Vitrine digital: o que é e como usar para surpreender o cliente? 0 7044

exemplo de vitrine digital

A vitrine digital é um recurso inovador, que transforma as lojas em locais interativos, nos quais os clientes têm o prazer de entrar. O conceito por trás desse tipo de tecnologia é muito simples. Trata-se da criação de painéis de LED com artes personalizadas, que são atualizadas periodicamente e, em geral, estão em movimento.

Ao andar pelo shopping ou nas ruas da cidade vemos muitas vitrines pelo caminho. Mas qual foi a última vez que uma delas realmente chamou a sua atenção?

O uso de tecnologia no PDV torna a sua loja mais atraente e lhe permite captar novos clientes. Descubra, no artigo de hoje, os benefícios de investir nas vitrines digitais e que outros recursos estão disponíveis para trazer melhores retornos para o seu ponto de venda.

O que é vitrine digital?

A vitrine digital é bastante diferente dos aparatos convencionais utilizados para promover os produtos de uma loja. Em vez de dispor de produtos, elas são compostas por painéis de LED que podem dar espaço a várias artes personalizadas. Elas podem ser simples, mostrando o que uma loja vende e porque o cliente deveria entrar ali — se assimilando assim às vitrines tradicionais — ou interativas, incluindo quem está fora da loja em animações e composições que chamam a atenção.

Usar o temo “painéis de LED”, porém, pode fazer com que você entenda as vitrines virtuais como um conjunto de televisores passando imagens simples. Entretanto, o recurso funciona de maneira mais complexas. Esses painéis não têm contornos, o que faz com que os vídeos ocupem um espaço tão grande quanto o de um telão, mas com qualidade digital. E cada um deles passa uma fatia do conteúdo, de maneira simultânea, para que o resultado seja como um vídeo normal, com emendas imperceptíveis.

Não são só vídeos promocionais que podem ser transmitidos em nesses espaços. Vitrines com sensores acoplados podem capturar o movimento de quem está fora da loja, fazendo com que essa pessoa se volte para o ponto de venda e que as imagens acompanhem seu olhar ou gestual. Com elas também dá para montar composições que se assemelham as das vitrines comuns.

O painel pode ser tanto o plano de fundo de um design complexo, em que manequins também são usados para criar composições que dão destaque aos seus produtos, quanto a mídia que entrega todo o conteúdo da vitrine.

O que há de diferente, então, além do formato dos LEDs utilizados? A tecnologia por trás da vitrine digital geralmente envolve recursos como a projeção mapeada, que permitem aplicar imagens em ângulos e proporções distintas para que elas se transformem em um todo coerente.

Vitrines digitais não precisam ser quadradas ou retangulares. Elas podem ser curvas, dando a sensação de perspectiva e ajudando a criar uma experiência de varejo 360º.

Por que a vitrine digital é tendência no PDV?

A vitrine digital é uma das novidades para o ponto de venda que mais tem chamado atenção dos clientes. Atualmente, poucos estabelecimentos a utilizam, o que faz com que sejam uma oportunidade muito legal de dar destaque para a sua loja entre tantas outras que apostam apenas no vitrinismo convencional.

A popularização das tecnologias digitais e a redução de custos na compra de hardware e software é outro fator que colaborou para a popularização dessas mídias. Telas cada vez menos espessas e mais baratas fazem com que a aplicação das vitrines digitais nas lojas ofereça um custo-benefício melhor para as empresas e que a criação de diferenciais, como as vitrines panorâmicas, seja possível.

Além disso, o uso de tecnologia no ponto de venda têm aumentado muito e, com isso, modificam-se os paradigmas e tendências para PDV que conhecíamos no passado.

As integrações entre o que acontece no mundo virtual e real já fazem parte de nosso dia a dia e estamos acostumados a tirar nossos telefones do bolso para escanear QR codes ou buscar informações sobre produtos mesmo quando estamos dentro da loja. Por isso, equipes de Marketing têm se dedicado a entender que inovações fazem os clientes ficarem por tempos prolongados nas lojas e consumirem mais.

Do mesmo modo que na internet temos uma porção de recursos para acompanhar o cliente e entender como ele se comporta, offline evoluímos também. Hoje conseguimos medir as interações com a marca nas redes sociais graças aos cookies e aos beacons — que os acompanham e traçam um perfil do consumidor mesmoquando ele deixa um site e, nas lojas, já passamos do ponto em que a única inovação era fornecer WiFi.

Soluções digitais que conseguem entregar dados na mão dos empreendedores para que as eles alimentem seus sistemas de Business Intelligence e o Big Data estão integradas aos locais de venda, tornando as marcas mais competitivas.

