O que explica o crescimento dos atacarejos? 1 4847

imagem do ponto de venda

O termo atacarejo é uma referência a um novo modelo de negócios que tem ganhado bastante espaço no mercado. Consiste em unificar características das duas formas de comercialização mais conhecidas: o atacado e o varejo.

As mudanças pelas quais os modelos tradicionais de vendas passaram no decorrer das últimas décadas em função do comportamento do consumidor moderno — entre muitos outros fatores políticos e socioeconômicos — contribuíram diretamente para o surgimento do atacarejo no Brasil.

Hoje, esse é o setor que mais cresce em nosso país. Com mais de 500 estabelecimentos espalhados por todo o país, um faturamento que ultrapassa a casa dos R$ 80 bilhões e mais de 75 mil empregos diretos gerados, o atacarejo é uma tendência que favorece tanto o consumidor quanto o empreendedor. Acompanhe a leitura do artigo para saber mais sobre o assunto!

Qual é a origem do conceito e como funciona?

Em 1964, após abrir a sua primeira loja de Cash and Carry, na cidade de Mulheim, Alemanha, o professor Otto Beisheim deu origem ao conceito de unificar estrategicamente características dos dois modelos de mercado mais tradicionais da história que, futuramente, viria a ser conhecido pelo termo atacarejo.

A ideia inicial era bem simples: fazer com que o consumidor tivesse a liberdade de escolher o produto na prateleira e levá-lo para casa sem precisar da intermediação de vendedores e, dessa forma, garantir um preço abaixo do praticado em estabelecimentos tradicionais.

O atacarejo tem foco nos preços baixos, aspecto típico do atacado, mas serviços com formato semelhante aos do varejo. Nesse modelo de negócios, o que compensa os preços baixos é o alto volume de vendas, assim como reunir o ponto de distribuição e o ponto de venda no mesmo ambiente.

Quais os aspectos mais marcantes nos modelos de negócios atacado e varejo?

As duas características mais marcantes do atacado é a venda de produtos em grandes quantidades e os preços mais baixos do que o mercado comum, correto?

E um aspecto está ligado ao outro. Ou seja, para usufruir dos descontos, é preciso adquirir um grande volume de mercadorias. Por isso, é muito comum que a maior parte dos clientes desse segmento seja composta por empresários, lojistas e comerciantes.

Já o varejo é conhecido por vender diretamente ao consumidor final. O grande número de pequenos “mercadinhos” presente em qualquer região do país demonstra uma forte preferência do público-alvo por esse formato.

Diferentemente do atacado, o ponto mais marcante nas compras no varejo é que elas são feitas em menor volume e, portanto, há uma grande diferença de preço quando comparadas ao atacado.

Quais as diferenças do atacarejo em relação aos supermercados tradicionais?

Agora que sua memória sobre como funcionam os estabelecimentos atacadistas e varejistas está bem afiada, mostraremos em quais pontos o atacarejo se apresenta um modelo singular.

Preços baixos

Como já foi dito, o atacarejo se caracteriza fortemente pelos preços baixos (atacado), mas com uma estrutura mais enxuta (varejo), o que permite que uma série de custos sejam reduzidos, como com funcionários para intermediar o processo de compra.

Alto volume de vendas

O que sustenta os preços baixos nesse modelo de negócios é o alto volume de vendas, que tem o potencial de lucro focado no ticket-médio por compra.

Sortimento menor

Por focar na quantidade, no atacarejo os estabelecimentos realizam a negociação em grandes lotes, facilitando a baixa nos preços, mas o que acaba dificultando um pouco o fator variedade de produtos.

Quais estratégias ele utiliza?

Por ser uma modalidade com vendas tão aquecidas, é fácil entendermos o principal motivo pelo qual a modalidade segue como o centro das estratégias de expansão das maiores redes varejistas do Brasil.

O Carrefour, por exemplo, comprou o Atacadão em 2007 por US$ 1,1 bilhão, assim como a rede Maxxi, hoje, pertence ao Walmart. Da mesma forma como o Pão de Açúcar é dono do Assaí e investiu mais de R$ 1 billhão, nos últimos anos, para ampliar o potencial de sua rede.

O que queremos dizer é que, perante fatores externos, como o orçamento apertado por conta da crise econômica e a alta taxa de inflação, cada vez mais o formato atacarejo se mostra como a alternativa do futuro.

A tendência é que o atacarejo continue a ganhar força, enquanto cada vez mais estabelecimentos que ainda seguem o formato de hipermercado estão migrando para o modelo inovador. Mas ainda é cedo para fazermos qualquer afirmação.

Quais as vantagens desse modelo para empresas e o consumidor?

De um lado, o consumidor final é atraído pelos baixos preços e a economia que pode usufruir em suas compras. Já as empresas — quando há uma estratégia bem-desenvolvida — podem contar com um modelo consistente funcional, altamente lucrativo e que se divulga por conta própria.

