O Direct to Consumer em crescimento entre as grandes marcas 0 3650

Direct to Consumer

 

A estratégia DTC está aumentando cada vez mais e transformando as formas de relacionamento com o consumidor final

Em um cenário onde temos um “novo consumidor” em ascensão, com perfil mais exigente, o DTC (Direct To Consumer) entrega experiências personalizadas e únicas, para aproximar e fidelizar esse público. Um dos objetivos é fazer o processo de compra ser parte da experiência do usuário, gerando o seu engajamento.

O que motivou as indústrias a adotarem o varejo direto? Listamos abaixo, cinco objetivos mais relevantes: 

 1. Fortalecer a imagem da empresa e construção da marca

As marcas que usam o DTC priorizam o marketing, o nome da marca e a experiência direta com o consumidor. Além disso, as redes sociais também contribuíram para aproximar o público com interação direta, promoções, engajamento e geração de dados.

 2. Promover experiência diferenciada ao cliente

Quando uma marca possui um PDV próprio, ela tem maior autonomia para criar ações em espaços físicos. As interações e experiências digitais atraem o público de forma diferenciada, despertam o interesse pela marca, produtos e geram vendas mais humanizadas. Como a nossa ação para a Colgate, feita em parceira com a Get2Market, responsável pela criação do projeto e a Creative Display pela fabricação. Levamos a nossa tecnologia a mais de 32 unidades distribuídas em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Salvador, Curitiba e Manaus. Através do Lift & Learn, as pessoas puderam retirar os produtos do glorifier, acionando o conteúdo no display e desfrutar da animação customizada de leds, além de aprender dicas da dentista pelo cubo holográfico.

Store in store Colgate, por Alice Wonders
Store in store Colgate, no supermercado Extra, no Morumbi em São Paulo.

3. Portfólio mais amplo e completo 

Uma marca que tem o seu próprio espaço, e-commerce ou loja física, até pop-up stores, consegue mostrar todos os seus produtos disponíveis, além de oferecer produtos exclusivos, o que é uma grande estratégia. Assim, os pontos de revenda não entram em concorrência direta com os PDVS da marca. Recentemente, fomos convidados pela Nestlé, e desenvolvemos experiências digitais para a nova flagship Kit Kat Chocolatory. Na loja interativa, o consumidor encontra todos os novos sabores e tamanhos diferentes de Kit Kat. 

Loja Kit Kat Chocolatory, Alice Wonders
Loja Kit Kat Chocolatory, a primeira no mundo. Fica no Shopping Morumbi, em São Paulo.

4. Coletar dados dos consumidores

Hoje, as marcas possuem várias formas de entrar em contato direto com o consumidor para coletar dados: através do e-commerce, redes sociais, mídias off. Já a coleta de dados em pontos físicos ainda soa como novidade. Através da implantação de BI (Business Intelligence) nas lojas físicas pode ser construída uma ótima estratégia para vendas. Em um evento, Consumer Breakfast, a Intel apresentou um projeto Alice Wonders como novo modelo de venda para o varejo de laptop. Como resultados, conseguimos coletar dados que mostram ticket médio, número de interações, fluxo e qual modelo de laptop combina mais com as necessidades de cada consumidor, de forma personalizada.

Store in store Intel por Alice Wonders
Store-in-store Intel, no supermercado Extra.

5. Maior independência de outros canais de vendas

As marcas estão buscando cada vez menos dependência de pontos de revenda. Embora, não significa que irão abandonar o relacionamento com os canais já existentes. Marcas como Granado, Havaianas, Swift, Garoto, Nestlé, P&G, Adidas e Nike são alguns exemplos de DTC que deram certo. 

Direct to consumer é uma das estratégias de vendas mais fortes e eficientes do mercado para as grandes marcas. E levar experiências digitais incríveis e personalizadas ao público, é a melhor retenção. Gostou? Então, veja mais sobre Experiência de compra: como as lojas estão evoluindo para encantar o consumidor. 

