As melhores LIVES da quarentena que valem a pena conferir (+bônus) 0 259

Lives da quarentena - créditos: Photo by NordWood Themes on Unsplash; Photo by Sara Kurfeß on Unsplash

Confira a nossa lista de Lives sobre tecnologia, inovação, varejo, empreendedorismo e outros temas relevantes para o momento de crise. 

As Lives sempre foram um formato popular usadas com mais frequência nos segmentos de games e esportes. Desde o início da quarentena no Brasil este formato ganhou um boom e o gosto dos usuários das redes sociais. 

Mas, por qual motivo as Lives ganharam tanta relevância em meio a pandemia? Segundo um estudo do Think With Google, a mudança de comportamento do brasileiro no YouTube durante o isolamento reforça a plataforma como um espaço seguro e com potencial de multiplicar as conversas para superar as adversidades da pandemia. 

“Desde março, a plataforma apresentou os primeiros sinais dos novos comportamentos e demandas das pessoas. Um exemplo: as buscas no search relacionadas ao termo ‘em casa’ cresceram 123% no Brasil em comparação ao período anterior à quarentena. Vídeos relacionados à saúde mental, canais de notícias com conteúdos ao vivo e discussões sobre a economia local e global têm ganhado cada vez mais força”.

Em uma pesquisa no Google Trends revela que as buscas pelos termos “live”, “live de hoje” e “live da semana” começaram a aumentar exponencialmente no início de abril, atingindo um pico máximo de interesse pelos termos no período entre 19 a 25 de abril. 

Pesquisa keyword "live" no Google Trend
Fonte: Google Trends, pesquisa feita em 2 de junho de 2020, para buscas pela palavra “live”.

Ainda sobre o estudo do Think With Google, mostra que cerca de 40% do público brasileiro afirmou ter passado mais de 3 horas do dia no YouTube desde o começo do isolamento. E mapearam três frentes de crescimento na oferta e/ou na demanda de conteúdo no contexto do isolamento:

  • Achar o equilíbrio entre informação e saúde mental;
  • Adaptar ou criar uma rotina para o isolamento;
  • Entender os impactos mais amplos na sociedade.

Com a expansão do coronavírus e o confinamento, as pessoas passaram a buscar formas de entretenimento e saúde mental para dentro de casa. Este cenário proporcionou o aumento das lives com artistas, em alguns casos batendo recordes de audiência. Ao passo que, foram surgindo temas de lives de cunho educativo, sobre mercado financeiro, empreendedorismo, carreira, inovação e transformação digital, com especialistas e profissionais renomados. 

Ao longo dos últimos dois meses os números de lives passaram a ser tão recorrentes, e em várias plataformas, que resolvemos fazer uma seleção com os temas sobre tecnologia, inovação e mercado, com os melhores conteúdos. Confira:

| Chá da Alice

Para começar a lista, vamos falar da nossa Live Chá da Alice. Há bastante tempo vínhamos com vontade de gerar conteúdos multimídia, estávamos no meio do planejamento para estrear um podcast, quando nos deparamos com a pandemia e todas as mudanças que decorrentes da crise. E como um fruto da quarentena, criamos a nossa Live para trazer convidados especiais, os quais admiramos a sua trajetória e acreditamos que tenham muito a contribuir. Conversamos sempre sobre os temas de Experiências Digitais, Tecnologia, Varejo e afins. 

Você pode assistir ao Chá da Alice, que vai ao ar toda semana, pelos nossos canais:

| Spin Startups plus Industries 

A Spin é uma plataforma brasileira de inovação de Startups e Indústria, com foco em acelerar startups B2B e B2B2C, agregando times de lideranças de indústrias, estabelecendo conexões de valor entre estes dois universos. 

Em seu canal no YouTube lançaram as Lives sobre Inovação, Transformação Digital e Varejo. Estão na segunda temporada e você pode conferir os conteúdos, que contemplam temas como: Estratégia Digital na Indústria, Governança e Inovação, O Design como Caminho de Inovação e muito mais. Clique aqui e assista! 

| Como construir futuros possíveis com design?

