O novo Visual Merchandising 0 355

O novo Visual Merchandising

Veja como os profissionais de Visual Merchandising estão lidando com o momento de fechamento do comércio e o processo de preparação para a reabertura das lojas físicas. 

Muito se discute sobre como será o “novo normal” e o comportamento das pessoas quando tivermos a reabertura do comércio físico. Algumas lojas na Europa e na Ásia vêm experimentando a abertura de suas portas para o público ainda que com bastante restrições. No entanto, a reação das pessoas está se mostrando o oposto do que se esperava. Há casos em que chegam a formar filas gigantescas e sem o devido distanciamento de um metro e meio, gerando aglomerações, ou seja, ignorando as recomendações de contingenciamento. Alguns vídeos chegaram a viralizar na internet mostrando o descuido de ambas as partes: das marcas e das pessoas. 

No primeiro momento da quarentena, quando houve o fechamento das portas do varejo físico, o comércio digital aumentou as vendas significativamente. As marcas voltaram a atenção para o universo online. Compras pela internet não são uma novidade, porém, passamos a usar de forma intensa nos últimos meses e acompanhamos processos de melhorias nas plataformas de e-commerce. Muito do que está sendo feito para otimizar as compras online, vem de estratégias do “varejo físico no que diz a construção de jornadas envolventes, que despertam o desejo e aproximam o consumidor do universo da marca”, nos disse em entrevista, Camila Salek (sócia-fundadora da Vimer, agência de Visual Merchandising). 

Logo em seguida, todos os profissionais do varejo físico passaram a encarar o grande desafio de planejar a reabertura das portas. Para o Coordenador de Visual Merchandising do Grupo Brascol, Daniel Marques, no momento estamos passando pela fase de entender e trabalhar uma “Projeção de futuro: se preparar, organizar a loja e os projetos futuros”. 

Daniel relata que hoje a sua equipe está contribuindo no processo logístico. A equipe de vendas continua dentro da loja (mesmo fechada), focada em agilizar as vendas dos produtos que estavam parados nas prateleiras. “O nosso desafio é deixar tudo organizado dentro da loja, para os profissionais de vendas encontrarem os produtos com mais facilidade para realizar as entregas”. É uma forma de reorganização da loja, mesmo estando fechada. Inclusive, este processo também tem sido feito em outras grandes varejistas de vestuário, que realizam as entregas das compras online com os produtos saindo das lojas mais próximas do cliente.  

A coordenadora e professora de pós graduação de Design de Interiores no IED, Cintia Lie, nos contou que tem acompanhado o trabalho de colegas da área de VM se diversificando no seu dia a dia, para expor os produtos a fim de manter o contato com os clientes. 

“Tenho visto o trabalho de um colega que está indo para a loja física realizar as produções, organizando os produtos dentro da loja e em seguida, ele faz vídeos mostrando as técnicas que usou neste trabalho. É uma forma envolvente e intimista de emocionar o cliente. Outro colega passou a fazer vídeos explicando como foi o processo de todo o trabalho dele dentro da loja em projetos passados. Ele explica como foi feita a organização, a iluminação e a importância de cada coisa, como tipos de material que foram mais condizentes para usar naquele projeto… Acho isso super importante, porque tem conteúdo e agrega”, conta Cintia.  

Desafios 

Sabemos que os principais papéis do VM é chamar a atenção do cliente para dentro da loja física, potencializar e organizar os produtos nos espaços da loja estrategicamente para o cliente se encantar. No entanto, este profissional agora carrega novos desafios e preocupações em relação a saúde e bem-estar do cliente. Lie explica que é preciso repensar o layout da loja, para aumentar o espaços de um produto e outro para as pessoas não esbarrarem e correrem o risco de contaminação. Outro ponto importante é pensar nas demarcações de distanciamento em filas e balcões de atendimento. Além de escolher quais produtos deverão ganhar mais destaque, uma vez que os estoques estão parados ou cheios e vem chegando mercadoria nova, este será um grande desafio, conclui.

Camila nos conta que na agência Vimer todos estão descobrindo que não existe o “impossível”. “A agilidade e a praticidade têm impulsionado as trocas apesar de qualquer distância e a tecnologia tem sido muito relevante por agregar um mindset disruptivo que vai muito além do próprio uso de devices. Estamos vendo uma crescente da digitalização como meio de facilitar e alavancar experiências em todos os setores, a visão analógica está com os seus dias contados!” E como uma forma de continuar oferecendo recursos e soluções para as marcas, a agência está disponibilizando uma condição especial (3 meses de uso gratuito) para o uso da ferramenta RetailMind (criada em parceria com a Peek Technology). Um software de inteligência artificial que permite o gerenciamento de ações no PDV à distância.

