Lojas temporárias (Pop-up Store): uma nova alternativa para o varejo 0 2361

mulher passando por lojas temporárias

Encontrar formas mais flexíveis de utilizar o espaço é uma tendência que com certeza estará presente nos shoppings do futuro. É por isso que no presente já tem gente inspirada nessa premissa e que está inovando no varejo. As lojas temporárias são um ótimo exemplo dessas novas ideias.

A seguir, você vai entender melhor sobre a importância de incorporar novas estratégias no varejo e também conhecerá as lojas temporárias e um pouquinho da experiência de um dos nossos parceiros com esse formato. Confira!

A importância de novas estratégias no varejo

Contar com uma proposta inovadora é benéfico para qualquer negócio, pois ajuda a marca a se destacar da concorrência. É claro que nem sempre é possível inovar demais no que diz respeito aos produtos ou serviços em um mundo em que tantas boas ideias já foram postas no mercado.

Sendo assim, a inovação pode vir atrelada a como o produto é apresentado e à experiência de compra que a marca é capaz de proporcionar ao consumidor. Ou seja, o PDV torna-se o palco principal da inovação para uma marca que deseja se posicionar melhor em um mercado já consolidado.

A principal forma de trazer inovação para o varejo é incorporar os novos valores que têm ganhado destaque na atualidade, como a quebra de hierarquias, a sustentabilidade, a possibilidade de estar conectado em todo lugar e a qualquer momento, a customização dos serviços etc.

O conceito das lojas temporárias

Lojas temporárias — ou pop-up stores, como são conhecidas em inglês — são lojas que abrem por tempo determinado em locais estratégicos com a intenção de oferecer ao consumidor uma oportunidade diferente de interagir com a marca.

O surgimento

A ideia das lojas temporárias se baseia bastante no conceito de exposições e feiras, que são recorrentes em diversos lugares e datam de muitos séculos. A grande diferença entre as duas experiências é que as lojas temporárias não são organizadas por um conjunto de pessoas ou empresas, são uma iniciativa de uma marca específica.

A primeira loja temporária que se tem notícia surgiu em novembro de 2002, em Nova Iorque. A marca Target, grande supermercado e loja de departamento norte-americana, criou a Target Boat — ou Barco Target, em português — que ficou temporariamente atracada em um pier de Manhattan.

De lá para cá, diversas marcas fizeram algo parecido, como a Song Airlines, a Comme des Garçons e a Samsung. Outros tipos de negócios também experimentaram a ideia, como os restaurantes.

O funcionamento

Ao criar uma experiência tão diferente, a marca consegue atrair muito mais visitas do que de costume, transformando a pop-up store numa oportunidade de apresentar seus produtos para um público mais amplo.

Além disso, por não contar com uma estrutura fixa, é possível pensar em locais mais inusitados, corroborando para uma experiência de compra única e inesquecível.

Sendo assim, as lojas temporárias inspiram curiosidade no público e criam também uma sensação de oportunidade. Assim como no caso de outros eventos que têm data para começar e para terminar, as pop-up stores deixam as pessoas pensando: “Poxa, se eu não aproveitar para conhecer agora, nunca mais poderei ver de novo”.

Talvez por se inspirarem nas feiras e também por contarem com um ar de inovação e jovialidade, não é raro que lojas temporárias estejam acompanhadas de expressões artísticas diversas, como música ao vivo, exposições de artes plásticas etc.

Lojas temporárias também podem ser uma ótima solução para e-commerces que não contam com lojas físicas e que desejam divulgar suas marcas para um público mais localizado.

Por fim, para qualquer tipo de empreendimento, é mais fácil e menos arriscado planejar a abertura de uma loja temporária do que a de uma loja comum. Desse modo, as pop-up stores também são uma ótima forma de testar a viabilidade de abertura de um negócio em determinada localização. Não são raros os exemplos de lojas que abriram temporárias e tornaram-se fixas.

Exemplos de uso no Brasil

Ainda que hajam experiências anteriores, essa tendência só se tornou mais comum no Brasil em 2009. A loja temporária da Nike, na Galeria do Rock, em São Paulo, é um dos exemplos mais marcantes.

No que diz respeito a lojas virtuais, quem se valeu das pop-stores para encontrar o consumidor pessoalmente foi a Oppa, e-commerce de móveis que abriu uma loja temporária no Shopping Eldorado de São Paulo.

A Sephora é uma loja de cosméticos que já tem o costume de abrir lojas temporárias, chegando a ter 14 espaços desse tipo no ano passado nas principais capitais do país.

A experiência da Popspaces

Alê Valdivia, co-founder da AliceWonders, afirma: “Se puder resumir em uma palavra, o futuro do varejo será mais humano. Ele volta a ser local. Todo mundo cansou da meia maratona de entrar no hipermercado, numa loja grande ou da frieza do e-commerce… Você ter a loja local, feita por alguém da comunidade, que valoriza o bairro, isso volta a ter importância”.

