Autosserviço: entenda tudo sobre a nova revolução do varejo 1 2161

imagem pessoa tocando a tela de um computador

A ausência de intermediários está gerando muito mais autonomia e agilidade ao processo de compra, já que a necessidade de contratar um atendente é descartada. Além disso, os custos com armazenamento são reduzidos, gerando vantagem tanto para o estabelecimento quanto para o cliente.

Estamos nos referindo ao autosserviço, uma das maiores tendências no varejo da atualidade. Nesse modelo de comércio, características de varejo e atacado são reunidas em um único negócio, em especial as vantagens de cada alternativa: vendas no formato de varejo, mas com preço de atacado. Por isso, também é conhecido como atacarejo.

Quer saber mais sobre como funciona o autosserviço, a revolução no varejo? Então acompanhe a leitura deste material para conferir mais detalhes sobre o tema!

1. O que é autosserviço?

A característica mais marcante deste modelo de negócios é o fato de que o cliente realiza todo o processo de compras sozinho, inclusive o pagamento pelos produtos.

O formato não é novo, mas com as mudanças no comportamento de consumo das pessoas, ele tem sido remodelado para os moldes da era digital e isso tem aberto um mar de possibilidades para o setor varejista.

Desde seu surgimento, por volta do 1912, os estabelecimentos passaram a funcionar com preços pré-determinados de modo que os consumidores deveriam percorrer pelo ambiente para escolher os produtos.

E foi desse modelo de comércio varejista que aspectos como a necessidade da embalagem, identidade visual, merchandising no PDV e outras questões foram se derivando.

Com o decorrer dos anos, o formato substituiu o, ainda utilizado no Brasil, varejo de balcão, que tem custos muitos mais elevados em virtude de toda a logística necessária para personalizar o atendimento.

Sendo assim, outra característica marcante no autosserviço é a ausência de funcionários para intermediar o processo de compra, principalmente quando sua intervenção é desnecessária. O modelo foi se adequando para lojas de porte maior ou com mais variedades de produtos.

Depois do período da Grande Depressão, por volta dos anos 1930, o formato foi se popularizando por causa da grande pressão para reduzir custos e melhorar a eficiência no varejo.

2. Quais são as vantagens?

Para que você tenha uma noção mais abrangente do assunto, mostraremos os benefícios que o autosserviço pode proporcionar tanto para o cliente quanto para o lojista.

Para a empresa

Aumenta a produtividade da equipe

Os consumidores que decidem utilizar o autosserviço não precisam pegar a fila de espera. O que significa, que todo o setor de atendimento não é sobrecarregado, trabalhando com muito mais “folga” e, por consequência, a equipe de colaboradores pode focar em casos mais importantes ou em clientes que realmente precisem de uma atenção especial.

Reduz os custos operacionais

Levando em consideração o fato de que uma grande parcela dos clientes têm familiaridade com tecnologias de autoatendimento e preferem conduzir o processo de compra por conta própria, o ponto de venda terá uma redução exponencial no número de funcionários destinados ao atendimento.

A fila de espera diminui, o que está diretamente ligado ao aumento da satisfação dos clientes e à melhoria na experiência proporcionada pelo estabelecimento. Além disso, os custos ainda são reduzidos, o que faz com que a margem de lucro da loja cresça.

Reduz as chances de erros

Não é por coincidência que a tecnologia tem feito cada vez mais parte do cotidiano das empresas. Afinal, um sistema automatizado tem incalculavelmente menos chances de cometer erros do que uma pessoa, concorda?

Isso quer dizer que quanto menos humanos envolvidos no processo de compra, ao remover o fator de intermediação do processo, menores as probabilidades de que ocorra algum problema.

Assim como a Internet das Coisas parecia um conceito complexo, mas que é cada vez mais comum na vida das pessoas, os sistemas de autoatendimento são bastante intuitivos e só oferecem as opções necessárias para que o cliente registre o produto que deseja levar e a forma de pagamento que pretender escolher.

