Inovação no comércio varejista: o que é e como aplicar? 3 1463

inovação

Há algo muito distinto ao se abordar temas como a inovação no comércio varejista. É que aqui, de maneira muito distinta do que ocorre em universos como a tecnologia, todas as inovações relevantes precisam ter uma característica em comum: elas têm que fazer com que seja mais fácil para que sua marca venda mais.

Observe aspectos como os que citaremos a seguir! O varejo nunca foi tão diverso quanto é hoje e nunca entregou tantas opções para seus consumidores. Essa entrega deixou, lentamente, de ser feita por lojas de pedra e tijolos e passou a ser realizada, cada vez mais, por websites na internet.

Só isso já é o suficiente para significar um aumento da competição. Hoje, qualquer varejista precisa entregar preços, produtos e possibilidades melhores que seus concorrentes — que são qualquer pessoa com um website e logística capazes de levar um determinado item até você.

Nesse contexto fica fácil entender por que a inovação no comércio varejista é uma pauta que se torna mais comum entre os nossos pares. Gigantes desse tipo de comércio, como a American Apparel, recentemente abriram falência por não conseguirem se reinventar suficientemente para manter-se atuais.

Ao longo do artigo de hoje você entenderá quais são os motivos que fazem com que a inovação seja um aspecto tão importante do comércio varejista. Verá quais são as iniciativas que podem ser consideradas como inovações e como aplicá-las no seu negócio de forma satisfatória. Além disso também conhecerá alguns riscos de inovar e saberá como antecipá-los antes de obter prejuízo.

Pronto para se tornar um especialista em inovação no comércio varejista? Então continue a leitura!

Por que a inovação é importante para o varejo?

Toda vez que falamos em inovação em setores como o varejo muitas pessoas param a conversa logo ali. Isso porque elas não conseguem compreender como novas tecnologias, metodologias e recursos poderiam ser contextualizados no seu negócio e tornar o processo de vendas algo mais fácil. Mas a verdade é que vivemos em um momento único da história da humanidade.

Nunca antes tanta coisa mudou! Se há trinta anos ter um telefone poderia ser considerado um luxo, hoje o carregamos dentro de nossos bolsos e com ele podemos acessar a internet. Tecnologias como o aprendizado de máquina, Big Data e o envio de produtos feito por drones, algo que já vem sendo utilizado pela Amazon nos Estados Unidos, são definitivamente o futuro do varejo. Mas nem sempre são vistas assim por todos os profissionais dessa área.

Isso porque estamos acostumados a fazer as coisas de um jeito que sempre funcionou. Todavia, precisamos saber diferenciar quando elas continuam sendo feitas assim, por que são mais eficientes e quando isso é apenas um reflexo de algum tipo de comodismo.

Há inúmeros recursos por aí que poderiam ajudar a sua empresa a vender mais agora mesmo. Podemos, para fazer o nosso ponto de vista ser melhor compreendido, navegar por apenas um deles: Big Data!

Big Data é trabalhar com dados a fim de obter uma perspectiva qualitativa e quantitativa sobre as expectativas do seu consumidor. O recurso não é necessariamente novo para gigantes do varejo, como a americana Target ou a brasileira Americanas, mas apenas recentemente começou a fazer parte da rotina de trabalho de empresas melhores.

Isso aconteceu porque, como já foi verdadeiro para outras tecnologias, o Big Data ganhou ferramentas capazes de ser utilizadas por qualquer pessoa. Bancos de dados hospedados na nuvem, em vez de em uma série de servidores físicos, por exemplo, são um aspecto dessa revolução. Somado a softwares como o Hadoop, o que houve foi a disseminação de uma técnica eficiente para além do ambiente das megacorporações.

Graças a essas mudanças Big Data é a tecnologia à qual hoje recorremos para entender o que nossos consumidores esperam em determinadas épocas do ano, quando procuram por um produto específico ou porque compõe uma certa demografia. E esse entendimento é o suficiente para que possamos fazer o nosso trabalho de uma forma muito mais eficiente, entregando soluções sem sequer ter que propor um problema.

