6 tecnologias que não vão faltar em todas as lojas do futuro 0 3146

As lojas do futuro serão bem diferentes dos pontos de venda que conhecemos atualmente. Elas integrarão tecnologias para criar experiências otimizadas, com as quais comprar se torna um prazer e pode durar o tempo que o cliente deseja.

Algumas delas visam agilizar as compras para que o usuário possa dar uma passadinha e resolver todas as suas demandas, enquanto outras pretendem transformar a aquisição de produtos numa forma de entretenimento e lucro, mantendo-o por mais tempo no ponto de venda.

Quer conhecer as principais delas? Confira a lista de tecnologias que varejistas têm à disposição para criar experiências adequadas ao perfil do consumidor pós-transformação digital!

1. Robótica

Embora a Inteligência Artificial ainda não seja avançada o suficiente para que todos os seus atendentes sejam substituídos por um robô, a robótica já faz parte do dia a dia de grandes varejistas, como a Amazon. Em muitos departamentos de estoque são robôs que ajudam a mover produtos das prateleiras e garantir que eles cheguem até os clientes.

Nos Estados Unidos, o Lowebot — da loja de DIY Lowe — é uma aposta que tem sido testada em São Francisco. Ele funciona como um quiosque de informações portátil que é capaz de conduzir todo o processo de venda e levar os clientes aos produtos que eles buscam.

O uso de menos pessoal dentro dos espaços não é só uma maneira de economizar. Isso qualifica o atendimento, reduz o erro humano e cria uma interação diferenciada com o consumidor.

2. Checkout fora do caixa

Ir até o caixa para fazer checkout pode, em breve, ser coisa do passado. A Panasonic tem trabalhado em cestas e carrinhos inteligentes, que são capazes de reconhecer todos os produtos adicionados a eles. Tratam-se de assistentes digitais híbridos, que escaneiam códigos de barra ou tags para somar os valores dos itens ali contidos.

Ao contrário dos serviços de self checkout que muitos estabelecimentos utilizam hoje nos EUA, não é preciso passar por um caixa, registrar cada um dos produtos e fazer o pagamento. O objetivo é reduz o tempo que o cliente passa em estabelecimentos onde ele busca uma experiência de compra ágil — os supermercados, por exemplo.

Na hora de realizar o pagamento, a cesta é adicionada no topo de um balcão, é recolhida e o sistema oferece cartão ou dinheiro como opções de pagamento. Então, os produtos são embalados em sacolas plásticas ou de papel, e o cliente pode ir para casa.

Podemos imaginar um futuro em que tudo estará mais bem integrado aos serviços de pagamento como o Apple Pay. Nesse cenário, as contas poderão ser enviadas diretamente para o cartão de crédito ou débito do usuário e confirmadas no smartphone enquanto o sistema embala cada produto.

3. Realidade virtual e aumentada

Realidade aumentada e virtual não são mais temas apenas para empresas de jogos. Elas começam a fazer parte do varejo com frequência e passam a ser uma ponte para a aquisição até de produtos que não se encontram nas prateleiras.

Aplicativos de RA utilizam sistemas de reconhecimento facial e vídeo em 3D para criar espelhos interativos, nos quais o cliente pode se ver com as roupas que deseja adquirir sem precisar experimentá-las.

A Space, empresa do Texas, desenvolveu outro uso para a tecnologia: com o seu sistema é possível transformar qualquer superfície 2D ou 3D em um touchscreen portátil.

4. Vitrines digitais e holografia

O perfil dos consumidores mudou e chamar a atenção deles nunca foi tão difícil. A maioria de nós está grande parte do tempo com o telefone em mãos e, raramente, passeia pelo shopping observando cada vitrine de perto. Por isso, foi preciso evoluir nesse sentido com o intuito de captar os transeuntes.

As vitrines digitais são painéis customizados para chamar a atenção de todos que passam. Eles podem ser interativos ou não, mas são muito mais eficientes do que os manequins. A experiência de compra começa com a visualização do que queremos adquirir e termina com a integração de outras tecnologias dentro da loja — os quiosques de autosserviço e os robôs que citamos no primeiro tópico.

5. Internet das Coisas

Os sensores da Internet das Coisas já fazem parte de muitos ambientes de compra. Em pouco tempo eles não servirão apenas para captar dados para os estabelecimentos. A personalização da experiência é uma das grandes novidades em relação a essa tecnologia.

A sincronia com câmeras e outros dispositivos no PDV permitirá saber o que um determinado cliente procura e como é possível dispor dos produtos de maneira mais eficaz. Já existe um sistema, desenvolvido pela Farfetch, que coleta informações e cria mapas automáticos para experiências mais prazerosas no ponto de venda.