Para o consumidor

Reduz o tempo do processo

Quantas vezes você já desistiu de ir ao supermercado, deixando para uma ocasião de maior necessidade, quando se lembrou que teria que encarar filas enormes?

Pois bem, para que você tenha uma ideia, as filas são consideradas um dos desafios do varejo (falaremos mais sobre isso adiante neste conteúdo) e uma das vantagens do autosserviço é justamente minimizar ou até mesmo eliminar essa questão, reduzindo o tempo de uma das etapas de compra que, muitas vezes, representa a maior parcela de todo o processo.

Melhora a experiência de consumo

Não é preciso ser um especialista em marketing para saber que a experiência de compra é um dos aspectos mais importantes em todo o contexto de comunicação e relacionamento entre uma marca e seu público-alvo.

Todos os esforços e investimentos realizados para tornar o PDV um ambiente mais confortável e acolhedor para o cliente têm um objetivo em comum: proporcionar um momento memorável para o consumidor, de modo que ele crie vínculos e se fidelize à empresa.

Isso envolve diversas características do estabelecimento, que incluem desde os elementos de comunicação visual, como as cores da loja, disposição de produtos e iluminação, até a forma como a equipe se comunica com o público e a presença que a marca tem no mercado.

Implementar o autosserviço no varejo é mostrar que a organização tem perspectiva de inovação e se preocupa com o bem-estar de seus clientes, oferecendo-lhes uma opção de agilizar o processo de compra e torná-lo muito mais agradável do que como ocorre no modelo tradicional de varejo de balcão.

3. Como o autosserviço tem funcionado em outros segmentos?

Embora a parte mais problemática esteja na etapa de pré-venda, já que muitos clientes ainda não estão familiarizados com esse tipo de serviço, a aplicação do modelo é muito bem-sucedida em outros segmentos.

Entre os serviços que são delegados aos próprios consumidores, ainda que de formas variadas de autosserviço, podemos citar:

  • montar o próprio sanduíche: a iniciativa se tornou conhecida por meio da rede Subway, mas muitas outras empresas têm aderido;
  • abastecer o carro: a medida funciona muito bem há décadas em países da Europa e nos EUA;
  • fazer check-in em hotéis e aeroportos: aplicativos e serviços para comprar passagens aéreas ou fazer reservas são cada vez mais comuns;
  • comprar ingresso para o cinema: o mesmo se aplica a shows, teatro e outros eventos culturais;
  • realizar transações bancárias: o internet banking eliminou diversas barreiras e problemas burocráticos que a intermediação causava no processo;
  • pesquisar a procedência de um produto em uma loja: hoje, qualquer consumidor com um smartphone e acesso à internet pode consultar a opinião de outros clientes e basear sua decisão de compra com informações que ele mesmo pesquisou.

4. Como ele interfere no comportamento do consumidor?

Como você já deve ter notado, no modelo de autosserviço, em vez de simplesmente entrar em contato com algum funcionário do estabelecimento, o cliente pode resolver seu problema sozinho e isso torna o processo muito mais rápido, fazendo com que todos os envolvidos saiam ganhando.

Nesse sentido, podemos afirmar o autosserviço se inspira em uma das características que mais atraem os usuários no âmbito digital: a autonomia para solucionar os próprios problemas.

Em um e-commerce, por exemplo, há sempre a seção de perguntas frequentes. Nela, o usuário pode esclarecer suas dúvidas sozinho ou escolher fazer contato por um dos canais de atendimento disponíveis.

A tendência é que o consumidor sinta confiança no estabelecimento, sabendo que a marca não está tentando interferir em seu poder de decisão de compra, já que é natural que as pessoas se fechem quando sentem que estão prestes a cair no “papo de vendedor”.

Embora muitas empresas varejistas não sigam mais esse modelo obsoleto no qual os profissionais de vendas são obrigados a atuarem de maneira invasiva com os consumidores, empurrando qualquer produto apenas para concluir a venda, esse é um estigma que o varejo ainda carregará por alguns anos.

