Vitrine digital: o que é e como usar para surpreender o cliente? 0 52

exemplo de vitrine digital

A vitrine digital é um recurso inovador, que transforma as lojas em locais interativos, nos quais os clientes têm o prazer de entrar. O conceito por trás desse tipo de tecnologia é muito simples. Trata-se da criação de painéis de LED com artes personalizadas, que são atualizadas periodicamente e, em geral, estão em movimento.

Ao andar pelo shopping ou nas ruas da cidade vemos muitas vitrines pelo caminho. Mas qual foi a última vez que uma delas realmente chamou a sua atenção?

O uso de tecnologia no PDV torna a sua loja mais atraente e lhe permite captar novos clientes. Descubra, no artigo de hoje, os benefícios de investir nas vitrines digitais e que outros recursos estão disponíveis para trazer melhores retornos para o seu ponto de venda.

O que é vitrine digital?

A vitrine digital é bastante diferente dos aparatos convencionais utilizados para promover os produtos de uma loja. Em vez de dispor de produtos, elas são compostas por painéis de LED que podem dar espaço a várias artes personalizadas. Elas podem ser simples, mostrando o que uma loja vende e porque o cliente deveria entrar ali — se assimilando assim às vitrines tradicionais — ou interativas, incluindo quem está fora da loja em animações e composições que chamam a atenção.

Usar o temo “painéis de LED”, porém, pode fazer com que você entenda as vitrines virtuais como um conjunto de televisores passando imagens simples. Entretanto, o recurso funciona de maneira mais complexas. Esses painéis não têm contornos, o que faz com que os vídeos ocupem um espaço tão grande quanto o de um telão, mas com qualidade digital. E cada um deles passa uma fatia do conteúdo, de maneira simultânea, para que o resultado seja como um vídeo normal, com emendas imperceptíveis.

Não são só vídeos promocionais que podem ser transmitidos em nesses espaços. Vitrines com sensores acoplados podem capturar o movimento de quem está fora da loja, fazendo com que essa pessoa se volte para o ponto de venda e que as imagens acompanhem seu olhar ou gestual. Com elas também dá para montar composições que se assemelham as das vitrines comuns.

O painel pode ser tanto o plano de fundo de um design complexo, em que manequins também são usados para criar composições que dão destaque aos seus produtos, quanto a mídia que entrega todo o conteúdo da vitrine.

O que há de diferente, então, além do formato dos LEDs utilizados? A tecnologia por trás da vitrine digital geralmente envolve recursos como a projeção mapeada, que permitem aplicar imagens em ângulos e proporções distintas para que elas se transformem em um todo coerente.

Vitrines digitais não precisam ser quadradas ou retangulares. Elas podem ser curvas, dando a sensação de perspectiva e ajudando a criar uma experiência de varejo 360º.

Por que a vitrine digital é tendência no PDV?

A vitrine digital é uma das novidades para o ponto de venda que mais tem chamado atenção dos clientes. Atualmente, poucos estabelecimentos a utilizam, o que faz com que sejam uma oportunidade muito legal de dar destaque para a sua loja entre tantas outras que apostam apenas no vitrinismo convencional.

A popularização das tecnologias digitais e a redução de custos na compra de hardware e software é outro fator que colaborou para a popularização dessas mídias. Telas cada vez menos espessas e mais baratas fazem com que a aplicação das vitrines digitais nas lojas ofereça um custo-benefício melhor para as empresas e que a criação de diferenciais, como as vitrines panorâmicas, seja possível.

Além disso, o uso de tecnologia no ponto de venda têm aumentado muito e, com isso, modificam-se os paradigmas e tendências para PDV que conhecíamos no passado.

As integrações entre o que acontece no mundo virtual e real já fazem parte de nosso dia a dia e estamos acostumados a tirar nossos telefones do bolso para escanear QR codes ou buscar informações sobre produtos mesmo quando estamos dentro da loja. Por isso, equipes de Marketing têm se dedicado a entender que inovações fazem os clientes ficarem por tempos prolongados nas lojas e consumirem mais.

Do mesmo modo que na internet temos uma porção de recursos para acompanhar o cliente e entender como ele se comporta, offline evoluímos também. Hoje conseguimos medir as interações com a marca nas redes sociais graças aos cookies e aos beacons — que os acompanham e traçam um perfil do consumidor mesmoquando ele deixa um site e, nas lojas, já passamos do ponto em que a única inovação era fornecer WiFi.

Soluções digitais que conseguem entregar dados na mão dos empreendedores para que as eles alimentem seus sistemas de Business Intelligence e o Big Data estão integradas aos locais de venda, tornando as marcas mais competitivas.

Abaixo, mostramos outros recursos tecnológicos que, como as vitrines digitais, têm trazido retornos incríveis para varejistas.

Medidores de público

Não seria ótimo se você pudesse acompanhar tudo que um consumidor faz na loja, do momento em que entra nela até passar pelo caixa? Até pouco tempo a única maneira de fazer isso era segui-lo por toda parte (o que não é nada acolhedor).

Com os medidores de público, o varejista ganha a oportunidade de entender melhor os seus visitantes sem precisar constrangê-los. Ele também obtém dados bem mais precisos do que faria com um processo do it yourself.

Os medidores são câmeras instaladas sobre telas. Eles permitem coletar informações constantes sobre como as pessoas interagem com os produtos do ponto de venda. Entender quais deles são tocados, quanto tempo os usuários passam visualizando cada um e que ações tomam em seguida está ao alcance dos varejistas que os utilizam.