Os principais desafios que Daniel e sua equipe estão buscando é em adaptar a estrutura física das lojas, “As pessoas estão preocupadas com a questão da aglomeração. Tudo tem que estar funcionando dentro das normas de distanciamento. A nossa preocupação maior é com o bem-estar de saúde do cliente e que a loja esteja preparada para recebê-lo. Outro desafio é pensar como vai funcionar, a partir de agora, as experimentações de roupas”. A marca Zara, com o retorno cauteloso das suas lojas físicas, implementou um sistema de colocar em quarentena as peças que foram experimentadas pelos clientes que não chegaram a comprar. Precisamos pensar que provar roupas agora começará a criar um desconforto nas pessoas. Daniel citou o exemplo da marca O Boticário, que criou um aplicativo com AR para provar maquiagens. Usar essas tecnologias para o cliente poder experimentar os produtos com segurança, sem expor a riscos de contágio, é uma solução viável. “Precisamos criar formas de solucionar esses problemas, que podem ser um abismo entre o ponto físico e as pessoas”.

Afinal, o que esperar do comportamento dos consumidores na reabertura das portas?

Temos diferentes tipos de perfis de consumidores, e com a volta das lojas físicas, não haverá um comportamento só, é o que afirma Cintia Lie. A tecnologia vem ganhando seu espaço de importância no varejo, inovação é uma estratégia eficiente para a marca falar com o cliente. Porém, Lie alerta que é preciso ser cauteloso: se uma loja não investia em recursos de tecnologia e inovação antes da quarentena e na reabertura do comércio físico faz um grande investimento apenas com o intuito de vender, pode causar estranhamento aos clientes ou até ser visto como uma ofensa. 

Estamos passando por um momento bastante delicado no mundo inteiro. A maioria das grandes marcas estão se posicionando, prestando algum tipo de ajuda e apoio para a sociedade. Com certeza, esse tipo de ação está sendo valorizado como reconhecimento de marca. O que precisamos agora é preocupar em ajudar, ter consciência e responsabilidade social. “O consumidor pode se ofender com o quanto foi gasto na reforma, sendo que ele está ciente que aquela marca não ajudou quem está precisando, fazendo doações em campanhas, por exemplo”, explica Lie. 

Compartilhando a mesma linha de pensamento, Daniel Marques acredita que teremos uma sensibilidade no retorno, e ações que demonstram ostentação são fortemente descartadas. “Precisamos proporcionar acolhimento na reabertura. Estamos passando por um período difícil, e quando voltarmos para a loja esperamos ser bem atendidos. As marcas criaram um posicionamento no digital que demonstrou carinho com as pessoas neste momento, gerando proximidade. E quando for reabrir a loja física, por quê será diferente? Colocando placas de promoção e preços, sendo agressivo na comunicação, não será o melhor caminho. A tecnologia agora é mais para solucionar questões do que para chamar a atenção”, afirma Daniel. 

 No entanto, há ações que podem ser feitas, mas sem exuberância e sair do contexto. Para a professora Lie, ainda não se sabe realmente como vai ser de fato. “Temos uma noção através do comportamento que está acontecendo na Europa e Ásia, porém, são contextos econômicos diferentes do Brasil. O que podemos pensar, em questão de tecnologia, é que esteja ligada a utilidade básica e rápida, aplicada à situação de cuidado, reconstrução e empatia, desta forma será muito bem-vinda. Se for só pelo caráter estético e superficial, as pessoas podem recusar”, explica. 

Em Amsterdã, vemos o que pode ser uma das mais criativas medidas de contenção e prevenção até o momento. O restaurante vegano Mediamatic Eten criou uma solução peculiar ao organizar as mesas (que antes ficavam expostas ao lado de fora do restaurante, que fica a beira de um canal) dentro de estufas de vidro. O local pôde reabrir as suas portas para receber as pessoas, proporcionando segurança e conforto a todos. Saiba mais sobre este e outros exemplos. 

Restaurante vegano Mediamatic Eten.
Foto Reprodução: Restaurante vegano Mediamatic Eten, em Amsterdã.

Segundo a Camila Salek, o primeiro passo será preparar a loja e os colaboradores que estarão em contato direto com o público e adotar as medidas necessárias para a manutenção de um ambiente seguro e receptivo. E compartilha um estudo desenvolvido pela Vimer, que traz dicas para esta retomada que poderá ser um excelente guia neste momento. Clique aqui para conferir o material.