 

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5 lojas phygital que estão revolucionando o varejo 0 69535

phygital

O conceito phygital está transformando o varejo, unindo o melhor do mundo físico e digital para criar experiências imersivas e personalizadas no ponto de venda (PDV). Combinando tecnologia, design inovador e interação em tempo real, algumas lojas estão elevando a experiência do consumidor a um novo patamar.

Confira cinco lojas phygital que estão revolucionando o varejo:

1. Bandai Namco Cross Store: o paraíso dos fãs de cultura pop japonesa

Se você é fã de anime, jogos e colecionáveis, vai adorar a Bandai Namco Cross Store nos Estados Unidos. Depois do sucesso da unidade de Londres, essa megaloja na Industry City reúne todas as marcas icônicas da empresa em um só lugar:

  • 10 espaços oficiais dedicados a produtos exclusivos da Bandai Namco;
  • Colecionáveis e estatuetas de animes e games;
  • Jogos de cartas exclusivos, como One Piece Card Game;
  • A volta nostálgica dos Tamagotchis;
  • Itens de PAC-MAN, Tekken e Dragon Ball.

Localizada no Japan Village da Industry City, a loja proporciona uma experiência imersiva, com mercado japonês, barracas de comida, loja de saquê e muito mais. Mais do que um ponto de venda, a Cross Store é um espaço para viver o universo da Bandai Namco de forma autêntica e interativa.

2. Adore Beauty: tecnologia e personalização no varejo físico

A Adore Beauty, conhecida por revolucionar o e-commerce de beleza, expandiu sua estratégia para lojas físicas. Sua unidade em Melbourne é um verdadeiro hub de tecnologia e experiência personalizada.

O local conta com o observ 520x, que faz uma análise digital detalhada da pele para recomendações personalizadas; um espaço para eventos e masterclasses, aproximando clientes e marcas; e mais de 300 marcas disponíveis, criando um mix completo para diferentes perfis de consumidor.

Ao apostar em um ambiente interativo, a Adore Beauty reforça seu compromisso com inovação e conhecimento no setor de beleza.

3. Nike House of Innovation: O Futuro do Varejo em Nova York

Localizada na Quinta Avenida, em Manhattan, a Nike House of Innovation redefine o conceito de loja física com seis andares de tecnologia e design interativo.

O espaço conta com pagamentos móveis e acesso a informações por QR Codes, bases de manequim Scenic, ativadas digitalmente e personalizadas e ambientes multissensoriais que conectam o consumidor diretamente à marca.

Combinando elementos digitais e físicos, a Nike House of Innovation é um exemplo de varejo phygital de alta performance

4. Boutique Jacquemus em Paris: o phygital ganhando força

A boutique da Jacquemus, na avenue Montaigne, em Paris, é um convite à interatividade e às experiências imersivas. Com uma vitrine que apresenta um computador vintage com a mensagem “site fora do ar”, o espaço incentiva o público a explorar a loja fisicamente.

O espaço também conta com um design minimalista e luxuoso, valorizando os produtos como obras de arte. E com uma fachada com grandes janelas que iluminam o espaço e reforçam a estética moderna da marca. A loja transforma o ato de comprar em uma experiência sensorial que mescla tecnologia, design e exclusividade.

5. Ecoparada da Bauducco: experiência e interatividade em 1000m²

A Ecoparada da Bauducco é uma loja-conceito que leva a interatividade a outro patamar. Com mais de 1000m², o espaço oferece uma imersão na história e na produção da marca, tudo isso através da:

  • Criação de panetones personalizados, em um espaço lúdico e interativo;
  • Telões com fones de ouvido, permitindo que os visitantes assistam à história da Bauducco;
  • Produção de panetones ao vivo, aproximando o consumidor da marca.

A Ecoparada Bauducco é um exemplo de como o phygital pode transformar o PDV em um ambiente de experiência e conexão com os clientes.