Abaixo, mostramos outros recursos tecnológicos que, como as vitrines digitais, têm trazido retornos incríveis para varejistas.

Medidores de público

Não seria ótimo se você pudesse acompanhar tudo que um consumidor faz na loja, do momento em que entra nela até passar pelo caixa? Até pouco tempo a única maneira de fazer isso era segui-lo por toda parte (o que não é nada acolhedor).

Com os medidores de público, o varejista ganha a oportunidade de entender melhor os seus visitantes sem precisar constrangê-los. Ele também obtém dados bem mais precisos do que faria com um processo do it yourself.

Os medidores são câmeras instaladas sobre telas. Eles permitem coletar informações constantes sobre como as pessoas interagem com os produtos do ponto de venda. Entender quais deles são tocados, quanto tempo os usuários passam visualizando cada um e que ações tomam em seguida está ao alcance dos varejistas que os utilizam.

Muitos outros tipos de informações podem ser captadas por dispositivos dessa natureza. Métricas sobre o sexo e a idade dos clientes, por exemplo. Assim, se adaptar à evolução do público-alvo da loja fica menos complicado e entender se você está anunciando para as pessoas certas também.

Contadores de pessoas

Sempre quis saber exatamente quantas pessoas passam pelo PDV todos os dias? Com os contadores de pessoas essa tarefa é automatizada.

Os dispositivos, instalados na entrada das lojas, registram o movimento dos consumidores e quanto tempo cada um permanece no estabelecimento.

Pequenos varejistas podem até conseguir estimar a circulação dentro de suas lojas. Todavia, conforme ela aumenta ou quando falamos de estabelecimentos de maior complexidade, perder noção do volume de pessoas que passa por ali é fácil.

Os contadores não deixam passar um usuário sequer e geram informação que, quando integrada aos sistemas de BI, pode indicar os horários mais movimentados no seu ponto de venda, bem como os dias e intervalos de tempo em que melhorias podem ser feitas para atrair clientes.

Catálogos interativos

Gerir e apresentar catálogos de produtos enormes para os clientes é outro desafio no varejo. Soluções digitais surgem como alternativa para oferecer o melhor atendimento possível. Um catálogo eletrônico é uma forma de disponibilizar tudo que há em sua loja a distância de um toque.

Um vendedor de sapatos, por exemplo, pode não ter em display todas as cores de um mesmo modelo. Procurá-lo no fundo da loja e fazer o cliente esperar não é uma boa opção. Ele pode simplesmente ir embora.

Um catálogo interativo exige apenas que se digite ou selecione o nome do produto que deseja e confira a sua disponibilidade. Por ele, o cliente pode visualizar se a cor em que procura o sapato e até fazer um autoatendimento. Isso o incentiva a fechar negócio e torna a experiência de compra mais imersiva.

Como ela funciona?

Muitas tecnologias trabalham diretamente com a interatividade no PDV, mas a vitrine digital concentra-se em apresentar serviços de uma maneira mais atraente para quem está do lado de lá do vidro.

Funcionando com animações customizadas para se encaixarem nas estratégias de marketing da sua empresa, elas são um cartão de visitas para que você possa atrair quem passa na porta do estabelecimento e nunca sequer pensou em entrar.

Uma combinação de painéis que utilizam a mesma CPU, tecnologias como o 4G e o WiFi para se manterem conectados à internet e software especializado é tudo de que uma loja precisa para começar a criar e usar vitrines virtuais.

Após a instalação, novas artes podem ser inseridas sem muita complicação e é fácil variar entre múltiplas versões, fazendo um tipo de teste A/B com os materiais apresentados aos clientes. Combinar a vitrine com sensores potencializa a eficácia desses testes. Eles detectarão quais versões da sua vitrine mais cativaram os transeuntes.

Todos os dias, a única tarefa que seus colaboradores terão é a de ligar os sistemas. O resto acontece automaticamente, já que os monitores se conectam sozinhos para que os vídeos e fotos sejam apresentados de maneira contínua.

Quais são as vantagens da vitrine digital?

Podemos dizer que as vitrines são o maior símbolo da transformação digital no varejo. O motivo para fazermos essa afirmação são os resultados que elas trazem. Algumas pesquisas nos ajudam a entender melhor o impacto que o visual tem na captação de cliente.

Por exemplo: cerca de 79% das pessoas entrevistadas pelo FedEx Office afirmam que se lembrar das mensagens que viram em painéis digitais. Quem passa a frente de uma vitrine virtual sente mais vontade de entrar na loja, de acordo com o mesmo estudo. Pelo menos 48% dos entrevistados indicaram uma reação positiva a esse recurso.