Dito isso, uma das vantagens do auto-varejo é que ele quebra essa barreira de desconfiança por parte do consumidor, dando-lhe o poder de conduzir o processo de compras em seu ritmo e da forma como ele deseja.

Isso ajuda a aumentar o índice de satisfação dos clientes e, por consequência, aumenta a taxa de fidelização de consumidores à sua marca.

5. Como aplicar o autosserviço no PDV?

Um dos primeiros passos para implementar o autosserviço de maneira eficiente no ponto de venda é começar pela organização das mercadorias, já que estratégias de merchandising no PDV, como a exposição correta dos produtos, é um dos aspectos que influenciam no poder de decisão de compra do shopper.

Outro ponto importante a ser considerado é a disposição dos produtos. Uma área de venda bem organizada e devidamente sinalizada, dá ao consumidor as informações necessárias, que servirão como suporte e tornarão a experiência de compra muito mais positiva.

A sensação de autonomia e liberdade, por sua vez, empoderam o cliente, fazendo com que ele se sinta dono de suas próprias decisões de compra e não um alvo de uma estratégia de marketing invasiva.

Contudo, para que isso funcione na prática, é preciso que o PDV seja ajustado para atender às expectativas do consumidor, de forma que qualquer seja a escolha de produtos ou perfil de consumo, tanto suas experiências com o estabelecimento quanto com o autosserviço sejam positivas.

Com isso, o que queremos dizer é que não basta espalhar caixas de autoatendimento pela loja e deixar que seus clientes se virem sozinhos.

Uma estratégia de implementação de autosserviço bem estruturada requer materiais de comunicação com informações úteis para o cliente, seja na divulgação dos produtos, seja no manuseio do equipamento pelo qual o autosserviço será realizado, como:

  • folders;
  • cartazes;
  • cross-merchandising;
  • sugestões de compra agregadas.

E até mesmo alguns funcionários para auxiliarem os consumidores que se depararem com dificuldades para operar os caixas de autoatendimento.

6. Quais são os desafios?

Agora que tem uma noção mais ampla sobre o que é autosserviço e como deve funcionar essa alternativa inovadora, mostraremos quais são os principais motivos pelos quais esse formato de comercialização ainda tem dificuldades para ser implementado em nosso país.

Falta de investimentos

A implementação do autosserviço ainda se depara com um problema em nosso país: a falta de investimento no setor de atendimento por parte das empresas varejistas.

Para que você tenha uma ideia, em 2015, somando o prejuízo de diversas marcas, o varejo brasileiro perdeu cerca de US$ 217 bilhões, devido a consumidores que migraram para a concorrência, alegando terem tido uma experiência de compra negativa com a marca inicial.

Considerando que a finalidade do autosserviço seja eliminar as etapas intermediárias e empoderar o cliente, dando-lhe autonomia, não investir os recursos necessários para que esse modelo de negócios funcione adequadamente é perder tempo e dinheiro da empresa, além de afetar sua credibilidade no mercado diante do consumidor.

Dificuldade para lidar com a alta demanda

Outro desafio para o sucesso da implementação desse modelo no Brasil é a dificuldade para lidar com a alta demanda do mercado.

O fato é que o consumidor brasileiro foi acostumado a ser dependente de intermediadores em seu processo de compra, mas ao mesmo tempo ele está mal acostumado com o imediatismo que a era digital tem proporcionado.

Ainda que seja para resolver questões simples e rápidas, o cliente moderno quer ser atendido rapidamente, mas com todo o suporte que o varejo comum pode proporcionar.

Ou seja, ele quer um atendimento rápido e com suporte. O grande problema disso tudo é que a maioria dos varejistas não está preparado para lidar com esse tipo de exigência, em especial aqueles que não investem o suficiente para tornar o seu atendimento impecável.