A importância do VM neste momento é fundamental para reabrir as lojas de forma inteligente e segura, seguindo o que chamamos de “cultura da distância”, como cita Salek. Enquanto profissionais do varejo, precisamos ter a consciência da responsabilidade social e procurar facilitar a jornada do consumidor. As pessoas estão mais atentas e não querem perder tempo dentro das lojas para fazer as suas compras. Em supermercados os itens básicos estão mais a vista, sendo fáceis de encontrar. A grande missão é trazer soluções, saber como oferecer o produto para o cliente e ao mesmo tempo mostrar o que é essencial para ele naquele momento. Ou seja, facilitar o processo da experiência de compra e não tornar mais estressante do já está. 

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O futuro é “as a Service” 0 169

Créditos: Photo by Charles Deluvio on Unsplash; Photo by Austin Distel on Unsplash; Photo by Charles Deluvio on Unsplash

Veja o grande potencial desse modelo de negócios, como se deu seu crescimento no mercado abrangendo vários nichos e oportunidades.

A cada década que passa, as pessoas gastam mais com serviços e menos em produtos. É o que aponta a Pesquisa de Despesas Atuais realizada pelo governo dos EUA, mostrada por essa matéria do The New York Times. 

Vamos analisar a nossa realidade, hoje praticamente tudo o que pensamos em consumir, não precisa necessariamente gastar comprando um objeto ou bens duráveis ou não duráveis. Por exemplo: 

Uber: car as a service 

Ifood: food delivery as a service

Netflix: show as a service 

Spotify: music as a service 

As assinaturas de plataformas de streaming entregam entretenimento como serviço, e são pagas mensalmente. Ifood e os outros apps de alimentação por delivery, são pagos pelo produto + o serviço de entrega. Uber, é pago o valor da quilometragem da corrida feita por um motorista, o qual prestou o serviço. Mesmo abrangendo diferentes áreas do mercado, funcionam sob a mesma forma: pagamento pelo serviço. Nos últimos anos esse segmento vem crescendo e hoje, percebemos uma explosão de ofertas e oportunidades de modelos de negócios. 

Principais tipos de “as a Service”

SaaSSoftware as a Service é uma plataforma programada para entregar um tipo de serviço específico, não precisa realizar nenhuma instalação de programa em máquinas. O seu uso é apenas online e você paga por uma assinatura mensal ou anual, para ter acesso a esse serviço, que pode ser desde um plano mais simples até mais completos, com mais recursos. 

Exemplos: 

Dropbox – armazenamento na nuvem

Monday – sistema de gestão

Slack – sistema de gestão 

Os aplicativos SaaS também são conhecidos como software baseado na Web, software sob demanda e software hospedado.  O termo “software como serviço” é considerado parte da nomenclatura da computação em nuvem, juntamente com infraestrutura como serviço (IaaS), plataforma como serviço (PaaS), desktop como serviço (DaaS), software de gerenciamento como serviço (MSaaS), back-end móvel como serviço (MBaaS), data center como serviço (DCaaS) e gerenciamento de tecnologia da informação como serviço (ITMaaS).

O mercado de SaaS é muito promissor e irá alavancar ainda mais o crescimento de todos os setores de software, nos próximos anos. Em um estudo recente da Gartner, diz que 46% das organizações indicaram que os serviços de TI e a consolidação de fornecedores estavam entre as três principais abordagens de otimização de custos mais eficazes.

IaaSInfraestrutura como Serviço são serviços online que fornecem APIs de alto nível usadas para desreferenciar vários detalhes de baixo nível da infraestrutura de rede subjacente, como recursos de computação física, localização, particionamento de dados, dimensionamento, segurança, backup, etc. Os provedores de nuvem IaaS fornecem esses recursos sob demanda a partir de seus grandes conjuntos de equipamentos instalados nos data centers. Para conectividade em área ampla, os clientes podem usar a Internet ou nuvens de operadora (redes privadas virtuais dedicadas).

Exemplos:

Oracle Cloud

Amazon Web Services 

Google Cloud

Microsoft Azure

IBM Cloud 

PaaSPlataforma as a Service ou plataforma de aplicativo como serviço (aPaaS) é uma categoria de serviços de computação em nuvem que fornece uma plataforma permitindo aos clientes desenvolver, executar e gerenciar aplicativos sem a complexidade de criar e manter uma infraestrutura normalmente associada ao desenvolvimento e lançamento de um aplicativo. 

