Fique por dentro: panorama do varejo brasileiro 1 1747

Pessoas na rua passando por lojas

O varejo brasileiro se expandiu muito nos últimos anos. Se, até o começo dos anos 1990, estávamos acostumados a ver poucos produtos nas prateleiras e baixa variedade de marcas, tudo mudou com a estabilização da moeda e a abertura para importações.

De repente, fabricantes perceberam a necessidade de aumentar a qualidade daquilo que vendiam e também de reforçar as suas marcas. Chegamos, então, ao cenário que você conhece hoje. Com a crise, o varejo brasileiro precisou se reinventar e, depois de um desempenho ruim em 2016, começa a se recuperar graças a inovações e melhorias.

Com o advento da internet, muitos pequenos negócios viram suas rendas diminuírem e suas vendas abaixarem, graças à competição oferecida por lojas grandes que entregam em todo o país. O funcionamento das lojas locais, a situação atual dos hipermercados e novos modelos como o cash and carry são as áreas de concentração deste artigo. Vamos conhecer os maiores desafios do setor e entender o que faz a diferença para ter sucesso no varejo brasileiro.

Lojas locais e o varejo brasileiro

O pequeno varejista é o primeiro a sofrer com situações nas quais a economia de um país não vai bem. Mas esse não é o único desafio que ele enfrenta para continuar de portas abertas. Sem conseguir capital para investir na própria marca, criar um diferencial competitivo para os seus consumidores e agregar valor no negócio, as lojas locais sofrem com o surgimento de novas soluções.

Na introdução deste texto, citamos o comércio pela internet. Ela foi responsável pela diminuição nos rendimentos de muitas lojas de bairro desde a sua popularização. Como resposta, pequenos varejistas ingressaram nas redes e começaram a tentar reproduzir os modelos de grandes comércios como, por exemplo, o Ponto Frio.

Mas sofrendo com as dificuldades de se organizar logisticamente e de fazer suas lojas atraírem tráfego, a maioria foi derrotada. Ganham espaço, nesse nicho, os varejistas que conseguem oferecer algo único para os seus clientes, como um produto exclusivamente desenvolvido pela sua marca ou um atendimento de excelência.

Entretanto, não é preciso se preocupar com a extinção do pequeno varejista. Ainda que ele precise se reinventar frequentemente e tenha dificuldade em competir com os grandes players do mercado, seu papel continua sendo fundamental na economia brasileira.

São eles que movimentam produtos básicos e chegam onde essas grandes empresas não conseguem chegar, pois não há lucratividade que justifique a construção de grandes lojas e o alto investimento. As lojas locais compram de pequenos produtores, vendem em escala menor e atingem uma área maior que as gigantes. E elas também empregam um número significativo de pessoas, sendo fundamentais para a subsistência de milhares de brasileiros.

Hipermercados x atacadistas

O futuro dos hipermercados é um tema igualmente complexo. Não é só no Brasil que essas lojas vêm percebendo a perda de espaço no mercado para os atacadistas, que avançam em modelos como o cash and carry, que discutiremos melhor abaixo.

Seu grande diferencial, o de oferecer preços baixos e incluir uma ampla variedade de produtos, não é mais o suficiente para justificar sua importância. Ambos podem ser encontrados em outros modelos de negócios, o que representa um grande desafio.

Hoje há supermercados, lojas de conveniência, atacarejos e minimarkets competindo nesse cenário. O que faz com que seja difícil, para os donos de hipermercados, conseguir manter sua lucratividade. Houve também uma mudança de hábitos na população, que não faz mais “compras do mês” nem leva toda a família para participar do processo.

Dessa forma, manter lojas com cerca de 10 mil metros quadrados não parece uma ideia tão boa quanto era nos anos 1990. Afinal, uma das grandes tendências atuais é a diminuição dos pontos de venda, que podem ser tão reduzidos quanto a tela de nossos celulares.

Para sobreviver, hipermercados precisarão investir em ser mais do que um mero ponto de venda. Torná-los um espaço onde a convivência e a diversão estão associadas a fazer compras é o que pode garantir seu futuro.

Cash and carry

É provável que o nome cash and carry ainda lhe seja estranho, por isso vamos, antes de qualquer coisa, explicar o conceito. Essa expressão é como os americanos se referem a lojas de autosserviço, que misturam o atacado e o varejo. O modelo cash and carry, muitas vezes, é chamado no Brasil como atacarejo e é um dos favoritos da nossa população.

Ao eliminar os custos com entregas, fazendo a venda em grande ou pequeno volume direto das prateleiras, o cash and carry não é exatamente novidade. Ele foi criado na Alemanha, ainda em 1940.

Carrefour (Atacadão), WalMart (Maxxi) e outras lojas do tipo são exemplos da prática no Brasil, além do pioneiro Makro que trouxe o conceito para essas terras.