Utilizar um recurso de Big Data é, comprovadamente, uma estratégia para levar seus produtos e serviços para mais pessoas e amplificar os resultados do varejo. Então por que tão poucas empresas no setor fazem uso desse recurso?

Porque a cultura varejista é extremamente apegada à sua maneira de fazer negócios. Sem personagens disruptivos ou a constatação de que existem por aí tecnologias que podem aprimorar suas entregas, empresas passam anos e anos fazendo mais do mesmo — e chegando a resultados muito similares.

A inovação no comércio varejista é a única forma que você tem de buscar o extraordinário. E isso deveria ser motivo mais que o suficiente para fazê-lo se interessar por essa temática.

O que pode ser considerado inovação no comércio varejista?

Podemos começar a nossa incursão pelos recursos mais utilizados para fazer a disrupção no comércio varejista citando apenas cases de sucesso de empresas ao redor do mundo. Afinal, de que outra maneira conseguiríamos convencer você da importância de utilizar recursos como esses?

O fato é que há uma série de tecnologias que poderiam fazer os resultados do seu negócio saltarem aos olhos. Mas nem todas elas podem, necessariamente, ser consideradas como inovação. Vamos explicar a diferença de uma maneira simples.

Tratamos como inovação aqui conceitos que são únicos e podem, ao mesmo tempo, ser aplicados a uma série de nichos gerando bons resultados. O contrário disso seria uma evolução, algo que acontece de forma natural e porque o cenário e a perspectiva que temos sobre ele mudou.

Considere, por exemplo, a criação de um website. Quando nenhuma outra empresa tinha uma presença na internet, essa iniciativa poderia ser considerada inovadora. Mesmo porque não havia sequer o conceito de comércio eletrônico e apostar em um meio que não era tão utilizado assim até então tratava-se de um risco.

Hoje, porém, um website é apenas uma das coisas que o seu negócio precisa ter para sobreviver. E não pode mais ser considerado, em si, uma inovação. Por outro lado, um website que muda as coisas como conhecemos ainda se encaixa nessa categoria.

Você já ouviu falar no conceito de Guide Shop? As Guide Shops são locais em que você pode experimentar produtos e serviços antes de fazer sua aquisição. Tratam-se de experiências imersivas que não modificam a logística de como uma loja opera.

Após uma visita a uma Guide Shop você terá certeza do que quer adquirir. E poderá fazê-lo pelo website da empresa, como aconteceria normalmente. Esse recurso é, portanto, considerado uma inovação porque muda a maneira como costumamos abordar um problema. O mesmo é verdadeiro para as demais inovações que citaremos a seguir.

Robótica

O marketing de varejo geralmente é o principal lugar para o qual olhamos quando desejamos detectar as inovações mais relevantes nessa área. Entretanto, o que há de mais moderno e disruptivo nem sempre sai desse departamento. É claro que o papel do marketing na maneira como um negócio se posiciona continua extremamente relevante, mas hoje vemos outras disciplinas surgirem com ideias que podem mudar nossas maneiras de fazer negócios.

Esse é o caso quando falamos na robótica. Antes limitada à criação de rovers que passeiam pelo universo e tentam conhecer melhor a sua história, essa ciência ganhou ares práticos ao entrar em contato com o varejo. E nos trouxe possibilidades que jamais contemplamos antes.

Hoje podemos dizer que a robótica é comum ao varejo, fazendo parte do processo de logística e da cadeia de produção. Pense, por exemplo, na Amazon que utiliza cerca de 40000 robôs em seu armazém para fazer a separação dos pedidos.

A verdadeira revolução que queremos abordar aqui, porém, leva a robótica para um caminho diferente. Companhias como a Hudson’s Bay Company fizeram um compromisso em expandir o uso de robôs no atendimento ao longo do ano de 2017. A empresa começou a incluir essas máquinas nos pontos de venda e a estudar maneiras como um robô poderia ser utilizado para fazer entregas de porta em porta.