6. Prateleiras inteligentes

As prateleiras inteligentes são uma novidade que transformará a loja do futuro em uma máquina de aquisição de dados, os quais podem ser alimentados em um sistema para trazer benefícios na tomada de decisão e na experiência de consumo. Elas são recursos eletrônicos que oferecem também vantagens para os clientes que as utilizam.

A ideia é bastante simples: painéis são atualizados em tempo real com preços, descontos e informações sobre os produtos dispostos ali. Todavia, oferecem uma perspectiva para o varejistas, contando o estoque e informando os trabalhadores do PDV sobre o que precisa ser reposto e quando.

Empresas como a rede de supermercados americana Kroger já integraram o recurso em seus estabelecimentos. As prateleiras inteligentes estão conectadas à internet e são integradas a tags RFID, que identificam todos os itens nas lojas.

Em pouco tempo veremos essas novidades sendo utilizadas para promover o que consta dentro do estabelecimento. Sincronizadas com sensores de movimento, elas poderão perceber quais produtos mais captam atenção dos consumidores e oferecer ofertas customizadas, por tempo limitado ou dar início a uma publicidade relacionada ao item em questão.

O resultado disso? Varejos mais lucrativos, que aproveitam as oportunidades no momento em que elas aparecem e conseguem abordar o consumidor de maneira automatizada.

O uso de tecnologia nas lojas do futuro tende a aumentar e mesmo pequenos estabelecimentos, em breve, possuirão pelo menos um dos recursos listados aqui. A sua empresa já começou a pensar em como a transformação digital mudará a experiência do shopper? Considere as nossas sugestões.

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Tendências para o varejo em 2020 0 1400

Para ficar por dentro do que está em tendência e apostar no varejo, vamos pontuar a nossa visão acima dos temas mais relevantes apresentados na NRF Retail’s Big Show deste ano, a principal feira do setor. Iremos falar sobre o que estamos acompanhando e vendo dar certo no varejo no Brasil e no mundo. 

Um assunto que nunca sai de moda é como entender o perfil do consumidor e o que está por trás disso. E para traçar o perfil do seu consumidor real, com o objetivo de converter as suas vendas, o melhor passo é a captação de dados

Gerar e analisar os dados

Adote esta regra: dados em primeiro lugar. Captar dados no varejo não se restringe apenas ao ecommerce. Investir em tecnologia no PDV, hoje, é algo super rentável que pode ser a base das suas estratégias de vendas. 

Com a interação via sensores, capazes de mensurar, por exemplo, o tempo de permanência de uma pessoa em frente à gôndola, conseguimos ver na prática a relação: fluxo x conversão. Os dados gerados a partir dos sensores, quando bem posicionados em pontos estratégicos, indicam uma série de informações precisas e únicas. Basta que você saiba trabalhar em cima desses dados para alcançar seus objetivos. 

Gôndola TRESemmé, por Alice Wonders
Holografia de gôndola TRESemmé, realizado por Alice Wonders. Obteve 180 mil interações e mais de 25 mil pessoas impactadas.

A inovadora holografia no PDV da TRESemmé com sensores, permitiu extrair dados indicando resultados de cerca de 3600 interações por dia, além de chamar a atenção de mais de 25 mil pessoas por mais de 5 segundos na frente da holografia. A nossa tecnologia cria a possibilidade de transmitir vídeos similares a campanhas de TV, que passa todas as informações necessárias e ainda promove a sensação dos produtos estarem flutuando em frente aos consumidores, resultando experiência única e diferencial.

Criar experiências únicas

Engajar o consumidor e conectá-lo a um nível emocional é uma excelente estratégia. Apesar de não ser mais novidade, essa pauta voltou a chamar atenção este ano na NRF, o que reforça a ideia de continuar apostando em gerar experiências únicas ao consumidor. 

Você já deve ter percebido que a tecnologia está cada vez mais integrando aspectos humanos, justamente para levar emoções e sensações às pessoas. É o que chamam de “varejo humanológico”, ou seja, a tecnologia a favor da humanização nas relações de compra, venda e experiência. 

Se você conseguir criar uma memória no seu consumidor através da experiência, você já conseguiu uma retenção. 

Colocar produtos à prova 

Oferecer testes do seu produto tem a ver, também, com levar experiências ao consumidor. Como as lojas pop-ups que distribuem amostras grátis, degustação ou até mesmo disponibilizam um produto como provador. Ter essa oportunidade é algo imensurável para os clientes, que retribuem com feedbacks construtivos para a sua marca e eleva o nível de satisfação. 

Além disso, a sua loja física pode oferecer produtos exclusivos, ou sob medida. Quanto mais se sentir único e especial, mais chances tem desse consumidor de se fidelizar com a sua marca. Outra vantagem de produzir produtos exclusivos, é diminuir a quantidade de estoques. Pense nisso!