Como foi mencionado diversas vezes ao longo deste conteúdo, os preços baixos são os maiores responsáveis pelo crescimento do setor no Brasil, principalmente diante de um cenário econômico e político inédito, como o que vivemos no momento.

Em tempos de alto índice de desemprego, mudanças que geram uma sensação geral de instabilidade financeira na população — como a Reforma da Previdência e o novo governo —, economizar não é um mero capricho, mas uma prioridade para as famílias brasileiras, em especial aquelas que pertencem às classes A e B.

No entanto, é fundamental entender que mesmo com preços atrativos, existem pontos que precisam ser revistos por gestores do atacarejo, como a desorganização e a falta de planejamento para atender ao público-alvo de acordo com suas necessidades.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Quorum Brasil, aspectos como iluminação, limpeza e frutas de má qualidade integram a lista de insatisfações observadas pelo ponto de vista do consumidor.

Ao longo deste conteúdo, mostramos uma série de informações que apresentam fortes indícios que justificam o crescimento dos atacarejos. Existem diversos fatores políticos, socioeconômicos e comportamentais — no que se diz respeito às mudanças no perfil de consumo das pessoas — que têm contribuído direta e indiretamente com o crescimento do formato de negócios atacarejo.

É um modelo de mercado que gera vantagens tanto para o cliente final quanto para os donos de estabelecimentos, tornando-o lucrativo, funcional e autossuficiente.

O conteúdo sobre o que é atacarejo e por que esse modelo de negócios tem crescido no mercado foi útil para você? Então siga nosso InstagramLinkedInTwitter e Facebook para receber mais conteúdos como este todas as semanas!

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Tendências para o varejo em 2020 0 1301

Para ficar por dentro do que está em tendência e apostar no varejo, vamos pontuar a nossa visão acima dos temas mais relevantes apresentados na NRF Retail’s Big Show deste ano, a principal feira do setor. Iremos falar sobre o que estamos acompanhando e vendo dar certo no varejo no Brasil e no mundo. 

Um assunto que nunca sai de moda é como entender o perfil do consumidor e o que está por trás disso. E para traçar o perfil do seu consumidor real, com o objetivo de converter as suas vendas, o melhor passo é a captação de dados

Gerar e analisar os dados

Adote esta regra: dados em primeiro lugar. Captar dados no varejo não se restringe apenas ao ecommerce. Investir em tecnologia no PDV, hoje, é algo super rentável que pode ser a base das suas estratégias de vendas. 

Com a interação via sensores, capazes de mensurar, por exemplo, o tempo de permanência de uma pessoa em frente à gôndola, conseguimos ver na prática a relação: fluxo x conversão. Os dados gerados a partir dos sensores, quando bem posicionados em pontos estratégicos, indicam uma série de informações precisas e únicas. Basta que você saiba trabalhar em cima desses dados para alcançar seus objetivos. 

Gôndola TRESemmé, por Alice Wonders
Holografia de gôndola TRESemmé, realizado por Alice Wonders. Obteve 180 mil interações e mais de 25 mil pessoas impactadas.

A inovadora holografia no PDV da TRESemmé com sensores, permitiu extrair dados indicando resultados de cerca de 3600 interações por dia, além de chamar a atenção de mais de 25 mil pessoas por mais de 5 segundos na frente da holografia. A nossa tecnologia cria a possibilidade de transmitir vídeos similares a campanhas de TV, que passa todas as informações necessárias e ainda promove a sensação dos produtos estarem flutuando em frente aos consumidores, resultando experiência única e diferencial.

Criar experiências únicas

Engajar o consumidor e conectá-lo a um nível emocional é uma excelente estratégia. Apesar de não ser mais novidade, essa pauta voltou a chamar atenção este ano na NRF, o que reforça a ideia de continuar apostando em gerar experiências únicas ao consumidor. 

Você já deve ter percebido que a tecnologia está cada vez mais integrando aspectos humanos, justamente para levar emoções e sensações às pessoas. É o que chamam de “varejo humanológico”, ou seja, a tecnologia a favor da humanização nas relações de compra, venda e experiência. 

Se você conseguir criar uma memória no seu consumidor através da experiência, você já conseguiu uma retenção. 

Colocar produtos à prova 

Oferecer testes do seu produto tem a ver, também, com levar experiências ao consumidor. Como as lojas pop-ups que distribuem amostras grátis, degustação ou até mesmo disponibilizam um produto como provador. Ter essa oportunidade é algo imensurável para os clientes, que retribuem com feedbacks construtivos para a sua marca e eleva o nível de satisfação. 

Além disso, a sua loja física pode oferecer produtos exclusivos, ou sob medida. Quanto mais se sentir único e especial, mais chances tem desse consumidor de se fidelizar com a sua marca. Outra vantagem de produzir produtos exclusivos, é diminuir a quantidade de estoques. Pense nisso!