Muitos outros tipos de informações podem ser captadas por dispositivos dessa natureza. Métricas sobre o sexo e a idade dos clientes, por exemplo. Assim, se adaptar à evolução do público-alvo da loja fica menos complicado e entender se você está anunciando para as pessoas certas também.

Contadores de pessoas

Sempre quis saber exatamente quantas pessoas passam pelo PDV todos os dias? Com os contadores de pessoas essa tarefa é automatizada.

Os dispositivos, instalados na entrada das lojas, registram o movimento dos consumidores e quanto tempo cada um permanece no estabelecimento.

Pequenos varejistas podem até conseguir estimar a circulação dentro de suas lojas. Todavia, conforme ela aumenta ou quando falamos de estabelecimentos de maior complexidade, perder noção do volume de pessoas que passa por ali é fácil.

Os contadores não deixam passar um usuário sequer e geram informação que, quando integrada aos sistemas de BI, pode indicar os horários mais movimentados no seu ponto de venda, bem como os dias e intervalos de tempo em que melhorias podem ser feitas para atrair clientes.

Catálogos interativos

Gerir e apresentar catálogos de produtos enormes para os clientes é outro desafio no varejo. Soluções digitais surgem como alternativa para oferecer o melhor atendimento possível. Um catálogo eletrônico é uma forma de disponibilizar tudo que há em sua loja a distância de um toque.

Um vendedor de sapatos, por exemplo, pode não ter em display todas as cores de um mesmo modelo. Procurá-lo no fundo da loja e fazer o cliente esperar não é uma boa opção. Ele pode simplesmente ir embora.

Um catálogo interativo exige apenas que se digite ou selecione o nome do produto que deseja e confira a sua disponibilidade. Por ele, o cliente pode visualizar se a cor em que procura o sapato e até fazer um autoatendimento. Isso o incentiva a fechar negócio e torna a experiência de compra mais imersiva.

Como ela funciona?

Muitas tecnologias trabalham diretamente com a interatividade no PDV, mas a vitrine digital concentra-se em apresentar serviços de uma maneira mais atraente para quem está do lado de lá do vidro.

Funcionando com animações customizadas para se encaixarem nas estratégias de marketing da sua empresa, elas são um cartão de visitas para que você possa atrair quem passa na porta do estabelecimento e nunca sequer pensou em entrar.

Uma combinação de painéis que utilizam a mesma CPU, tecnologias como o 4G e o WiFi para se manterem conectados à internet e software especializado é tudo de que uma loja precisa para começar a criar e usar vitrines virtuais.

Após a instalação, novas artes podem ser inseridas sem muita complicação e é fácil variar entre múltiplas versões, fazendo um tipo de teste A/B com os materiais apresentados aos clientes. Combinar a vitrine com sensores potencializa a eficácia desses testes. Eles detectarão quais versões da sua vitrine mais cativaram os transeuntes.

Todos os dias, a única tarefa que seus colaboradores terão é a de ligar os sistemas. O resto acontece automaticamente, já que os monitores se conectam sozinhos para que os vídeos e fotos sejam apresentados de maneira contínua.

Quais são as vantagens da vitrine digital?

Podemos dizer que as vitrines são o maior símbolo da transformação digital no varejo. O motivo para fazermos essa afirmação são os resultados que elas trazem. Algumas pesquisas nos ajudam a entender melhor o impacto que o visual tem na captação de cliente.

Por exemplo: cerca de 79% das pessoas entrevistadas pelo FedEx Office afirmam que se lembrar das mensagens que viram em painéis digitais. Quem passa a frente de uma vitrine virtual sente mais vontade de entrar na loja, de acordo com o mesmo estudo. Pelo menos 48% dos entrevistados indicaram uma reação positiva a esse recurso.

A sinalização sempre foi muito importante para encantar o consumidor e na era digital não poderia ser diferente. Antes mesmo de dispor desses recursos, 8 de cada 10 pessoas entravam em estabelecimentos apenas porque ficaram impressionados com a qualidade visual de vitrines, cartazes e banners.

Devemos lembrar, todavia, que públicos diferentes podem esperar resultados distintos. A popularidade dos sinais é maior com as mulheres, o que faz com que vitrines digitais sejam uma ótima opção para conquistá-las. 42% das entrevistas nesse mesmo levantamento reportam que estão mais propensas a visitarem uma loja se gostarem da sinalização externa.

Criatividade, cores e legibilidade são o que mais chama a atenção dos consumidores na sinalização dos ambientes. Vitrines que são atraentes graficamente, estão bem iluminadas, combinam múltiplas cores e são fáceis de ler são as que trazem mais consumidores para dentro da loja, segundo o estudo.

Há uma porção de outras vantagens em se usar vitrines digitais. Veja algumas delas nos tópicos a seguir.

Atraia mais visitantes com experiências digitais

Com os números que citamos anteriormente, deu para entender que os consumidores são extremamente visuais. Uma boa apresentação pode fazê-los tanto entrar em um estabelecimento quanto esquecê-lo por completo.

Seres humanos preferem imagens em movimento do que aquelas estáticas. Uma prova disso é o tráfego na web. Pelo menos 79% da banda que gastamos para navegar pela internet é dedicada aos vídeos e isso não se deve apenas ao fato deles serem arquivos mais pesados.

As pessoas estão mais interessadas nesse tipo de conteúdo do que nos demais, já que é possível obter muita informação em um vídeo de maneira mais concisa do que se obteria em outras mídias. Em uma era de múltiplas telas (celular, tablet, tv, computador e smartwatches), adicionar uma a loja vai fazer toda a diferença na hora de conquistar clientes.