Personalização dos espaços 

Investimento no espaço e em novos equipamentos – seja na decoração da loja ou em tecnologia – costuma ser um investimento de capital a longo prazo (de dez a quinze anos). Em um outro post aqui no nosso blog falamos sobre a importância da personalização dos espaços físicos e como um ambiente interfere na experiência do cliente. Confira!

“A comunicação visual do ambiente precisa conversar entre si, além do mais, os aspectos estéticos de decoração e também os funcionais são sempre analisados pelos clientes. Móveis, iluminação, os próprios produtos, tudo faz parte”.

Vitrine infinita Di Santini, projeto criado por Alice Wonders.
Vitrine infinita Di Santini, criada por Alice Wonders. Projeto que une experiências digitais e espaços físicos.

Curtiu as dicas e já quer aplicar as tendências na sua marca? Entre em contato conosco para ajudá-lo a realizar projetos incríveis. 

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Flagship KitKat Chocolatory 0 1319

Flagship KitKat Chocolatory

A primeira KitKat Chocolatory flagship na América Latina

Convidados pela Nestlé, realizamos um case de sucesso através do projeto da loja KitKat Chocolatory. Localizada no Shopping Morumbi, em São Paulo, a loja é uma tendência de mercado (Direct to Consumer), colocando o Brasil à frente em tecnologia e inovação no varejo e PDV, que além de experiências únicas também oferece produtos exclusivos que só são vendidos lá. 

Foram, aproximadamente, oito meses de processo entre planejamento, desenvolvimento de tecnologias até a sua inauguração. Trabalhamos em parceria com o líder de projeto FITCH, uma consultoria global de design, para ativar vários pontos de contato digitais em toda a experiência principal.

Cocoa Plan

Nosso projeto inicial foi a criação da parede capacitiva, com o objetivo de levar informação sobre o projeto Cocoa Plan, através de experiência digital interativa. A parede capacitiva permite que as pessoas conheçam o programa através de conteúdos interativos.

Parede capacitiva dentro da flagship KitKat Chocolatory
Parede capacitiva sobre o Cocoa Plan, dentro da flagship KitKat Chocolatory.

Content Wall

A nossa content wall mostra, por uma tela de 32:9 em 4K, todo o conteúdo das contas oficiais da KitKat no Instagram. Como as redes sociais fazem parte da vida real das pessoas e das marcas, usamos esta estratégia para o PDV, incluindo como um projeto de interação e conteúdo para o público.

Content Wall da flagship KitKat Chocolatory,
Content Wall da flagship KitKat Chocolatory, desenvolvido por Alice Wonders.

“O layout foi desenvolvido de acordo com a identidade visual da loja e a implementação de um aplicativo que mostra em tempo real o conteúdo que está nos perfis oficiais do Instagram. Atualizou o feed, atualizou a Content Wall automaticamente”, explica a nossa Arquiteta e Gerente de Projetos, Emilly Cirilo. 

Cardápio digital

O cardápio digital de cafés é mais um projeto de nossa autoria, feito exclusivamente para a loja. Uma das vantagens desse produto é a criação de vídeos para o cliente visualizar melhor as opções do menu. Além de ser sustentável, gera automaticamente o pedido feito pelo cliente e envia para o balcão. 

Cardápio Digital da cafeteria da flagship KitKat Chocolatory
Cardápio Digital da cafeteria da flagship KitKat Chocolatory, desenvolvido por Alice Wonders.

Touch points

A consultoria global de design FITCH liderou o principal conceito estético e digital e, juntos, trabalhamos em equipe para implementar vários pontos de contato em toda a loja. Em outras palavras, a FITCH criou os projetos de touchpoints e liderou o desenvolvimento de software, e Alice Wonders integrou a infraestrutura de rede e os cabos.

“Foi preciso montar uma infraestrutura de rede em nosso escritório para recriar o ambiente final da loja com máquinas, sensores e experiências, antes de implantar direto na loja. O que permitiu detectarmos falhas durante o processo e fazer ajustes prévios, sem correr riscos”, explica Eric Winck, Co-founder e co-CEO de Alice Wonders.

Touch points da flagship KitKat Chocolatory
“Estação Encontre Seu Sabor”, desenvolvida pela FITCH

Segundo Eric, é fundamental manter vivas as experiências digitais no PDV através de revisões semanais do hardware e software, bem como ajustar e melhorar os conteúdos. Como por exemplo, o conteúdo vivo do Content Wall. “Estas revisões mantém a ‘saúde’ digital e podem antecipar erros e problemas sem downtime das experiências na loja”. 

“A KitKat Chocolatory foi projetada para a experiência do consumidor. E não é apenas experiência de compra, e sim a experiência de envolver o cliente para que ele tenha vontade de voltar depois. Para marcar na memória e deixar aquela lembrança agradável”, conclui Alexandre Valdivia, Co-founder e co-CEO de Alice Wonders. 

Gostou? Clique aqui e confira nossos outros cases.

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