O resultado acaba sendo o efeito contrário: alta demanda e pouco suporte, tornando o tempo de espera dos clientes muito maior e, é claro, o modelo de autosserviço insustentável.

Processos mal definidos

A tendência natural é que com o decorrer do tempo o consumidor aprenda a lidar com caixas de autoatendimento e possa usufruir da experiência de poder agilizar o seu processo de compras, assim como o serviço funciona em países da Europa e nos EUA.

Se pararmos para analisar, não é muito diferente de como foi com a evolução dos celulares para smartphones no Brasil. A princípio, não parecia que aqueles pequenos computadores de bolso iriam cair no gosto popular, justamente por parecerem dispositivos complicados para a compreensão do grande público, mas em poucos anos, temos mais de um smartphone ativo por habitante.

O que queremos dizer é que, apesar de desafios como a má definição dos processos, ainda é muito cedo para afirmarmos que o inovador modelo de compras autônomo, eficiente e econômico não prosperará.

Filas e falta de conhecimento pelo consumidor

Se as organizações modernas hoje estão em busca de criar experiências de consumo positivas a partir do PDV, facilitando o processo de escolha das mercadorias, o mesmo não pode ser dito sobre as filas. Isso porque faz-se necessário a implementação de sistemas que se relacionem com demandas, que, por sua vez, crescem de forma mais intensa e menos paciente.

Pense no exemplo dos caixas eletrônicos de instituições bancárias. A intenção era criar uma solução para reduzir o tempo de espera, em especial daqueles que não queriam ter de entrar no banco e pegar fila, mas sabemos que a realidade é bem diferente. Infelizmente, ela não se difere muito quando falamos em autosserviço. O que muda é a finalidade do serviço, mas funciona de maneira semelhante.

Nesse aspecto, há dois problemas distintos que atrapalham a implementação do autosserviço no varejo, mas que estão conectados. De um lado, temos a grande demanda que naturalmente faz com que as filas se formem, o que é algo que esse modelo de negócios visa resolver.

Mas de outro, temos uma grande parte da população ativamente consumidora que ainda é muito dependente dos moldes tradicionais de varejo e encontram grandes empecilhos quando estão diante do monitor de um caixa de algum tipo de autosserviço.

Vemos um certo anseio do consumidor em se incluir digitalmente, mas um grande abismo de exclusão e falta de acesso a informação que o separa dessa realidade que o varejo está construindo juntamente com a tecnologia.

7.  Quais cuidados as empresas devem ter para implementar o autosserviço?

Mostramos diversos benefícios que o modelo de comercialização baseado em autonomia tem a oferecer, além de alguns dos desafios que o autosserviço ainda deve enfrentar no Brasil até que sua implementação seja efetiva no varejo.

Por isso, antes de concluirmos, é importante que você confira alguns cuidados que a loja deve ter ao aderir a essa formato de negócios. Afinal, o autosserviço deve funcionar como uma relação de troca, na qual os clientes e o estabelecimento saem ganhando, não é verdade?

Forneça informações detalhadas ao cliente

Um grande erro a ser cometido ao implementar soluções de autosserviço em seu comércio é não fornecer os dados dos produtos ou serviços de forma detalhada aos compradores.

Por mais que haja pessoal da equipe para sanar as dúvidas, essa não é a finalidade do autoatendimento, concorda?

Não permita que o atendimento perca o lado “humano”

É importante não confundir otimização com robotização. O autosserviço, quando não bem administrado, pode fazer com que o estabelecimento otimize tanto a experiência de compra que a marca, aos poucos, perca o contato humano com seus clientes.

Sendo assim, é imprescindível que, mesmo com o sucesso da implementação da tecnologia no PDV, a empresa mantenha funcionários para lidar com os consumidores que preferem falar com pessoas.

Entenda e eduque seus clientes

Por mais que o consumidor 4.0 tenha intimidade com a tecnologia, é preciso lembrar que ainda existem muitos clientes que podem rejeitar a novidade. Dependendo da região na qual a loja se localiza, essa parcela de consumidores pode ser bastante expressiva.