É que usuários que têm uma boa experiência ao assistir um vídeo têm até 97% mais chances de comprar um produto. Nas vitrines, as mídias têm curta duração, o que é importante para criar campanhas atraentes. São vídeos de até 2 minutos que recebem as maiores taxas de engajamento e, na loja, isso significa visitas e conversões.

Economize com materiais nas vitrines interativas

Um dos recursos mais utilizados pelos vitrinistas na hora de montar uma exposição, além dos manequins, é o papel. Com ele é possível fazer fundos e artes que incluem texto e imagens. O gasto com papel, porém, varia muito conforme as lojas trocam seus expositores.

Dependendo do tamanho do negócio, reproduzir uma mesma vitrine já pode custar caro demais. Por isso, as experiências digitais se apresentam como uma forma de obter um melhor custo-benefício na exibição do conceito e dos produtos de uma loja.

Ela permite que a comunicação seja atualizada com mais frequência e ganhe não só movimento, mas também qualidade visual. Monitores em 4K oferecem resolução muito melhor do que qualquer cartaz poderia e, no longo prazo, poupam recursos para a sua empresa que os reutiliza em milhares de vitrines e por bastante tempo.

Implemente uma arquitetura digital para cativar clientes

O conceito de “arquitetura digital” pode ser estranho para você. Ele se refere à aplicação de modificações no ambiente da loja para que ele se torne mais atraente a partir do uso de tecnologia. Essas aplicações podem ser tão simples quanto a customização do espaço para que a utilização de sistemas de áudio interconectados proporcionem uma experiência de compra interativa para consumidor.

As vitrines digitais fazem parte do conceito e é importante entender que elas não precisam ficar atreladas apenas à entrada da loja. Integradas nos espaços de amostragem de produtos, são os canais ideais para descrever as funcionalidades daquilo que comercializa e até para divulgar vídeos instrutivos sobre o uso das peças.

A integração de mídias dentro de um estabelecimento serve para torná-lo mais atrativo e fazer com que as pessoas passem mais tempo naquele espaço, sentindo-se confortáveis para conhecer um produto tão bem quanto se sentiriam ao pesquisar por ele na internet. Um ambiente agradável é um dos principais fatores que fazem alguém consumir mais.

Segundo o Retail Week Reports, no estudo “Comprando com emoção”, 75% das pessoas preferem comprar em lojas físicas e o fazem mais vezes quando consideram o ambiente agradável. Metade dos consumidores que participaram da pesquisa também relatam que a tecnologia é algo que os intriga e faz passar mais tempo dentro desses espaços.

Obtenha vantagem competitiva em seu negócio

Pare um pouco para pensar: quantos dos seus concorrentes diretos utilizam soluções digitais dentro de suas lojas? Mesmo se não considerarmos apenas as vitrines virtuais, mas colocarmos nessa equação também os sensores da Internet das Coisas, a realidade aumentada e outras tecnologias interativos a resposta será a mesma: pouquíssimos.

Isso representa uma excelente oportunidade para a sua empresa. Sair na frente e introduzir aos consumidores um novo conceito de loja, que se encaixa na rotina digital que eles já construíram nos últimos anos é o bastante para fazer muita gente conhecer melhor a sua marca. A partir daí, um bom relacionamento é tudo de que o seu negócio necessita para vender mais.

Venda mais com vitrines virtuais

Não poderíamos deixar de mencionar os resultados que uma loja conquista ao integrar tecnologia na experiência de compra. As vitrines digitais fazem parte desse processo e podem aumentar significativamente as vendas do seu empreendimento.

77% deles sente que a maioria das lojas não faz o suficiente para criar experiências de compra realmente interessantes. É esse um dos motivos que faz com que eles deixem de comprar nos PDVs e migrem para a internet.

O que fica claro entre 61% desses shoppers é que, ao utilizar tecnologia, uma loja transforma-se em um lugar muito mais interessante do que um website ou aplicativo. Por isso, eles demandam por ambientes com telas interativas e recursos inteligentes.

O desafio que os varejistas enfrentam todos os dias para conseguir lucrar mais pode ser contornado com investimento nessas áreas.

Como implementar a vitrine digital no PDV?

Ficou interessado na ideia de fazer a sua loja mais convidativa para os clientes usando a vitrine digital? É hora de entender como fazer isso no seu estabelecimento. As dicas que preparamos vão lhe ajudar.

Entenda seu público-alvo

Para produzir os materiais mais adequados para a vitrine virtual, o primeiro passo deve ser pensar em seu público. Que mensagens estão mais propensas a chamar a atenção dele?

O seu departamento de Marketing pode lhe ajudar. Ele está acostumado a traçar estratégias para conquistar a atenção do cliente e entende muito bem as personas que precisa conquistar.

Na fase de planejamento e conceituação nasce o projeto de uma vitrine virtual de sucesso.

Crie o conceito da sua vitrine digital

Se inspirar nas criações de terceiros é uma boa ideia. Como as vitrines virtuais são uma tecnologia muito nova, elas ainda estão evoluindo para se tornar parte das nossas vidas.

Algumas marcas já criaram projetos incríveis utilizando telas e você deve consultar cases para criar um conceito de vitrine que trará bons resultados.

Combine a vitrine digital com outros recursos

Como já mencionamos, há muitas tecnologias que funcionam bem com as vitrines. A realidade virtual é uma delas. Um provador digital, por exemplo, pode ser feito com sensores de movimento e câmeras.