Personalização dos espaços 

Investimento no espaço e em novos equipamentos – seja na decoração da loja ou em tecnologia – costuma ser um investimento de capital a longo prazo (de dez a quinze anos). Em um outro post aqui no nosso blog falamos sobre a importância da personalização dos espaços físicos e como um ambiente interfere na experiência do cliente. Confira!

“A comunicação visual do ambiente precisa conversar entre si, além do mais, os aspectos estéticos de decoração e também os funcionais são sempre analisados pelos clientes. Móveis, iluminação, os próprios produtos, tudo faz parte”.

Vitrine infinita Di Santini, projeto criado por Alice Wonders.
Vitrine infinita Di Santini, criada por Alice Wonders. Projeto que une experiências digitais e espaços físicos.

Curtiu as dicas e já quer aplicar as tendências na sua marca? Entre em contato conosco para ajudá-lo a realizar projetos incríveis. 

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Flagship KitKat Chocolatory 0 1234

Flagship KitKat Chocolatory

A primeira KitKat Chocolatory flagship na América Latina

Convidados pela Nestlé, realizamos um case de sucesso através do projeto da loja KitKat Chocolatory. Localizada no Shopping Morumbi, em São Paulo, a loja é uma tendência de mercado (Direct to Consumer), colocando o Brasil à frente em tecnologia e inovação no varejo e PDV, que além de experiências únicas também oferece produtos exclusivos que só são vendidos lá. 

Foram, aproximadamente, oito meses de processo entre planejamento, desenvolvimento de tecnologias até a sua inauguração. Trabalhamos em parceria com o líder de projeto FITCH, uma consultoria global de design, para ativar vários pontos de contato digitais em toda a experiência principal.

Cocoa Plan

Nosso projeto inicial foi a criação da parede capacitiva, com o objetivo de levar informação sobre o projeto Cocoa Plan, através de experiência digital interativa. A parede capacitiva permite que as pessoas conheçam o programa através de conteúdos interativos.

Parede capacitiva dentro da flagship KitKat Chocolatory
Parede capacitiva sobre o Cocoa Plan, dentro da flagship KitKat Chocolatory.

Content Wall

A nossa content wall mostra, por uma tela de 32:9 em 4K, todo o conteúdo das contas oficiais da KitKat no Instagram. Como as redes sociais fazem parte da vida real das pessoas e das marcas, usamos esta estratégia para o PDV, incluindo como um projeto de interação e conteúdo para o público.

Content Wall da flagship KitKat Chocolatory,
Content Wall da flagship KitKat Chocolatory, desenvolvido por Alice Wonders.

“O layout foi desenvolvido de acordo com a identidade visual da loja e a implementação de um aplicativo que mostra em tempo real o conteúdo que está nos perfis oficiais do Instagram. Atualizou o feed, atualizou a Content Wall automaticamente”, explica a nossa Arquiteta e Gerente de Projetos, Emilly Cirilo. 

Cardápio digital

O cardápio digital de cafés é mais um projeto de nossa autoria, feito exclusivamente para a loja. Uma das vantagens desse produto é a criação de vídeos para o cliente visualizar melhor as opções do menu. Além de ser sustentável, gera automaticamente o pedido feito pelo cliente e envia para o balcão. 

Cardápio Digital da cafeteria da flagship KitKat Chocolatory
Cardápio Digital da cafeteria da flagship KitKat Chocolatory, desenvolvido por Alice Wonders.

Touch points

A consultoria global de design FITCH liderou o principal conceito estético e digital e, juntos, trabalhamos em equipe para implementar vários pontos de contato em toda a loja. Em outras palavras, a FITCH criou os projetos de touchpoints e liderou o desenvolvimento de software, e Alice Wonders integrou a infraestrutura de rede e os cabos.

“Foi preciso montar uma infraestrutura de rede em nosso escritório para recriar o ambiente final da loja com máquinas, sensores e experiências, antes de implantar direto na loja. O que permitiu detectarmos falhas durante o processo e fazer ajustes prévios, sem correr riscos”, explica Eric Winck, Co-founder e co-CEO de Alice Wonders.

Touch points da flagship KitKat Chocolatory
“Estação Encontre Seu Sabor”, desenvolvida pela FITCH

Segundo Eric, é fundamental manter vivas as experiências digitais no PDV através de revisões semanais do hardware e software, bem como ajustar e melhorar os conteúdos. Como por exemplo, o conteúdo vivo do Content Wall. “Estas revisões mantém a ‘saúde’ digital e podem antecipar erros e problemas sem downtime das experiências na loja”. 

“A KitKat Chocolatory foi projetada para a experiência do consumidor. E não é apenas experiência de compra, e sim a experiência de envolver o cliente para que ele tenha vontade de voltar depois. Para marcar na memória e deixar aquela lembrança agradável”, conclui Alexandre Valdivia, Co-founder e co-CEO de Alice Wonders. 

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