Portanto, a primeira dica é conhecer bem o seu público-alvo, entender quais são seus problemas, como a loja pode suprir suas necessidades e, é claro, suas limitações para lidar com a tecnologia como uma solucionadora.

Se você decidir investir em soluções de autosserviço, faça isso aos poucos. Ao invés de substituir todos os caixas de uma vez, disponibilize apenas algumas máquinas e mantenha funcionários por perto. Lembrando que também podem ser realizadas companhas e ações para preparar os clientes.

Integre os diversos meios de pagamentos

Não basta ter totens de autosserviço. É importante oferecer variadas alternativas de pagamentos aos seus clientes, como débito, mobile, crédito e DDA, integrando-as no sistema de vendas para que a experiência como um todo seja o mais positiva possível.

Utilize um sistema amigável

Assim como a identidade visual tem o poder de mudar a perspectiva do cliente, a ponto de influenciar suas decisões de compra, não é diferente com a interface do sistema de autosserviço.

Se a aparência for complicada ou, ainda pior, não transmitir segurança ao comprador, com informações confusas e mal disponibilizadas, dificilmente alguém optará por essa alternativa. Afinal, as pessoas precisam se deparar com uma solução intuitiva e não mais um problema para lidar no ponto de venda.

Fique atento à comunicação no PDV

Toda a estratégia de merchandising e comunicação no PDV deve ser construída de forma alinhada. Ou seja, cartazes com informações erradas podem colocar toda a implementação do autosserviço em jogo.

Coloque-se no lugar do cliente que já tem desconfiança e uma certa resistência a essa novidade. Se ele se deparar com surpresas ao passar o produto no leitor e perceber que há diferenças entre o preço anunciado e o do sistema, por exemplo, dificilmente sua opinião negativa que sobre o assunto será alterada;

Como você pôde conferir neste conteúdo, o autosserviço não é simplesmente uma tendência para o varejo, mas sim uma realidade iminente por conta das mudanças que o consumidor tem passado, que são cada vez mais frequentes por conta da evolução tecnológica e a popularização da internet.

A nova geração de consumidores gosta de ter contato com a tecnologia e poder sobre as suas próprias escolhas de consumo. Sendo assim, considerar o autosserviço não é como olhar para um futuro distante, mas sim para algo que está muito próximo de fazer parte do presente.

Ainda existe alguma questão que você não entendeu sobre como o autosserviço representa uma verdadeira revolução no varejo? Quer descobrir como a gente pode ajudar? Então entre em contato para saber mais!

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5 livros para entender o comportamento do consumidor (+dicas bônus) 0 1856

livro comportamento do consumidor

Saber como o cliente se comporta diante dos desafios do dia a dia, das vitrines, das ofertas e de tudo mais que envolva tomadas de decisões é fundamental para traçar as melhores estratégias de marketing. Sabe por quê?

A resposta é simples: entendendo as reações do consumidor em determinadas situações, é possível prever suas escolhas e usar isso a favor de uma marca. Assim, você atrai e fideliza mais clientes.

Por esse motivo, separamos cinco livros sobre o comportamento do consumidor que mostram como ele influencia e é influenciado pelas inovações do varejo e do mercado nos dias de hoje. Continue a leitura e não perca as dicas de bônus no final!

1. Marketing 4.0

Nesse livro, o consultor, professor e “guru” do marketing Philip Kotler traz tudo de importante que aconteceu com o marketing nos últimos 50 anos. Trata-se de um guia prático, que orienta os profissionais da área a mudarem suas formas de pensar.

Segundo o autor, a expressão “Marketing 4.0” (que deu origem ao nome da obra) se refere à revolução digital em curso. Ainda que tal transformação beneficie o marketing digital, a estratégia tradicional, focada na TV e na imprensa, continuará ativa.

