Fique por dentro: panorama do varejo brasileiro 1 2227

Pessoas na rua passando por lojas

O varejo brasileiro se expandiu muito nos últimos anos. Se, até o começo dos anos 1990, estávamos acostumados a ver poucos produtos nas prateleiras e baixa variedade de marcas, tudo mudou com a estabilização da moeda e a abertura para importações.

De repente, fabricantes perceberam a necessidade de aumentar a qualidade daquilo que vendiam e também de reforçar as suas marcas. Chegamos, então, ao cenário que você conhece hoje. Com a crise, o varejo brasileiro precisou se reinventar e, depois de um desempenho ruim em 2016, começa a se recuperar graças a inovações e melhorias.

Com o advento da internet, muitos pequenos negócios viram suas rendas diminuírem e suas vendas abaixarem, graças à competição oferecida por lojas grandes que entregam em todo o país. O funcionamento das lojas locais, a situação atual dos hipermercados e novos modelos como o cash and carry são as áreas de concentração deste artigo. Vamos conhecer os maiores desafios do setor e entender o que faz a diferença para ter sucesso no varejo brasileiro.

Lojas locais e o varejo brasileiro

O pequeno varejista é o primeiro a sofrer com situações nas quais a economia de um país não vai bem. Mas esse não é o único desafio que ele enfrenta para continuar de portas abertas. Sem conseguir capital para investir na própria marca, criar um diferencial competitivo para os seus consumidores e agregar valor no negócio, as lojas locais sofrem com o surgimento de novas soluções.

Na introdução deste texto, citamos o comércio pela internet. Ela foi responsável pela diminuição nos rendimentos de muitas lojas de bairro desde a sua popularização. Como resposta, pequenos varejistas ingressaram nas redes e começaram a tentar reproduzir os modelos de grandes comércios como, por exemplo, o Ponto Frio.

Mas sofrendo com as dificuldades de se organizar logisticamente e de fazer suas lojas atraírem tráfego, a maioria foi derrotada. Ganham espaço, nesse nicho, os varejistas que conseguem oferecer algo único para os seus clientes, como um produto exclusivamente desenvolvido pela sua marca ou um atendimento de excelência.

Entretanto, não é preciso se preocupar com a extinção do pequeno varejista. Ainda que ele precise se reinventar frequentemente e tenha dificuldade em competir com os grandes players do mercado, seu papel continua sendo fundamental na economia brasileira.

São eles que movimentam produtos básicos e chegam onde essas grandes empresas não conseguem chegar, pois não há lucratividade que justifique a construção de grandes lojas e o alto investimento. As lojas locais compram de pequenos produtores, vendem em escala menor e atingem uma área maior que as gigantes. E elas também empregam um número significativo de pessoas, sendo fundamentais para a subsistência de milhares de brasileiros.

Hipermercados x atacadistas

O futuro dos hipermercados é um tema igualmente complexo. Não é só no Brasil que essas lojas vêm percebendo a perda de espaço no mercado para os atacadistas, que avançam em modelos como o cash and carry, que discutiremos melhor abaixo.

Seu grande diferencial, o de oferecer preços baixos e incluir uma ampla variedade de produtos, não é mais o suficiente para justificar sua importância. Ambos podem ser encontrados em outros modelos de negócios, o que representa um grande desafio.

Hoje há supermercados, lojas de conveniência, atacarejos e minimarkets competindo nesse cenário. O que faz com que seja difícil, para os donos de hipermercados, conseguir manter sua lucratividade. Houve também uma mudança de hábitos na população, que não faz mais “compras do mês” nem leva toda a família para participar do processo.

Dessa forma, manter lojas com cerca de 10 mil metros quadrados não parece uma ideia tão boa quanto era nos anos 1990. Afinal, uma das grandes tendências atuais é a diminuição dos pontos de venda, que podem ser tão reduzidos quanto a tela de nossos celulares.

Para sobreviver, hipermercados precisarão investir em ser mais do que um mero ponto de venda. Torná-los um espaço onde a convivência e a diversão estão associadas a fazer compras é o que pode garantir seu futuro.

Cash and carry

É provável que o nome cash and carry ainda lhe seja estranho, por isso vamos, antes de qualquer coisa, explicar o conceito. Essa expressão é como os americanos se referem a lojas de autosserviço, que misturam o atacado e o varejo. O modelo cash and carry, muitas vezes, é chamado no Brasil como atacarejo e é um dos favoritos da nossa população.

Ao eliminar os custos com entregas, fazendo a venda em grande ou pequeno volume direto das prateleiras, o cash and carry não é exatamente novidade. Ele foi criado na Alemanha, ainda em 1940.

Carrefour (Atacadão), WalMart (Maxxi) e outras lojas do tipo são exemplos da prática no Brasil, além do pioneiro Makro que trouxe o conceito para essas terras.

