Inovação no comércio varejista: o que é e como aplicar? 4 7143

inovação

Há algo muito distinto ao se abordar temas como a inovação no comércio varejista. É que aqui, de maneira muito distinta do que ocorre em universos como a tecnologia, todas as inovações relevantes precisam ter uma característica em comum: elas têm que fazer com que seja mais fácil para que sua marca venda mais.

Observe aspectos como os que citaremos a seguir! O varejo nunca foi tão diverso quanto é hoje e nunca entregou tantas opções para seus consumidores. Essa entrega deixou, lentamente, de ser feita por lojas de pedra e tijolos e passou a ser realizada, cada vez mais, por websites na internet.

Só isso já é o suficiente para significar um aumento da competição. Hoje, qualquer varejista precisa entregar preços, produtos e possibilidades melhores que seus concorrentes — que são qualquer pessoa com um website e logística capazes de levar um determinado item até você.

Nesse contexto fica fácil entender por que a inovação no comércio varejista é uma pauta que se torna mais comum entre os nossos pares. Gigantes desse tipo de comércio, como a American Apparel, recentemente abriram falência por não conseguirem se reinventar suficientemente para manter-se atuais.

Ao longo do artigo de hoje você entenderá quais são os motivos que fazem com que a inovação seja um aspecto tão importante do comércio varejista. Verá quais são as iniciativas que podem ser consideradas como inovações e como aplicá-las no seu negócio de forma satisfatória. Além disso também conhecerá alguns riscos de inovar e saberá como antecipá-los antes de obter prejuízo.

Pronto para se tornar um especialista em inovação no comércio varejista? Então continue a leitura!

Por que a inovação é importante para o varejo?

Toda vez que falamos em inovação em setores como o varejo muitas pessoas param a conversa logo ali. Isso porque elas não conseguem compreender como novas tecnologias, metodologias e recursos poderiam ser contextualizados no seu negócio e tornar o processo de vendas algo mais fácil. Mas a verdade é que vivemos em um momento único da história da humanidade.

Nunca antes tanta coisa mudou! Se há trinta anos ter um telefone poderia ser considerado um luxo, hoje o carregamos dentro de nossos bolsos e com ele podemos acessar a internet. Tecnologias como o aprendizado de máquina, Big Data e o envio de produtos feito por drones, algo que já vem sendo utilizado pela Amazon nos Estados Unidos, são definitivamente o futuro do varejo. Mas nem sempre são vistas assim por todos os profissionais dessa área.

Isso porque estamos acostumados a fazer as coisas de um jeito que sempre funcionou. Todavia, precisamos saber diferenciar quando elas continuam sendo feitas assim, por que são mais eficientes e quando isso é apenas um reflexo de algum tipo de comodismo.

Há inúmeros recursos por aí que poderiam ajudar a sua empresa a vender mais agora mesmo. Podemos, para fazer o nosso ponto de vista ser melhor compreendido, navegar por apenas um deles: Big Data!

Big Data é trabalhar com dados a fim de obter uma perspectiva qualitativa e quantitativa sobre as expectativas do seu consumidor. O recurso não é necessariamente novo para gigantes do varejo, como a americana Target ou a brasileira Americanas, mas apenas recentemente começou a fazer parte da rotina de trabalho de empresas melhores.

Isso aconteceu porque, como já foi verdadeiro para outras tecnologias, o Big Data ganhou ferramentas capazes de ser utilizadas por qualquer pessoa. Bancos de dados hospedados na nuvem, em vez de em uma série de servidores físicos, por exemplo, são um aspecto dessa revolução. Somado a softwares como o Hadoop, o que houve foi a disseminação de uma técnica eficiente para além do ambiente das megacorporações.

Graças a essas mudanças Big Data é a tecnologia à qual hoje recorremos para entender o que nossos consumidores esperam em determinadas épocas do ano, quando procuram por um produto específico ou porque compõe uma certa demografia. E esse entendimento é o suficiente para que possamos fazer o nosso trabalho de uma forma muito mais eficiente, entregando soluções sem sequer ter que propor um problema.

Utilizar um recurso de Big Data é, comprovadamente, uma estratégia para levar seus produtos e serviços para mais pessoas e amplificar os resultados do varejo. Então por que tão poucas empresas no setor fazem uso desse recurso?

Porque a cultura varejista é extremamente apegada à sua maneira de fazer negócios. Sem personagens disruptivos ou a constatação de que existem por aí tecnologias que podem aprimorar suas entregas, empresas passam anos e anos fazendo mais do mesmo — e chegando a resultados muito similares.