A sinalização sempre foi muito importante para encantar o consumidor e na era digital não poderia ser diferente. Antes mesmo de dispor desses recursos, 8 de cada 10 pessoas entravam em estabelecimentos apenas porque ficaram impressionados com a qualidade visual de vitrines, cartazes e banners.

Devemos lembrar, todavia, que públicos diferentes podem esperar resultados distintos. A popularidade dos sinais é maior com as mulheres, o que faz com que vitrines digitais sejam uma ótima opção para conquistá-las. 42% das entrevistas nesse mesmo levantamento reportam que estão mais propensas a visitarem uma loja se gostarem da sinalização externa.

Criatividade, cores e legibilidade são o que mais chama a atenção dos consumidores na sinalização dos ambientes. Vitrines que são atraentes graficamente, estão bem iluminadas, combinam múltiplas cores e são fáceis de ler são as que trazem mais consumidores para dentro da loja, segundo o estudo.

Há uma porção de outras vantagens em se usar vitrines digitais. Veja algumas delas nos tópicos a seguir.

Atraia mais visitantes com experiências digitais

Com os números que citamos anteriormente, deu para entender que os consumidores são extremamente visuais. Uma boa apresentação pode fazê-los tanto entrar em um estabelecimento quanto esquecê-lo por completo.

Seres humanos preferem imagens em movimento do que aquelas estáticas. Uma prova disso é o tráfego na web. Pelo menos 79% da banda que gastamos para navegar pela internet é dedicada aos vídeos e isso não se deve apenas ao fato deles serem arquivos mais pesados.

As pessoas estão mais interessadas nesse tipo de conteúdo do que nos demais, já que é possível obter muita informação em um vídeo de maneira mais concisa do que se obteria em outras mídias. Em uma era de múltiplas telas (celular, tablet, tv, computador e smartwatches), adicionar uma a loja vai fazer toda a diferença na hora de conquistar clientes.

É que usuários que têm uma boa experiência ao assistir um vídeo têm até 97% mais chances de comprar um produto. Nas vitrines, as mídias têm curta duração, o que é importante para criar campanhas atraentes. São vídeos de até 2 minutos que recebem as maiores taxas de engajamento e, na loja, isso significa visitas e conversões.

Economize com materiais nas vitrines interativas

Um dos recursos mais utilizados pelos vitrinistas na hora de montar uma exposição, além dos manequins, é o papel. Com ele é possível fazer fundos e artes que incluem texto e imagens. O gasto com papel, porém, varia muito conforme as lojas trocam seus expositores.

Dependendo do tamanho do negócio, reproduzir uma mesma vitrine já pode custar caro demais. Por isso, as experiências digitais se apresentam como uma forma de obter um melhor custo-benefício na exibição do conceito e dos produtos de uma loja.

Ela permite que a comunicação seja atualizada com mais frequência e ganhe não só movimento, mas também qualidade visual. Monitores em 4K oferecem resolução muito melhor do que qualquer cartaz poderia e, no longo prazo, poupam recursos para a sua empresa que os reutiliza em milhares de vitrines e por bastante tempo.

Implemente uma arquitetura digital para cativar clientes

O conceito de “arquitetura digital” pode ser estranho para você. Ele se refere à aplicação de modificações no ambiente da loja para que ele se torne mais atraente a partir do uso de tecnologia. Essas aplicações podem ser tão simples quanto a customização do espaço para que a utilização de sistemas de áudio interconectados proporcionem uma experiência de compra interativa para consumidor.

As vitrines digitais fazem parte do conceito e é importante entender que elas não precisam ficar atreladas apenas à entrada da loja. Integradas nos espaços de amostragem de produtos, são os canais ideais para descrever as funcionalidades daquilo que comercializa e até para divulgar vídeos instrutivos sobre o uso das peças.

A integração de mídias dentro de um estabelecimento serve para torná-lo mais atrativo e fazer com que as pessoas passem mais tempo naquele espaço, sentindo-se confortáveis para conhecer um produto tão bem quanto se sentiriam ao pesquisar por ele na internet. Um ambiente agradável é um dos principais fatores que fazem alguém consumir mais.

Segundo o Retail Week Reports, no estudo “Comprando com emoção”, 75% das pessoas preferem comprar em lojas físicas e o fazem mais vezes quando consideram o ambiente agradável. Metade dos consumidores que participaram da pesquisa também relatam que a tecnologia é algo que os intriga e faz passar mais tempo dentro desses espaços.