Esta Live faz parte do Design Degustação Online, série de conteúdos criada pelo IED São Paulo – Instituto Europeo di Design, sobre as frentes de atuação do design, com professores e coordenadores do IED para levarem assuntos que abordam o atual momento e o futuro do mercado. 

Na Live foi discutido como o modelo mental do design pode contribuir para solucionarmos desafios de hoje e do amanhã? Como abrir caminhos nas empresas para a construção de produtos e serviços inovadores? Quais habilidades serão necessárias em um cenário com tantas incertezas? Neste encontro, Fábio Silveira — facilitador e coordenador da extensão em Design Thinking — convida todos para refletir sobre o uso da criatividade, dos sistemas colaborativos e do comportamento multidisciplinar na criação de futuros possíveis a partir do design. Assista!

| Os novos significados de propósito e experiência 

Live do Meio e Mensagem, “Conectando Mercado”. Com a convidada Daniela Cachich, VP de marketing da Pepsico. Foi um bate-papo interessante e agregador. Cachich expôs as questões sobre gastos e investimentos que seriam aplicados a campanhas de marketing e foram destinados a comunidades com mulheres em vulnerabilidade. Através de parcerias o time conseguiu mapear essas mulheres para receberem as doações. Levantou questões como: “Qual o propósito de uma marca que se coloca em prol do desenvolvimento das mulheres neste momento”? Vale a pena conferir. Assista! 

| Estratégias para hoje e para o futuro

Live do Mercado & Consumo, “M&C EM ALERTA”. Apresentaram uma edição especial com a participação de Paulo Guedes, o atual Ministro da Economia e Abílio Diniz, presidente do Conselho de Administração da Península Participações, presidente do Conselho de Administração da BRF e membro dos Conselhos de Administração do Grupo Carrefour e do Carrefour Brasil. A Live já possui 77.877 visualizações. Se você quer ter uma visão sobre o futuro do mercado no Brasil e saber quais estratégias serão bem-vindas no seu negócio, vale a pena conferir. Assista! 

| Como acelerar na crise

Live transmitida pela Forbes Brasil, com as participações de Tiago Alves, CEO da Regus, e Anderson Chamon, Cofundador do PicPay, conversaram sobre como acelerar na crise, tema mais discutido e procurado nos últimos tempos. Falaram sobre o sistema de pagamento digital, as inovações no mercado e a transformação digital como a saída para a crise. Assista!

| Liderança, Inovação, Transformação Digital e Varejo

Live do Gustavo Caetano, CEO da Samba Tech, Linkedin InFluencer (Top Voices 2018), autor do Best Seller Pense Simples e coleciona prêmios como, uma das 15 pessoas mais influentes no Brasil pela GQ Magazine e o MIT Technology Review Innovators Under 35 (Award). Em suas lives, Gustavo conversa com convidados sobre empreendedorismo, gestão e liderança, tecnologia e inovação. Algumas lives estão disponíveis em seu perfil do LinkedIn e outras ele compartilha pelo seu canal do Telegram. 

Destacamos uma de suas últimas lives, onde Gustavo conversa sobre liderança, inovação, transformação digital e varejo com o CEO da C&A, Paulo Correa. Assista! 

| Novos modelos de varejo pós crise

Tema interessantíssimo da live transmitida pela Exame Talks, com o CEO do Outback, Pierre Berenstein, o CEO BRMalls, Ruy Kameyama e o CEO da RiHappy, Hector Nunez. Vale a pena conferir a conversa desse time sobre as transformações e novos modelos de negócios. Assista!

| Transformação Digital: A rápida resposta para o cenário atual

Nesta live, Marcelo Tas conversa com Marcelo Braga, VP IBM Brasil; Raul Moreira, Diretor Executivo do Banco Original e André Fatala, CTO Magazine Luiza. Está incrível, vale a pena conferir. Assista!

| Distrito – Lives sobre Inovação 

Nossa última indicação de lives é um compilado de conteúdos sobre tecnologia, startups e empreendedorismo. Encontre diversas lives, webinars e outros materiais para estudo no site do Distrito – um ecossistema de inovação independente para startups, conectando empresas e investidores, acelerando a transformação. 