A Lowe é outro grande negócio focado em fazer parte dessa mudança. Hoje, em 11 de suas lojas em São Francisco, a empresa já conta com robôs especializados em realizar o atendimento ao cliente. Eles podem tirar dúvidas, indicar onde estão determinados produtos e registrar reclamações.

Esse é o tipo de inovação no comércio varejista que faz toda a diferença e mostra como o mercado estará em alguns anos.

Entregas com drones

É impossível ignorar o case de inovação da Amazon no que diz respeito à entrega com drones. Isso porque trata-se de uma forma tão diferente de fazer as coisas que podemos facilmente vê-la sendo implementada em larga escala por outras companhias.

Imagine se os seus pedidos em uma pizzaria pudessem ser entregues com um drone? Isso aumentaria as chances de eles chegarem até a sua casa ainda quentinhos e no momento ideal para o consumo. Afinal, drones não enfrentam o trânsito nem precisam receber salários, o que faz com que eles sejam, de certa forma, os entregadores ideais para contextos como esses.

Ao adquirir um produto na internet esperamos que ele chegue o mais rápido possível, e a entrega por drones possibilita isso. Não é limitada pelos horários de funcionamento dos Correios e não exige que a empresa responsável pela distribuição de um produto faça isso apenas em dias úteis.

Conforme grandes empresas se especializam na entrega por drones e transformam essa tecnologia em algo utilizável pelas grandes massas, é possível que você veja essa mudança ocorrer ainda nos próximos anos. Hoje, além da Amazon, 7-Eleven e Flirtey já fazem entregas desse tipo nos Estados Unidos.

Imagine como a logística do seu empreendimento poderia ser impactada por coisas como essas? Por isso frisamos o quão importante é levar a sério a inovação.

Tecnologias antifraude

Para que um e-commerce funcione e cumpra o seu propósito é preciso investir em segurança. Aqui, mais do que em qualquer outro ponto da cadeia varejista, garantir que apenas usuários autorizados façam uso das suas informações de crédito é papel do comerciante. Por isso é preciso que abordemos o impacto da inovação no desenvolvimento de ferramentas antifraude.

Você provavelmente já ouviu falar em Bitcoin. A moeda virtual nasceu como um experimento e hoje é uma das mais valorizadas ao redor do mundo. Grandes players estão investindo nela porque veem em um de seus pontos principais, o blockchain, uma forma de desenvolver outros tipos de tecnologias.

O blockchain é uma cadeia de dados que garante a veracidade de uma bitcoin. Nele estão contidas todas as moedas que foram emitidas até hoje e é fácil validá-las matematicamente. Alguns membros da área de segurança olham para isso com empolgação.

É que o blockchain pode ser utilizado, por exemplo, para validar todas as transações realizadas pela internet, e impedir o cometimento de fraudes.

Como meu negócio pode aplicar a inovação de forma satisfatória?

Não faltam oportunidades para que o seu negócio coloque em prática a inovação. Talvez tecnologias como a entrega por drones ou os sistemas antifraude baseados em bitcoin não estejam ao seu alcance agora, mas elas definitivamente precisam começar a fazer parte dos seus planos.

Afinal, tudo indica que a sua popularização tornará a sua adoção algo cada vez mais natural com o passar dos anos. Assim como aconteceu com o comércio eletrônico, o uso de robôs pode vir a ser a próxima grande coisa quando falamos em inovação no comércio varejista.

Mas para colocar novidades como essas em prática é preciso, antes de tudo, que a sua equipe tenha em mente uma missão muito clara. É preciso criar, dentro da sua empresa, uma cultura que incentiva o uso de novos recursos e parabeniza as pessoas que se movem em direção a inovação.

O principal fator que dificulta a implementação da inovação no comércio varejista, na maioria das vezes, é cultural. Equipes estão tão tradicionalmente acostumadas a fazer as coisas de uma forma, que não veem como elas poderiam ser diferentes.

Para que a sua empresa comece a ser líder de inovação e a fazer a vida de seus concorrentes mais complicada é preciso que ela esteja aberta a isso. Tenha incentivos bem definidos para aqueles colaboradores que estão dispostos a trazer para a mesa novidades e coloque entre as suas prioridades otimizar a maneira como executa as tarefas mais simples.