Obtenha vantagem competitiva em seu negócio

Pare um pouco para pensar: quantos dos seus concorrentes diretos utilizam soluções digitais dentro de suas lojas? Mesmo se não considerarmos apenas as vitrines virtuais, mas colocarmos nessa equação também os sensores da Internet das Coisas, a realidade aumentada e outras tecnologias interativos a resposta será a mesma: pouquíssimos.

Isso representa uma excelente oportunidade para a sua empresa. Sair na frente e introduzir aos consumidores um novo conceito de loja, que se encaixa na rotina digital que eles já construíram nos últimos anos é o bastante para fazer muita gente conhecer melhor a sua marca. A partir daí, um bom relacionamento é tudo de que o seu negócio necessita para vender mais.

Venda mais com vitrines virtuais

Não poderíamos deixar de mencionar os resultados que uma loja conquista ao integrar tecnologia na experiência de compra. As vitrines digitais fazem parte desse processo e podem aumentar significativamente as vendas do seu empreendimento.

77% deles sente que a maioria das lojas não faz o suficiente para criar experiências de compra realmente interessantes. É esse um dos motivos que faz com que eles deixem de comprar nos PDVs e migrem para a internet.

O que fica claro entre 61% desses shoppers é que, ao utilizar tecnologia, uma loja transforma-se em um lugar muito mais interessante do que um website ou aplicativo. Por isso, eles demandam por ambientes com telas interativas e recursos inteligentes.

O desafio que os varejistas enfrentam todos os dias para conseguir lucrar mais pode ser contornado com investimento nessas áreas.

Como implementar a vitrine digital no PDV?

Ficou interessado na ideia de fazer a sua loja mais convidativa para os clientes usando a vitrine digital? É hora de entender como fazer isso no seu estabelecimento. As dicas que preparamos vão lhe ajudar.

Entenda seu público-alvo

Para produzir os materiais mais adequados para a vitrine virtual, o primeiro passo deve ser pensar em seu público. Que mensagens estão mais propensas a chamar a atenção dele?

O seu departamento de Marketing pode lhe ajudar. Ele está acostumado a traçar estratégias para conquistar a atenção do cliente e entende muito bem as personas que precisa conquistar.

Na fase de planejamento e conceituação nasce o projeto de uma vitrine virtual de sucesso.

Crie o conceito da sua vitrine digital

Se inspirar nas criações de terceiros é uma boa ideia. Como as vitrines virtuais são uma tecnologia muito nova, elas ainda estão evoluindo para se tornar parte das nossas vidas.

Algumas marcas já criaram projetos incríveis utilizando telas e você deve consultar cases para criar um conceito de vitrine que trará bons resultados.

Combine a vitrine digital com outros recursos

Como já mencionamos, há muitas tecnologias que funcionam bem com as vitrines. A realidade virtual é uma delas. Um provador digital, por exemplo, pode ser feito com sensores de movimento e câmeras.

Do lado de fora da loja, o cliente já experimenta o vestido ou camisa de que gostou. A ação em conjunto dos dois recursos transforma a vitrine em um convite para visitar a loja.

Busque fornecedores experientes para ajudá-lo

Projetos de tecnologia devem ser feitos com exclusividade. Pensados desde o princípio para que aquilo que você imaginou se torne realidade eles são muito beneficiados pela ajuda de profissionais experientes. Busque um parceiro que consiga traduzir o seu conceito em ações.

Encontre as KPIs certas para mensurar os resultados

Medir os resultados de uma estratégia digital é importante. É claro que o mesmo vale para as vitrines virtuais. Indicadores de performance lhe mostrarão o que precisa ser modificado na vitrine para que ela continue funcionando para o negócio e também serão fundamentais para que você acompanhe o ROI do seu investimento.

Estabeleça que métricas são as mais interessantes para o seu negócio: número de visualizações, proximidade da vitrine, entradas na loja e compras podem ser algumas delas. Em seguida, determine a melhor estratégia para medir essas KPIs. Algumas das tecnologias que mencionamos entre as tendências no PDV podem lhe guiar na obtenção desses números.

Recursos digitais vão fazer com que a sua loja venda mais, conquiste novos clientes, entenda melhor o público a que serve e se diferencie dos concorrentes. Criar experiências imersivas é uma boa ideia para tirar o seu estabelecimento da mesmice e obter resultados surpreendentes.