A inovação no comércio varejista é a única forma que você tem de buscar o extraordinário. E isso deveria ser motivo mais que o suficiente para fazê-lo se interessar por essa temática.

O que pode ser considerado inovação no comércio varejista?

Podemos começar a nossa incursão pelos recursos mais utilizados para fazer a disrupção no comércio varejista citando apenas cases de sucesso de empresas ao redor do mundo. Afinal, de que outra maneira conseguiríamos convencer você da importância de utilizar recursos como esses?

O fato é que há uma série de tecnologias que poderiam fazer os resultados do seu negócio saltarem aos olhos. Mas nem todas elas podem, necessariamente, ser consideradas como inovação. Vamos explicar a diferença de uma maneira simples.

Tratamos como inovação aqui conceitos que são únicos e podem, ao mesmo tempo, ser aplicados a uma série de nichos gerando bons resultados. O contrário disso seria uma evolução, algo que acontece de forma natural e porque o cenário e a perspectiva que temos sobre ele mudou.

Considere, por exemplo, a criação de um website. Quando nenhuma outra empresa tinha uma presença na internet, essa iniciativa poderia ser considerada inovadora. Mesmo porque não havia sequer o conceito de comércio eletrônico e apostar em um meio que não era tão utilizado assim até então tratava-se de um risco.

Hoje, porém, um website é apenas uma das coisas que o seu negócio precisa ter para sobreviver. E não pode mais ser considerado, em si, uma inovação. Por outro lado, um website que muda as coisas como conhecemos ainda se encaixa nessa categoria.

Você já ouviu falar no conceito de Guide Shop? As Guide Shops são locais em que você pode experimentar produtos e serviços antes de fazer sua aquisição. Tratam-se de experiências imersivas que não modificam a logística de como uma loja opera.

Após uma visita a uma Guide Shop você terá certeza do que quer adquirir. E poderá fazê-lo pelo website da empresa, como aconteceria normalmente. Esse recurso é, portanto, considerado uma inovação porque muda a maneira como costumamos abordar um problema. O mesmo é verdadeiro para as demais inovações que citaremos a seguir.

Robótica

O marketing de varejo geralmente é o principal lugar para o qual olhamos quando desejamos detectar as inovações mais relevantes nessa área. Entretanto, o que há de mais moderno e disruptivo nem sempre sai desse departamento. É claro que o papel do marketing na maneira como um negócio se posiciona continua extremamente relevante, mas hoje vemos outras disciplinas surgirem com ideias que podem mudar nossas maneiras de fazer negócios.

Esse é o caso quando falamos na robótica. Antes limitada à criação de rovers que passeiam pelo universo e tentam conhecer melhor a sua história, essa ciência ganhou ares práticos ao entrar em contato com o varejo. E nos trouxe possibilidades que jamais contemplamos antes.

Hoje podemos dizer que a robótica é comum ao varejo, fazendo parte do processo de logística e da cadeia de produção. Pense, por exemplo, na Amazon que utiliza cerca de 40000 robôs em seu armazém para fazer a separação dos pedidos.

A verdadeira revolução que queremos abordar aqui, porém, leva a robótica para um caminho diferente. Companhias como a Hudson’s Bay Company fizeram um compromisso em expandir o uso de robôs no atendimento ao longo do ano de 2017. A empresa começou a incluir essas máquinas nos pontos de venda e a estudar maneiras como um robô poderia ser utilizado para fazer entregas de porta em porta.

A Lowe é outro grande negócio focado em fazer parte dessa mudança. Hoje, em 11 de suas lojas em São Francisco, a empresa já conta com robôs especializados em realizar o atendimento ao cliente. Eles podem tirar dúvidas, indicar onde estão determinados produtos e registrar reclamações.

Esse é o tipo de inovação no comércio varejista que faz toda a diferença e mostra como o mercado estará em alguns anos.

Entregas com drones

É impossível ignorar o case de inovação da Amazon no que diz respeito à entrega com drones. Isso porque trata-se de uma forma tão diferente de fazer as coisas que podemos facilmente vê-la sendo implementada em larga escala por outras companhias.

Imagine se os seus pedidos em uma pizzaria pudessem ser entregues com um drone? Isso aumentaria as chances de eles chegarem até a sua casa ainda quentinhos e no momento ideal para o consumo. Afinal, drones não enfrentam o trânsito nem precisam receber salários, o que faz com que eles sejam, de certa forma, os entregadores ideais para contextos como esses.