Cash and carry é uma maneira de atrair as classes C, D e E. Com menores custos operacionais, essas lojas podem levar preços mais competitivos para os seus clientes. Seu grande desafio, todavia, está na experiência de compra.

Não é muito comum que os atacarejos se destaquem na interação com o consumidor. Em geral, desenvolver uma marca forte e oferecer descontos é o que faz com que eles atraiam negócios.

Junto com os clubes de compra, o modelo cash and carry é algo que está em alta no país desde o advento da crise econômica. A tendência é que, em 2018, ele continue a atrair investidores e seja uma das bases para a melhoria dos resultados no setor varejista.

Muita coisa ainda vai mudar no comércio varejista e, se você quer obter destaque na área, é preciso continuar atento às tendências. Uma delas é dar mais atenção à própria marca, investindo no seu fortalecimento e construindo um arsenal que o ajudará a ser sinônimo daquilo que vende na mente do cliente. Outra pode ser observada, por exemplo, em como empresas de transporte feito o Uber já começaram a ingressar na logística do delivery de bens.

Tudo isso vai afetar a forma como o varejo brasileiro funciona, drasticamente. Quer continuar a explorar o tema? Descubra o que o futuro do varejo reserva para a sua empresa nesse outro post!

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Flagship KitKat Chocolatory 0 560

Flagship KitKat Chocolatory

A primeira KitKat Chocolatory flagship na América Latina

Convidados pela Nestlé, realizamos um case de sucesso através do projeto da loja KitKat Chocolatory. Localizada no Shopping Morumbi, em São Paulo, a loja é uma tendência de mercado (Direct to Consumer), colocando o Brasil à frente em tecnologia e inovação no varejo e PDV, que além de experiências únicas também oferece produtos exclusivos que só são vendidos lá. 

Foram, aproximadamente, oito meses de processo entre planejamento, desenvolvimento de tecnologias até a sua inauguração. Trabalhamos em parceria com o líder de projeto FITCH, uma consultoria global de design, para ativar vários pontos de contato digitais em toda a experiência principal.

Cocoa Plan

Nosso projeto inicial foi a criação da parede capacitiva, com o objetivo de levar informação sobre o projeto Cocoa Plan, através de experiência digital interativa. A parede capacitiva permite que as pessoas conheçam o programa através de conteúdos interativos.

Parede capacitiva dentro da flagship KitKat Chocolatory
Parede capacitiva sobre o Cocoa Plan, dentro da flagship KitKat Chocolatory.

Content Wall

A nossa content wall mostra, por uma tela de 32:9 em 4K, todo o conteúdo das contas oficiais da KitKat no Instagram. Como as redes sociais fazem parte da vida real das pessoas e das marcas, usamos esta estratégia para o PDV, incluindo como um projeto de interação e conteúdo para o público.

Content Wall da flagship KitKat Chocolatory,
Content Wall da flagship KitKat Chocolatory, desenvolvido por Alice Wonders.

“O layout foi desenvolvido de acordo com a identidade visual da loja e a implementação de um aplicativo que mostra em tempo real o conteúdo que está nos perfis oficiais do Instagram. Atualizou o feed, atualizou a Content Wall automaticamente”, explica a nossa Arquiteta e Gerente de Projetos, Emilly Cirilo. 

Cardápio digital

O cardápio digital de cafés é mais um projeto de nossa autoria, feito exclusivamente para a loja. Uma das vantagens desse produto é a criação de vídeos para o cliente visualizar melhor as opções do menu. Além de ser sustentável, gera automaticamente o pedido feito pelo cliente e envia para o balcão. 

Cardápio Digital da cafeteria da flagship KitKat Chocolatory
Cardápio Digital da cafeteria da flagship KitKat Chocolatory, desenvolvido por Alice Wonders.

Touch points

A consultoria global de design FITCH liderou o principal conceito estético e digital e, juntos, trabalhamos em equipe para implementar vários pontos de contato em toda a loja. Em outras palavras, a FITCH criou os projetos de touchpoints e liderou o desenvolvimento de software, e Alice Wonders integrou a infraestrutura de rede e os cabos.

“Foi preciso montar uma infraestrutura de rede em nosso escritório para recriar o ambiente final da loja com máquinas, sensores e experiências, antes de implantar direto na loja. O que permitiu detectarmos falhas durante o processo e fazer ajustes prévios, sem correr riscos”, explica Eric Winck, Co-founder e co-CEO de Alice Wonders.

Touch points da flagship KitKat Chocolatory
“Estação Encontre Seu Sabor”, desenvolvida pela FITCH

Segundo Eric, é fundamental manter vivas as experiências digitais no PDV através de revisões semanais do hardware e software, bem como ajustar e melhorar os conteúdos. Como por exemplo, o conteúdo vivo do Content Wall. “Estas revisões mantém a ‘saúde’ digital e podem antecipar erros e problemas sem downtime das experiências na loja”. 