Os investimentos em tecnologia, quando bem adaptados à realidade do seu negócio e dos clientes que ele atende são uma maneira de se destacar e oferecer mais para quem lhe visita. Um bom conceito, uma grande ideia e as ferramentas certas são a melhor estratégia para conquistar novos consumidores e encantar aqueles que o varejista já conhece bem.

O que achou? Quer instalar uma vitrine digital na sua loja? Entre em contato com a AliceWonders e descubra como podemos ajudá-lo a criar uma experiência de compra otimizada para o seu cliente!

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É o fim das lojas físicas? Confira 7 tendências para o futuro do varejo 0 1772

Especialistas ao redor do mundo afirmam que a pandemia do COVID-19 acelerou transformações digitais (e físicas) talvez esperadas apenas para a próxima década. Um exemplo disso foi o trabalho remoto que, segundo um estudo da McKinsey, levaria pouco mais de um ano para ser incrementado em tempos “normais”. Só que, com o decreto da quarentena em março de 2020, vimos escritórios inteiros migrarem para a casa de seus colaboradores em um período um pouco menor que o de 12 dias.

Parece insano, mas sabemos que essa não foi a única aceleração que a crise provocou na relação das pessoas com o mundo digital e físico. Os consumidores têm desenvolvido diferentes necessidades e comportamentos de consumo digital, que devem ser observados e absorvidos por grandes marcas nos próximos anos.

Logo, pode-se dizer que será o fim das lojas como conhecemos?

Confira a seguir 07 tendências que devem nortear o futuro do varejo físico, baseadas em pesquisas da NRF Retail’s Big Show 2021 e do 2020 Costumer Expectations Report.

1. Lojas pensadas para
produtos pessoas

Com o boom do e-commerce após o isolamento social, adquirir um produto ou serviço de sua loja favorita ficou a literalmente 1 clique de distância. Logo, as lojas físicas que desejam sobreviver ao pós-pandemia devem abrigar em seus estabelecimentos mais do que prateleiras infinitas e produtos de cores mil. 

Hoje, os consumidores buscam encontrar nas lojas espaços de experiência, convivência, interatividade e criação de memórias, rompendo as tradicionais relações de compra e venda que antes conhecíamos. 

A Kit Kat Chocolatory da Nestlé, localizada no Morumbi Shopping, é um perfeito exemplo de loja criada a partir do Experience Economy. Flagship desenvolvida pela agência inglesa FITCH, a Alice Wonders ficou responsável por desenvolver metade dos pontos de contato digitais e implementar 100% dos pontos de contato digitais da loja que embarca experiências como content wall, parede interativa, impressão de foto em um Kit Kat, Prateleira Infinita, cardápio digital, realidade virtual e mais, colocando o Brasil à frente de outros países em termos de tecnologia e inovação no PDV.

Mas isso significa que as lojas deixarão de ser locais voltados à vendas? Não necessariamente. Segundo o 2020 Customer Expectations Report, 84% dos consumidores afirmam que tendem a gastar mais em lojas que ofereçam experiências de compra marcantes sejam elas recreativas, relaxantes, encantadoras ou informativas.

2. Tecnologias aliadas à experiência no PDV

Com consumidores cada vez mais digitais e hiperconectados, aliar tecnologia ao ponto de venda, além de impulsionar o visual merchandising da sua marca, ajuda a reter a atenção dos shoppers – que passam a ter não só os olhos, mas o tempo  cada vez mais disputado por lojas, apps, marcas concorrentes ou não.

Com o uso de Realidade Aumentada atrelada à experiências no varejo, por exemplo, é possível que os clientes experimentem roupas ou calçados de forma virtual, montem looks e até finalizem suas compras direto do provador. 

Outra tendência já utilizada por grandes empresas e startups ao redor do mundo é o uso de Inteligência Artificial para otimização do processo de compras, aperfeiçoamento do armazenamento e histórico de produtos, melhorias na gestão de estoque e estratégias baseadas em comportamento. 

Essas e outras tecnologias para ponto de venda não surgem para substituir as conexões humanas por completo, mas, sim, para somar na construção de experiências cada vez mais inovadoras, personalizadas e únicas.

3. Menos interrupções, mais “Do it yourself”

No varejo do futuro, os pontos de atrito entre lojas e consumidores parecem estar com os dias contados. 

Com a utilização de Bots, Apps, Telas e tecnologias como Scan-and-Show, as empresas agora apostam na diminuição de atritos entre vendedores e clientes, outorgando autonomia aos shoppers durante processos de atendimento, dúvidas e até mesmo de pagamento. 