Bônus

Para você aumentar a sua lista de streams, temos 3 indicações de podcasts que abordam o universo da tecnologia, inovação, varejo e empreendedorismo. Confira:

Foto reprodução podcast Do zero ao topo, por InfoMoney

Do zero ao topo, por InfoMoney

Podcast produzido pelo InfoMoney que a cada episódio conta a história dos empreendedores e empresários por trás das maiores empresas do país. 

 

 

foto reprodução podcast Café da Manhã, por Folha de São Paulo

As reaberturas depois da quarentena, dia a dia – Podcast: Café da Manhã

O podcast Café da Manhã, produzido pela Folha de São Paulo, é um dos mais famosos do país e você já deve conhecer. Porém, destacamos este episódio que fala sobre a reabertura do comércio físico depois da quarentena. Se você ainda não ouviu, vale a pena conferir.

 

Foto reprodução podcast RCHLO Tech

RCHLO Tech 

Este podcast da Riachuelo ainda é recente, porém tem bastante potencial e vale a pena você começar a seguir. É um conteúdo voltado para discutir temas relacionados à tecnologia, comportamento, novidades do varejo e inovação. Através de um mindset de pensar da linha até a última parcela de compra, propõe expandir as discussões para o público. 

 

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Ferramentas essenciais para a volta da normalidade 0 258

Ferramentas essenciais para a volta ao normal

As inovações que ocorreram até hoje durante a pandemia e quais ferramentas serão fundamentais para o primeiro momento após o isolamento social.

O mundo pós-pandemia será bem diferente do que era antes e a tecnologia será peça fundamental em vários segmentos de serviços, assim como já está sendo em nossas relações sociais. Empresas e startups de tecnologia estão, mais do que nunca, empenhadas em desenvolver novos aparelhos e produtos para ajudar tanto as pessoas quanto as instituições nos cuidados de saúde, higiene e prevenção

Pode demorar muito tempo até descobrirmos uma vacina eficaz, e o que devemos fazer é continuar nos prevenindo de todas as formas. Quando a quarentena acabar e voltarmos a frequentar os espaços socialmente, a solução para os estabelecimentos (empresas, indústrias, varejo físico e todo o comércio) será se munir de ferramentas úteis para prevenção no nosso dia a dia, afim de proporcionar segurança às pessoas até que o vírus não seja mais uma ameaça. 

Os ítens básicos que não podem faltar na proteção individual são as máscaras e frascos de álcool gel. Isto todo mundo já sabe! Além disso, as viseiras protetoras faciais – feitas de acrílico transparente anti respingos – surgiram como um reforço na proteção dos profissionais que trabalham na linha de frente, como os da saúde por exemplo. 

Inovações que surgiram durante a pandemia

Em mais de dois meses de quarentena, muita coisa mudou. Passamos da fase de adaptação para a de preparação para o “novo normal”. Aos poucos presenciamos essas adaptações em muitos estabelecimentos comerciais. O exemplo mais comum é a utilização de totens com dispenser de álcool gel sem precisar tocar com as mãos para usar o produto. 

Barreiras de proteção de acrílico em balcões e em caixas de supermercado foram adaptadas para o comércio continuar atendendo com segurança aos funcionários e clientes. Assim como sinalizações de distanciamento no piso, para evitar aglomerações em filas de atendimento. Já o aplicativo de transporte Cabify distribuiu películas de proteção para instalar nos carros de condutores que circulam em regiões com maior demanda de viagens. 