Sendo assim, o grande desafio das marcas será aliar os dois segmentos de maneira a envolver o público — que se encontra cada vez mais sem tempo — e alcançar o sucesso desejado.

2. A lógica do consumo

Nesse título, Martin Lindstrom trabalha o uso da psicologia no marketing, ou seja, o neuromarketing. Ele explica, a partir do resultado de pesquisas, por que o consumidor escolhe uma marca em vez de outra.

O autor analisou as reações do cérebro com aparelhos tecnológicos e chegou à conclusão de que a maioria das decisões é tomada inconscientemente. Lindstrom também notou que fatores externos, como a imagemo som e o cheiro, contribuem com o processo de persuasão e deixam a marca na memória do consumidor.

3. Por dentro da mente do consumidor

Com sua especialização em comportamento e psicologia do consumidor, o jornalista Philip Graves discute a importância de estudá-los em seu “habitat natural”, a exemplo de shoppings e supermercados. Para tanto, é preciso adotar a técnica de se colocar no lugar do outro e entender como funcionam suas tomadas de decisões, usando isso a favor da empresa.

O livro também usa o neuromarketing para demonstrar a relação das influências externas com o subconsciente nas decisões finais do público.

4. A alma do novo consumidor

A chegada da internet mudou a forma como os consumidores se comportam atualmente, certo? Esse livro aborda justamente a evolução do consumo, conduzindo o leitor a questionar se o seu trabalho acompanhou tal processo e está apto a enfrentar a rapidez do mundo virtual.

Os autores David Lewis e Darren Bridges discutem as diferenças de comportamento do consumidor antes e depois da massificação da internet e do e-commerce. Eles explicam como a geração atual se preocupa em analisar os produtos antes de comprar e o que determina suas escolhas.

A obra também aborda a importância de uma marca oferecer o “algo a mais” pelo qual os consumidores estão sempre em busca, da autenticidade e da preocupação de contar uma história.

5. How to Build Habit-Forming Products

Escrito por Nir Eyal, autor israelense, o livro ainda não conta com uma versão em português. Nele, o autor busca explicar como e por que alguns produtos caem no gosto do público, abordando questões sobre a experiência do usuário e o marketing de conteúdo, além de explorar aspectos que fazem os produtos serem bem-sucedidos.

Com essa leitura, você verá que algumas empresas conseguem tornar o consumo de seus produtos um hábito na vida das pessoas — como no caso de quem compra sempre a mesma marca de refrigerante e ao menos olha as demais opções disponíveis na prateleira. Isso cria uma enorme vantagem competitiva no mercado ao longo do tempo.

Bônus: dicas de sites, canais e eventos

Os livros são ótimas fontes de conhecimento, não há dúvidas. Mas variar os materiais consultados também pode ser muito interessante. A seguir, reunimos dicas de eventos, sites e canais do YouTube que agregarão ainda mais aos seus estudos.

Consumidor moderno

O Consumidor Moderno, que tem uma revista de mesmo nome, conta com um vasto conteúdo sobre inovação, tecnologia, estudos, pesquisas, experiência, comportamento e defesa do consumidor.

No Varejo

O site da revista No Varejo é uma ótima fonte para acessar dicas de gestão, vendas, finanças, inovação, e-commerce, distribuição, design e comportamento. Além disso, a página reúne as melhores tendências e práticas do mercado.

Sebrae

O canal do Sebrae produz diversos vídeos sobre educação empreendedora, orientação empresarial e casos de sucesso. O objetivo é ajudar os empreendedores na gestão de seus negócios e na obtenção dos melhores resultados.

Endeavor Brasil

No canal Endeavor Brasil, você encontra respostas às principais dúvidas sobre gestão, planejamento estratégico, marketing, finanças e crescimento para empreendedores e startups. Também são exibidas histórias de sucesso que vão inspirá-lo.