“A KitKat Chocolatory foi projetada para a experiência do consumidor. E não é apenas experiência de compra, e sim a experiência de envolver o cliente para que ele tenha vontade de voltar depois. Para marcar na memória e deixar aquela lembrança agradável”, conclui Alexandre Valdivia, Co-founder e co-CEO de Alice Wonders. 

Gostou? Clique aqui e confira nossos outros cases.

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Como um ambiente interfere na experiência do cliente 0 1005

O relacionamento com os clientes tem crescido cada vez mais, isso porque, as marcas entenderam que cuidar de quem compra, é tê-lo comprando sempre e mais do que isso, indicando o seu negócio.

Mas além disso, o consumidor também está mudado. Ele sabe que no mercado existem diversos lugares que proporcionam o mesmo produto ou serviço, portanto, escolhe pelo que mais lhe agrada e apresenta benefícios.

O que é a experiência?

Em primeiro lugar, é importante saber o que é a experiência de compra do cliente. Trata-se da assimilação que o cliente faz com o ambiente enquanto está nele realizando suas compras.

Não se trata somente de produtos ou serviços. Geralmente, envolve elementos físicos e emocionais, podendo ser eles positivos ou então negativos.

Os momentos de cativo, de simpatia, de alegria e também bem-estar precisam fazer parte do ambiente para que de fato, a experiência do cliente possa ser considerada boa.

Um case interessante de experiência do cliente foi o da Intel para o hipermercado Extra, em que um espaço interativo para conhecer e poder experimentar os computadores da marca, de modo que o cliente conseguisse escolher o modelo que mais combinasse com a sua realidade.

Quando ideias como essa são pensadas a fim de proporcionar ao cliente algo inovador e que ele nunca parou para pensar, é o que de fato o conquista.

O ambiente físico

Começando pelo local. Quando se trata de uma loja física, os clientes quando escolhem ir para comprar algum produto ao invés de realizar a compra pela internet, é porque de fato gostam do ambiente.

O primeiro contato é o que fica, por isso o consumidor volta. Portanto, se a sua loja é agradável, proporciona os elementos necessários que o cliente pode precisam enquanto está ali, como água, cadeiras, petiscos, entre outros, as chances dele voltar são grandes.

A comunicação visual do ambiente precisa conversar entre si, além do mais, os aspectos estéticos de decoração e também os funcionais são sempre analisados pelos clientes. Móveis, iluminação, os próprios produtos, tudo faz parte.

Um outro ponto interessante tem relação com a música. Não é a toa que elas estão nos ambientes de compra. Geralmente são pensadas para agradar o cliente, mas é preciso entender quem ele é e o que provavelmente escuta.

O ambiente digital

Mas quando falamos sobre ambientes digitais, também é preciso atenção. O próprio cenário digital já proporciona ao cliente uma experiência de compra diferenciada.

Pense em uma empresa que faz a venda online de máquina de solda. Se o cliente tem todas as informações sobre a máquina à disposição, além de dicas de instalação, além dos contatos necessários em caso de dúvidas, ele não vai ter preocupações em comprar.

O processo de agilidade é um dos pontos que faz com que o ambiente seja admirado pelo cliente, além de lugares seguros, de fácil navegação e com um design bonito e convidativo.

Sintonia dos ambientes

A diferença de experiência que cada um proporciona é muito importante, mas fazer com que eles trabalhem em sintonia é o ponto chave.

A empresa que conta com um ambiente físico e um digital, precisa harmonizar os atendimentos, os designs e toda comunicação.

Se uma estação de tratamento de água conta com um site bem instruído, com valores, locais de atuação, tipos de serviço, horários de atendimento, entre outros, precisa que todas essas informações também estejam presentes com os funcionários no espaço físico.

O cliente que precisa desse tipo de processo, vai assimilar os dois ambientes e consegue sentir segurança e verdade. Bom atendimento físico e bom atendimento online.

O encantamento do consumidor

Quando se aposta em ações que de fato toquem o cliente, os resultados são certeiros e na grande maioria das vezes positivo.

Sanar dúvidas, conhecer as necessidades das pessoas que busca pelos produtos ou serviços, prestar um bom atendimento, são questões que os fazem o cliente se aproximar cada vez mais.

Por isso, se você tem um negócio, seja ele do segmento que for, desde os mais comuns como roupas, alimentos, máquinas, ou até os mais diferentes, como venda ou aluguel de tendas para eventos, passeio com cães, entre outros, preste o melhor atendimento.

A experiência do seu cliente, faz a diferença no seu negócio e mostra que o crescimento de uma marca se dá através dos detalhes identificados, transformados e colocados em prática.

Esse artigo foi escrito por Fernanda Silva, Criadora de Conteúdo do Soluções Industriais.

 

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