Do lado de fora da loja, o cliente já experimenta o vestido ou camisa de que gostou. A ação em conjunto dos dois recursos transforma a vitrine em um convite para visitar a loja.

Busque fornecedores experientes para ajudá-lo

Projetos de tecnologia devem ser feitos com exclusividade. Pensados desde o princípio para que aquilo que você imaginou se torne realidade eles são muito beneficiados pela ajuda de profissionais experientes. Busque um parceiro que consiga traduzir o seu conceito em ações.

Encontre as KPIs certas para mensurar os resultados

Medir os resultados de uma estratégia digital é importante. É claro que o mesmo vale para as vitrines virtuais. Indicadores de performance lhe mostrarão o que precisa ser modificado na vitrine para que ela continue funcionando para o negócio e também serão fundamentais para que você acompanhe o ROI do seu investimento.

Estabeleça que métricas são as mais interessantes para o seu negócio: número de visualizações, proximidade da vitrine, entradas na loja e compras podem ser algumas delas. Em seguida, determine a melhor estratégia para medir essas KPIs. Algumas das tecnologias que mencionamos entre as tendências no PDV podem lhe guiar na obtenção desses números.

Recursos digitais vão fazer com que a sua loja venda mais, conquiste novos clientes, entenda melhor o público a que serve e se diferencie dos concorrentes. Criar experiências imersivas é uma boa ideia para tirar o seu estabelecimento da mesmice e obter resultados surpreendentes.

Os investimentos em tecnologia, quando bem adaptados à realidade do seu negócio e dos clientes que ele atende são uma maneira de se destacar e oferecer mais para quem lhe visita. Um bom conceito, uma grande ideia e as ferramentas certas são a melhor estratégia para conquistar novos consumidores e encantar aqueles que o varejista já conhece bem.

O que achou? Quer instalar uma vitrine digital na sua loja? Entre em contato com a AliceWonders e descubra como podemos ajudá-lo a criar uma experiência de compra otimizada para o seu cliente!

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O guia definitivo da gestão de trade marketing 0 46

Businesswoman in wheelchair sitting at the desk, working.

O mercado está constantemente se reinventando para que possa compreender e suprir as necessidades do consumidor moderno. E esse é um dos principais fatores que têm levado profissionais de vendas e marketing a aprimorarem seus conhecimentos e desenvolverem novas técnicas para lidar com essas mudanças.

Dito isso, a gestão de trade marketing é um dos conjuntos de metodologias e ferramentas mais importantes da atualidade, principalmente se você pretende fazer com que a sua marca tenha potencial competitivo o suficiente para bater de frente com os concorrentes de seu setor de atuação.

Pensando nisso, reunimos uma vasta gama de informações e dicas sobre gestão de trade marketing que você poderá conferir neste guia definitivo. Quer saber mais sobre o assunto? Então acompanhe a leitura do artigo para conferir!

O que é trade marketing?

Consiste no estudo do relacionamento entre os fabricantes e seus canais de comunicação para venda ou, até mesmo, entre as franquias e os franqueados. Na prática, o conceito engloba uma grande variedade de questões relacionadas à marca, aos consumidores e aos pontos de venda (PDV).

Considerando o aumento no índice de concorrência, é fundamental que a franquia tenha mais conhecimento a respeito de seus consumidores, a fim de saber o que eles realmente desejam ou o que precisam, pois a partir dessas informações é que será possível determinar aspectos como mix de produtos, ações promocionais e, é claro, preço.

Dado o contexto, o trade marketing oferece recursos para tornar os pontos de venda mais interessantes. Ou seja, utiliza elementos visuais e estratégicos para atrair os consumidores.

Se levarmos em consideração que, de acordo com um levantamento realizado pelo SPS, cerca de 52% dos brasileiros realiza compras por impulso, exibir os produtos adequadamente no PDV é uma prática essencial para incentivar os consumidores a comprar algo exposto em outros meios de comunicação, como um novo produto na internet ou na TV.

Quais são seus benefícios?

O trade marketing reúne diversos conceitos estratégicos importantes para que o franqueador possa ter apoio de seus franqueados, gerando aproximação entre a marca/consumidores e fortalecendo o relacionamento entre o franqueado/rede de franquia.

Sendo assim, entre os benefícios que uma boa gestão de trade marketing tem a oferecer, podemos citar:

Aproxima os consumidores da marca

A partir de um plano de trade marketing bem estabelecido, é possível que o a franquia promova as suas ofertas com muito mais eficiência, tornando-se mais acessível aos seus clientes, já que os gestores terão planejado quais são as necessidades mais evidentes de seus consumidores.

Além disso, é preciso destacar também que eles poderão contar com dados mais precisos na hora de desenvolver a base de preços e formalizar as promoções.

Fortalece a relação entre a franquia e o franqueado

Com base na troca de informações entre o franqueado e o franqueador, é possível tomar decisões de maneira estratégica, de modo que traga muito mais rentabilidade para os dois lados e aumente o número de clientes. Além de elevar o giro de estoque e movimentação nos pontos de venda.

Evita a concentração de vendas

Um dos objetos de desejo do trade marketing é o market share e, para que possa aumentar a sua participação no mercado, é preciso que os fabricantes conquistem os seus revendedores, da mesma forma como os clientes finais foram conquistados.

Somente dessa forma é que se evita que as vendas dentro do PDV sejam centradas em um único cliente do segmento. Por exemplo, estabelecimentos que vendem somente Pepsi e não têm Coca-cola.