Euroshop

A maior feira de varejo internacional acontece a cada três anos, em cidades selecionadas do continente europeu. Seu propósito é ser uma verdadeira máquina de novas ideias, soluções, inovações e negócios, além de um ótimo lugar para aumentar o networking.

National Retail Federation (NRF)

Essa convenção varejista (a maior do mundo) ocorre em Nova Iorque. Nela, são analisadas e projetadas as tendências do mercado. As últimas edições do evento abordaram a inovação tecnológica e a valorização do humano, ressaltando a importância de usar a tecnologia para aproximar ainda mais os consumidores emocionalmente, em vez de distanciá-los.

Como vimos, os livros sobre o comportamento do consumidor são fundamentais para ter sucesso nas vendas, pois só assim é possível entender como ele pensa e qual a melhor forma de atraí-lo. Não deixe de ler as cinco obras citadas —  além de aproveitar as outras fontes de conhecimento das dicas bônus!

Gostou de saber como é importante entender o comportamento do consumidor e onde pesquisar sobre o assunto para melhorar o desempenho do negócio e aumentar suas vendas? Então, não deixe de nos seguir nas redes sociais: estamos no FacebookInstagramYoutube e Vimeo!

Marketing personalizado: faça seu cliente ter uma experiência única 0 732

ilustração demonstrando marketing personalizado

O marketing personalizado existe desde antes da internet, porém, ela transformou a forma como as empresas o fazem, já que passou a ser muito mais fácil conhecer o público-alvo de perto, beneficiando-se da troca de informações contínua que acontece no mundo virtual.

Com ele, é possível tornar única a experiência do cliente e, por isso, vem sendo usado por todas as organizações que buscam oferecer um diferencial e gerar mais lucros. Quer saber mais sobre o assunto e descobrir como fazer seus clientes se sentirem especiais e valorizados? Então, continue a leitura!

O que é marketing personalizado?

O marketing personalizado consiste em atrair potenciais clientes com mensagens, promoções e produtos diferenciados adaptados aos seus gostos e necessidades. É uma ferramenta muito eficaz na criação, produção, distribuição de conteúdo e publicidade pela internet e meios offline, como as chamadas, cartas etc.

Assim, o marketing não parece realmente marketing e o cliente se sente valorizado com um serviço de alto grau de personalização.

Ele também pode ser aplicado na fabricação dos próprios produtos em sistemas online, que permitem aos compradores fazer as escolhas de tamanho, cor etc.

O marketing personalizado promove uma relação de intimidade com o público-alvo e ela se torna mais transparente também. Com isso, novos clientes são alcançados e os antigos são fidelizados.

Além do aumento de clientes e fidelizações, o marketing personalizado é capaz de aumentar o reconhecimento de uma empresa e fazê-la ter um retorno do capital investido muito maior. De forma geral, a empresa aumenta suas vendas e alcança mais lucros com algo que os consumidores adoram: a personalização.

Como usar bem essa estratégia?

Para realizar um marketing personalizado que gere resultados positivos para a empresa, é necessário ajustá-lo ao seu público-alvo e seu setor de atuação. Esse tipo de marketing não deve deixar os consumidores com a sensação de estarem sendo vigiados, como é comum acontecer.

A seguir, cinco maneiras de usar o marketing personalizado, sem complicações, para atingir os objetivos da empresa. Confira!

Colete e use corretamente os dados dos consumidores

As questões de privacidade e ética online devem ser levadas a sério; por isso, as informações sobre os clientes devem ser coletadas de forma transparente e verdadeira. O uso indevido de dados pessoais pode trazer grandes danos ao seu negócio e colocar por água abaixo todo o esforço para realizar o marketing personalizado.

Antes de pedir, ofereça algo de valor ao seu cliente

A maioria das empresas, equivocadamente, imediatamente pede que os consumidores realizem alguma ação, como clicar, preencher, assinar etc., deixando-os incomodados e, de certa forma, invadindo sua privacidade. Por isso, o ideal é oferecer algo de valor,  como um conteúdo que impressione, antes de solicitar qualquer coisa ao cliente em potencial, gerando disposição nele e criando um bom relacionamento.