Ao adquirir um produto na internet esperamos que ele chegue o mais rápido possível, e a entrega por drones possibilita isso. Não é limitada pelos horários de funcionamento dos Correios e não exige que a empresa responsável pela distribuição de um produto faça isso apenas em dias úteis.

Conforme grandes empresas se especializam na entrega por drones e transformam essa tecnologia em algo utilizável pelas grandes massas, é possível que você veja essa mudança ocorrer ainda nos próximos anos. Hoje, além da Amazon, 7-Eleven e Flirtey já fazem entregas desse tipo nos Estados Unidos.

Imagine como a logística do seu empreendimento poderia ser impactada por coisas como essas? Por isso frisamos o quão importante é levar a sério a inovação.

Tecnologias antifraude

Para que um e-commerce funcione e cumpra o seu propósito é preciso investir em segurança. Aqui, mais do que em qualquer outro ponto da cadeia varejista, garantir que apenas usuários autorizados façam uso das suas informações de crédito é papel do comerciante. Por isso é preciso que abordemos o impacto da inovação no desenvolvimento de ferramentas antifraude.

Você provavelmente já ouviu falar em Bitcoin. A moeda virtual nasceu como um experimento e hoje é uma das mais valorizadas ao redor do mundo. Grandes players estão investindo nela porque veem em um de seus pontos principais, o blockchain, uma forma de desenvolver outros tipos de tecnologias.

O blockchain é uma cadeia de dados que garante a veracidade de uma bitcoin. Nele estão contidas todas as moedas que foram emitidas até hoje e é fácil validá-las matematicamente. Alguns membros da área de segurança olham para isso com empolgação.

É que o blockchain pode ser utilizado, por exemplo, para validar todas as transações realizadas pela internet, e impedir o cometimento de fraudes.

Como meu negócio pode aplicar a inovação de forma satisfatória?

Não faltam oportunidades para que o seu negócio coloque em prática a inovação. Talvez tecnologias como a entrega por drones ou os sistemas antifraude baseados em bitcoin não estejam ao seu alcance agora, mas elas definitivamente precisam começar a fazer parte dos seus planos.

Afinal, tudo indica que a sua popularização tornará a sua adoção algo cada vez mais natural com o passar dos anos. Assim como aconteceu com o comércio eletrônico, o uso de robôs pode vir a ser a próxima grande coisa quando falamos em inovação no comércio varejista.

Mas para colocar novidades como essas em prática é preciso, antes de tudo, que a sua equipe tenha em mente uma missão muito clara. É preciso criar, dentro da sua empresa, uma cultura que incentiva o uso de novos recursos e parabeniza as pessoas que se movem em direção a inovação.

O principal fator que dificulta a implementação da inovação no comércio varejista, na maioria das vezes, é cultural. Equipes estão tão tradicionalmente acostumadas a fazer as coisas de uma forma, que não veem como elas poderiam ser diferentes.

Para que a sua empresa comece a ser líder de inovação e a fazer a vida de seus concorrentes mais complicada é preciso que ela esteja aberta a isso. Tenha incentivos bem definidos para aqueles colaboradores que estão dispostos a trazer para a mesa novidades e coloque entre as suas prioridades otimizar a maneira como executa as tarefas mais simples.

Inovar, no sentido de se deparar com uma grande ideia, está ao alcance de todos. Porém, para que isso não fique apenas no papel, é preciso modificar paradigmas e estabelecer maneiras de se recompensar a inovação.

Quais os erros devo evitar?

Podemos fazer uma extensa lista de motivos pelos quais a inovação falha em ser bem-sucedida em campos como o varejo. Sendo, provavelmente, o principal deles o fato de que não fazemos mais compras como antigamente. Por esse motivo, ambientes como os shopping centers não são mais tão visitados quanto no passado e deixaram de ter uma parte central na nossa cultura.

Mas se colocarmos toda a culpa de nossos problemas aí deixaremos de perceber outros desafios que rodeiam o universo do varejo e que tornam cada vez mais complicado inovar nessa área. Afinal, o varejo praticado via internet também enfrenta dificuldades e nem todas elas podem ser diretamente relacionadas com a falta desses consumidores em potencial circulando por seus ambientes de loja.

É na internet que vemos recordes de visitas não se transformarem em recordes de vendas, pela sua própria natureza. Aqui é mais comum que as pessoas se alonguem na jornada de compra e façam com que vender um produto seja uma tarefa ainda mais difícil. Por isso mesmo desconsideraremos esses tipos de dificuldades ao responder a pergunta “Por que a inovação no comércio pode falhar?”.