Inovar, no sentido de se deparar com uma grande ideia, está ao alcance de todos. Porém, para que isso não fique apenas no papel, é preciso modificar paradigmas e estabelecer maneiras de se recompensar a inovação.

Quais os erros devo evitar?

Podemos fazer uma extensa lista de motivos pelos quais a inovação falha em ser bem-sucedida em campos como o varejo. Sendo, provavelmente, o principal deles o fato de que não fazemos mais compras como antigamente. Por esse motivo, ambientes como os shopping centers não são mais tão visitados quanto no passado e deixaram de ter uma parte central na nossa cultura.

Mas se colocarmos toda a culpa de nossos problemas aí deixaremos de perceber outros desafios que rodeiam o universo do varejo e que tornam cada vez mais complicado inovar nessa área. Afinal, o varejo praticado via internet também enfrenta dificuldades e nem todas elas podem ser diretamente relacionadas com a falta desses consumidores em potencial circulando por seus ambientes de loja.

É na internet que vemos recordes de visitas não se transformarem em recordes de vendas, pela sua própria natureza. Aqui é mais comum que as pessoas se alonguem na jornada de compra e façam com que vender um produto seja uma tarefa ainda mais difícil. Por isso mesmo desconsideraremos esses tipos de dificuldades ao responder a pergunta “Por que a inovação no comércio pode falhar?”.

Contemplaremos, por outro lado, problemas que são comuns a ambos os tipos de negócio, sejam eles online ou sejam eles offline.

Coisas como inovar sem saber o que se está fazendo, apenas porque todos os seus concorrentes estão inovando é um desses problemas e, a falta de planejamento, uma consequência natural deles. Definir mal seus objetivos, falhar em treinar a sua equipe e não considerar a experiência do consumidor são outros pecados mortais que você não vai querer cometer ao inovar.

Confira a razão disso nos tópicos a seguir:

Inovar sem motivo

O maior motivo para que a inovação falhe no varejo é começá-la sem avaliar as suas consequências. Muitos varejistas observam bem o seu mercado e tiram a conclusão óbvia de que aqueles negócios que estão inovando tendem a obter os melhores resultados.

Daí para decidir que inovar é a iniciativa ideal para tirar seus negócios do marasmo é um pulo. Mas essa pode ser a maior armadilha no seu caminho.

Chamamos isso de “inovar por inovar”, ou seja, de adotar novas técnicas, recursos e metodologias sem considerar como elas vão refletir no seu negócio — apenas porque outras pessoas estão fazendo isso.

Em geral, essa é a maneira mais rápida de gastar muito dinheiro e obter resultados pífios. Portanto, antes de inovar, é preciso considerar todas as particularidades do seu negócio e dar uma resposta clara à pergunta “por que eu quero inovar?”. Apenas depois disso é possível dar os passos seguintes no processo de inovação.

Esquecer do planejamento

Naturalmente, depois de chegar à conclusão de que você não inovará em vão, algumas exigências se apresentarão pelo caminho, sendo a mais importante delas a criação de um planejamento. Sem planejamento todos aqueles motivos que levaram a sua empresa a investir em inovação podem ser ignorados sem que você sequer perceba.

É na fase do planejamento que se define como a inovação se dará e durante o seu decorrer que são traçadas metas e métricas capazes de medi-la. Por isso, nunca ignore essa etapa!

Definir mal seus objetivos

Mas traçar metas e métricas não é uma tarefa tão simples quanto pode parecer no papel. Ao inovar, a sua empresa terá uma missão crítica pela frente: a de fazer as coisas de uma maneira diferente a fim de obter um resultado impressionante.

Esse resultado precisa ser conhecido ou antecipado no momento da implementação de iniciativas inovadoras. Vai lhe parecer tentador testar os recursos que citamos nos tópicos anteriores e ver o que eles podem fazer pelo seu negócio. Todavia, sua inovação só poderá funcionar se você souber o que deseja dela desde o primeiro momento.