Conclusão

O varejo phygital está redefinindo o ponto de venda, criando experiências imersivas e interativas que envolvem os consumidores de maneira inovadora. Ao integrar tecnologia, personalização e interatividade, essas lojas mostram que o futuro do varejo é uma combinação perfeita entre o físico e o digital.

Seja através de análises personalizadas, vitrines interativas ou instalações artísticas digitais, as marcas que apostam no phygital estão criando novas formas de engajamento e fidelizaçãoFique de olho nessas tendências e acompanhe como o varejo continuará evoluindo nos próximos anos!

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#WonderNews: Experiências sensoriais; Utilização de dados no varejo (e mais!) 0 1257

sensoriais

Bem-vindo à #WonderNews: a newsletter da Alice Wonders que conecta você às principais tendências de tecnologia, design, arquitetura e experiências sensoriais com foco no cliente e no fortalecimento da marca para as lojas físicas, no Brasil e no mundo.

Em um mercado de consumo cada vez mais dinâmico, essas áreas desempenham um papel essencial na construção de espaços e interações que encantam e criam conexões emocionais com os clientes.

Pensando nisso, acompanhe insights valiosos, inovações e ideias que inspiram transformações e potencializam o sucesso das marcas. Pegue seu café e aproveite a leitura. ☕️

Pop-up como experiências sensoriais e sociais

A CASETiFY se uniu à marca Butter Bear para criar uma pop-up tão doce quanto estratégica: a Spring Dessert Shop, que tomou conta da Ground Plaza do MixC Phase II, em Hangzhou. Com estética pastel, clima lúdico e um universo kawaii cuidadosamente construído, a ativação explora o poder do encantamento para atrair, engajar e gerar conteúdo.

No centro da experiência, uma caixa de presente de edição limitada — disponível apenas na pop-up — e brindes surpresa que incentivam o compartilhamento espontâneo e a visita física ao espaço.

A ação reforça uma tendência: o varejo tem apostado em espaços temporários como plataformas para testar novas coleções, contar histórias de marca e gerar desejo em tempo real, apostando em experiências sensoriais.

Ao unir o apelo visual da Butter Bear com a tecnologia trend da CASETiFY, a colaboração mostra como narrativa, coleção e experiência podem coexistir para criar algo memorável, que vai muito além do ponto de venda.

Como a Metic Lounge transforma o design em imersão sensorial

Em meio à movimentada Xangai, o Metic Lounge, assinado pelo All Design Studio (ADS), é um excelente exemplo de como o varejo — e o entretenimento — podem explorar arquitetura, tecnologia e emoção para criar experiências memoráveis e sensoriais.

Com um layout em formato de quarto de esfera, o espaço foi projetado para funcionar como um “campo magnético”. Essa metáfora, longe de ser apenas poética, se traduz em um ambiente imersivo, com controle intencional de luz, som e espacialidade. Ao entrar, o visitante é guiado por um corredor alto e arqueado que elimina o ruído externo e amplia a sensação de profundidade.

Mais do que visualmente impactante, o projeto usa estratégias sensoriais como ferramenta de experiência. A iluminação dinâmica, os materiais refletivos e a distribuição do mobiliário conduzem a jornada do usuário por diferentes atmosferas, desde o bar central até salas privativas de KTV e uma sala de charutos.

Para marcas e negócios, o Metic Lounge é um case que mostra como espaços podem ir além da função estética e se tornarem ambientes imersivos, pensados para conexão emocional, social e estratégica.

Na prática, é o tipo de ativação que entrega mais do que um local físico: oferece contexto, memória e significado — exatamente o que o novo consumidor busca ao sair de casa.

Amouage reabre em Omã e aposta em emotioneering para evocar emoções

A casa de alta perfumaria AMOUAGE acaba de reabrir sua flagship em Omã com um projeto que não apenas impressiona — mas emociona. E faz isso com uma estratégia cada vez mais presente no varejo global: o emotioneering.

Com uma árvore de olíbano gigante atravessando dois andares, a boutique transforma arquitetura em narrativa, design em símbolo e espaço em sentimento. Tudo na loja comunica o território da marca, da origem no deserto de Omã às vitrines pensadas como verdadeiras obras de arte.

