivery”.

Já o Burger King, postou em seu perfil oficial no Instagram que consolidaram a sua presença em delivery agora com Uber Eats, Rappi e iFood.

Outro exemplo importante, é a Ambev, que alterou a sua linha de produção para produzir álcool em gel, os quais serão destinados a hospitais públicos das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, onde concentram a maioria dos casos de coronavírus até o momento. 

Álcool gel Ambev

Visão geral: Impacto no varejo no Brasil e no mundo

Como falamos acima, a pandemia COVID-19 vem impactando o varejo com as mudanças de comportamento do consumidor. De uma forma geral, houve o aumento das vendas online em diversas categorias de produtos. Já o varejo físico está usando novos formatos de entrega sem contato pessoal, para varejistas que continuam abertos. 

Uma pesquisa realizada pela Google Retail AIT, mostra os dados do varejo no período de janeiro a março de 2020 e o que as pessoas andam buscando na internet. As buscas por entretenimento, higiene e limpeza são as que mais se elevaram na última semana.

Essas tendências de comportamento foram analisadas nos países em que a pandemia já avançou a estágios mais críticos e permite prever possíveis cenários que o varejo pode ter no Brasil. 

Preocupação com a prevenção

Entre as categorias de varejo, Higiene e Limpeza são as de maior destaque, com uma média de buscas 30% maior. A procura crescente está relacionada a produtos como álcool gel e máscaras

Gráfico Limpeza. Fonte: Google Retail AIT
Fonte: Google Retail AIT
Gráfico: buscas por Álcool gel Fonte: Google Retail AIT
Fonte: Google Retail AIT

Varejo Alimentar

O varejo alimentar teve aceleração de buscas por categorias não perecíveis, devido ao comportamento de estoque. Existe, também, uma grande busca por receitas de preparo para serem feitos por conta própria.

Gráfico: buscas por alimentos. Fonte: Google Retail AIT
Fonte: Google Retail AIT

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nielsen, aponta uma maior procura para os seguintes alimentos:

Leite em pó +84%

Grãos +37%

Carne enlatada +31%

Arroz +25%

 

A vida em quarentena

Buscas por entretenimento, alimentação e higiene pessoal ganham relevância na hora de conviver com o isolamento forçado.

Gráfico: buscas por Multi Categorias. Fonte: Google Retail AIT
As buscas por entretenimento, higiene e limpeza são as que mais se elevaram na última semana. Fonte: Google Retail AIT

Varejo de moda

Por não serem categorias de primeira necessidade, moda, móveis e artigos para viagem, foram as que mais caíram.

Gráfico: Buscas por Moda nas demais regiões. Fonte: Google Retail AIT
Buscas por Moda nas demais regiões. Fonte: Google Retail AIT

Com todas essas mudanças, o que esperar em um cenário pós-crise? Saber compreender o atual momento e surfar na onda da crise, entendendo de fato as necessidades do consumidor e as mudanças em seu comportamento, tanto no online quanto nas lojas físicas, são pontos fundamentais a serem seguidos, não só nesses momentos de mudança, mas daqui pra frente para a saúde do seu negócio. 

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Ação com a Lu do Magalu em Realidade Aumentada 0 97

Lu do Magalu em AR

Levamos a persona do Magazine Luiza, que também é a digital influencer da marca, para participar de ação interagindo com as pessoas em tempo real 

 Em outubro de 2019, fizemos um projeto para a inauguração da loja virtual do Magazine Luiza, em Barra Bonita/SP. Esse novo conceito de varejo oferece uma loja totalmente virtual para vendas locais através de catálogo – não possui estoque, nem mostruário. 

Para o evento, criamos ao todo quatro ações envolvendo tecnologia, que promoveram a interação do público com os produtos e a marca. Fizemos duas dessas ações em games, Quiz e Jogo da Memória, com o objetivo de expor o catálogo com os diferentes tipos de produtos vendidos na loja. 

Uma terceira ação, foi o desenvolvimento de um app de Realidade Aumentada. O cliente ganhava de brinde um disco (em formato de porta copo) e fazia o download do app. Com o app aberto, ao apontar a câmera do celular para o disco, a Lu aparecia em AR falando informações sobre promoções e outros canais de atendimento ao cliente. 

App Magalu RA, por Alice Wonders
Foto reprodução do Aplicativo Magalu RA. À direita, temos a interface do app e à esquerda, a ferramenta Scanner RA aberta.

Selfie com a Lu

A nossa principal ação para a inauguração da loja, foi proporcionar ao público uma interação com a Lu por Realidade Aumentada para tirar uma foto com ela. A Lu é a persona da marca e assume o papel de digital influencer nas redes sociais do Magazine Luiza. 

Desenvolvemos uma tecnologia a qual a Lu chamava as pessoas para interagirem e tirar uma foto. A pessoa se vendo através da tela, posava ao lado da Lu, e a selfie era tirada. Ao final, era possível levar a foto impressa de brinde, além de poder compartilhar nas redes sociais, também. 