Falhar em treinar sua equipe

A cultura das empresas é um aspecto muito importante da inovação. Tanto que, quando falamos nela, em geral o assunto vem atrelado à chamada “cultura de inovação”. A cultura de inovação é basicamente introduzir na sua equipe a vontade de criar o novo de maneira constante.

Isso pode ser um grande desafio! Sabemos que nossos vendedores e fornecedores têm a sua própria maneira de trabalhar, mas não podemos deixar que essa maneira se coloque entre nossas empresas e a inovação.

Por isso, para que tudo dê certo ao longo da sua jornada será fundamental treinar a sua equipe nas técnicas, metodologias e ferramentas que passarão a ser adotadas pelo negócio. Só assim todos estarão alinhados e determinados a conquistar objetivos comuns.

Ignorar a experiência do consumidor

Provavelmente você já passou por alguma situação em que viu como a inovação poderia deteriorar a experiência do consumidor. Pense, por exemplo, em quiosques de autoatendimento, como aqueles que você vê no shopping ou em lojas de fast-food.

Enquanto algumas vezes esses quiosques funcionam para melhorar a experiência do usuário, tornando o processo de compra algo mais ágil, nem sempre o resultado esperado é alcançado.

Mas por que? Em geral, por deixar de considerar a experiência de compra que o seu usuário gostaria de ter ao entrar na sua loja ou centro comercial. Um mapa interativo que indica o posicionamento de vários espaços em um shopping, por exemplo, pode perder completamente a sua funcionalidade se não conseguir indicar claramente e em todos os momentos onde o usuário está.

Esse é um erro comum que pode transformar uma inovação que parecia positiva em uma pedra no sapato do seu consumidor. Estudar o que ele espera encontrar quando interage com seus produtos e serviços é, portanto, um aspecto primordial para se inovar da maneira mais eficiente.

Dedique o tempo que a sua equipe passará desenvolvendo o planejamento de uma iniciativa de inovação para considerar tópicos como esses. Afinal, ignorá-los pode complicar o seu relacionamento com o consumidor, a percepção que ele tem do seu negócio e até mesmo a sua capacidade de adquirir bens e serviços.

Viu como é possível adotar a inovação no comércio varejista e ser bem-sucedido? Observando os pontos levantados aqui você deve ter ficado pelo menos tentado a experimentar como novos recursos podem impactar os seus resultados.

Aqui na Alice Wonders somos especialistas neste assunto. Assine nossa newsletter! Ela é a maneira mais simples de se manter atualizado sobre a inovação no comércio varejista e de obter todo o conhecimento necessário para fazer as mudanças de que sua empresa precisa!

Previous ArticleNext Article

Marketing personalizado: faça seu cliente ter uma experiência única 0 12

ilustração demonstrando marketing personalizado

O marketing personalizado existe desde antes da internet, porém, ela transformou a forma como as empresas o fazem, já que passou a ser muito mais fácil conhecer o público-alvo de perto, beneficiando-se da troca de informações contínua que acontece no mundo virtual.

Com ele, é possível tornar única a experiência do cliente e, por isso, vem sendo usado por todas as organizações que buscam oferecer um diferencial e gerar mais lucros. Quer saber mais sobre o assunto e descobrir como fazer seus clientes se sentirem especiais e valorizados? Então, continue a leitura!

O que é marketing personalizado?

O marketing personalizado consiste em atrair potenciais clientes com mensagens, promoções e produtos diferenciados adaptados aos seus gostos e necessidades. É uma ferramenta muito eficaz na criação, produção, distribuição de conteúdo e publicidade pela internet e meios offline, como as chamadas, cartas etc.

Assim, o marketing não parece realmente marketing e o cliente se sente valorizado com um serviço de alto grau de personalização.

Ele também pode ser aplicado na fabricação dos próprios produtos em sistemas online, que permitem aos compradores fazer as escolhas de tamanho, cor etc.

O marketing personalizado promove uma relação de intimidade com o público-alvo e ela se torna mais transparente também. Com isso, novos clientes são alcançados e os antigos são fidelizados.