Nesse sentido, as lojas temporárias contam com uma grande vantagem que é levar a marca a um novo local e permitir que ela interaja com o espaço e com as pessoas que circulam nele.

Eric Winck, co-founder da AliceWonders, argumenta também nesse sentido, afirmando que uma das principais vantagens que as lojas temporárias oferecem é a capilaridade, ou seja, a capacidade de atingir locais mais específicos sem fazer investimentos grandes demais.

“Ao invés de você passar muito tempo reformando e fazendo estudos de viabilidade de um espaço grande, você pode ter vários menores que atacam nichos locais e te dão a capilaridade que com algumas lojas você não tem”, afirma Eric.

O museu tecnológico, por exemplo, que foi construído no bairro do Ipiranga, em São Paulo, e contava com o formato de pop-up store, tinha como propósito divulgar um novo prédio que estava sendo construído, mas também contar a história do bairro e convidar a população local a conhecer o projeto.

O resultado foi a melhora das vendas, 80% do empreendimento foi vendido em apenas cinco semanas. E isso se justifica no modo como a experiência permitiu que a marca se inserisse na comunidade e ganhasse a sua confiança.

As lojas temporárias podem ter tantas outras aplicações para os mais diversos mercados e ser a estratégia que você está procurando se o seu objetivo é estabelecer uma relação mais próxima com os seus clientes e proporcionar uma experiência de compra marcante.

Quer aprender mais sobre lojas temporárias e muitos outros tipos de inovação para o varejo? Então nos siga no Facebook, no Instagram e no Vimeo e se inscreva também no nosso canal do YouTube para ficar por dentro das novidades!

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Flagship KitKat Chocolatory 0 549

Flagship KitKat Chocolatory

A primeira KitKat Chocolatory flagship na América Latina

Convidados pela Nestlé, realizamos um case de sucesso através do projeto da loja KitKat Chocolatory. Localizada no Shopping Morumbi, em São Paulo, a loja é uma tendência de mercado (Direct to Consumer), colocando o Brasil à frente em tecnologia e inovação no varejo e PDV, que além de experiências únicas também oferece produtos exclusivos que só são vendidos lá. 

Foram, aproximadamente, oito meses de processo entre planejamento, desenvolvimento de tecnologias até a sua inauguração. Trabalhamos em parceria com o líder de projeto FITCH, uma consultoria global de design, para ativar vários pontos de contato digitais em toda a experiência principal.

Cocoa Plan

Nosso projeto inicial foi a criação da parede capacitiva, com o objetivo de levar informação sobre o projeto Cocoa Plan, através de experiência digital interativa. A parede capacitiva permite que as pessoas conheçam o programa através de conteúdos interativos.

Parede capacitiva dentro da flagship KitKat Chocolatory
Parede capacitiva sobre o Cocoa Plan, dentro da flagship KitKat Chocolatory.

Content Wall

A nossa content wall mostra, por uma tela de 32:9 em 4K, todo o conteúdo das contas oficiais da KitKat no Instagram. Como as redes sociais fazem parte da vida real das pessoas e das marcas, usamos esta estratégia para o PDV, incluindo como um projeto de interação e conteúdo para o público.

Content Wall da flagship KitKat Chocolatory,
Content Wall da flagship KitKat Chocolatory, desenvolvido por Alice Wonders.

“O layout foi desenvolvido de acordo com a identidade visual da loja e a implementação de um aplicativo que mostra em tempo real o conteúdo que está nos perfis oficiais do Instagram. Atualizou o feed, atualizou a Content Wall automaticamente”, explica a nossa Arquiteta e Gerente de Projetos, Emilly Cirilo. 

Cardápio digital

O cardápio digital de cafés é mais um projeto de nossa autoria, feito exclusivamente para a loja. Uma das vantagens desse produto é a criação de vídeos para o cliente visualizar melhor as opções do menu. Além de ser sustentável, gera automaticamente o pedido feito pelo cliente e envia para o balcão. 

Cardápio Digital da cafeteria da flagship KitKat Chocolatory
Cardápio Digital da cafeteria da flagship KitKat Chocolatory, desenvolvido por Alice Wonders.

Touch points

A consultoria global de design FITCH liderou o principal conceito estético e digital e, juntos, trabalhamos em equipe para implementar vários pontos de contato em toda a loja. Em outras palavras, a FITCH criou os projetos de touchpoints e liderou o desenvolvimento de software, e Alice Wonders integrou a infraestrutura de rede e os cabos.

“Foi preciso montar uma infraestrutura de rede em nosso escritório para recriar o ambiente final da loja com máquinas, sensores e experiências, antes de implantar direto na loja. O que permitiu detectarmos falhas durante o processo e fazer ajustes prévios, sem correr riscos”, explica Eric Winck, Co-founder e co-CEO de Alice Wonders.