Contemplaremos, por outro lado, problemas que são comuns a ambos os tipos de negócio, sejam eles online ou sejam eles offline.

Coisas como inovar sem saber o que se está fazendo, apenas porque todos os seus concorrentes estão inovando é um desses problemas e, a falta de planejamento, uma consequência natural deles. Definir mal seus objetivos, falhar em treinar a sua equipe e não considerar a experiência do consumidor são outros pecados mortais que você não vai querer cometer ao inovar.

Confira a razão disso nos tópicos a seguir:

Inovar sem motivo

O maior motivo para que a inovação falhe no varejo é começá-la sem avaliar as suas consequências. Muitos varejistas observam bem o seu mercado e tiram a conclusão óbvia de que aqueles negócios que estão inovando tendem a obter os melhores resultados.

Daí para decidir que inovar é a iniciativa ideal para tirar seus negócios do marasmo é um pulo. Mas essa pode ser a maior armadilha no seu caminho.

Chamamos isso de “inovar por inovar”, ou seja, de adotar novas técnicas, recursos e metodologias sem considerar como elas vão refletir no seu negócio — apenas porque outras pessoas estão fazendo isso.

Em geral, essa é a maneira mais rápida de gastar muito dinheiro e obter resultados pífios. Portanto, antes de inovar, é preciso considerar todas as particularidades do seu negócio e dar uma resposta clara à pergunta “por que eu quero inovar?”. Apenas depois disso é possível dar os passos seguintes no processo de inovação.

Esquecer do planejamento

Naturalmente, depois de chegar à conclusão de que você não inovará em vão, algumas exigências se apresentarão pelo caminho, sendo a mais importante delas a criação de um planejamento. Sem planejamento todos aqueles motivos que levaram a sua empresa a investir em inovação podem ser ignorados sem que você sequer perceba.

É na fase do planejamento que se define como a inovação se dará e durante o seu decorrer que são traçadas metas e métricas capazes de medi-la. Por isso, nunca ignore essa etapa!

Definir mal seus objetivos

Mas traçar metas e métricas não é uma tarefa tão simples quanto pode parecer no papel. Ao inovar, a sua empresa terá uma missão crítica pela frente: a de fazer as coisas de uma maneira diferente a fim de obter um resultado impressionante.

Esse resultado precisa ser conhecido ou antecipado no momento da implementação de iniciativas inovadoras. Vai lhe parecer tentador testar os recursos que citamos nos tópicos anteriores e ver o que eles podem fazer pelo seu negócio. Todavia, sua inovação só poderá funcionar se você souber o que deseja dela desde o primeiro momento.

Falhar em treinar sua equipe

A cultura das empresas é um aspecto muito importante da inovação. Tanto que, quando falamos nela, em geral o assunto vem atrelado à chamada “cultura de inovação”. A cultura de inovação é basicamente introduzir na sua equipe a vontade de criar o novo de maneira constante.

Isso pode ser um grande desafio! Sabemos que nossos vendedores e fornecedores têm a sua própria maneira de trabalhar, mas não podemos deixar que essa maneira se coloque entre nossas empresas e a inovação.

Por isso, para que tudo dê certo ao longo da sua jornada será fundamental treinar a sua equipe nas técnicas, metodologias e ferramentas que passarão a ser adotadas pelo negócio. Só assim todos estarão alinhados e determinados a conquistar objetivos comuns.

Ignorar a experiência do consumidor

Provavelmente você já passou por alguma situação em que viu como a inovação poderia deteriorar a experiência do consumidor. Pense, por exemplo, em quiosques de autoatendimento, como aqueles que você vê no shopping ou em lojas de fast-food.

Enquanto algumas vezes esses quiosques funcionam para melhorar a experiência do usuário, tornando o processo de compra algo mais ágil, nem sempre o resultado esperado é alcançado.

Mas por que? Em geral, por deixar de considerar a experiência de compra que o seu usuário gostaria de ter ao entrar na sua loja ou centro comercial. Um mapa interativo que indica o posicionamento de vários espaços em um shopping, por exemplo, pode perder completamente a sua funcionalidade se não conseguir indicar claramente e em todos os momentos onde o usuário está.

Esse é um erro comum que pode transformar uma inovação que parecia positiva em uma pedra no sapato do seu consumidor. Estudar o que ele espera encontrar quando interage com seus produtos e serviços é, portanto, um aspecto primordial para se inovar da maneira mais eficiente.