Além do aumento de clientes e fidelizações, o marketing personalizado é capaz de aumentar o reconhecimento de uma empresa e fazê-la ter um retorno do capital investido muito maior. De forma geral, a empresa aumenta suas vendas e alcança mais lucros com algo que os consumidores adoram: a personalização.

Como usar bem essa estratégia?

Para realizar um marketing personalizado que gere resultados positivos para a empresa, é necessário ajustá-lo ao seu público-alvo e seu setor de atuação. Esse tipo de marketing não deve deixar os consumidores com a sensação de estarem sendo vigiados, como é comum acontecer.

A seguir, cinco maneiras de usar o marketing personalizado, sem complicações, para atingir os objetivos da empresa. Confira!

Colete e use corretamente os dados dos consumidores

As questões de privacidade e ética online devem ser levadas a sério; por isso, as informações sobre os clientes devem ser coletadas de forma transparente e verdadeira. O uso indevido de dados pessoais pode trazer grandes danos ao seu negócio e colocar por água abaixo todo o esforço para realizar o marketing personalizado.

Antes de pedir, ofereça algo de valor ao seu cliente

A maioria das empresas, equivocadamente, imediatamente pede que os consumidores realizem alguma ação, como clicar, preencher, assinar etc., deixando-os incomodados e, de certa forma, invadindo sua privacidade. Por isso, o ideal é oferecer algo de valor,  como um conteúdo que impressione, antes de solicitar qualquer coisa ao cliente em potencial, gerando disposição nele e criando um bom relacionamento.

Portanto, no marketing personalizado, não ocorre a invasão da privacidade dos seus atuais e potenciais clientes. Primeiro, é oferecido algo de significado, e, após uma permissão, solicitando alguma coisa. O marketing de conteúdo é, sem dúvidas, uma ótima ferramenta para essa estratégia.

Mostre novidades para os clientes

Uma técnica muito usada pelas empresas é mostrar novamente os produtos que as pessoas já visitaram no site, mas não chegaram a comprá-los. Isso não costuma funcionar muito bem, já que os consumidores nem sempre estão interessados em rever produtos, pois preferem conhecer novos itens que também sejam do seu gosto.

A solução seria enviar por e-mail uma seleção personalizada, pensada especialmente para aquela pessoa, com produtos novos e alguns dos que foram visualizados.

Uma atitude também muito comum é mandar e-mail aos clientes com produtos similares aos que acabaram de adquirir. Isso é um erro, pois dá a entender que a empresa sequer sabe que o cliente comprou o que queria; além de ser inútil, pois os clientes não querem adquirir coisas iguais as que compraram.

Nesse caso, o ideal é exibir produtos que podem ser de interesse do cliente e que tenham a ver com o que comprou anteriormente, com preços compatíveis, mostrando que conhece o perfil de consumo daquele cliente.

Realize promoções em datas especiais

Elaborar promoções para datas comemorativas é indispensável, e no marketing personalizado a ideia é criá-las individualmente. Por exemplo, criar condições especiais para o cliente em seu aniversário de um ano de fidelidade com a empresa, ou no seu próprio aniversário, é uma ótima maneira de mostrar que sua empresa se importa!

Inclusive, as datas comemorativas nacionais são uma ótima forma de gerar leads por terem picos de tráfego excelentes nos sites. Assim, é possível ganhar escala automatizando os processos de marketing personalizado.

Essas atitudes estreitam a relação entre consumidor e marca, criando uma atmosfera de intimidade e uma experiência de compra melhor.

Enviar para menos pessoas dá mais resultado

Quando a empresa conhece seus clientes e suas particularidades, a sua comunicação se torna mais assertiva; assim, você consegue impactá-los com poucas palavras. Por isso, trocar uma newsletter que atira para todo os lados com mensagens e ofertas muito genéricas por uma que oferece produtos para uma quantidade menor de pessoas, mas que você sabe que agradará, é muito mais eficiente!

Qual é o público do marketing personalizado?