Afinal, o foco do trade marketing é atuar suprindo as necessidades dos mais diversos componentes envolvidos na cadeia de vendas.

Por que é importante criar uma proposta de valor?

De forma simplificada, a proposta de valor é uma vertente de marketing que tem como objetivo determinar se a marca realmente tem valor a oferecer para seus clientes, além de ser uma das etapas fundamentais do Business Model Canvas, também conhecido como Canvas, um importante recurso de planejamento estratégico que permite o desenvolvimento de novos modelos de negócios.

A proposta de valor deve ser desenvolvida baseada na identificação dos pilares da marca, mostrando como o mercado deve percebê-la. É como se fosse uma promessa do valor a ser entregue e, portanto, é a principal razão que indica os motivos que um cliente deve comprar seu produto e não o do concorrente.

Para que serve uma proposta de valor no trade marketing?

De forma simplificada, uma proposta de valor no trade marketing tem a finalidade de:

  • explicar como seu produto ou serviço pode ser a soluções dos problemas do cliente, agregando relevância à marca;
  • proporcionar diferenciação única, apresentando ao cliente ideal os motivos pelos quais ele deveria consumir algo com seu estabelecimento e não com o concorrente;
  • dizer de maneira clara e imediata quais são os benefícios do produto (valor quantificado).

Por fim, além de ser a primeira informação que os consumidores veem no ponto de venda, é importante que eles notem os valores sugeridos na proposta em cada elemento de comunicação no estabelecimento físico. A intenção não é somente estética, mas principalmente para otimizar o seu valor no ciclo de vida do consumidor.

Como se caracteriza uma boa proposta de valor?

É preciso que as pessoas a compreendam prontamente. Sua linguagem deve falar o mesmo “idioma” do seu público-alvo. Portanto, é preciso conhecer o tipo de comunicação que seus clientes utilizam para descrever a empresa ou produto e de que forma eles podem ser beneficiados por ela.

Para isso, é preciso ter atenção à maneira como você se refere aos seus serviços, pois ela pode ser muito diferente da forma como os consumidores o descrevem. Sendo assim, procure as respostas fora do ambiente da empresa, como nas redes sociais com o auxílio de enquetes e posts interativos.

Como desenvolver uma estratégia de trade marketing?

Agora que você já tem uma perspectiva mais ampla sobre o que é trade marketing e por que ele é tão importante para seus negócios, mostraremos algumas boas práticas sobre como desenvolvê-lo.

Conheça o seu público-alvo

Aproxime-se de seus clientes atuais para entender seu público-alvo e o que o motiva a comprar. Essa pesquisa ajudará a moldar o tipo de linguagem que você poderá utilizar em sua comunicação e a identificar melhorias que podem ser realizadas em seus produtos ou serviços.

O objetivo é tentar entender as necessidades e problemas de seus clientes, assim como aspectos sobre seu perfil de consumo, como:

  • faixa etária;
  • sexo;
  • profissão;
  • grau de escolaridade;
  • que tipo de conteúdo eles consomem.

Entre outras características que evidenciem traços comportamentais e tendências de compra.

Desenvolva uma persona ideal

Depois de levantar informações sobre o perfil de seu público, é hora de analisar os dados qualitativos e procurar por padrões. Há algum problema ou necessidade que o cliente mencionou várias vezes? Existem interesses em comum? Caso ele tenha comprado algum produto, houve algum benefício ou dificuldade que foi identificado por várias pessoas?

Definir a sua persona o ajudará a entender melhor os consumidores potenciais, mostrando quais são suas dores, desejos, valores e aspirações em comum, que são informações úteis para melhorar sua gestão de trade marketing.

Investigue a concorrência

Conhecer o perfil de seus clientes ideais é uma prática valiosa para uma estratégia de trade marketing. No entanto, não basta ter informações sobre os consumidores e desconhecer a concorrência.

Sendo assim, procure descobrir o que motiva os consumidores a procurar pelas soluções oferecidas por seus concorrentes diretos, o que eles prezam nos produtos e quais os seus diferenciais competitivos. É com base nessas informações que você terá os artifícios para melhorar sua proposta de valor.

Determine os benefícios de seu produto

Após entender melhor como se comporta a sua persona e, é claro, os seus concorrentes, é o momento de determinar quais são os diferenciais competitivos de seu produto. Ou seja, os pontos benéficos que só ele tem a oferecer.

Lembrando que, embora muitas vezes o seu mercado possa parecer saturado, existem diversas formas de atrair a atenção dos consumidores. O que queremos dizer é que além da qualidade dos produtos ou serviços oferecidos por seu negócio, uma boa gestão de trade marketing não se limita apenas a isso.

Às vezes, os detalhes que possam parecer simples, são os aspectos que potencializarão o seu posicionamento de marca, como:

  • qualidade do atendimento: oferecer um atendimento rápido, profissional e que atenda às necessidades e dúvidas de seus clientes;
  • frete grátis: por mais que seja um desconto básico, apenas a sensação de economia já agrega valor positivo à experiência de compra pelo ponto de vista do consumidor;
  • programas de fidelização: oferecer descontos e benefícios exclusivos para clientes especiais é um dos trunfos do varejo e uma ótima estratégia de trade marketing;
  • descomplicação na política de trocas e devoluções: não é preciso nem especificar o quanto a burocracia pode prejudicar a credibilidade de uma empresa, principalmente hoje em dia que o público é mais exigente em relação às marcas que consome;
  • rastreamento do transporte e visualização dos status de pedidos;
  • variedade de opções de transporte e agilidade na entrega: esse realmente é um diferencial competitivo;
  • facilidades de pagamento: lembre-se de que os clientes têm situações financeiras distintas e é preciso democratizar esse setor;
  • empacotamento que garanta a segurança da mercadoria: isso mostra zelo e preocupação por parte da empresa para com seus clientes;
  • disponibilidade de produtos em estoque: mantenha seus estoques sempre atualizados para não deixar seus compradores na mão e acabar prejudicando a imagem da empresa.