Dedique o tempo que a sua equipe passará desenvolvendo o planejamento de uma iniciativa de inovação para considerar tópicos como esses. Afinal, ignorá-los pode complicar o seu relacionamento com o consumidor, a percepção que ele tem do seu negócio e até mesmo a sua capacidade de adquirir bens e serviços.

Viu como é possível adotar a inovação no comércio varejista e ser bem-sucedido? Observando os pontos levantados aqui você deve ter ficado pelo menos tentado a experimentar como novos recursos podem impactar os seus resultados.

Aqui na Alice Wonders somos especialistas neste assunto. Assine nossa newsletter! Ela é a maneira mais simples de se manter atualizado sobre a inovação no comércio varejista e de obter todo o conhecimento necessário para fazer as mudanças de que sua empresa precisa!

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Tendências para o varejo em 2020 0 1400

Para ficar por dentro do que está em tendência e apostar no varejo, vamos pontuar a nossa visão acima dos temas mais relevantes apresentados na NRF Retail’s Big Show deste ano, a principal feira do setor. Iremos falar sobre o que estamos acompanhando e vendo dar certo no varejo no Brasil e no mundo. 

Um assunto que nunca sai de moda é como entender o perfil do consumidor e o que está por trás disso. E para traçar o perfil do seu consumidor real, com o objetivo de converter as suas vendas, o melhor passo é a captação de dados

Gerar e analisar os dados

Adote esta regra: dados em primeiro lugar. Captar dados no varejo não se restringe apenas ao ecommerce. Investir em tecnologia no PDV, hoje, é algo super rentável que pode ser a base das suas estratégias de vendas. 

Com a interação via sensores, capazes de mensurar, por exemplo, o tempo de permanência de uma pessoa em frente à gôndola, conseguimos ver na prática a relação: fluxo x conversão. Os dados gerados a partir dos sensores, quando bem posicionados em pontos estratégicos, indicam uma série de informações precisas e únicas. Basta que você saiba trabalhar em cima desses dados para alcançar seus objetivos. 

Gôndola TRESemmé, por Alice Wonders
Holografia de gôndola TRESemmé, realizado por Alice Wonders. Obteve 180 mil interações e mais de 25 mil pessoas impactadas.

A inovadora holografia no PDV da TRESemmé com sensores, permitiu extrair dados indicando resultados de cerca de 3600 interações por dia, além de chamar a atenção de mais de 25 mil pessoas por mais de 5 segundos na frente da holografia. A nossa tecnologia cria a possibilidade de transmitir vídeos similares a campanhas de TV, que passa todas as informações necessárias e ainda promove a sensação dos produtos estarem flutuando em frente aos consumidores, resultando experiência única e diferencial.

Criar experiências únicas

Engajar o consumidor e conectá-lo a um nível emocional é uma excelente estratégia. Apesar de não ser mais novidade, essa pauta voltou a chamar atenção este ano na NRF, o que reforça a ideia de continuar apostando em gerar experiências únicas ao consumidor. 

Você já deve ter percebido que a tecnologia está cada vez mais integrando aspectos humanos, justamente para levar emoções e sensações às pessoas. É o que chamam de “varejo humanológico”, ou seja, a tecnologia a favor da humanização nas relações de compra, venda e experiência. 

Se você conseguir criar uma memória no seu consumidor através da experiência, você já conseguiu uma retenção. 

Colocar produtos à prova 

Oferecer testes do seu produto tem a ver, também, com levar experiências ao consumidor. Como as lojas pop-ups que distribuem amostras grátis, degustação ou até mesmo disponibilizam um produto como provador. Ter essa oportunidade é algo imensurável para os clientes, que retribuem com feedbacks construtivos para a sua marca e eleva o nível de satisfação. 

Além disso, a sua loja física pode oferecer produtos exclusivos, ou sob medida. Quanto mais se sentir único e especial, mais chances tem desse consumidor de se fidelizar com a sua marca. Outra vantagem de produzir produtos exclusivos, é diminuir a quantidade de estoques. Pense nisso!

Personalização dos espaços 

Investimento no espaço e em novos equipamentos – seja na decoração da loja ou em tecnologia – costuma ser um investimento de capital a longo prazo (de dez a quinze anos). Em um outro post aqui no nosso blog falamos sobre a importância da personalização dos espaços físicos e como um ambiente interfere na experiência do cliente. Confira!