Touch points da flagship KitKat Chocolatory
“Estação Encontre Seu Sabor”, desenvolvida pela FITCH

Segundo Eric, é fundamental manter vivas as experiências digitais no PDV através de revisões semanais do hardware e software, bem como ajustar e melhorar os conteúdos. Como por exemplo, o conteúdo vivo do Content Wall. “Estas revisões mantém a ‘saúde’ digital e podem antecipar erros e problemas sem downtime das experiências na loja”. 

“A KitKat Chocolatory foi projetada para a experiência do consumidor. E não é apenas experiência de compra, e sim a experiência de envolver o cliente para que ele tenha vontade de voltar depois. Para marcar na memória e deixar aquela lembrança agradável”, conclui Alexandre Valdivia, Co-founder e co-CEO de Alice Wonders. 

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Como um ambiente interfere na experiência do cliente 0 990

O relacionamento com os clientes tem crescido cada vez mais, isso porque, as marcas entenderam que cuidar de quem compra, é tê-lo comprando sempre e mais do que isso, indicando o seu negócio.

Mas além disso, o consumidor também está mudado. Ele sabe que no mercado existem diversos lugares que proporcionam o mesmo produto ou serviço, portanto, escolhe pelo que mais lhe agrada e apresenta benefícios.

O que é a experiência?

Em primeiro lugar, é importante saber o que é a experiência de compra do cliente. Trata-se da assimilação que o cliente faz com o ambiente enquanto está nele realizando suas compras.

Não se trata somente de produtos ou serviços. Geralmente, envolve elementos físicos e emocionais, podendo ser eles positivos ou então negativos.

Os momentos de cativo, de simpatia, de alegria e também bem-estar precisam fazer parte do ambiente para que de fato, a experiência do cliente possa ser considerada boa.

Um case interessante de experiência do cliente foi o da Intel para o hipermercado Extra, em que um espaço interativo para conhecer e poder experimentar os computadores da marca, de modo que o cliente conseguisse escolher o modelo que mais combinasse com a sua realidade.

Quando ideias como essa são pensadas a fim de proporcionar ao cliente algo inovador e que ele nunca parou para pensar, é o que de fato o conquista.

O ambiente físico

Começando pelo local. Quando se trata de uma loja física, os clientes quando escolhem ir para comprar algum produto ao invés de realizar a compra pela internet, é porque de fato gostam do ambiente.

O primeiro contato é o que fica, por isso o consumidor volta. Portanto, se a sua loja é agradável, proporciona os elementos necessários que o cliente pode precisam enquanto está ali, como água, cadeiras, petiscos, entre outros, as chances dele voltar são grandes.

A comunicação visual do ambiente precisa conversar entre si, além do mais, os aspectos estéticos de decoração e também os funcionais são sempre analisados pelos clientes. Móveis, iluminação, os próprios produtos, tudo faz parte.

Um outro ponto interessante tem relação com a música. Não é a toa que elas estão nos ambientes de compra. Geralmente são pensadas para agradar o cliente, mas é preciso entender quem ele é e o que provavelmente escuta.

O ambiente digital

Mas quando falamos sobre ambientes digitais, também é preciso atenção. O próprio cenário digital já proporciona ao cliente uma experiência de compra diferenciada.

Pense em uma empresa que faz a venda online de máquina de solda. Se o cliente tem todas as informações sobre a máquina à disposição, além de dicas de instalação, além dos contatos necessários em caso de dúvidas, ele não vai ter preocupações em comprar.

O processo de agilidade é um dos pontos que faz com que o ambiente seja admirado pelo cliente, além de lugares seguros, de fácil navegação e com um design bonito e convidativo.

Sintonia dos ambientes

A diferença de experiência que cada um proporciona é muito importante, mas fazer com que eles trabalhem em sintonia é o ponto chave.

A empresa que conta com um ambiente físico e um digital, precisa harmonizar os atendimentos, os designs e toda comunicação.

Se uma estação de tratamento de água conta com um site bem instruído, com valores, locais de atuação, tipos de serviço, horários de atendimento, entre outros, precisa que todas essas informações também estejam presentes com os funcionários no espaço físico.

O cliente que precisa desse tipo de processo, vai assimilar os dois ambientes e consegue sentir segurança e verdade. Bom atendimento físico e bom atendimento online.

O encantamento do consumidor

Quando se aposta em ações que de fato toquem o cliente, os resultados são certeiros e na grande maioria das vezes positivo.

Sanar dúvidas, conhecer as necessidades das pessoas que busca pelos produtos ou serviços, prestar um bom atendimento, são questões que os fazem o cliente se aproximar cada vez mais.

Por isso, se você tem um negócio, seja ele do segmento que for, desde os mais comuns como roupas, alimentos, máquinas, ou até os mais diferentes, como venda ou aluguel de tendas para eventos, passeio com cães, entre outros, preste o melhor atendimento.

A experiência do seu cliente, faz a diferença no seu negócio e mostra que o crescimento de uma marca se dá através dos detalhes identificados, transformados e colocados em prática.

Esse artigo foi escrito por Fernanda Silva, Criadora de Conteúdo do Soluções Industriais.

 

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