Capacite sua equipe

A equipe de profissionais de vendas no varejo funciona como uma verdadeira linha de frente quando se trata de oferecer os melhores produtos ou serviços ao consumidor final. Sendo assim, é fundamental utilizar as suas principais ideias sobre o ponto de vendas em benefício do crescimento da marca a longo prazo.

Portanto, invista em cursos e capacitações que apresentem as funções e diferenciais das soluções comercializadas a todos os envolvidos, com transparência e objetividade. Essa medida ajudará a aumentar o comprometimento na hora de atingir as metas do fabricante, como uma espécie de colaboração entre o varejo e a indústria.

Além disso, promova reuniões e ações entre o time de marketing junto aos responsáveis pelas vendas. Quanto mais bem definido e alinhado estiver o seu planejamento, melhor será a perspectiva dos clientes em relação à necessidade de estabelecer um relacionamento de confiança com sua empresa.

Algumas das maneiras de utilizar a gestão de trade marketing nesse aspecto, são:

  • uso de promotores de vendas;
  • treinamento de vendedores;
  • merchandising;
  • ações de marketing promocional.

Faça um planejamento estratégico

Para garantir que os distribuidores sejam atraídos pela sua marca, é muito importante ter um planejamento estratégico sobre as suas táticas de marketing para promover seus produtos ou serviços.

O que queremos dizer é que importante investir em ações para os variados canais de comunicação e mídias que tanto o cliente final quanto os fabricantes estão, como as redes sociais, por exemplo.

É necessário também envolver apresentações multimídia para que se estimule a interatividade entre os consumidores. Sempre que possível, participe de feiras e eventos relacionados ao seu nicho do mercado com a finalidade de divulgar sua marca. Amostras grátis também são ótimas para que clientes e distribuidores conheçam a qualidade do seu produto.

Com base nessas ações, você poderá desenvolver o trabalho de um ótimo analisa de trade marketing, garantindo a eficiência e a qualidade do atendimento e, é claro, ótimas taxas de conversão.

Cuide da gestão de pessoas e promova um ambiente confortável

Criar um ambiente no qual as pessoas gostam de trabalhar é uma das melhores práticas de gestão de pessoas, pois estimula os colaboradores a vestir a camisa da empresa e buscar pelos melhores resultados.

Vale mencionar também que quando o PDV é um ambiente confortável, em que os clientes se sentem à vontade, há uma tendência natural de que eles passem mais tempo dentro do estabelecimento, que é quando a maior parte das compras por impulso costuma acontecer.

Por isso, o projeto da loja deve unir características que o tornem funcional, atraente e acolhedor ao mesmo tempo. Pense em aspectos que envolvam desde a identidade visual do ponto de venda, passando por iluminação, decoração e ambientação, até questões como as cores da fachada e a música que deve tocar de fundo.

O fato é que o merchandising de uma marca não é construído da noite para o dia. Um planejamento de gestão de trade deve respeitar os mínimos detalhes que abrangem da distribuição da área, exposição de produtos até a circulação do consumidor final pelo PDV.

Use as melhores ferramentas

Da mesma maneira que o marketing acompanha todas as tendências comportamentais e de consumo, é importante dizer que o trade também se atualiza, em especial, no que se diz respeito às aplicações práticas de trade no ambiente digital.

Afinal, a internet é um dos fatores responsáveis pelas mudanças nas estratégias de trade, pois ela muda a forma como as pessoas se relacionam entre si e com as marcas de produtos e serviços que consomem. Isso ocorre porque, graças à popularização do acesso à rede e aos dispositivos eletrônicos — computadores, tablets e smartphones — novas oportunidades de negócios passam a entrar em cena.

Dado o contexto, utilizar conceitos de inbound trade, assim como ferramentas tecnológicas para viabilizar o processo, é garantir que o consumidor será atraído para o negócio, por meio da produção de conteúdo digital de qualidade e relevância para sua persona.

Diferente de como costuma acontecer com meios tradicionais, como rádio, jornal (impressos) e TV, nas mídias digitais o cliente é atraído espontaneamente a consumir o que sua marca tem a oferecer.

Portanto, podemos afirmar que o inbound trade faz com que o consumidor vá até sua empresa e não o contrário, gerando identificação e segmentação de público. Ou seja, é como fazer uma triagem e atrair somente os clientes potenciais (aqueles que têm chances reais de se concretizarem compras).

Para isso é muito importante:

  • estabelecer uma boa relação online por meio de conteúdos relevantes e que gerem autoridade para a marca;
  • conhecer os interesses de compra dos distribuidores, revendedores e clientes finais;
  • aproveitar o poder de segmentação que a internet tem a oferecer para suas estratégias de relacionamento e, por consequência, fidelização de clientes.

Fique de olho nas tendências

Com base em todas as outras dicas que abordamos até agora, ficar de olho nas tendências é apenas uma consequência. Afinal, ao analisar os concorrentes de sua marca e o comportamento do público, indiretamente você está se aproximando das tendências de consumo.