Nesse último, conceitos como o cashless (menos dinheiro) e cardless (menos cartões) já vem sendo utilizados por marketplaces como Uber e Apple Pay, por exemplo. O modelo consiste em vincular os dados de pagamento ao gadget do consumidor, não sendo necessário apresentar o valor em espécie ou o cartão físico. Essa já é uma realidade também crescente em supermercados do Brasil, bastando ter o celular em mãos para debitar o valor de suas compras na saída.

4. Customer Centric: marcas atentas às preferências do consumidor

Empresas que seguem a tendência do Customer Centric, isto é, clientes no centro das decisões de negócio, buscam elaborar seu planejamento estratégico focado na melhor experiência dos usuários.

Suponhamos que você deseje abrir o primeiro ponto de atendimento da sua loja que, até então, era somente digital. Aplicando o conceito Customer Centric, você teria uma série de opções: desde avaliar a localização média de seus consumidores, até a elaboração de uma pesquisa com seus atuais clientes para sondar locais de suas preferências. Isso tornaria sua escolha muito mais acertada, baseando-se, sobretudo, na necessidade e vontade do seu consumidor.

O conceito já até tem sido percebido e bem avaliado pelos usuários. Segundo o 2020 Customer Expectations Report, cerca de 79% dos consumidores dizem que as empresas que colocam os clientes como o centro do negócio destacam-se mais do que as que apenas geram marketing personalizado.

5. Logística 4.0: aceleração de entregas

Com a pandemia, além de atentar-se às medidas protetivas nas lojas físicas, os comércios precisaram também se adaptar ao crescimento exponencial do e-commerce. 

Em alguns setores, as vendas online cresceram entre 30% e 40% ao longo de 2020, demandando novos esforços e adaptações logísticas entre grandes varejistas e empresas transportadoras. 

A tendência é que o perfil de consumidor – cada vez mais exigente e seletivo –, exija entregas cada vez mais rápidas, bem como o acompanhamento de todas as etapas de distribuição em tempo real

A falta de inteligência tecnológica nos projetos de distribuição pode acarretar em inadequação de estoques, gerenciamento manual ineficaz, baixa transparência e  falta de flexibilidade em logística. Mais um reforço sobre a importância do uso de dados no varejo do futuro.

5. Marcas aliadas a responsabilidade social

Intensificado pela crise global, o olhar dos consumidores agora passa a ser ainda mais atraído por marcas que compartilham valores ligados à sustentabilidade, transparência e responsabilidade.

Um exemplo de posicionamento estrategicamente conectado ao tema de negócio é a AMA, projeto da AMBEV que apostou na expertise da Alice Wonders para dar corpo e vida à iniciativa através de uma Vending Machine Interativa

Na aquisição de cada garrafa de água AMA, 100% do lucro é revertido para construção de poços artesianos em bairros e comunidades que sofrem com a falta de água. Logo, além de destacar a marca com tecnologia e inovação, a máquina lançava um convite à reflexão social, demonstrando seu impacto positivo enquanto entretia e encantava o consumidor no ato de compra.

7Data-Driven: empresas e marcas regidas por dados

Com o crescimento exponencial do conceito Data-Driven, ou seja, empresas e organizações guiadas estrategicamente por dados, sobressaem-se as marcas que sabem desmistificar o big data para compreender o comportamento do consumidor seja no e-commerce ou varejo físico. 

Um exemplo de marca que bem representa essa tendência é a Intel. Junto a Alice Wonders, desenvolveu uma Smart Store Interativa que revolucionou o varejo de laptops no Brasil.

Em um totem, os shoppers respondiam suas preferências e necessidades na hora de escolher um notebook. Ao final do questionário, por meio de luzes coloridas, eram direcionados aos modelos das categorias que mais possuíam sinergia com suas escolhas. Além de toda a coleta de dados que favorecia as recomendações adequadas, a Intel ainda mapeava o comportamento do cliente na loja, acessando insights poderosos como quais modelos foram os mais procurados, qual a média de tempo e distância em cada laptop, quais dias e horas da semana receberam mais movimento (e muito mais!). 

Viu só o poder dos dados na hora de tomar decisões estratégicas para aumentar engajamento e volume de vendas no seu PDV? É justamente essa a funcionalidade do Granometrics.io, tecnologia exclusiva da Alice Wonders que mapeia comportamento em espaços físicos, gerando insights que resultam em vendas qualificadas.

Qual dessas tendências você acredita ser a mais revolucionária para o setor varejista? Compartilhe sua opinião nos comentários! 

E se você também deseja inovar e destacar sua marca com Experiências Digitais no PDV,  entre em contato conosco e conheça nossas soluções personalizadas! 