Nada ali é genérico. Dos tons claros que remetem às dunas às formas orgânicas que conectam o cliente à natureza local, a experiência é sensorial, simbólica e profundamente emocional.

Mais do que uma loja, a flagship da AMOUAGE é um manifesto. Um exemplo de como o ponto de venda pode se tornar um ponto de fascínio — quando une storytelling, identidade visual e intenção emocional.

Esse é o tipo de projeto que não apenas vende um produto de luxo: ele vende pertencimento, cultura, memória. Para marcas que querem se destacar no mercado premium, a lição é clara: não basta criar impacto visual — é preciso criar impacto emocional.

Glossier transforma o lançamento de sua fragrância em uma experiência multissensorial

Para lançar a fragrância Glossier You Fleur, a marca transformou a Galerie Joseph, em Paris, em um campo imersivo onde tecnologia e emoção se encontraram de forma poética.

Criada em colaboração com o Random Studio, a ativação levou o conceito de storytellings sensoriais a um novo patamar: flores digitais que reagiam aos movimentos do público, fragrâncias representadas por pavilhões de luz, som e cor, e uma inteligência artificial que analisava expressões faciais e posturas para gerar poesia personalizada em tempo real.

Sim, a tecnologia leu o seu rosto e devolveu um sentimento. Uma experiência de marca onde o digital não é ferramenta, mas parte ativa da narrativa emocional.

Essa fusão entre IA espacial, reconhecimento emocional e design interativo mostra como o varejo do futuro já está sendo escrito e sentido. Em vez de explicar um produto, a Glossier decidiu fazer o consumidor senti-lo.

E é aí que mora a força do projeto: um uso inteligente da tecnologia a serviço da sensibilidade, que transforma o ponto de venda em um ponto de conexão profunda com o público.

Dados que conectam pessoas e produtos

A Old Navy acaba de dar um passo importante na sua transformação digital: firmou parceria com a Radar, solução que une RFID, visão computacional e IA para rastrear produtos com precisão quase cirúrgica — em tempo real e no ponto de venda.

O objetivo? Fornecer aos colaboradores informações sobre localização de estoque em nível de item, otimizando reposição, atendimento e experiência omnicanal.

Mas o que mais chamou atenção nesse projeto foi algo além da tecnologia em si: a aposta clara no poder dos dados como motor da experiência. A Old Navy quer operar lojas físicas com a mesma precisão de um e-commerce. E isso só é possível com dados inteligentes em tempo real.

Esse tipo de iniciativa conversa diretamente com o que criamos aqui na Alice Wonders: o Granometrics — nosso sensor instalado nas tecnologias, que analisa fluxo, comportamento e interação do consumidor no espaço físico. Qual área tem mais tráfego? Qual produto atrai mais olhares? Onde os clientes passam mais tempo?

São dados que, quando bem utilizados, ajudam marcas a personalizar seus ambientes físicos com base no que realmente importa para o público.

Porque, no fim, tecnologia por si só não transforma. Mas tecnologia com propósito e inteligência de dados… essa sim, muda o jogo.

A loja virou palco na H&M

A H&M apagou todo seu feed no Instagram. Fez show surpresa da Charli XCX na Times Square. Transformou seu site em uma grande vitrine comprável de experiências.

A coleção de fim de ano virou só o pano de fundo. O que a marca realmente fez foi reposicionar o ponto de venda como um lugar de vivência cultural, conectando-se com o estilo de vida das Gerações Z e Alpha.

Além do conteúdo digital repaginado, a H&M apostou em eventos físicos, campanhas com influenciadores e ações integradas em múltiplos canais — tudo para tornar a marca mais presente no cotidiano (e no feed) do consumidor jovem.

A estratégia mostra como o varejo físico pode — e deve — deixar de ser apenas um local de compra. E passar a ser um espaço de conexão, engajamento e entretenimento. A nova geração quer mais do que produto: ela quer fazer parte de algo.


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