Isso é muito importante para uma estratégia de trade marketing, pois além de manter o negócio atualizado em relação às preferências dos clientes, dessa forma é possível projetar cenários econômicos e se antecipar a imprevistos que possam colocar a organização contra a parede.

Aprimore as características de um bom gestor

Um bom gestor de trade marketing deve conhecer profundamente as soluções que está vendendo ao público, não deixando seus clientes com nenhuma dúvida sequer.

O varejo é um dos segmentos nos quais há a maior taxa de competitividade do mercado e não basta somente dar ordens e esperar que sejam cumpridas. É fundamental saber liderar a sua equipe.

Um verdadeiro promotor de marketing carrega consigo um conjunto de características indispensáveis, como organização e capacidade de se comunicar com o público. Além disso, ele é um solucionador de problemas com perspectiva de inovação e crescimento.

Una as necessidades do fabricante com as propostas de seu negócio

É preciso envolver as necessidades de quem fornece os produtos que você vende em seu estabelecimento varejista com as propostas do negócio. Ou seja, você deve manter um relacionamento próximo com seus distribuidores para saber mais sobre suas dores, anseios e valores.

Dessa forma, é mais fácil auxiliá-lo a alcançar seus objetivos e, ao mesmo tempo, fazer com que eles sejam correspondidos.

Realize ações segmentadas

posicionamento de inovação no varejo é uma meta que exige muita logística. A melhora maneira de atrair a atenção é valorizar o PDV com ações segmentadas. Como você já deve ter notado até aqui, essa tarefa necessita de estudos e análises sobre o perfil de seus compradores potenciais.

Todo seu planejamento deve ser elaborado levando em consideração os hábitos de consumo e o objetivo de promover o conceito de diferenciação dos produtos ou serviços.

Para garantir coerência à sua estratégia de trade marketing, invista também em anúncios focados nos empresários do setor, pois o mercado está sempre em busca de novidades e isso estimula o interesse por certos segmentos do negócio.

Se possível, trabalhe bem o seu networking, marcando presença em eventos do mercado para divulgar suas soluções, por meio da distribuição de brindes, amostras grátis e até mesmo sondando futuras parcerias de sucesso.

Quais são os benefícios que uma boa gestão de trade marketing pode oferecer?

Antes de concluirmos, vamos destacar alguns dos pontos mais importantes que a gestão de trade marketing pode proporcionar ao seu negócio.

Aproxima consumidores da marca

Sem dúvida, essa acaba sendo uma consequência natural de todo o processo. À medida que fabricantes e revendedores contribuem com a construção de bons acordos, as marcas passam a ter melhores condições de promover suas ofertas e serem mais acessíveis aos clientes atuais e potenciais.

Fortalece a relação entre a indústria e seus distribuidores

Como já mencionamos, esse é um vínculo que tende a se estreitar conforme a troca de informações estratégicas e mais rentáveis ocorre entre os envolvidos no processo.

Vale lembrar, ainda, que quanto maior o giro no estoque, maior a movimentação de clientes nos pontos de venda.

Evita a concentração de vendas

Por fim, o market share é um dos pontos que a gestão de trade marketing almeja, justamente por fazer com o mercado de fabricantes tenha mais participação de todas as etapas que o processo de vendas passa.

Da mesma forma como os fabricantes precisam conquistar os revendedores, você, como varejista (revendedor) precisa conquistar os clientes finais Somente dessa forma que é possível evitar que os PDVs sejam a centralização das vendas dentro de todo o segmento.

Como o exemplo dos restaurantes que vendem Pepsi, mas não têm Coca-Cola, o foco de uma boa gestão de trade marketing é fazer justamente o contrário, suprindo as necessidades de todos os envolvidos na cadeia de vendas.

Como você pôde conferir neste guia definitivo sobre gestão de trade marketing, esse é um assunto complexo, mas necessário para que você acompanhe as mudanças no comportamento de consumo do público-alvo e evite que sua marca se torne obsoleta.

Além disso, mostramos como o desenvolvimento de uma proposta de valor é importante para uma estratégia de trade, quais as características que um bom gestor de marketing deve ter e quais os maiores benefícios que essa metodologia pode oferecer ao seu negócio.

Agora que você tem bastante conhecimento sobre a importância da gestão de trade marketing para o varejo, não deixe de conferir também o nosso artigo sobre por que você deve investir no treinamento para a sua equipe de vendas!

Veja como aprimorar a gestão de equipes no PDV e tenha mais resultados 0 48

reunião de equipe de gestão

Sem um time capacitado, um negócio pode falhar a qualquer momento. Ele é o DNA da empresa e, tirando as fachadas e vitrines, o primeiro ponto de contato com consumidor. É por isso que um bom administrador precisa entender como fazer uma gestão de equipes eficiente.

Mas, assim como acontece no atendimento, há um desafio em particular: seres humanos são complexos e aprender a extrair deles o melhor é um processo difícil e que exige técnica e paciência.

Para ajudá-lo a construir no PDV uma gestão de equipes que realmente levará a experiência de compra para outro nível, preparamos algumas dicas. Confira!

1. Defina metas para gestão de equipes

Tanto o gestor quanto o time que ele coordena precisam trabalhar com metas para conseguir acompanhar os próprios avanços. Escolher algumas KPIs vai lhe dar a habilidade de tornar dados sobre a performance da equipe em algo visual.

Depois de fazer a medição desses indicadores por algum tempo, desenvolver gráficos simples para mostrar o que precisa ser melhorado e em que estratégias a empresa está no caminho certo é muito mais fácil do que falar sobre de maneira abstrata.