Existem vários tipos de PaaS, incluindo público, privado e híbrido. O PaaS foi originalmente destinado a aplicativos em serviços de nuvem pública, antes de expandir para incluir opções privadas e híbridas.

Exemplos: 

Google App Engine

Apple Scale

Force.com

Amazon Web Service

GaaS – Game as a Service, podem ser chamados de “jogos vivos” ou “jogos ao vivo”, que contam com atualizações contínuas. A indústria de games lançou a ideia de jogos como serviços oferecendo modelos de assinatura de jogos, o que garante receitas contínuas. Recentemente, a Apple lançou a plataforma Arcade, um plano de assinatura de jogos ilimitados, com acesso a todos os dispositivos IOS. A Google também lançou o seu modelo de games por assinatura, o Stadia, que garante acesso instantâneo e ilimitado a uma coleção de jogos, sem precisar fazer atualizações, downloads ou instalações de jogos. 

Exemplos:

Apple Arcade

Google Stadia

EA Access

Xbox Game Pass

EaaS – Experience as a Service, é entregar experiência como serviço, significa transformar o produto em experiências para o cliente agregando valor a um serviço. Na prática, é feito um conjunto de ações que podem ser exploradas pela marca para estabelecer relações com o cliente. Na Alice Wonders desenvolvemos tecnologias para levar inovação ao varejo, através de experiências. Entenda mais sobre esse segmento em outro post do nosso blog, clique aqui

Vantagens 

  1. Atualizações frequentes capazes de corrigir falhas e vulnerabilidades, assim como agregar inovações tecnológicas para melhorar o sistema;
  2. Segurança de dados por criptografia, o acesso é feito por login e senha e ainda dispõe de fornecedor responsável por backups das informações;
  3. Acesso remoto que proporciona flexibilidade;
  4. Personalização;
  5. Entrega de métricas e indicadores, o que ajuda em avaliações e soluções para equipes;
  6. Custo fixo de plano ou assinatura;
  7. Atende nichos variados.

Além dessas vantagens, o custo de aquisição desses serviços são baixos e ainda proporciona a automatização dos negócios na rotina de trabalho, trazendo maior aproveitamento dos benefícios que o investimento em tecnologia pode trazer para a sua empresa. 

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Produtividade em tempos de home office forçado 0 290

Photo by Thought Catalog on Unsplash

Confira as dicas de profissionais especializados para ajudar na sua produtividade durante o home office forçado, afinal, a sua carreira não pode parar.

Nas últimas semanas milhares de profissionais tiveram que adotar o regime de home office, devido a quarentena. No entanto, se trata de um home office forçado, o qual exige várias adaptações para a nova rotina de trabalho, e também, saber lidar com o home life. Muitos acabam fazendo uma tripla jornada: atividades profissionais, família e tarefas domésticas ao mesmo tempo. E no fim das contas, cada um está tentando encontrar a sua maneira de conciliar tudo isso e manter-se produtivo

Em um primeiro momento, nos deparamos com uma infinidade de artigos com dicas variadas para fazer home office, como este do site Fast Company. Seguindo a tendência, diversas universidades do mundo todo, plataformas de educação e ensino passaram a disponibilizar centenas de cursos online gratuitos para estudantes e profissionais aperfeiçoarem suas habilidades no período de reclusão. Aproveite e confira essa lista do site ShowMeTech que reuniu 1156 cursos gratuitos em português com certificado.

 Por outro lado, várias pessoas perderam os seus empregos e estão buscando se recolocar no mercado de trabalho, o qual está em uma crise sem precedentes. Outros profissionais enfrentam os cancelamentos de projetos, adiamentos de eventos e procuram alternativas para que as consequências não sejam tão drásticas. 

Segundo um levantamento feito pela Cielo, no período de 01 de março a 06 de abril, o varejo total no Brasil apresentou queda de 24,7%. A categoria de Bens Duráveis é uma das mais afetadas, com queda de 50,1% no setor de vestuário. Na categoria de Serviços, o setor de Turismo e Transporte aparece com queda de 63,4%, e Restaurantes e Bares, com menos 43,4% no período. 

Fonte: Gráfico Cielo | Índice Cielo de Varejo Ampliado
No setor de Bens Não Duráveis continua atenuando o impacto no período de 01/03 a 04/04 e Bens Duráveis apresentou queda levemente menor na última semana. Fonte: Cielo | Índice Cielo de Varejo Ampliado

Planejamento

O momento agora exige planejamento, ou melhor, replanejamento de 2020, para estar preparado quando a quarentena acabar. Quanto mais estratégico estiver o seu serviço, menos drástico será depois. É o que aconselha Josie Moraes, estrategista digital, ganhadora do prêmio ABRADI – profissional digital na categoria planejamento (2019). Ela fala que agora o importante é ouvir o seu cliente e o que o mercado tem a dizer para conseguir propor ideias e soluções. 