Mantenha a Distância

Recentemente a Alice Wonders lançou o Totem Termômetro que mede a temperatura corporal sem nenhum tipo de contato com o dispositivo e entre pessoas. Uma solução inteligente para tempos de cuidados redobrados com a saúde, o Totem funciona através de sensores de alta tecnologia. Ao mesmo tempo que opera a medição da temperatura e alerta sobre a importância da prevenção, gera dados de fluxo em tempo real para os gestores dos estabelecimentos. 

O Totem Termômetro também funciona como um dispositivo de comunicação pelo qual a empresa pode inserir vídeos institucionais e informações essenciais a todos. 

Totem Termômetro No Touch, por Alice Wonders
Totem Termômetro com dispenser de álcool gel automático, criado por Alice Wonders.

Vimos até a criação de cabines de higienização, em diversos modelos. Instaladas em entradas de estabelecimentos (em São Paulo, por exemplo, foi instalada uma cabine na estação de metrô Tatuapé) as pessoas entram na cabine, uma por vez, e recebe uma borrifada com uma substância não-tóxica que mantém a roupa e a pele desinfetadas, embora que temporariamente, auxiliando no combate à proliferação do coronavírus.  

Outra iniciativa excelente foi criada pela startup Carefy, que desenvolveu uma ferramenta de gestão de internações para hospitais que estão na linha de frente no combate à COVID-19. A plataforma, que é um modelo de SaaS, gerencia as informações sobre cada leito do hospital, o que resulta em mais agilidade para a equipe na tomada de decisão, melhor aproveitamento da capacidade disponível, redução de custos e ainda informa à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) o número de leitos ocupados por pacientes diagnosticados com o novo coronavírus. 

Ferramentas que vieram para ficar

Durante toda a quarentena passamos a usar tecnologia para quase tudo em nosso dia a dia. E certamente iremos levar esses costumes adiante. Durante o Chá da Alice, nossa LIVE com convidados especiais, conversamos sobre o assunto “Experiências Digitais, Tecnologia e Futurismo”, com Demetrio Teodorov, Head de Pesquisa e Desenvolvimento Tech e Inovação na Riachuelo, citamos a respeito do impacto na inovação que a pandemia causou. Passamos a acelerar processos que já deveriam estar implementados a bastante tempo e só agora tiramos do papel, e conseguimos dar passos significativos para o futuro que queremos, em questão de desenvolvimento tecnológico. “O comportamento guia a inovação para a sociedade”, afirmou Teodorov. 

Outro ponto interessante discutido durante a Live foi sobre as tecnologias “no touch“, como uma das tendências que seguirá à frente em vários setores. Por ser uma das melhores soluções para evitar o contágio através do toque e facilitar a usabilidade dos dispositivos que atuam automaticamente. O “no touch” pode funcionar de duas maneiras: através de sensores ou por comando de voz – como a assistente virtual Alexa. É uma inovação com grande potencial de expansão no mercado.

E já que estamos falando sobre Live, esta com certeza entrou no gosto dos “quarenteners” de vez, o que fez aumentar a abrangência de temas e assuntos neste formato, assim como a relevância de se consumir esses conteúdos durante o período de isolamento social. Graças às ferramentas de videoconferência e transmissão ao vivo. O Zoom está sendo uma das plataformas mais usadas em todo o mundo, o que impulsionou a Google a criar o Meet, ferramenta de reuniões em vídeo para negócios, incluído no G Suite e está disponível gratuitamente até setembro deste ano para quem já possui conta comercial no Gmail. 

As ferramentas de videoconferências estão oferecendo o suporte necessário em reuniões entre equipes de trabalho para funcionarem adequadamente no home office. A partir do momento em que as empresas tiveram que adotar totalmente o modelo de trabalho remoto, várias ferramentas de salvamento de arquivos em nuvens ganharam mais valor. Ao longo das jornadas de trabalho a distância, plataformas de gestão Software as Service (SaaS) passaram a ser fundamentais para manter o trabalho das equipes em andamento produtivo. 