Quando a gestão gira em torno de metas ela tem um parâmetro claro e mais simples de ser compartilhado com os colaboradores. Eles estão cientes, desde o começo, que há uma expectativa em relação ao seu trabalho e são motivados a crescer.

Um prêmio oferecido para os melhores membros da equipe do PDV é uma forma de promover uma competição saudável, que fará com que todos busquem otimizar seu desempenho.

A definição de metas também é importante para desenvolver uma melhor comunicação com quem trabalha em uma empresa. É ela que fará com que os funcionários “coloquem um nome” em seus problemas e proponham soluções para eles.

Metas, métricas e a garantia de que terão suas ideias ouvidas e analisadas são as principais características de uma boa gestão de equipes.

2. Aposte em uma boa comunicação

Desenvolver uma boa comunicação com a equipe não é só ouvir o que ela tem a dizer. Líderes podem aprender a compartilhar ideias com mais eficácia, o que impacta muito o negócio.

Como você passa mensagens para o time? Elas são claras o suficiente? Há orientações a respeito de como eles devem proceder em tarefas que fogem ao tradicional? O quanto estão integrados à cultura da marca que representam?

Trabalhar a forma como se dirige aos colaboradores é essencial para melhorar o funcionamento das equipes de PDV.

3. Defina seu próprio modelo de gestão

A ideia de que todas as equipes podem ser geridas seguindo as mesmas regras não é real. Mesmo departamentos dentro de uma mesma organização costumam ser administrados de forma diferente por seus chefes. Na gestão de equipes não poderia ser diferente e não existe uma fórmula mágica.

Que tipo de público-alvo o seu negócio atende? Como essas pessoas gostam de comprar? Que experiência a sua empresa deseja oferecer? Como a marca se posiciona no mercado? Qual é o papel da equipe de PDV nessa equação?

Responder a perguntas como essas vai ajudá-lo a criar um estilo gerencial que considera tanto as particularidades do consumidor quanto as dos funcionários. Utilizar o que funcionou em outros empreendimentos não é um equívoco, mas simplesmente reproduzir modelos não trará os resultados que espera no PDV. É necessário adaptar as experiências de outras marcas e empresas atuantes na mesma área para que elas funcionem dentro do seu negócio.

4. Use exemplos dentro empresa

Há sempre um membro do time (ou vários) que se destacam entre os demais. Por isso, grandes empresas ao redor do mundo aplicam o modelo de “funcionário do mês” para dar destaque a essas pessoas. Não é preciso fazer isso para chamar atenção para um bom trabalho.

Um dos mais simples princípios de gestão para se adotar é elogiar em público e repreender em particular. Se um funcionário não está fazendo o trabalho direito, tem problemas de disciplina ou não consegue atingir as próprias metas, isso deve ser abordado direta e reservadamente com ele. Já quando tem um desempenho excepcional e pode compartilhar sua expertise com os colegas, deve ter essas características destacadas na frente de todos.

5. Capacite a equipe de PDV

Quando falamos em gestão de equipes no PDV não estamos nos referindo apenas aos vendedores. Embora eles sejam uma parte relevante da organização, não são as únicas pessoas envolvidas na criação de uma experiência de compra incrível. Os vitrinistas, os subgerentes, os caixas e todas as demais pessoas que trabalham em sua loja precisam ter um propósito em comum e serem boas naquilo que fazem.

Esse é um dos principais motivos para realizar treinamento in-company. As aulas dentro da empresa são customizadas para sanar os problemas de cada negócio e um ótimo investimento para melhorar o trabalho da equipe.

Por mais que você se esforce para contratar profissionais competentes, a verdade é que cada empresa funciona de maneira diferente. Cabe ao gestor transformar a cultura empresarial em parte da rotina dos membros do time que acompanha.

Desenvolver, junto a empresas especializadas, um guia de comportamento que será reforçado em treinamentos locais garante que o colaborador possa participar desses eventos, fazendo com que ele perceba que a organização acredita em seu potencial e aumentando a taxa de retenção do seu RH.

Para criar um bom curso de treinamento, lembre-se:

  • produza conteúdo de qualidade, que é relevante para as atividades dos seus profissionais;
  • ensine estratégias de vendas e técnicas para desenvolver o relacionamento com o cliente;
  • crie um formato de avaliações para definir a eficácia das aulas ministradas;
  • seja flexível e ofereça os treinamentos em turnos compatíveis com a rotina dos colaboradores;
  • desenvolva atividades durante o in-company para fortalecer o relacionamento da equipe;
  • forneça esses cursos de maneira constante, atualizando sempre os conhecimentos de quem trabalha para a organização.

Não é só no varejo que a gestão de equipes é um complicador. Negócios em qualquer área e de qualquer tamanho podem enfrentar esse tipo de problema. Cabe ao gestor se informar e encontrar formas criativas de motivar as pessoas ao redor para que elas tragam bons resultados.

O uso de tecnologia para se conectar aos colaboradores ou permitir que eles façam as suas tarefas de maneira mais eficiente também vai ajudar. Pense em adotar sistemas com boa usabilidade, para que eles efetivamente impactem a produtividade do time, além de criar canais com demandas específicas nos quais seja possível alcançar tanto o grupo de profissionais quanto cada pessoa individualmente.

Gostou dessas ideias para a gestão de equipes e quer entender mais sobre como o treinamento pode ajudá-lo nessa tarefa? Então não deixe de ler nosso artigo sobre a importância do treinamento para a equipe de vendas!

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