Portanto, no marketing personalizado, não ocorre a invasão da privacidade dos seus atuais e potenciais clientes. Primeiro, é oferecido algo de significado, e, após uma permissão, solicitando alguma coisa. O marketing de conteúdo é, sem dúvidas, uma ótima ferramenta para essa estratégia.

Mostre novidades para os clientes

Uma técnica muito usada pelas empresas é mostrar novamente os produtos que as pessoas já visitaram no site, mas não chegaram a comprá-los. Isso não costuma funcionar muito bem, já que os consumidores nem sempre estão interessados em rever produtos, pois preferem conhecer novos itens que também sejam do seu gosto.

A solução seria enviar por e-mail uma seleção personalizada, pensada especialmente para aquela pessoa, com produtos novos e alguns dos que foram visualizados.

Uma atitude também muito comum é mandar e-mail aos clientes com produtos similares aos que acabaram de adquirir. Isso é um erro, pois dá a entender que a empresa sequer sabe que o cliente comprou o que queria; além de ser inútil, pois os clientes não querem adquirir coisas iguais as que compraram.

Nesse caso, o ideal é exibir produtos que podem ser de interesse do cliente e que tenham a ver com o que comprou anteriormente, com preços compatíveis, mostrando que conhece o perfil de consumo daquele cliente.

Realize promoções em datas especiais

Elaborar promoções para datas comemorativas é indispensável, e no marketing personalizado a ideia é criá-las individualmente. Por exemplo, criar condições especiais para o cliente em seu aniversário de um ano de fidelidade com a empresa, ou no seu próprio aniversário, é uma ótima maneira de mostrar que sua empresa se importa!

Inclusive, as datas comemorativas nacionais são uma ótima forma de gerar leads por terem picos de tráfego excelentes nos sites. Assim, é possível ganhar escala automatizando os processos de marketing personalizado.

Essas atitudes estreitam a relação entre consumidor e marca, criando uma atmosfera de intimidade e uma experiência de compra melhor.

Enviar para menos pessoas dá mais resultado

Quando a empresa conhece seus clientes e suas particularidades, a sua comunicação se torna mais assertiva; assim, você consegue impactá-los com poucas palavras. Por isso, trocar uma newsletter que atira para todo os lados com mensagens e ofertas muito genéricas por uma que oferece produtos para uma quantidade menor de pessoas, mas que você sabe que agradará, é muito mais eficiente!

Qual é o público do marketing personalizado?

O marketing personalizado, hoje em dia, é ideal para pessoas que estão sempre conectadas na internet, fazem compras online, entram no e-mail e usam redes sociais frequentemente. Esses consumidores buscam experiências diferenciadas por estarem sempre por dentro das últimas novidades, além de serem muito exigentes e confiantes do que querem.

Veja a seguir três insights que ajudam no marketing personalizado:

  • o aparelho mais usado para acessar a internet é o smartphone: no mobile marketing, é possível se comunicar com o cliente com SMS marketing e oferecer serviços diferenciados pelo QR Code, por exemplo;
  • o Facebook permite campanhas orgânicas via notificação: para isso, o cliente precisa ter feito login no seu site com o Facebook e permitido que a empresa se comunique por meio de notificações. Isso deve ser usado de forma inteligente por ser um modo muito pessoal de comunicação com o cliente;
  • os clientes têm “hora para comprar”: cada consumidor pesquisa e compra em momentos diferentes do dia. Os e-mails personalizados, por exemplo, devem ser enviados quando o consumidor está mais propenso a abri-los.

Como vimos, o marketing personalizado é capaz de ofertar aos clientes produtos com alto grau de relevância, aumentando muito as chances de compra. Qualquer empresa que quer ter um bom relacionamento com os clientesmelhorar sua experiência de compra e ter um retorno financeiro maior precisa usar essa estratégia de marketing!

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