 

 

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Jornada do cliente: aprenda a como guiar o seu público através do funil de vendas 0 880

Customer Journey Sprint

Um bom planejamento de marketing, quando bem estruturado, é capaz de gerar grandes resultados. E uma ótima forma de atuação para otimizar o desempenho de suas ações é fazer o uso do funil de vendas para a jornada do cliente. 

Dessa forma, você terá um direcionamento muito maior sobre quais decisões devem ser tomadas a respeito de todo e qualquer processo. 

Contudo, para que dê certo de forma efetiva, é preciso que você saiba realmente o significado destes termos e principalmente, qual a relação entre eles. 

Pensando nisso, preparamos este texto para que você aprenda sobre o funil de vendas e a jornada do cliente. Continue lendo e descubra! 

O que é um funil de vendas e por que este nome? 

O funil de vendas trata-se de uma estratégia utilizada pelas equipes de uma empresa responsáveis por acompanhar todo o processo de compra de um produto ou serviço. 

É através do funil de vendas que toda a experiência do usuário pode ser analisada, desde o momento em que ele descobre que tem um problema, até o momento que ele decide fazer uso daquilo que você oferece. 

A analogia feita com este objeto é devido o processo de venda. Geralmente, um grande número de pessoas são potenciais clientes e podem até se interessar pelo produto.

Contudo, o número de pessoas vai afunilando até chegar na pequena parte que de fato, concretiza a venda ou na contratação de um serviço. 

As empresas de diferentes segmentos utilizam esses dados para justamente aumentar o número de pessoas que chegam até o fundo do funil.

Por exemplo, consultórios de odontologia, de uma área que não tem como prioridade o marketing, também podem fazer uso do funil de vendas para entender como funciona a jornada do seu paciente até que ele de fato, chegue à clínica para realizar procedimentos como a colocação de aparelho dental transparente

Conheça as etapas do funil de vendas

O funil de vendas é dividido em três partes, de forma que cada estágio determina uma situação em que o potencial cliente esteja vivenciando. 
É a partir disso que os profissionais de marketing conseguem definir quais são as melhores ações a se fazer para que a pessoa chegue até a compra. Descubra quais são as etapas: 

  • Topo do funil (a descoberta): nesta primeira etapa, o consumidor ainda não sabe que tem um problema e nem está em busca de soluções. 
  • Meio do funil (a consideração): aqui, ele já descobriu que possui um problema e começa a pesquisar quais são as suas opções para resolver. 
  • Fundo do funil (a decisão): na última fase, o cliente decide por qual produto irá comprar, ele já entra na fase de orçamentos e fecha negócio com a empresa que oferecer o melhor custo-benefício. 

 

É essencial decifrar qual o estágio do funil o consumidor está. Pois você conseguirá oferecer um conteúdo que esteja alinhado com as suas necessidades. 

Vamos exemplificar?

Imagine que você tem um consultório odontológico e descobre que grande parte do seu público ainda se encontra no meio do funil. 

De nada adianta você criar textos com foco em soluções como “quanto custa um implante dentário?” sendo que o que ele está apenas começando a considerar a hipótese de um implante e suas pesquisas ainda estão girando em torno de “prótese sobre implante dentário”. 

São pequenos detalhes, mas no momento de estruturar um plano de ação, fazem toda a diferença. 

Além da internet

É importante ressaltar que este funil de vendas pode ser utilizado além da internet. Utilizar esta estratégia para levar as pessoas até os pontos de venda das lojas de varejo é uma maneira de aumentar os seus resultados.

Por exemplo, imagine que um varejista deseja converter as pessoas que estão no meio do funil para os PDVs. Uma solução é oferecer comunicações segmentadas sobre o determinado produto que estas pessoas estão em busca e oferecer descontos especiais em compras na loja física.

Dessa forma, além de suprir uma necessidade, você também irá gerar uma boa experiência para estes possíveis consumidores. Afinal, quem não gosta de receber promoções especiais, não é mesmo? 

Entendendo a jornada do cliente

A jornada do cliente é justamente todo o caminho que o consumidor trilha até realizar uma compra. Como podemos perceber, todo o seu escopo está fortemente ligado ao funil de vendas.

A jornada do cliente baseia-se no conjunto de informações dos clientes e o seu status para ofertar aquilo que ele precisa.

Saber qual o comportamento, o problema e quais são as possíveis soluções para os clientes é de fato, o pontapé inicial para lidar com as necessidades do cliente. 

Afinal, ter a noção de quais são as atitudes que o cliente toma, é essencial para que a relação desta pessoa com a empresa seja a melhor possível. 