Ao que tudo indica, grande parte das pessoas continuarão trabalhando em home office, mesmo com o fim da quarentena. Empresas como Nubank, XP, Twitter e Coca-Cola anunciaram recentemente que seus colaboradores permanecerão em trabalho remoto até dezembro deste ano. O que pode contribuir para surgirem novos comportamentos que irão impactar nas formas de consumo. Nessas horas, as soluções de Big Data Analytics são fundamentais para extrair dados e fazer planejamentos estratégicos de BI (Business Intelligence). 

Estamos passando por muitas mudanças e adaptações de forma acelerada, embora ainda ninguém tenha certeza de como realmente serão os próximos meses. Varejistas estão realizando adaptações constantemente em lojas para conseguir atender a todos com segurança (veja mais sobre este assunto). Ao passo que aplicativos e sites de vendas estão melhorando as funcionalidades para dar conta de toda a demanda de compras online, além de disponibilizarem informações atualizadas ao público e dando suporte ao atendimento às lojas físicas. Parece que, finalmente, estamos presenciando a união do varejo online e físico (Phygital), um dando apoio ao outro para otimizar serviços aos consumidores, se comportando de formas complementares. 

Novas tecnologias irão surgir mais rapidamente, como estamos presenciando, para atender aos novos desafios que não param de surgir. O meio digital continuará presente, mesmo com o fim do confinamento, é o que se espera. Trabalho, escola e universidades online já são a nossa realidade. A telemedicina está sendo vista agora com outros olhos e avançando para melhor atender às necessidades das pessoas. Vamos avançar ainda mais e acreditamos que os espaços físicos se tornarão mais integrados tecnologicamente para conectar pessoas, marcas, entretenimento, informação, serviços e cuidados. 

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O novo Visual Merchandising: confira a opinião de especialistas 0 515

O novo Visual Merchandising

Veja como os profissionais de Visual Merchandising estão lidando com o momento de fechamento do comércio e o processo de preparação para a reabertura das lojas físicas. 

Muito se discute sobre como será o “novo normal” e o comportamento das pessoas quando tivermos a reabertura do comércio físico. Algumas lojas na Europa e na Ásia vêm experimentando a abertura de suas portas para o público ainda que com bastante restrições. No entanto, a reação das pessoas está se mostrando o oposto do que se esperava. Há casos em que chegam a formar filas gigantescas e sem o devido distanciamento de um metro e meio, gerando aglomerações, ou seja, ignorando as recomendações de contingenciamento. Alguns vídeos chegaram a viralizar na internet mostrando o descuido de ambas as partes: das marcas e das pessoas. 

No primeiro momento da quarentena, quando houve o fechamento das portas do varejo físico, o comércio digital aumentou as vendas significativamente. As marcas voltaram a atenção para o universo online. Compras pela internet não são uma novidade, porém, passamos a usar de forma intensa nos últimos meses e acompanhamos processos de melhorias nas plataformas de e-commerce. Muito do que está sendo feito para otimizar as compras online, vem de estratégias do “varejo físico no que diz a construção de jornadas envolventes, que despertam o desejo e aproximam o consumidor do universo da marca”, nos disse em entrevista, Camila Salek (sócia-fundadora da Vimer, agência de Visual Merchandising). 

Logo em seguida, todos os profissionais do varejo físico passaram a encarar o grande desafio de planejar a reabertura das portas. Para o Coordenador de Visual Merchandising do Grupo Brascol, Daniel Marques, no momento estamos passando pela fase de entender e trabalhar uma “Projeção de futuro: se preparar, organizar a loja e os projetos futuros”. 