“A comunicação visual do ambiente precisa conversar entre si, além do mais, os aspectos estéticos de decoração e também os funcionais são sempre analisados pelos clientes. Móveis, iluminação, os próprios produtos, tudo faz parte”.

Vitrine infinita Di Santini, projeto criado por Alice Wonders.
Vitrine infinita Di Santini, criada por Alice Wonders. Projeto que une experiências digitais e espaços físicos.

Curtiu as dicas e já quer aplicar as tendências na sua marca? Entre em contato conosco para ajudá-lo a realizar projetos incríveis. 

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Flagship KitKat Chocolatory 0 1319

Flagship KitKat Chocolatory

A primeira KitKat Chocolatory flagship na América Latina

Convidados pela Nestlé, realizamos um case de sucesso através do projeto da loja KitKat Chocolatory. Localizada no Shopping Morumbi, em São Paulo, a loja é uma tendência de mercado (Direct to Consumer), colocando o Brasil à frente em tecnologia e inovação no varejo e PDV, que além de experiências únicas também oferece produtos exclusivos que só são vendidos lá. 

Foram, aproximadamente, oito meses de processo entre planejamento, desenvolvimento de tecnologias até a sua inauguração. Trabalhamos em parceria com o líder de projeto FITCH, uma consultoria global de design, para ativar vários pontos de contato digitais em toda a experiência principal.

Cocoa Plan

Nosso projeto inicial foi a criação da parede capacitiva, com o objetivo de levar informação sobre o projeto Cocoa Plan, através de experiência digital interativa. A parede capacitiva permite que as pessoas conheçam o programa através de conteúdos interativos.

Parede capacitiva dentro da flagship KitKat Chocolatory
Parede capacitiva sobre o Cocoa Plan, dentro da flagship KitKat Chocolatory.

Content Wall

A nossa content wall mostra, por uma tela de 32:9 em 4K, todo o conteúdo das contas oficiais da KitKat no Instagram. Como as redes sociais fazem parte da vida real das pessoas e das marcas, usamos esta estratégia para o PDV, incluindo como um projeto de interação e conteúdo para o público.

Content Wall da flagship KitKat Chocolatory,
Content Wall da flagship KitKat Chocolatory, desenvolvido por Alice Wonders.

“O layout foi desenvolvido de acordo com a identidade visual da loja e a implementação de um aplicativo que mostra em tempo real o conteúdo que está nos perfis oficiais do Instagram. Atualizou o feed, atualizou a Content Wall automaticamente”, explica a nossa Arquiteta e Gerente de Projetos, Emilly Cirilo. 

Cardápio digital

O cardápio digital de cafés é mais um projeto de nossa autoria, feito exclusivamente para a loja. Uma das vantagens desse produto é a criação de vídeos para o cliente visualizar melhor as opções do menu. Além de ser sustentável, gera automaticamente o pedido feito pelo cliente e envia para o balcão. 

Cardápio Digital da cafeteria da flagship KitKat Chocolatory
Cardápio Digital da cafeteria da flagship KitKat Chocolatory, desenvolvido por Alice Wonders.

Touch points

A consultoria global de design FITCH liderou o principal conceito estético e digital e, juntos, trabalhamos em equipe para implementar vários pontos de contato em toda a loja. Em outras palavras, a FITCH criou os projetos de touchpoints e liderou o desenvolvimento de software, e Alice Wonders integrou a infraestrutura de rede e os cabos.

“Foi preciso montar uma infraestrutura de rede em nosso escritório para recriar o ambiente final da loja com máquinas, sensores e experiências, antes de implantar direto na loja. O que permitiu detectarmos falhas durante o processo e fazer ajustes prévios, sem correr riscos”, explica Eric Winck, Co-founder e co-CEO de Alice Wonders.

Touch points da flagship KitKat Chocolatory
“Estação Encontre Seu Sabor”, desenvolvida pela FITCH

Segundo Eric, é fundamental manter vivas as experiências digitais no PDV através de revisões semanais do hardware e software, bem como ajustar e melhorar os conteúdos. Como por exemplo, o conteúdo vivo do Content Wall. “Estas revisões mantém a ‘saúde’ digital e podem antecipar erros e problemas sem downtime das experiências na loja”. 

“A KitKat Chocolatory foi projetada para a experiência do consumidor. E não é apenas experiência de compra, e sim a experiência de envolver o cliente para que ele tenha vontade de voltar depois. Para marcar na memória e deixar aquela lembrança agradável”, conclui Alexandre Valdivia, Co-founder e co-CEO de Alice Wonders. 

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