As 4 etapas da jornada do cliente

 

  • Descoberta: o consumidor ainda não sabe de fato quais são os seus problemas, mas está em busca;
  • Reconhecimento do problema: aqui, o cliente descobre que tem um problema e deseja encontrar a solução;
  • Consideração: nesta etapa, o cliente já identificou quais são as opções de solução e está considerando algumas alternativas;
  • Decisão: por fim, o comprador já sabe como resolver o seu problema, já decidiu qual opção escolher e começa a escolher empresas q entregam o melhor custo-benefício em sua visão. 

 

Sabemos que decifrar qual é a jornada de um cliente nos dias de hoje não é uma tarefa fácil. Uma vez que o consumidor não procura mais as lojas para saber sobre o produto.

Antes, as pessoas só compravam um item depois de ter ido ao ponto de venda e pedir informações para os funcionários. Mas hoje, grande parte da população apenas lêem resenhas na internet. 

Por isso, é tão importante utilizar o funil de vendas. Dessa forma, é possível entender qual o estágio daquele potencial cliente e tomar as melhores decisões. 

Mas afinal, como colocar em prática?

Para colocar em prática tanto a jornada do cliente quanto o funil de vendas, é preciso fazer uso de algumas estratégias do marketing digital. 

Mas antes de tudo, é preciso saber com quem você tem que falar. Portanto, a primeira etapa deve ser a identificação de persona. 

Afinal, não basta ter um bom plano, se você não sabe quem será o seu destinatário, de nada adianta enviar a mensagem. 

Após a definição de quem será o alvo de suas ativações, chegou o momento de colocar as estratégias em prática. Vamos lá? 

Invista em bons conteúdos

O marketing de conteúdo é um dos mais utilizados e um dos melhores exemplos de como chamar a atenção dos consumidores de forma positiva. 

Utilizar blogs, redes sociais, e-mail marketing, aplicativos e tudo aquilo que gere leads é essencial para otimizar a jornada do cliente. 

Por isso, planejar um conteúdo de acordo com a fase da jornada e do funil é essencial. Afinal, mesmo que o seu foco seja a divulgação de um determinado produto, o tom de voz muda a cada etapa.

Você não deve oferecer ofertas especiais para uma pessoa que ainda nem decidiu se precisa ou não de uma solução.

O ideal é que você publique textos para os mais diversos status. Assim, será possível atingir o maior número de pessoas. 

Utilize as automações de marketing

Assim como boa parte das atividades diárias foram automatizadas, também é possível automatizar as tarefas de marketing para que haja uma otimização de tempo. 

Vamos utilizar o e-mail marketing como exemplo. Antes, era preciso enviar da própria caixa de e-mail e caso fosse necessário disparar layouts personalizados, levaria um dia inteiro até enviar um por um.

Atualmente, é possível disparar milhares de e-mails através de um único clique e ainda, criar versões personalizadas para grupos e listas distintas.

Invista em técnicas de SEO

O SEO serve para otimizar o mecanismo de busca de suas publicações. Através deste recurso, é possível que seus conteúdos tenham um melhor posicionamento nos buscadores.

Assim, o possível cliente irá te encontrar mais facilmente durante a sua jornada de compra. Outro ponto essencial do SEO é a melhoria da qualidade das publicações.

Por exemplo, um texto que está utilizando a hierarquia de informações e que possui links internos e externos, além de ganhar uma relevância maior nos buscadores como o Google, ter um texto bem estruturado auxilia na experiência do usuário. 

Não podemos nos esquecer da importância das palavras-chave. Elas são essenciais na definição de um bom ranqueamento. 

Para saber quais usar é preciso fazer uma pesquisa prévia e entender como que a sua persona pesquisa alguns temos. 

Vamos supor que quando o seu potencial cliente pesquisa sobre consultórios que fazem clareamento dental, ao invés de utilizar “consultórios que realizam clareamento”, eles optem por “clareamento consultório”.  A segunda opção é a que deve ser usada nos conteúdos. 

Considerações finais

Agora que você já sabe como guiar a jornada do seu cliente através do funil de vendas, certamente você tem uma maior noção da importância dessas estratégias e entendeu como elas caminham juntas, certo? 

Comece a utilizá-las no marketing da sua empresa e mesmo que o seu setor de atuação seja em lojas físicas, como pontos de venda de varejo, essas são estratégias que além de te ajudar na análise de público, também te auxilia na comunicação em diversos canais – o físico e o digital. 

Conteúdo produzido por Mayara Santos, redatora na empresa Vue Odonto

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