Daniel relata que hoje a sua equipe está contribuindo no processo logístico. A equipe de vendas continua dentro da loja (mesmo fechada), focada em agilizar as vendas dos produtos que estavam parados nas prateleiras. “O nosso desafio é deixar tudo organizado dentro da loja, para os profissionais de vendas encontrarem os produtos com mais facilidade para realizar as entregas”. É uma forma de reorganização da loja, mesmo estando fechada. Inclusive, este processo também tem sido feito em outras grandes varejistas de vestuário, que realizam as entregas das compras online com os produtos saindo das lojas mais próximas do cliente.  

A coordenadora e professora de pós graduação de Design de Interiores no IED, Cintia Lie, nos contou que tem acompanhado o trabalho de colegas da área de VM se diversificando no seu dia a dia, para expor os produtos a fim de manter o contato com os clientes. 

“Tenho visto o trabalho de um colega que está indo para a loja física realizar as produções, organizando os produtos dentro da loja e em seguida, ele faz vídeos mostrando as técnicas que usou neste trabalho. É uma forma envolvente e intimista de emocionar o cliente. Outro colega passou a fazer vídeos explicando como foi o processo de todo o trabalho dele dentro da loja em projetos passados. Ele explica como foi feita a organização, a iluminação e a importância de cada coisa, como tipos de material que foram mais condizentes para usar naquele projeto… Acho isso super importante, porque tem conteúdo e agrega”, conta Cintia.  

Desafios 

Sabemos que os principais papéis do VM é chamar a atenção do cliente para dentro da loja física, potencializar e organizar os produtos nos espaços da loja estrategicamente para o cliente se encantar. No entanto, este profissional agora carrega novos desafios e preocupações em relação a saúde e bem-estar do cliente. Lie explica que é preciso repensar o layout da loja, para aumentar o espaços de um produto e outro para as pessoas não esbarrarem e correrem o risco de contaminação. Outro ponto importante é pensar nas demarcações de distanciamento em filas e balcões de atendimento. Além de escolher quais produtos deverão ganhar mais destaque, uma vez que os estoques estão parados ou cheios e vem chegando mercadoria nova, este será um grande desafio, conclui.

Camila nos conta que na agência Vimer todos estão descobrindo que não existe o “impossível”. “A agilidade e a praticidade têm impulsionado as trocas apesar de qualquer distância e a tecnologia tem sido muito relevante por agregar um mindset disruptivo que vai muito além do próprio uso de devices. Estamos vendo uma crescente da digitalização como meio de facilitar e alavancar experiências em todos os setores, a visão analógica está com os seus dias contados!” E como uma forma de continuar oferecendo recursos e soluções para as marcas, a agência está disponibilizando uma condição especial (3 meses de uso gratuito) para o uso da ferramenta RetailMind (criada em parceria com a Peek Technology). Um software de inteligência artificial que permite o gerenciamento de ações no PDV à distância.

Os principais desafios que Daniel e sua equipe estão buscando é em adaptar a estrutura física das lojas, “As pessoas estão preocupadas com a questão da aglomeração. Tudo tem que estar funcionando dentro das normas de distanciamento. A nossa preocupação maior é com o bem-estar de saúde do cliente e que a loja esteja preparada para recebê-lo. Outro desafio é pensar como vai funcionar, a partir de agora, as experimentações de roupas”. A marca Zara, com o retorno cauteloso das suas lojas físicas, implementou um sistema de colocar em quarentena as peças que foram experimentadas pelos clientes que não chegaram a comprar. Precisamos pensar que provar roupas agora começará a criar um desconforto nas pessoas. Daniel citou o exemplo da marca O Boticário, que criou um aplicativo com AR para provar maquiagens. Usar essas tecnologias para o cliente poder experimentar os produtos com segurança, sem expor a riscos de contágio, é uma solução viável. “Precisamos criar formas de solucionar esses problemas, que podem ser um abismo entre o ponto físico e as pessoas”.

Afinal, o que esperar do comportamento dos consumidores na reabertura das portas?