Cash and carry é uma maneira de atrair as classes C, D e E. Com menores custos operacionais, essas lojas podem levar preços mais competitivos para os seus clientes. Seu grande desafio, todavia, está na experiência de compra.

Não é muito comum que os atacarejos se destaquem na interação com o consumidor. Em geral, desenvolver uma marca forte e oferecer descontos é o que faz com que eles atraiam negócios.

Junto com os clubes de compra, o modelo cash and carry é algo que está em alta no país desde o advento da crise econômica. A tendência é que, em 2018, ele continue a atrair investidores e seja uma das bases para a melhoria dos resultados no setor varejista.

Muita coisa ainda vai mudar no comércio varejista e, se você quer obter destaque na área, é preciso continuar atento às tendências. Uma delas é dar mais atenção à própria marca, investindo no seu fortalecimento e construindo um arsenal que o ajudará a ser sinônimo daquilo que vende na mente do cliente. Outra pode ser observada, por exemplo, em como empresas de transporte feito o Uber já começaram a ingressar na logística do delivery de bens.

Tudo isso vai afetar a forma como o varejo brasileiro funciona, drasticamente. Quer continuar a explorar o tema? Descubra o que o futuro do varejo reserva para a sua empresa nesse outro post!

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Tendências para o varejo em 2020 0 1400

Para ficar por dentro do que está em tendência e apostar no varejo, vamos pontuar a nossa visão acima dos temas mais relevantes apresentados na NRF Retail’s Big Show deste ano, a principal feira do setor. Iremos falar sobre o que estamos acompanhando e vendo dar certo no varejo no Brasil e no mundo. 

Um assunto que nunca sai de moda é como entender o perfil do consumidor e o que está por trás disso. E para traçar o perfil do seu consumidor real, com o objetivo de converter as suas vendas, o melhor passo é a captação de dados

Gerar e analisar os dados

Adote esta regra: dados em primeiro lugar. Captar dados no varejo não se restringe apenas ao ecommerce. Investir em tecnologia no PDV, hoje, é algo super rentável que pode ser a base das suas estratégias de vendas. 

Com a interação via sensores, capazes de mensurar, por exemplo, o tempo de permanência de uma pessoa em frente à gôndola, conseguimos ver na prática a relação: fluxo x conversão. Os dados gerados a partir dos sensores, quando bem posicionados em pontos estratégicos, indicam uma série de informações precisas e únicas. Basta que você saiba trabalhar em cima desses dados para alcançar seus objetivos. 

Gôndola TRESemmé, por Alice Wonders
Holografia de gôndola TRESemmé, realizado por Alice Wonders. Obteve 180 mil interações e mais de 25 mil pessoas impactadas.

A inovadora holografia no PDV da TRESemmé com sensores, permitiu extrair dados indicando resultados de cerca de 3600 interações por dia, além de chamar a atenção de mais de 25 mil pessoas por mais de 5 segundos na frente da holografia. A nossa tecnologia cria a possibilidade de transmitir vídeos similares a campanhas de TV, que passa todas as informações necessárias e ainda promove a sensação dos produtos estarem flutuando em frente aos consumidores, resultando experiência única e diferencial.

Criar experiências únicas

Engajar o consumidor e conectá-lo a um nível emocional é uma excelente estratégia. Apesar de não ser mais novidade, essa pauta voltou a chamar atenção este ano na NRF, o que reforça a ideia de continuar apostando em gerar experiências únicas ao consumidor. 

Você já deve ter percebido que a tecnologia está cada vez mais integrando aspectos humanos, justamente para levar emoções e sensações às pessoas. É o que chamam de “varejo humanológico”, ou seja, a tecnologia a favor da humanização nas relações de compra, venda e experiência. 

Se você conseguir criar uma memória no seu consumidor através da experiência, você já conseguiu uma retenção. 

Colocar produtos à prova 

Oferecer testes do seu produto tem a ver, também, com levar experiências ao consumidor. Como as lojas pop-ups que distribuem amostras grátis, degustação ou até mesmo disponibilizam um produto como provador. Ter essa oportunidade é algo imensurável para os clientes, que retribuem com feedbacks construtivos para a sua marca e eleva o nível de satisfação. 

Além disso, a sua loja física pode oferecer produtos exclusivos, ou sob medida. Quanto mais se sentir único e especial, mais chances tem desse consumidor de se fidelizar com a sua marca. Outra vantagem de produzir produtos exclusivos, é diminuir a quantidade de estoques. Pense nisso!

Personalização dos espaços 

Investimento no espaço e em novos equipamentos – seja na decoração da loja ou em tecnologia – costuma ser um investimento de capital a longo prazo (de dez a quinze anos). Em um outro post aqui no nosso blog falamos sobre a importância da personalização dos espaços físicos e como um ambiente interfere na experiência do cliente. Confira!