“O que ofereço de melhor no mundo e como posso ajudar?”, é o tipo de pensamento que devemos adotar, como sugere Josie. É tempo de observar o cenário e aprender, além de tomar o grande cuidado para não cair no oportunismo. O atual momento não é para desistir, pois parar com tudo nos torna improdutivos. A melhor saída é se reinventar, olhar para o futuro próximo e se enxergar enquanto profissional atuando para a melhoria do Mercado. Continuar entregando projetos cada vez mais inovadores, propostas com planejamento estratégico, apostar (ainda mais) na tecnologia como principal recurso, são formas de mostrar diferencial, alcançar metas e se destacar. 

Produtividade

De repente, tudo mudou. A sensação é que estamos dentro de uma bola de neve que cresce a cada dia e não sabemos quando irá parar. Sim, está todo mundo passando por muitas mudanças e adaptações, sem saber exatamente o que está fazendo. Mas, o primeiro passo, é manter a calma. O novo causa medo e traz uma ideia de estar perdido, como comenta Douglas Suzano Barbosa, que atua na área de Recursos Humanos. 

Estamos vivendo uma reinvenção das formas de trabalho: tudo está mais dinâmico, a maneira de comunicação dentro da empresa e a forma de lidar com os funcionários estão mudando. Para Douglas, essa mudança não se restringe agora durante a pandemia, essa transformação seguirá conosco para o futuro. E aconselha aos profissionais: tenham calma, deem tempo ao tempo e enquanto isso, mantenham-se otimistas. 

Compartilhando do mesmo pensamento, Cláudia Carnovali, profissional da área de Recursos Humanos com foco em Recrutamento, Seleção e Desenvolvimento Organizacional, acredita que com a quarentena estamos aprendendo um novo jeito de viver. Estão surgindo novas tecnologias e recursos trazendo novas mudanças para as empresas, que vão passar a perceber que as pessoas são capazes de trabalhar em casa. “O mundo corporativo vai mudar muito ainda, e essa mudança vai trazer mais inovação e criatividade, pois ao mesmo tempo está sendo vista a questão da produtividade. Tem pessoas que estão gostando mais de trabalhar em casa do que na empresa”, diz Cláudia. E complementa, “em toda mudança, a gente precisa ver um lado positivo, e com certeza, a nova forma de trabalhar vai ser inovadora e desafiadora”.  

Na área da tecnologia, Cláudia tem observado o aumento das vagas e contratações por causa do aumento da demanda de projetos. Neste momento, todo o processo de seleção e contratação é feito online. Como efeito, há um critério maior para ser avaliado, tais como: organização no home office, disciplina, entrega, postura, autonomia e controle

Para quem busca dicas de organização no home office, a melhor forma, segundo Douglas, é buscar meios de se sentir útil e produtivo para si mesmo. Comece organizando a sua rotina, acorde no horário certo, mantenha hábitos saudáveis e faça a sua “to do list” do dia. Se você não se organizar, vai se dispersar e se sentir improdutivo, inútil, com a sensação de que não fez nada o dia todo, explica. “Reveja trabalhos antigos, como uma planilha que precise ser atualizada e refaça melhorando pontos importantes”, diz Douglas. 

Por outro lado, as empresas também estão fazendo a sua parte, como implementar programas de aproximação do funcionário. O fortalecimento do endomarketing é fundamental e tem ajudado, como no envio de dicas de home office, de saúde mental, etc. Cláudia diz que o RH de algumas organizações estão ligando para os funcionários dentro de um processo de escuta e aconselhamento. Por exemplo, ajudar a manter uma rotina; não ficar de pijama o dia inteiro; observar as alterações de humor; se está ou não com vontade de trabalhar naquele dia. É uma forma de integração e união que as organizações estão procurando ter com o trabalho a distância. “O lado humano precisa ser tão relevante quanto o lado da cobrança de resultados e produtividade”, afirma. 

Outra dica que Douglas compartilha para se sentir útil, é perguntando à colegas de trabalho se precisam de ajuda e colocando-se à disposição. Talvez alguém esteja sobrecarregado, precisando de socorro. E ressalta, “continue buscando conhecimento e esteja atualizado dentro da sua área. Isso também ajuda na produtividade e com certeza você irá colher bons frutos lá na frente”. 

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