O marketing personalizado, hoje em dia, é ideal para pessoas que estão sempre conectadas na internet, fazem compras online, entram no e-mail e usam redes sociais frequentemente. Esses consumidores buscam experiências diferenciadas por estarem sempre por dentro das últimas novidades, além de serem muito exigentes e confiantes do que querem.

Veja a seguir três insights que ajudam no marketing personalizado:

  • o aparelho mais usado para acessar a internet é o smartphone: no mobile marketing, é possível se comunicar com o cliente com SMS marketing e oferecer serviços diferenciados pelo QR Code, por exemplo;
  • o Facebook permite campanhas orgânicas via notificação: para isso, o cliente precisa ter feito login no seu site com o Facebook e permitido que a empresa se comunique por meio de notificações. Isso deve ser usado de forma inteligente por ser um modo muito pessoal de comunicação com o cliente;
  • os clientes têm “hora para comprar”: cada consumidor pesquisa e compra em momentos diferentes do dia. Os e-mails personalizados, por exemplo, devem ser enviados quando o consumidor está mais propenso a abri-los.

Como vimos, o marketing personalizado é capaz de ofertar aos clientes produtos com alto grau de relevância, aumentando muito as chances de compra. Qualquer empresa que quer ter um bom relacionamento com os clientesmelhorar sua experiência de compra e ter um retorno financeiro maior precisa usar essa estratégia de marketing!

Gostou do post? Não deixe de nos seguir no Facebook, Instagram, Twitter e Linkedin para não perder nada!

Varejo de luxo no Brasil: perspectivas e desafios 0 9

varejo de luxo no brasil

Para uma empresa se consolidar no mercado de luxo é preciso muito trabalho. Inclusive, levam-se anos para uma empresa desse setor ser, de fato, reconhecida e respeitada pelo público de alto padrão. Para entender, basta lembrar que as maiores marcas de luxo não estão a menos de algumas boas décadas no mercado.

Assim, fica fácil perceber que, quem arrisca investir nesse mercado, terá um longo caminho a percorrer rumo ao sucesso. Pensando nisso, trouxemos, neste post, um panorama de como anda o varejo de luxo no Brasil e como se destacar! Confira!

Como se comporta o consumidor de luxo no Brasil?

A crise política do país impactou diretamente as vendas de itens de luxo, inclusive entre os clientes que não foram afetados pela situação econômica. Sendo assim, muitos consumidores continuam com um alto poder aquisitivo, mas optam por adotar um consumo menos ostensivo e mais moderado.

A maioria dos compradores de luxo de hoje buscam adquirir produtos que, além de serem mega desejáveis e bonitos, sejam de marcas que tem um conceito sólido por trás e que imprimam um estilo de vida. Dessa forma, a marca e o cliente compartilham seus valores e ideias, construindo uma relação de identidade e lealdade.

Com o passar do tempo, coisas que antes eram consideradas luxuosas, como motoristas particulares, se tornaram cotidianas para a atual geração de consumidores. Já que podem pedir, por aplicativo, um motorista que vai esperá-lo na porta da loja quando acabar as compras.

Portanto, as expectativas que os consumidores têm em relação ao luxo é muito alta e continua aumentando, tornando-os extremamente exigentes e seletivos na escolha das marcas. Além disso, o consumidor de luxo dá preferência à proximidade com os vendedores e o atendimento personalizado, segundo a especialista do varejo de luxo, Manu Berger.

Quais são as perspectivas e desafios para o setor?

Apesar do momento econômico instável no qual o Brasil está passando, o mercado de luxo está com muita força e continua apresentando crescimento. Alguns fatores que impulsionam as compras de luxo no país, e não no exterior, são o dólar alto, regras de compra e as possibilidades de parcelamento.

Em contrapartida, as facilidades que as companhias aéreas oferecem para viagens internacionais, principalmente com destino à Miami e Nova York, afetam diretamente o varejo de luxo no Brasil, por ele deixar de ser a única possibilidade de acesso às marcas internacionais pelos consumidores.