Temos diferentes tipos de perfis de consumidores, e com a volta das lojas físicas, não haverá um comportamento só, é o que afirma Cintia Lie. A tecnologia vem ganhando seu espaço de importância no varejo, inovação é uma estratégia eficiente para a marca falar com o cliente. Porém, Lie alerta que é preciso ser cauteloso: se uma loja não investia em recursos de tecnologia e inovação antes da quarentena e na reabertura do comércio físico faz um grande investimento apenas com o intuito de vender, pode causar estranhamento aos clientes ou até ser visto como uma ofensa. 

Estamos passando por um momento bastante delicado no mundo inteiro. A maioria das grandes marcas estão se posicionando, prestando algum tipo de ajuda e apoio para a sociedade. Com certeza, esse tipo de ação está sendo valorizado como reconhecimento de marca. O que precisamos agora é preocupar em ajudar, ter consciência e responsabilidade social. “O consumidor pode se ofender com o quanto foi gasto na reforma, sendo que ele está ciente que aquela marca não ajudou quem está precisando, fazendo doações em campanhas, por exemplo”, explica Lie. 

Compartilhando a mesma linha de pensamento, Daniel Marques acredita que teremos uma sensibilidade no retorno, e ações que demonstram ostentação são fortemente descartadas. “Precisamos proporcionar acolhimento na reabertura. Estamos passando por um período difícil, e quando voltarmos para a loja esperamos ser bem atendidos. As marcas criaram um posicionamento no digital que demonstrou carinho com as pessoas neste momento, gerando proximidade. E quando for reabrir a loja física, por quê será diferente? Colocando placas de promoção e preços, sendo agressivo na comunicação, não será o melhor caminho. A tecnologia agora é mais para solucionar questões do que para chamar a atenção”, afirma Daniel. 

 No entanto, há ações que podem ser feitas, mas sem exuberância e sair do contexto. Para a professora Lie, ainda não se sabe realmente como vai ser de fato. “Temos uma noção através do comportamento que está acontecendo na Europa e Ásia, porém, são contextos econômicos diferentes do Brasil. O que podemos pensar, em questão de tecnologia, é que esteja ligada a utilidade básica e rápida, aplicada à situação de cuidado, reconstrução e empatia, desta forma será muito bem-vinda. Se for só pelo caráter estético e superficial, as pessoas podem recusar”, explica. 

Em Amsterdã, vemos o que pode ser uma das mais criativas medidas de contenção e prevenção até o momento. O restaurante vegano Mediamatic Eten criou uma solução peculiar ao organizar as mesas (que antes ficavam expostas ao lado de fora do restaurante, que fica a beira de um canal) dentro de estufas de vidro. O local pôde reabrir as suas portas para receber as pessoas, proporcionando segurança e conforto a todos. Saiba mais sobre este e outros exemplos. 

Restaurante vegano Mediamatic Eten.
Foto Reprodução: Restaurante vegano Mediamatic Eten, em Amsterdã.

Segundo a Camila Salek, o primeiro passo será preparar a loja e os colaboradores que estarão em contato direto com o público e adotar as medidas necessárias para a manutenção de um ambiente seguro e receptivo. E compartilha um estudo desenvolvido pela Vimer, que traz dicas para esta retomada que poderá ser um excelente guia neste momento. Clique aqui para conferir o material.

A importância do VM neste momento é fundamental para reabrir as lojas de forma inteligente e segura, seguindo o que chamamos de “cultura da distância”, como cita Salek. Enquanto profissionais do varejo, precisamos ter a consciência da responsabilidade social e procurar facilitar a jornada do consumidor. As pessoas estão mais atentas e não querem perder tempo dentro das lojas para fazer as suas compras. Em supermercados os itens básicos estão mais a vista, sendo fáceis de encontrar. A grande missão é trazer soluções, saber como oferecer o produto para o cliente e ao mesmo tempo mostrar o que é essencial para ele naquele momento. Ou seja, facilitar o processo da experiência de compra e não tornar mais estressante do já está. 

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