As fotos podiam ser tiradas com uma ou mais pessoas. 

Fotos impressas com a Lu do Magalu em AR, por Alice Wonders
Fotos impressas com a Lu em Realidade Aumentada

O que difere os dois tipos de AR que usamos nas ações? A primeira, pelo do app, é uma interação individual. Já a segunda, proporciona uma experiência compartilhada com as outras pessoas, é mais divertida e gera dados de engajamento instantâneos. 

A popularidade da persona da marca contribuiu significativamente para atrair e engajar o público organicamente, o que foi uma boa estratégia. E a nossa tecnologia proporcionou a execução dessa ação de branding, levando inovação ao PDV. 

Veja mais sobre a inauguração da loja e nossas ações no vídeo abaixo. 

Gostou? Clique aqui e confira nossos outros cases. 

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O Direct to Consumer em crescimento entre as grandes marcas 0 124

Direct to Consumer

 

A estratégia DTC está aumentando cada vez mais e transformando as formas de relacionamento com o consumidor final

Em um cenário onde temos um “novo consumidor” em ascensão, com perfil mais exigente, o DTC (Direct To Consumer) entrega experiências personalizadas e únicas, para aproximar e fidelizar esse público. Um dos objetivos é fazer o processo de compra ser parte da experiência do usuário, gerando o seu engajamento.

O que motivou as indústrias a adotarem o varejo direto? Listamos abaixo, cinco objetivos mais relevantes: 

 1. Fortalecer a imagem da empresa e construção da marca

As marcas que usam o DTC priorizam o marketing, o nome da marca e a experiência direta com o consumidor. Além disso, as redes sociais também contribuíram para aproximar o público com interação direta, promoções, engajamento e geração de dados.

 2. Promover experiência diferenciada ao cliente

Quando uma marca possui um PDV próprio, ela tem maior autonomia para criar ações em espaços físicos. As interações e experiências digitais atraem o público de forma diferenciada, despertam o interesse pela marca, produtos e geram vendas mais humanizadas. Como a nossa ação para a Colgate, feita em parceira com a Get2Market, responsável pela criação do projeto e a Creative Display pela fabricação. Levamos a nossa tecnologia a mais de 32 unidades distribuídas em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Salvador, Curitiba e Manaus. Através do Lift & Learn, as pessoas puderam retirar os produtos do glorifier, acionando o conteúdo no display e desfrutar da animação customizada de leds, além de aprender dicas da dentista pelo cubo holográfico.

Store in store Colgate, por Alice Wonders
Store in store Colgate, no supermercado Extra, no Morumbi em São Paulo.

3. Portfólio mais amplo e completo 

Uma marca que tem o seu próprio espaço, e-commerce ou loja física, até pop-up stores, consegue mostrar todos os seus produtos disponíveis, além de oferecer produtos exclusivos, o que é uma grande estratégia. Assim, os pontos de revenda não entram em concorrência direta com os PDVS da marca. Recentemente, fomos convidados pela Nestlé, e desenvolvemos experiências digitais para a nova flagship Kit Kat Chocolatory. Na loja interativa, o consumidor encontra todos os novos sabores e tamanhos diferentes de Kit Kat. 

Loja Kit Kat Chocolatory, Alice Wonders
Loja Kit Kat Chocolatory, a primeira no mundo. Fica no Shopping Morumbi, em São Paulo.

4. Coletar dados dos consumidores

Hoje, as marcas possuem várias formas de entrar em contato direto com o consumidor para coletar dados: através do e-commerce, redes sociais, mídias off. Já a coleta de dados em pontos físicos ainda soa como novidade. Através da implantação de BI (Business Intelligence) nas lojas físicas pode ser construída uma ótima estratégia para vendas. Em um evento, Consumer Breakfast, a Intel apresentou um projeto Alice Wonders como novo modelo de venda para o varejo de laptop. Como resultados, conseguimos coletar dados que mostram ticket médio, número de interações, fluxo e qual modelo de laptop combina mais com as necessidades de cada consumidor, de forma personalizada.

Store in store Intel por Alice Wonders
Store-in-store Intel, no supermercado Extra.

5. Maior independência de outros canais de vendas

As marcas estão buscando cada vez menos dependência de pontos de revenda. Embora, não significa que irão abandonar o relacionamento com os canais já existentes. Marcas como Granado, Havaianas, Swift, Garoto, Nestlé, P&G, Adidas e Nike são alguns exemplos de DTC que deram certo. 

Direct to consumer é uma das estratégias de vendas mais fortes e eficientes do mercado para as grandes marcas. E levar experiências digitais incríveis e personalizadas ao público, é a melhor retenção. Gostou? Então, veja mais sobre Experiência de compra: como as lojas estão evoluindo para encantar o consumidor. 

 

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