A “concorrência” com as companhias aéreas é tão grande que, segundo pesquisas do The Boston Consulting Group (BCG), o Brasil lidera, junto com a Rússia e a China, o ranking de compras de luxo feitas fora do país de origem. Segundo a mesma pesquisa, os millennials serão os principais responsáveis pelo crescimento, de cerca de 37%, do setor de luxo nos próximos seis anos e apresentarão metade desse mercado.

Isso nos mostra que, o varejo de luxo no Brasil precisa se adaptar ao novo consumidor e não só aos compradores tradicionais. A geração millennial busca por experiências diferenciadas, que impactam e tornam o momento de consumo mais agradável e relevante.

Como o varejo de luxo deve se adaptar às mudanças?

Como foi dito, o consumidor de luxo atual está em busca de experiências, portanto, se existem empresas oferecendo produtos iguais, a preferência será por quem oferece a melhor experiência de compra, concorda? Para isso, as marcas precisam desenvolver relações individuais, com ênfase nos jovens e turistas, implantando abordagens eficientes que forneçam experiências inovadoras. Veja, a seguir, as principais transformações que ele deve ter:

Mudanças no ponto de venda

O PDV deve se transformar em um local de relacionamento. É cada vez mais necessário que as lojas se tornem lugares onde os clientes se sintam em casa, proporcionando experiências inovadoras e proporcionando um diálogo verdadeiro com eles.

O atendimento no varejo de luxo sempre foi o diferencial para os clientes, mas agora, mais do que nunca, ele precisa ser reinventado para se adaptar aos desejos dos novos consumidores. Nas lojas da Apple, por exemplo, os atendentes são mediadores entre os clientes e os produtos, a estratégia é parecer que estão ali mais para informar que para vender, criando uma experiência de compra muito mais relevante.

Outro ponto importante para inovar no varejo de luxo no Brasil e melhorar a experiência do consumidor, é usar tecnologias no PDV que atrairão e ajudarão a reter os clientes por mais tempo na loja. As vitrines digitais, por exemplo, são tendências que podem ser usadas no varejo de luxo e aumentar o tom de riqueza do local.

Faça a sua marca ser acessível e imersiva

O mercado de luxo não é mais exclusividade das pessoas de alto poder aquisitivo, pois, é muito comum, hoje, que alguns clientes juntem dinheiro por meses especialmente para adquirir algum produto de marca famosa. Empresas que oferecem um parcelamento maior saem na frente dos concorrentes. Além disso, o marketing da loja deve se preocupar em mostrar o quanto ela pode ser acessível para todos.

O luxo moderno também deve transmitir um estilo de vida, criando uma experiência global, na qual os produtos fazem parte. Uma forte narrativa de marca combinada com a tecnologia dá aos consumidores pontos de entrada acessíveis, onde “não é necessário comprar”, para a experiência de marca em cada ponto de contato e de preço.

Canais alinhados

O receio das falsificações é um dos motivos de algumas marcas de luxo estarem pouco presentes no e-commerce. Porém, já não é mais possível separar o mundo físico do virtual, pois as pessoas transitam por eles normalmente, por isso, as inovações das plataformas digitais devem ser vistas como aliadas.

Além disso, o consumidor moderno é altamente seletivo e usa a tecnologia para tomar decisões de compra a partir de inúmeros canais, as lojas online crescem a cada dia mais e é um ótimo segmento para as marcas de luxo.

Neste post, vimos que é importante mudar as estratégias de venda do varejo de luxo do Brasil, à medida na qual o perfil dos consumidores e a definição de luxo mudam. Além disso, com as mídias sociais, os produtos e serviços se tornaram acessíveis para as massas, levantando novos desafios para as empresas que querem ser um diferencial.

O varejo de luxo no Brasil tem um grande potencial de crescimento, mas, para isso, precisa contar com algumas mudanças para se adaptar ao comportamento do consumidor de luxo moderno, como a geração dos millennals.

Gostou do post? Então, agora, descubra como entender o estilo de vida do consumidor e traçar um perfil de consumo, para se comunicar da forma certa com seus clientes e oferecer produtos relevantes!

Most Popular Topics

Editor Picks

Send this to a friend