“A comunicação visual do ambiente precisa conversar entre si, além do mais, os aspectos estéticos de decoração e também os funcionais são sempre analisados pelos clientes. Móveis, iluminação, os próprios produtos, tudo faz parte”.

Vitrine infinita Di Santini, projeto criado por Alice Wonders.
Vitrine infinita Di Santini, criada por Alice Wonders. Projeto que une experiências digitais e espaços físicos.

Curtiu as dicas e já quer aplicar as tendências na sua marca? Entre em contato conosco para ajudá-lo a realizar projetos incríveis. 

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Flagship KitKat Chocolatory 0 1319

Flagship KitKat Chocolatory

A primeira KitKat Chocolatory flagship na América Latina

Convidados pela Nestlé, realizamos um case de sucesso através do projeto da loja KitKat Chocolatory. Localizada no Shopping Morumbi, em São Paulo, a loja é uma tendência de mercado (Direct to Consumer), colocando o Brasil à frente em tecnologia e inovação no varejo e PDV, que além de experiências únicas também oferece produtos exclusivos que só são vendidos lá. 

Foram, aproximadamente, oito meses de processo entre planejamento, desenvolvimento de tecnologias até a sua inauguração. Trabalhamos em parceria com o líder de projeto FITCH, uma consultoria global de design, para ativar vários pontos de contato digitais em toda a experiência principal.

Cocoa Plan

Nosso projeto inicial foi a criação da parede capacitiva, com o objetivo de levar informação sobre o projeto Cocoa Plan, através de experiência digital interativa. A parede capacitiva permite que as pessoas conheçam o programa através de conteúdos interativos.

Parede capacitiva dentro da flagship KitKat Chocolatory
Parede capacitiva sobre o Cocoa Plan, dentro da flagship KitKat Chocolatory.

Content Wall

A nossa content wall mostra, por uma tela de 32:9 em 4K, todo o conteúdo das contas oficiais da KitKat no Instagram. Como as redes sociais fazem parte da vida real das pessoas e das marcas, usamos esta estratégia para o PDV, incluindo como um projeto de interação e conteúdo para o público.

Content Wall da flagship KitKat Chocolatory,
Content Wall da flagship KitKat Chocolatory, desenvolvido por Alice Wonders.

“O layout foi desenvolvido de acordo com a identidade visual da loja e a implementação de um aplicativo que mostra em tempo real o conteúdo que está nos perfis oficiais do Instagram. Atualizou o feed, atualizou a Content Wall automaticamente”, explica a nossa Arquiteta e Gerente de Projetos, Emilly Cirilo. 

Cardápio digital

O cardápio digital de cafés é mais um projeto de nossa autoria, feito exclusivamente para a loja. Uma das vantagens desse produto é a criação de vídeos para o cliente visualizar melhor as opções do menu. Além de ser sustentável, gera automaticamente o pedido feito pelo cliente e envia para o balcão. 

Cardápio Digital da cafeteria da flagship KitKat Chocolatory
Cardápio Digital da cafeteria da flagship KitKat Chocolatory, desenvolvido por Alice Wonders.

Touch points

A consultoria global de design FITCH liderou o principal conceito estético e digital e, juntos, trabalhamos em equipe para implementar vários pontos de contato em toda a loja. Em outras palavras, a FITCH criou os projetos de touchpoints e liderou o desenvolvimento de software, e Alice Wonders integrou a infraestrutura de rede e os cabos.

“Foi preciso montar uma infraestrutura de rede em nosso escritório para recriar o ambiente final da loja com máquinas, sensores e experiências, antes de implantar direto na loja. O que permitiu detectarmos falhas durante o processo e fazer ajustes prévios, sem correr riscos”, explica Eric Winck, Co-founder e co-CEO de Alice Wonders.

Touch points da flagship KitKat Chocolatory
“Estação Encontre Seu Sabor”, desenvolvida pela FITCH

Segundo Eric, é fundamental manter vivas as experiências digitais no PDV através de revisões semanais do hardware e software, bem como ajustar e melhorar os conteúdos. Como por exemplo, o conteúdo vivo do Content Wall. “Estas revisões mantém a ‘saúde’ digital e podem antecipar erros e problemas sem downtime das experiências na loja”. 

“A KitKat Chocolatory foi projetada para a experiência do consumidor. E não é apenas experiência de compra, e sim a experiência de envolver o cliente para que ele tenha vontade de voltar depois. Para marcar na memória e deixar aquela lembrança agradável”, conclui Alexandre Valdivia, Co-founder e co-CEO de Alice Wonders. 

Gostou? Clique aqui e confira nossos outros cases.

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